terça-feira, janeiro 15, 2008
Ele merece
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12:52 da tarde
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Tópico: Blog
And the winner is...
Ora então muito bem: o Campeonato de Pantufada nos Fundlhos de Mário Lino terminou às 23:59 de ontem com uma adesão bestial da vossa parte. Grande prova de seriedade e rigor, uma vez que o Pictogame não guarda os resultados online e fomos todos colocando os resultados obtidos na caixa de comentário sem falcatruas. Bonito, um exemplo para o Mundo e para a Europa.O concorrente, e visitante aqui do boteco, João Sousa, fez um blog de propósito para dar conta dos resultados. Acabou por ser ele também o grande vencedor, ao afinfalhar uma vigorosa pontapezaça que projectou Mário Lino a 171.714 metros de distância e estabeleceu um novo recorde. Porreiro, pá!
Cai assim de forma gloriosa o pano sobre esta iniciativa, mas se entretanto alguém conseguir superar a marca alcançada pelo João Sousa, faça o favor de dar aqui conta do feito.
Resta-me deixar a promessa de mais jogos no futuro e, assim que for possível guardar os resultados online, a criação de um Hall of FHFame, que é coisa de pouco ou nenhum interesse, mas é o que há.
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FHF
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12:50 da tarde
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Mad Men
Já tinha ouvido falar desta série, mas entre Heroes (faltam-me ver dois da 2.º temporada), Weeds (estou a meio da 3.ª), e a 2.ª de Dexter (a 1.ª agarrou-me e o dvd já está na minha wish list) não tivera ainda ocasião de averiguar do grau de catitidade de Mad Men. O facto de ter sido criada por Matthew Weiner, que tem no currículo esse peso mega-pesado que é Os Sopranos, era já de si um bom augúrio.
A acção de Mad Men desenrola-se no mundo das mais prestigiadas agências publicitárias da Nova York de início da década de 60. É uma série de época, rigorosíssima, segundo tenho lido, e, pelo que já pude verificar online, um gáudio para os olhos. Pormenor curioso se tivermos em conta que o AMC era, até há bem pouco tempo, um canal dedicado em exclusivo à exibição de filmes antigos restaurados. Esta é, aliás, a sua primeira produção original, estreada em Julho de 2007, e já com contrato para uma 2.ª temporada, que vamos lá a ver quando e se estreia (there's a strike going on). Seja como for, a 1.ª de Mad Men ocupa o lugar cimeiro da minha lista de séries a ver com urgência.
(Estive quase a colocar como título deste post "Estes publicitários são loucos", mas depois achei que era imbecil demais, podendo no entanto vir a fazer parte de uma apologética nota de rodapé.)
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1:13 da manhã
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domingo, janeiro 13, 2008
Assim vou acabar por corar.
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9:25 da tarde
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"Every sin leaves a mark."
Cronenberg só é explícito quando mostra uma boa e velha mutilação, corte, ou poça de sangue; tudo o resto avança de maneira à primeira vista discreta, com as tradições da máfia russa e as vicissitudes da vida das pessoas normais a servirem de painel perfeito para o realizador canadiano poder expôr as suas obsessões recorrentes pelo corpo, enquanto constrói um sólido e brutal thriller que nos agarra pelos colarinhos e não larga até ao final; um final surpreendente, tanto mais quando percebemos que os sinais estavam lá desde o início. Viggo Mortensen e a belíssima Naomi Watts encaixam de tal forma nos papéis que é difícil, se não impossível, conceber que o filme pudesse ter sido feito com outros actores, sendo o mesmo válido para Armin Mueller-Stahl, o grande chefão mafioso, e Vincent Cassel, soberbo no papel de futuro herdeiro de um império criminoso que não tem nem a capacidade nem os tomates para comandar.
