terça-feira, novembro 20, 2018

Chegou ao fim uma das obras maiores das últimas décadas: Mister Miracle de Tom King e Mitch Gerads. Goste-se ou não do 12.º e final número, e da releitura possível que traz à história, o resultado no seu todo atinge píncaros que fazem merecer cada louvor e prémio que a dupla tem recebido. Nem King nem Gerads optaram por soluções fáceis e conseguiram manter o tom e o estilo durante toda a série. Nunca deram respostas que podiam (poderão) ser respondidas pelos próprios leitores, no que espero seja uma contínua discussão acerca destes doze números de excelência. Este Mister Miracle consegue ser uma belíssima homenagem à cração original de Jack Kirby, alinhado com o espírito do tempo corrente e, em simultâneo, intemporal. Bebe da Silver Age e do mundano. É tão críptico como a própria natureza humana; e é aí, afinal, que poderemos obter todas as respostas. Ou não.
Notável.

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