segunda-feira, outubro 07, 2019

domingo, outubro 06, 2019

Alegria, alegria: inaugurando a chamada season 2 do podcast, está online a sessão desta tarde na Fnac Chiado com os ilustres Rogerio Ribeiro e João Morales! Falámos do Fórum Fantástico que arranca no próximo dia 11, mas esquecemo-nos de lhes perguntar o que dizem os seus olhos. Fica para a próxima.
As ilustrações são da incrível death_by_pinscher. Ouçam o podcast aqui.

#estudasses

sábado, outubro 05, 2019

Para que serve o dia de reflexão sem a capacidade de reflectir?
Genericamente: não há lucidez sem objectividade.


(A imagem, como deveis saber, meus bebés-quase-proveta, representa a Hierarquia da Discordância de Paul Graham.)

“Studs likes to believe, despite the overwhelming evidence which clearly contradicts his theory, that the forces governing existence have a dramatist’s approach to human narrative. He likes to think such entities might have a fondness for last-minute death row pardons, million to one gambles or hair’s-breadth escapes and, as a consequence of this belief, has largely led a life of serial disappointment.” 

in Jerusalem,
Alan Moore

Cerca de 1.700 padres com comprovados abusos de menores sem serem fiscalizados

‪Então e o Portocarrero também já se enxofrou com isto como com as gémeas marotas? Ai não, espera - aqui já não há infracção de direitos de autor, pois.

sexta-feira, outubro 04, 2019

Eu sei que tinha dito que ia dissertar longamente acerca desse portento absoluto que é JOKER. Acontece que ainda não tive oportunidade porque isto é tudo muito bonito mas o tempo não estica (acho que para o mês que vem já consigo esticar o dia para 57 horas; já meti os papéis, agora é aguardar). Mas também, pressas para quê? O texto há de chegar. Entretanto, já tive oportunidade de falar - e muito; nunca o suficiente - sobre o filme com a Patrícia Pereira e o Diogo Beja, uma vez que eu e o Freitas - aka Sidekicks - fomos ao Hollywood Express botar faladura sobre tão vetusto assunto. Ora escutem lá, que a conversa foi deveras catita.


Na foto: três pessoas extremamente belas, e o Freitas.

quinta-feira, outubro 03, 2019

"A arte deve confortar o perturbado e perturbar o confortável." Acho que foi Banksy que disse isso. JOKER é uma obra-prima. Absoluta.
Amanhã escreverei largo sobre este diamante polido; agora só há espaço para esta vontade de ver o filme outra vez.

terça-feira, outubro 01, 2019

Vampirella by Artgerm























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É aquela época do ano outra vez.

Histórico! Bombástico! Galáctico! Fontes próximas da produtora Berlimitto & Pantagruel garantem que Cristina Ferreira irá interpretar o papel de Xpnik Kuniek-Blaaaa, a Imperatriz da Constelação de Xupiagnnnn, na próxima longa-metragem de STUFF WARS. A reforçar esta revelação, a produtora já divulgou esta foto de Cristina durante os testes de guarda-roupa. Destaque para a tiara de antenas que permite à Imperatriz Xpnik Kuniek-Blaaaa comunicar com peixes escamados, bitoques e hortaliça velha.

Próximo domingo, 6 de Outubro, depois de votarem no vosso super-vilão preferido, venham até à Fnac Chiado para a 1.ª sessão desta 2.ª season de Sidekicks, a que demos o pomposo nome de 1.ª sessão desta 2.ª season de Sidekicks. E não podíamos abrir de melhor maneira: connosco estarão os ilustres Rogério Ribeiro e João Morales, que nos vão pôr a par do passado, do presente e do futuro do Fórum Fantástico. Vinde que vai ser deveras bonito!

segunda-feira, setembro 30, 2019

Liam Sharp

Deveras catita, a leitura que fiz sábado passado no Reverso // Encontro de autores, artistas e editores independentes. Muito obrigado a todos os que assistiram, ao Vasco Gato pelo convite, ao Paulo Tavares pela recepção, e a todos na Cossoul pela hospitalidade.