Desde Dead Ringers (1988) que não via um filme de Cronenberg de que gostasse tanto, (bom, talvez Naked Lunch, três anos depois), mas também é verdade que não vi A History of Violence (apesar de conhecer a graphic novel de John Wagner e Vince Locke de trás para a frente) que, já me disseram, tem bastante a ver com este Eastern Promises (o que é possível confirmar mesmo só conhecendo a banda desenhada). E já que falo de Cronenberg: o seu Scanners, de 1981, vai ter direito a remake, notícia que a princípio me provocou um calafrio (dos maus), mas que logo a seguir me provocou outro (este dos bons), ao ver que o projecto está entregue a Darren Lynn Bousman, o mesmo de Saw II e III... e IV, que, aliás, acabou de estrear. Alguém já viu? E que tal?
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5:21 da tarde
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Colina Silenciosa
A propósito de Dark Floors dei por mim a recordar Silent Hill 3, que a nipónica Konami editou em 2003. Se pensarmos que o survival horror compreende títulos como Alone in the Dark ou Resident Evil, não será talvez correcto inserir a série Silent Hill no género, visto não se tratar de um jogo de acção com sustos à pazada e zombies em quantidades industriais para matar. Não, Silent Hill pretende afectar-nos ao nível psicológico, e o terceiro capítulo, se for jogado às escuras e com o som bem alto, afecta e afecta bem.Para muito boa gente, o melhor da série é o segundo, mas foi em Silent Hill 3 que encontrei a excelência. Tudo neste jogo, da história ao grafismo, realização e sonoplastia, foi pensado para mergulhar o jogador em angústia, ansiedade e medo. Sim, porque este não é um jogo para quem quer sentir-se assustado, é um jogo para quem quer sentir medo e gritar como a rapariguinha que - pelo menos no jogo - é.
Não há pois lugar para o susto. O que aqui temos é uma sensação de desconforto permanente, uma tensão constante, um aperto no pescoço que nunca afrouxa. Antes pelo contrário, são muitas as vezes que damos por nós sem conseguir respirar de todo, tal é a tensão a que estamos sujeitos. É o mais próximo que um videogame esteve de reproduzir uma má trip, à boa maneira de Jacob's Ladder (1990), um autêntico pesadelo, ou não fosse a protagonista que encarnamos, Heather Morris, ter sido atraída à localidade que dá nome à série através de um sonho bizarro. Sonho esse que, logo desde os primeiros níveis no parque de diversões, não só parece longe de acabar como ainda por cima se vai tornando mais e mais assustador.

Silent Hill 3 é jogado na perspectiva da terceira pessoa. O rádio que carregamos connosco começa a tocar estática à medida que as criaturas disformes que povoam o universo doentio de Silent Hill se aproximam; criaturas essas que só vemos quando estão praticamente em cima de nós, uma vez que em boa parte do jogo a única fonte de luz é a lanterna que trazemos ao peito. Os cenários são arrepiantes, e também aqui surge o elemento recorrente desta saga aterradora - a cadeira de rodas (tirada de Session 9, de que os criadores são fãs), tombada e com uma das rodas a girar, como se tivesse acabado de cair e o seu ocupante ainda estivesse por perto, escondido, à espreita.

Um dos momentos mais marcantes do jogo é de uma simplicidade notável, e atesta bem o grau de requinte que os seus criadores, designers e programadores alcançaram. Passa-se numa sala, onde, sem o sabermos, fomos condenados à morte no momento em que entrámos (se estivermos a jogar em modo hard). Não existe aqui nenhuma das enfermeiras em decomposição nem nenhum dos cães mutilados que nos atacam no mundo de Silent Hill 3. Não há nenhuma armadilha nem nenhum puzzle complicado onde teremos de forçar-nos a raciocinar de forma lógica apesar de todo o pavor que estamos a sentir. A sala vai matar-nos, mas primeiro vai saborear o nosso medo, a nossa angústia crescente por não sabermos o que está a acontecer. Seja o que for, não vai ser bom para nós. Continuamos a tentar, corremos de um lado para o outro, procuramos uma saída que não existe, voltamos à porta por onde entrámos e tentamos abri-la, uma e outra vez, sem sucesso, não há lugar para sucesso nesta sala, só para medo, loucura e morte. Uma morte repentina, um anti-clímax.
