segunda-feira, dezembro 10, 2007
sábado, dezembro 08, 2007
Salvo Erro SNACK TV #05 - Prevenção Rodoviária
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sexta-feira, dezembro 07, 2007
O temido regresso de Panhões
Tenham medo, muito medo: Orlando Panhões, personagem saída das mentes retorcidas de Francisco Palma e Nuno Markl, é o convidado de hoje d'Os Incorrigíveis. Recordam-se certamente dele da rubrica Ódio Visceral que passava n'O Prazer dos Diabos, na altura exibido na extinta SIC Comédia. Ainda hoje estremeço de terror quando vejo a farta bigodaça de Panhões e me lembro do dia fatídico em que esta espécie de Jason Vorhees português esmagou a minha cabeça com uma pá.
Arrepiante a clara influência de Scanners neste meu assassinato, a permitir-me alimentar o sonho de, um dia, ver lado a lado o mito Panhões e a lenda Liliana Komorowska. Mas vê-los ao longe, a uma distância segura, não vão eles lembrar-se de começar a rebentar cabeças com o poder da mente. É que dá-lhes muito para isso.
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quinta-feira, dezembro 06, 2007
The Key to Reserva
Scorsese foi convidado pela Freixenet a fazer um pequeno épico publicitário agora para o Natal e Ano Novo e coiso. O resultado é este filme sobre um suposto guião de três páginas que Hitchcock não chegou a filmar e do qual falta uma página. Não me deu vontade de beber cava (o que, convenhamos, é secundário para todos menos para um marketeer saloio), mas achei de alto índice de catitidade, para dizer o mínimo. Podem ver o filme aqui. Obrigado ao João Morales pela dica.
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Tópico: Blog
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Tópico: Música
Há coisas medíocres, não há?
Está na altura da Cabo investir tanto em técnicos competentescomo faz em mulherio bem jeitoso para as suas campanhas publicitárias
Quando se trabalha em casa, como eu, é impensável não ter ligação à internet. Diacho, mesmo que não trabalhasse em casa, acho que preferia sair nu à rua do que não ter ligação à web, apesar do resto do mundo poder ter uma opinião diferente. Compreendo: eu próprio, se saísse nu à rua, evitaria olhar para superfícies espelhadas; seria escusado, mais a mais se estivesse um dia bonito, daqueles em que até parece mal andar à procura de sarilhos.
Já para não falar de, sendo grande parte do meu trabalho relacionado com televisão, ter a maior quantidade de canais cabo possível. Isto porque os generalistas nem sempre exibem - ou pelo menos nem sempre exibem a horas certas ou fora das madrugadas - as séries e afins que sigo, umas mais religiosamente que outras. E porque nem tudo merece a compra em DVD. Mesmo que não trabalhasse em televisão, tenho a certeza de que continuaria a ser um consumidor mais ou menos compulsivo de certos elementos do universo catódico, como sou desde tenra infância. Estou em crer que os primeiros ensaios para os actuais aparelhos de iPod video e telemóveis com emissão de televisão em directo fui eu que os fiz, ao tentar levar comigo para a escola um televisor com cerca de quatro vezes o meu peso para ver desenhos animados nos intervalos das aulas (durante dava muito nas vistas, porque mesmo os auscultadores eram granjolas).
Bom, mas isto tudo para dizer que sou, desde há muito - desde o início, creio - cliente da TV Cabo, quer dos serviços de TV, quer de net. A quantidade de canais e serviços que assino foi suficiente para que me ligassem de forma insistente para aderir a uma promoção: o telefone fixo, que me permitiria, disseram-me, fazer chamadas grátis para a rede fixa. Não teria de pagar nada, nunca, desde que pelo menos mantivesse o número de serviços. Só teria de pagar o aparelho de telefone da própria TV Cabo, ou, caso não o quisesse, poderia adquirir um numa qualquer loja, e a coisa estava feita.
