sexta-feira, dezembro 20, 2019

A máscara, o capuz, o medo, a memória de hoje e futura. Pela escrita, realização, produção, interpretação, banda sonora original (e a outra); pela maneira como é feita a adaptação da obra de Alan Moore (adaptação única e única adaptação possível), imersa no zeitgeist actual como o original o era no dos anos 80; pela resposta (coincidência?) dada às recentes palavras de Moore de que o universo dos super-heróis americanos é reflexo de ideiais de supremacia branca (na série, é questão identitária da comunidade afro-americana); pelas inúmeras referências pop e eruditas, vindas de dentro e de fora do universo dos comics; pelo domínio absoluto da construção dramatúrgica (trabalho de relojoeiro) e da narrativa (ovo e galinha e ovo), esta série de Damon Lindelof é, sem sombra de dúvida, a série do ano. Mas de longe. Não está aberto a discussão.

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