Há um pormenor delicioso que contribui e muito para o efeito de terror absoluto que esta sequência provoca no jogador. Não vou dizer qual é para que tenham, aqueles que não conhecem, surpresa semelhante. Para o jogador que tem o joypad nas mãos, totalmente imerso no jogo, e portanto também ele fechado na sala, é uma experiência angustiante e ao mesmo tempo deliciosa. Assitir à sequência em vez de jogá-la não tem, claro está, um milionésimo da força, e por isso hesitei um bocadinho em colocar aqui este video. Mas fica tudo bem se, depois de verem isto, sentirem vontade de experimentar o jogo. Coisa que deverão fazer apenas no caso de serem fãs do género: Silent Hill 3 é hardcore, e nem títulos posteriores como Siren ou Project Zero conseguiram chegar tão longe. Ora apaguem lá as luzes e ponham esse som bem alto, se faz favor.
Existem hoje diversas encarnações desta saga sobrenatural. Silent Hill 4: The Room (2004) foi, em certa medida, um retrocesso. De facto, este jogo nem foi, de origem, pensado para a série, e por isso muitos dos elementos que esperaríamos encontrar num capítulo da Colina Silenciosa estiveram ausentes, o que levou a muitas críticas por parte dos fãs. Depois disso já houve um filme, Silent Hill (2006), realizado por Christopher Gans - o mesmo responsável, em 1995, pela adaptação ao grande ecrã da manga de Kazuo Koike e Ryoichi Ikegami, Crying Freeman -, e com argumento de Roger Avary, o mesmo de Pulp Fiction (que escreveu a quatro mãos com Quentin Tarantino), The Rules of Attraction (filme que também realizou, a partir do romance de Bret Easton Ellis) e Beowulf (junto com Neil Gaiman). A PSP já recebeu não um jogo mas um UMD interactivo, Silent Hill Experience (creio que também em 2006, visto que o grande objectivo deste lançamento era promover o filme), com bandas desenhadas interactivas, música, cenas de bastidores e um guia para a série; e no ano passado saíu Silent Hill: Origins, na realidade a primeira versão do jogo para PSP. Mas o que todos os amantes do medo virtual aguardam com impaciência é o lançamento de Silent Hill V, disponível, segundo consta, no Verão deste ano. Vão ser horas de sol na praia trocadas por noites em branco a experienciar a chamada cagufa.
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sábado, janeiro 12, 2008
animais não são
electrodomésticosconstatou constata triste
24/1 - 2:01
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sexta-feira, janeiro 11, 2008
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Alcochete? Jamais!! - THE GAME
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162.136m, iiiiiiiinch-a.
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(Update, 11/1 - 17:16) Experimentei o jogo noutro computador e - surpresa - verifiquei que o marcador de pontuação máxima estava a zero. O que se passa é que o high score se refere apenas a resultados obtidos no próprio terminal, e é por isso que eu não vejo os vossos resultados nem vocês os meus. E aqueles de vocês que nem sequer nos próprios computadores conseguem ver os resultados que fizeram terão talvez os cookies desligados e por isso, de cada vez que refrescam a página os resultados vão à vida.
O Pictogame está a dar os primeiros passos, e de certeza que ainda reserva muitas e boas novidades para o futuro, sendo que uma delas bem podia ser a inclusão de um sistema que permita exibir online tabelas personalizadas com as pontuações e os nomes dos recordistas, para que cada jogo criado possa ter um Hall of Fame. Para já, a oportunidade de fazer a Mário Lino aquilo que José Sócrates, de forma incompreensível, não faz, já é razão suficiente para louvar a malta do Pictogame. Assim que se tornar possível este esquema de pontuações online, podem crer que os jogos que criar aqui para o Salvo Erro passarão, todos eles, a ter o seu Hall of FHFame.
Até lá, vamos dando conta das pontuações no espaço de comentários deste post. E sem batotas, ò camandro. Estou nos 162.136m, o amafas atingiu os 162.432, e o recorde pertence à Paula, que arrefinfou uma pantufada de 171.116m a Mário Lino.