Confesso que fiquei admirado com a insistência. Afinal, não estavam a tentar vender-me mais um serviço. Não, estavam apenas a tentar alertar-me para algo a que tinha direito, uma promoção que na altura me pareceu bastante simpática. E acabei por aderir. Raismapartam.
Penso que está na altura da TV Cabo investir tanto em técnicos competentes como faz em mulherio bem jeitoso para as suas campanhas publicitárias. Também sou grande fã das três amigas do "trrim, trrim", quer as de primeira, quer as de segunda geração (em especial a moça que foi agora capa da FHM, uma belíssima edição de coleccionador). O problema, no meu entender, é que não são elas que nos vêm a casa instalar os aparelhos. Se fossem, penso que uma fatia significativa dos clientes - os masculinos, pelo menos, e os femininos que se revêem nos dramas desconchavados de The L Word - estariam dispostos a aturar a mediocridade com que me deparei há umas semanas. Passo a explicar.
Sempre suportei com alguma ligeireza e humor a fraca qualidade da assistência técnica que a NetCabo dispõe via telefone. Muitas foram as vezes que a minha ligação à internet estava completamente morta, e telefonei para o número disponibilizado pela NetCabo para tentar resolver o problema. E grande parte das vezes deparei-me com o insólito de estar a falar com técnicos, ou, deverei dizê-lo, supostos técnicos, que percebiam tanto do assunto como eu percebo, digamos, por exemplo, o porquê de alguém ter contratado estes técnicos, ou supostos técnicos.
Mas até aí tudo bem. Consigo lidar com o muitas vezes aparente desinteresse que do outro lado da linha me responde aos problemas que lhes apresento, fruto talvez de a maior parte destes técnicos encararem o prestar deste serviço de assistência como mais um MacJob, coisa passageira, uma chatice antes de encontrarem o emprego que desejam, e para o qual muitos até se deram à trabalheira de tirar um curso. Não lhes posso levar a mal. Tenho este hábito desagradável de ser mais tolerante com a incompetência quando a encontro em funcionários de cargos de relativo desinteresse, que não estimulam a vontade de fazer seja o que for, do que quando a reconheço em graus mais elevados de responsabilidade. Agora, o que me deixa mesmo de rastos é a chico-espertice.
E é de chico-espertice que trata este post. Da chico-espertice dos técnicos, ou, diga-se em abono da verdade, de um dos dois técnicos que certa manhã se dirigiram a minha casa para a entrega do dito equipamento telefónico. Fui apanhado de surpresa: afinal, em ambas as datas acordadas via telefone para entrega do equipamento, ninguém apareceu. Neste ponto, é de louvar o engenho dos serviços da TV Cabo, ou, neste caso, NetCabo: como das vezes em que tinham marcado comigo uma data nenhum dos seus funcionários apareceu em minha casa, resolveram não me dizer nada e assim garantir que o equipamento seria entregue. É um raciocínio complexo, mas a malta da TV Cabo chegou lá, e é de se lhes tirar o chapéu.
A operação passou-se assim: a campainha acordara-me e os meus olhos estavam colados por dois finos mas sólidos filamentos de ramela. O baque surdo da minha testa contra a porta de casa denunciou a minha presença aos homens da NetCabo que aguardavam do outro lado. Abri a porta e só não senti que o Natal tinha chegado mais cedo porque, como já disse, tinha os olhos colados e não vi quando um dos homens me tentou entregar um pacote laranjóide para as mãos. "Mas então e isto é o quê?", perguntei. "É o equipamento telefónico a que tem direito, só tem de assinar aqui".