Muito provavelmente a melhor adaptação de um comic para série televisiva. A obra de Garth Ennis e Darick Robertson, THE BOYS, foi passada de forma brilhante para o pequeno ecrã por Eric Kripke. Elenco de excepção, com destaque para Karl Urban (Billy Butcher), Jack Quaid (Hughie Campbell), Erin Moriarty (Annie January / Starlight), Tomer Capon (Frenchie), Antony Starr (Homelander) e Elisabeth Shue (Madelyn Stilwell). A necessidade que a espécie humana tem de salvadores leva à manipulação, à cegueira e à impunidade. Poderá haver mais actual que isto?

De vez em quando, lá surge a frase: é a era de ouro das séries televisivas. Já houve muitas; ou, talvez, ainda não tenhamos saído dessa era desde que o termo começou a surgir. Garantia, uma: que PERPETUAL GRACE, LTD corra o risco de passar despercebida no meio de tanta coisa boa é sinónimo de que existe, de facto, uma avalanche de séries incríveis, e o tempo não dá para tudo. Da minha parte, devo dizer que há muito que a escrita de uma série não me deixava de boca tão à banda. Vai beber de várias referências, todas elas dignas de vénias, ao mesmo tempo que tem uma identidade própria, única. O resultado é novo e irresistível. Se só conseguirem ver mais uma série até ao fim deste ano, que seja esta. Que portento.

Aqui há uns 300 anos, quando frequentei um seminário do excelentíssimo Robert McKee, guru da escrita de argumento, ouvi-o repetir, uma e outra vez, que o cinema sul-coreano era o melhor do mundo. Descontando o exagero que McKee imprime nas suas palavras, destinado a passar uma ideia e a fixá-la de forma indelével em quem o escuta ou lê, tenho tido a oportunidade de verificar que estava coberto de razão. Se, naquela época, já tinha algum contacto com o cinema da Coreia do Sul, desde então - e porque começaram a chegar a Portugal, de forma mais regular, várias pérolas desse país - tenho-me deparado com inúmeros outros exemplos dessa mestria absoluta. Já falei longamente do universo temático que, de forma genérica, caracteriza o cinema asiático no seu todo, pelo que não me vou estar aqui a repetir. Mas em relação ao sul-coreano, especificamente, devo referir aquele que é, com grande índice de probabilidade, o exemplo máximo de um completo domínio da arte de contar histórias que já me foi dado ver. Do argumento à realização, passando pela interpretação de todo o elenco, PARASITE, de Bong Joon-Ho, é uma gema sem falhas. Quanto menos se disser sobre o filme, melhor, para não correr o risco de desvendar pormenores muito mais arrebatadores se surgirem, durante o visionamento, como completa surpresa. Agora, que estamos a falar de uma obra-prima absoluta, disso não haja qualquer dúvida.

sexta-feira, setembro 27, 2019

Hoje

They live!

1986: e se fosse um comic?


Arte de Selma Pimentel.

Miguel Martins, DAS MULHERES, incluído no livro LÉRIAS, Averno, 2011


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Ruiz Burgos

Quanto à jovem Greta propriamente dita, até me parece que devia ser mais feroz. Tipo assim.
All music written and performed by John Mollusk. Inspired by, and all lyrics by Greta Thunberg.


Fui espreitar a página do Bufo Patomarreco, sabem, o padre que fez a denúncia que levou a ASAE à caça das gémeas marotas, e fui lá porquê?, fui naquela coisa de - como é que se diz agora? - sair da minha ‘echo chamber’, terminologia bem moderna em marketês corrente, para perceber melhor a linha de raciocínio (se assim se lhe pode chamar) que leva a uma coisa destas, e arrependi-me imediatamente. Porque isto de nos prestarmos a escutar discursos obscurantistas faz um indivíduo sentir-se como que num lamaçal medieval, provoca o falecimento de neurónios e aflige, aflige muito, ver o Patomarreco a justificar a bufice com questões de direitos de autor, como se fosse questão que realmente lhe interessa, então não interessa, como se não fosse uma desculpa, a única ponta solta, digamos assim, que teve para pegar e levar a sua medievalice avante; e logo a seguir, na caixa de comentários, vê-lo já sem freio, mostrando os verdadeiros fernicoques: que a pornografia isto e mais aquilo, ai é o diabo, vade retro; só se me afigurou o Patomarreco com um archote a aproximar-se de uma montanha de livros e a pegar-lhes fogo, pois que ali reside o mal, ui tanto mal. E dou por mim a pensar: há comboios que não quero mesmo apanhar, faço questão de não apanhar, e este de tentar perceber o que leva alguém a sentir comichão com livros é um que não me interessa mesmo, de todo, um comboio que espero que descarrile, ribanceira abaixo; já nem é só uma questão de neurónios a enforcarem-se perante estas - vá, chamemos-lhes assim - mentalidades, é mesmo o estômago que, não aguentando o embate, se refugia no vómito como única hipótese de purga de mioleiras deste calibre.