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(Update, 12/1 - 22:03) Igualei o resultado de 171.116, e entretanto o João Sousa atingiu a impressionante marca dos 171.713m. Chegará alguém aos 180.000? Será possível? E aguentar-se-à Mário Lino a tamanho biqueiranço à base de fundilhos?
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(Update, 13/1 - 17:08) A marca de 171.713 ainda não foi ultrapassada, mas já foi igualada pelo Stormy Mind e pelo APC. Será o objectivo de 180.000 metros demasiado ambicioso? Qual deverá ser a data de fecho deste Campeonato de Pantufada nos Fundilhos de Mário Lino, para que possa afixar os resultados finais? Proponho até amanhã às 23:59, que dizem?
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"It's too... soviet out there."
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Tópico: Blog, Sketch Comedy
Apícola
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4:48 da tarde
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Tópico: Sketch Comedy
Hipótese: Céline Dion é espantosa como o c@r@/#o.
Bom, e daí talvez ela possa; afinal, ela é Céline Dion.
Chiça, qu'insuportável.
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3:46 da tarde
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terça-feira, janeiro 08, 2008
Jeeja, danada para a porrada
Aí está - sou visita regular do Twitch e nem sequer me ocorreu ir até lá procurar mais informação acerca de Chocolate. Ainda mais quando foram os próprios senhores de tão excelso domínio que fizeram upload do trailer para o Brightcove. Enfim, valha-nos o Manuel Ferreira, que deixou na zona de comentários do post abaixo a resposta para a minha questão deveras urgente: a moça chama-se Nicharee "Jeeja" Vismistananda. Podem ler mais acerca de Chocolate, das desavenças entre Prachya Pinkaew e Tony Jaa (quem, no seu perfeito juízo, se mete em sarilhos com Jaa?), e, mais importante de tudo, obter alguma informação sobre Jeeja, no Twitch e na velha Wiki. E um obrigado ao Manuel Ferreira.
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Tópico: Cinema
Fitas que farão de 2008 um ano mais bonito #9: Chocolate
Chocolate é a mais recente obra de Prachya Pinkaew, realizador de Ong-Bak (aos que não conhecem Ong-Bak sugiro que vejam isto; irão não só perceber a onda de Mr. Pinkaew, mas também testemunhar uma breve amostra da técnica soberba de Mr. Tony Jaa). O trailer, como se não fosse já aparatoso o suficiente, ainda inclui imagens de stunts que, durante a rodagem, correram mal. Nos filmes de Pinkaew não há cá CGI nem fios nas cenas de porradame, é tudo old school e visceral, o que ali está foi mesmo executado pelos actores, e às vezes acrobacias deste calibre correm muito malzinho. Material que se esperaria num making of, mas que o realizador decidiu incluir no trailer. Um grande bem haja para ele.
Até agora não consegui descobrir o nome da moça-maravilha (este Chocolate ainda não aparece listado no IMDb), mas urge seguir-lhe o rasto. Qualquer rapariga capaz de infligir esta quantidade de dor merece a nossa admiração. Overdose de smarties e filmes do Bruce Lee dão nisto. E ainda bem.
Pequena nota para o (a) caro(a) visitante deste blog que, neste momento, está a ver o video aqui em cima cortado do lado direito: o que se passa é que estais a usar Internet Explorer, portanto não vos queixais porque estáveis a pedi-las. Tende juízo e downloadai o Firefox, ides ver que tudo se resolverá pelo melhor.
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2:08 da tarde
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Tópico: Cinema
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Luiz Pacheco
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11:28 da tarde
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Tópico: Blog, Literatura, Livros, TV
domingo, janeiro 06, 2008
Dia de Reis
Ergueu a tocha e acendeu as barbaças de milho enroladas em papiro persa. Uma fumaçada ia saber-lhe bem depois dos quilómetros passados em cima do lombo do camelo. Tudo para ver o Menino, que lhe deitava agora um olhar de censura.Um inspector da ASAE - que na semi-obscuridade do estábulo e por causa das orelhas lhe parecera de início outro ser - avançou com o dedo levantado: "Rei Baltazar, o cigarrinho é lá fora, senão leva multa de 750 euros".