Isto do assinar tem muito que se lhe diga. Para começar, exige que um tipo leia a folheca antes de pespegar com o nome lá em baixo, o que só com muita arte se consegue fazer de olhos fechados. Dada a impossibilidade de abri-los em termos, limitei-me a gatafunhar o meu nome em local apontado de forma atenciosa pelo funcionário da NetCabo. Afastei-me um pouco para o lado, de maneira a dar passagem aos técnicos para que entrassem e procedessem à instalação do equipamento, mas já eles se afastavam depois de cumprida a tarefa de entrega. Poderia ter adormecido ali de pé, com o pacote laranja debaixo do braço, não fosse a tomada de consciência de que era eu, e não os técnicos, que teria de instalar o equipamento, coisa que não me pareceu de todo disparatada (qualquer pessoa consegue ligar um fio à parede), mas que me fez meditar, nostálgico, no tempo em que a assistência da TV Cabo incluia ter quem até fizesse os furos nas paredes necessários para a passagem da cabalhada. Hoje em dia, a julgar pelo que acabara de acontecer, essa tarefa anteriormente prestada pela TV Cabo estava englobada na filosofia Ikea, em que se paga menos mas se tem de montar o mobiliário. O que me parecia justo, dado a gratuitudade do equipamento que me tinham acabado de ofertar.
Nada como chapinhar nas memórias para dissolver filamentos de ramela; senti que estava a acordar para o dia. E que melhor início de dia do que instalar um telefone? Naquela altura não conseguia lembrar-me de nada, estava ainda abalado pela visita surpresa e nomes como "Camila Pitanga" e "Juliana Paes" não me ocorreram de imediato ao pensamento. Mas o verdadeiro abalo senti-o quando abri o pacote e percebi que instalar aquele telefone era ainda mais difícil do que eu pensara.
É que não havia lá telefone nenhum.
Esta foi a altura em que entrei no limbo. Aquele limbo em que o tempo se suspende para permitir uma auscultação dos dados e da sua sequência. Teria eu perdido algum pedaço de informação? Não tinha ficado combinado que me iriam entregar um telefone? Sim, tinha. Um sem fios, lembro-me de ser especificado. O que é que me escapava em tudo isto? Estaria a ser vítima de uma galhofita de consequências ainda por apurar? Onde é que estavam as câmaras dos apanhados? Mas... na minha própria casa? Seria legal? Era como se não tivesse ainda acordado e a situação não passasse de um mal-amanhado sonho ruim.
Esbofeteei-me ao de leve cerca de três vezes. Era preciso acordar e lidar com o engano (na altura pensava ainda tratar-se de um engano). Os técnicos já tinham feito como o Elvis e had left the building, a melhor estratégia seria por isso correr até à janela antes que tivessem tempo de zarpar rua afora a bordo da viatura. Dei com eles prestes a levar chave à porta e falei alto de maneira a fazer-me ouvir lá em baixo, acenando a caixa que me tinham entregue há instantes:
- Olhe, desculpe, isto é um telefone?
A pergunta tinha razão de ser. Se me entregam um equipamento telefónico para as unhas, é de esperar que inclua o telefone. Sem telefone, um equipamento telefónico é apenas equipamento. Digo eu. Mas estava aberto a outras explicações, inlcusive uma que, longe de razoável, me parecia pelo menos natural vinda da malta da Cabo: "O telefone em si vem mais tarde, esse é só o modem multimédia preparado para o serviço telefónico." E pronto, uma resposta destas levar-me-ia a encolher os ombros e dizer qualquer coisa como "Não tinha sido melhor entregarem tudo de uma vez? Dado que já foi tão difícil combinar esta entrega, agora quanto tempo vou ter de esperar para que este equipamento tenha aquilo que lhe é indispensável para o funcionamento, e que é o telefone propriamente dito? Bom, vejam lá isso". Mas não, não foi essa a resposta, longe disso. Porque essa resposta era uma explicação. Uma má explicação mas, ainda assim, uma explicação.
Só que explicação era coisa que a rapaziada da Cabo, ou pelo menos um deles, não estava disposto a dar. Falo daquele que levava chave à porta e se preparava já para entrar no carro, deixando ao outro a tarefa de se explicar perante aquele tipo acabado de acordar que aparecia à janela, não sem antes deixar-lhe um conselho - dos bons! - que apesar da distância consegui ouvir:
- Diz que sim, diz que sim.