quinta-feira, setembro 26, 2019

Não, o activismo ambiental não se tornou um negócio, pois claro que não. E, mesmo que se tenha tornado, o que é que isso interessa? Antes isso do que matarem o planeta, ah pois é, porque só há preto e branco, nada de áreas cinzentas, e agora nem interessa nada falar sobre isso, o desespero manda e pede um messias, quem não está connosco está contra nós, não sejas fascista, não questiones porra nenhuma, não há aproveitamento nenhum, ninguém anda a ser manipulado, é impossível preocupação efectiva com a catástrofe iminente - presente! - sem devoção total à hashtag da moda, nem mais; para nos tomarem por tolos já bastou a geração que rebentou isto tudo e blá-blá-blá, e vamos todos ser salvos porque temos quem tome conta de nós, hossana! nas alturas, teu branding entre nós!

quarta-feira, setembro 25, 2019

O Reverso // Encontro de autores, artistas e editores independentes, começa amanhã, e lá estarei dia 27, sexta-feira às 22h30, a convite do estimado Vasco Gato. Lerei textos meus, de outros autores que me dizem muito, e depois podem oferecer-me copos até nos expulsarem da Guilherme Cossoul. Lá vos espero.

Batwoman by Michael Cho

Fernanda Montenegro 💜

Pois que a censura de livros também passa por cá, assim, em pezinhos de lã. E, entretanto, perdemo-nos em maniqueísmos, ou é preto ou é branco, sem nada pelo meio, ou isto ou aquilo, mais barricadas e zero desejo de questionar, perceber; entregar os pontos. O medo é fodido. A necessidade de palminhas - que leva a passar a mão na marreca do hashtag da moda - igual. Como escreveu o João Paulo Cotrim, a propósito de outros assuntos (mas veste o zeigeist da cabeça aos pés): “Que interessa hoje o futuro? Matámo-lo logo a seguir a Deus, se nos relacionamos com as ideias em modo de fuzilamento?”

Marotas apreendidas
Foi hoje de manhã apreendida pela ASAE, As Gémeas Marotas, livro de paródia à Miffy, nas instalações da Biblioteca dos Olivais, serviço da Bedeteca de Lisboa.
Depois de meses de campanhas de difamação dos Direitinhas, ultra-católicos e outros elementos burgessos da sociedade laica portuguesa (mais os nazis dos brasileiros), finalmente conseguiram o que desejavam, tirar do olho público uma obra de arte autónoma, dentro de um acervo público, propriedade da Câmara Municipal de Lisboa.

terça-feira, setembro 24, 2019


‘Tou a curtir a conversa dos woke de meia-idade. Lembraram-se agora. O que nem seria mau - antes tarde que nunca. Acontece o quê? O ritual do habitual. É como se o uso da hashtag da moda lhes tirasse um peso da consciência. Só que, azarito: a pegada ecológica de cada um não diminui à pala de hashtags. E entretanto os bólides bufam e não se prescinde do saquinho e da garrafinha de plástico, p.e. O pecos-pecos é mais cómodo e os hábitos escusam de ser mudados. Deixem-se de merdas. As boas intenções apregoadas valem zero se a mãozinha malandra descamba para o de sempre. Sempre quero ver essa preocupação toda a ir além da montra das redes sociais. O fim chega montado na inacção e a inacção vem atrelada também a este tipo de hipocrisia. Não é Roberto Carlos a salvar baleias quem quer.