Belchior e Gaspar viraram-lhe as costas e Baltazar sentiu-se a mais naquele presépio. 750 euros era muito. Depois da vaquinha que tinha feito com os outros reis para comprar ouro, incenso e mirra, mal lhe sobrara para um maço de tabaco. E Baltazar era Rei Mago mas não fazia o dinheiro crescer nas árvores. Milagres desses estavam reservados ao Menino que, pelos vistos, não fumava.
Baltazar foi expulso do estábulo e ficou a fumar à porta, cantando o "Não há estrelas no céu" do Rui Veloso para enganar o frio.
- De que vale ter a chave de casa para entrar / Ter uma nota no bolso p'ra cigarros e bilhar...
Mas disso não fala a Bíblia.

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Tópico: Blog
"Pronto,
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Tópico: Blog
Alguém tem lume?
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Tópico: Blog
Mais Cloverfield (exclusivo: receitas de cozinha!)... e Lost, 4.ª temporada.
O Exgrooviado, visita assídua aqui do Salvo Erro, deixou-me, a propósito das imagens de Cloverfield divulgadas a 14 de Dezembro, um link para o que poderia muito bem ser o monstro que arrasa Nova York na nova produção cinematográfica da Bad Robot. É na verdade uma ilustração que o mui talentoso Doug Williams colocou no seu blog (cliquem na imagem para aumentar). Estou capaz de apostar que, em todo o filme, nunca chegaremos a ter uma visão total do monstro; para esse efeito vai valer-nos, acredito, a fan art que irá ser gerada depois da exibição. Não acho, porém, que o sucesso de Cloverfield esteja dependente da criatura aparecer em todo o seu esplendor; penso mesmo que isso seria contrário ao conceito que, à partida, oferece tanto potencial a este filme. Não se despreze, no entanto, a importância do visual e das dimensões da bestelhunça raivosa - o buzz gerado exige um gigante à altura, passe o pleonasmo. Se a criatura do filme for qualquer coisa de semelhante a esta ilustração, já estaremos muito bem servidos. Até porque tem aspecto de dar uns belos filetes no forno, o sacrista do bicho. Criei, aliás, e mesmo antes da estreia do filme, uma série de receitas que se podem fazer a partir deste animalito, pratos possíveis de ser confeccionados em larga escala dadas as generosas dimensões apresentadas por este paquiderme marítimo, refeições capazes de meter no bolso qualquer feijoadazeca na ponte Vasco da Gama. A saber:Cloverfield à Zé do Pipo
Ingredientes
para 200.000 pessoas:
1 lombo de Cloverfield
80.000 cebolas médias
1.000.000 folhas de louro
Sal e pimenta q.b.
1 navio cargueiro de maionese (feito com 50.000 gemas e 4.000 quilolitros de azeite)
750.000 toneladas de batatas em puré
Azeitonas pretas
Confecção:
Depois de bem demolhado, coloca-se o Cloverfield em postas.
Leva-se a cozer com azeite.
Picam-se as cebolas e levam-se a estalar com o azeite, o louro, o sal e a pimenta e um pouco de leite de cozer o Cloverfield.
Depois de cozido, escorre-se o Cloverfield e coloca-se a secar sobre um pequeno continente.
Deita-se a cebola sobre as postas de Cloverfield, que depois se cobrem com a maionese.
Contorna-se com o puré de batata e leva-se a gratinar no magma incandescente do centro da Terra.
Enfeita-se com azeitonas pretas.
Filetes de Cloverfield no forno com molho de iogurte
Ingredientes
para 300.000 pessoas
Para os filetes:
3 filetes de Cloverfield
700.000 pepinos de conserva
Sal e pimenta q.b.
Margarina
Para o molho:
200.000 iogurtes naturais
3.000.000 colheres de café de cebola picada
5.000.000 colheres de café de alecrim seco
Pimenta a gosto
Confecção:
Temperam-se os filetes de Cloverfield com sal, pimenta e sumo de limão.
Coloca-se sobre um pequeno continente untado com margarina e, por cima, espalham-se os pepinos cortados em fatias.
