segunda-feira, fevereiro 17, 2020

«(...) A voz monocórdica, cansativa e rezinguenta, afirmou, antes do seu dono entrar na sala: - Temos de nos lembrar que somos um país de gente humilde. Devemos saber que a pátria nos obriga a viver com o arado numa das mãos, e a espada na outra; e com economia...
Lourival não quis ouvir mais, nem sequer olhou. Farto de saber quem era estava ele.
(...)
Tinha que se acabar com aquilo, e já.
Eles estavam a voltar. Se não se tratasse imediatamente do as­sunto como devia ser, voltavam todos. Era o que faltava!»

- Mário-Henrique Leiria,
in Regressos, Novos Contos do Gin

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