Leva-se a assar no interior de um vulcão durante 20 minutos, regando-se de vez em quando.
Para fazer o molho, mistura-se o iogurte natural com a cebola picada, o alecrim, e tempera-se com sal e pimenta.
Serve-se o Cloverfield com o molho, acompanhado de batatas e legumes cozidos.
Cloverfield à Lagareiro
Ingredientes
para 1.000.000 pessoas:
100.000 toneladas de Cloverfield
20.000.000 de cebolas
2.000.000.000 folhas de louro
600.000.000 dentes de alho
1.200.000 pimentos vermelhos
1.200.000 pimentos amarelos
1.200.000 pimentos verdes
1.000.000.000 toneladas de batatas
1.000.000.000.000 ramos de salsa
1.000.000.000.000.000 colheres de chá de vinagre
Sal a gosto
Pimenta preta em grão em quantidade generosa
Confecção:
Coze-se o Cloverfield em panela de pressão com as cebolas, o louro, sal e pimenta, durante 3 semanas. Depois de cozido retira-se da panela e coloca-se numa travessa de barro.
Descascam-se os alhos, cortam-se os pimentos em tiras fininhas, juntam-se as batatas com a pele e demais ingredientes na travessa. Polvilha-se com salsa, rega-se com azeite e leva-se a forno de lenha a 2.000.000º durante 4 anos.
Salpica-se com vinagre.
Toque de requinte: para tornar o prato mais suculento, coloca-se 1.500.000.000.000 gramas de bacon cortado em cubos e um cravinho à volta do Cloverfield, antes de ir ao forno.
Brevemente:
Salada de Cloverfield com frutos secos
Ratatouille de Cloverfield
Cloverfield na brasa com macã nas beiças
Sorbet de Cloverfield
& Cloverfield assado com Vinho da Madeira (sobremesas)
Bom, e a propósito da Bad Robot de JJ Abrams - eis que Lost chega às salas de cinema.

Esperem, não se trata de nenhuma versão cinematográfica da série - por enquanto, porque estou convencido de que lá se chegará - mas de mais uma manobra promocional pioneira. É que se desde há muito que se faz na televisão publicidade a filmes exibidos no cinema, o inverso já não é verdade. Só que a 4.ª temporada de Lost vai quebrar a regra e ter direito a uma mega-promoção nas salas de cinema. É bem provável que Cloverfield passe a ter um motivo adicional de interesse (como se fosse necessário), se tiver a abrir um gostoso trailer da nova temporada dos perdidos mais famosos da história televisiva (and beyond). Depois do arranque em falso, a 3.ª temporada acabou por ultrapassar as expectativas (pelo menos as minhas) e provou em grande parte que nada do que se tem até agora passado é gratuito. Há um plano e parece muito bem traçado. E, mais importante do que peças do puzzle a encaixar, é que a partir de mais ou menos metade da temporada (antes tarde que nunca) começaram a aparecer excelentes episódios, puro filet mignon narrativo, evoluções surpreendentes de algumas personagens, e grandes bónus para os mais familiarizados com a crescente mitologia da série.

Mas, perguntam vocês e bem, como é que vai haver 4.ª temporada de Lost com a greve de argumentistas? Bom, até Novembro passado já estavam escritos oito guiões. Vai pelo menos haver episódios até Maio (vejam aqui lista com os títulos conhecidos até agora). Com séries como Heroes em pausa por causa da greve, Lost vai ser uma ilha em mais que um sentido. Sobre isto, e a ideia de que Lost não está tão dependente do conceito de 'temporada' como as outras séries, valerá talvez a pena ler este artigo, já com uns mesinhos mas nem por isso menos lúcido.
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CONTRA, hoje às 12h30, com os RIBEIRA SOM SISTEMA
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Tópico: Contra Informação, Escrita, Música, Projectos, Sketch Comedy, Trabalhos, TV
quarta-feira, janeiro 02, 2008
Em casa de ferreiro, espeto de pau *
* Espera aí, pau não, que a ASAE proibiu colheres e espetos de pau.
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Com o coração nas mãos
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terça-feira, janeiro 01, 2008
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