Aqui vi-me obrigado a recapitular. Não tinha eu perguntado se aquilo era um telefone? Tinha. E não abrira eu já a caixa e visto que não continha nenhum telefone? Pois também. Portanto, à minha pergunta
- Olhe, desculpe, isto é um telefone?
um dos técnicos da Cabo reagira dizendo ao outro
- Diz que sim, diz que sim.
enquanto entrava no carro.
"Diz que sim, diz que sim", neste contexto, significa qualquer coisa como "despacha lá o gajo e vamos mas é embora antes que ele perceba que não trouxemos o telefone e depois temos de estar aqui com explicações e explicar coisas às pessoas é uma seca e eu não estou para isso, ó catano" (a parte do "catano" será talvez já um exagero de interpretação da minha parte).
É aqui que entra aquilo da chico-espertice. É o nome mais polido que encontro para caracterizar a falta de consideração deste tipo de resposta, ou conselho de resposta, que o técnico da Cabo deu ao colega sem esperar que eu também o escutasse. Tratei de explicar que já tinha aberto a caixa, que sabia que não estava ali um telefone, que me tinha apercebido de que aquilo era apenas o modem, que com a minha pergunta só pretendia de facto saber quando contavam entregar-me o telefone. E que, em vez disso, tinha comido com um "diz que sim, diz que sim, mente lá ao gajo e vamos mas é daqui para fora rápido".
Enquanto o colega do conselho estava já dentro do carro na postura do "isto não é nada comigo, eu até já estou ao volante", o outro técnico escutava a minha indignação pelo "diz que sim" e dizia "da parte que me toca só posso pedir desculpas". Meteu-se no carro e lá foi como pendura mais o chico-esperto.
Telefonei para as reclamações da Cabo e juntei-me a uma fila de espera de longos minutos até ser atendido. Expus o meu caso e foi-me dito que, para a reclamação surtir algum efeito, teria de colocá-la por escrito e enviá-la aos serviços da NetCabo. Foi-me oferecida uma compensação pelo sucedido, um desconto na mensalidade das dezenas de canais que assino. Não aceitei porque não é com descontos em assinaturas que se compensam faltas de educação, consideração, profissionalismo, honestidade. Estes técnicos são o verdadeiro rosto da TV Cabo, (o maior operador nacional de televisão por cabo e satélite e um dos mais importantes da Europa), são quem lida de perto com os clientes; a par das suas qualificações técnicas, deveriam ser escolhidos para as funções que desempenham tendo em conta as suas capacidades na área das relações públicas. Ou então, simplesmente, por não mentirem aos clientes.
Se ao menos tivessem sido as moças da campanha a fazerem-me uma destas, até me podiam ter deixado um pacote com duas latas unidas por um cordel que eu, mesmo assim, ficaria a achar que aquilo era um telefone. Infelizmente, não foi o caso, até porque duas latas unidas por um cordel dão muito menos trabalho a instalar e fazem chamadas grátis para todas as redes.

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terça-feira, dezembro 04, 2007
Hoje é noite de digisódio de MÁ ONDA
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quinta-feira, novembro 29, 2007
Virgens suicidas
São giras, teclam e cantarolam, sabem fazer bolinhos. E no próximo dia 5 actuam no Santiago Alquimista.
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Os 50 PIORES programas de sempre
É inevitável, nesses zappings, que se vá dar ao Contacto da SIC. Sei que falar disto são old news, mas a verdade é que este é um programa ainda com muito para dar, seja o que for que está a dar. Prova disso acabo de tê-la, quando um momento aparentemente de maior grau de escabrosidade fez o meu sentido se aranha disparar e parte da atenção desviar-se por momentos para o que se estava a passar no ecrã.
Nuno Graciano lendo passagens de uma livro de lengalengas infantis dedicadas aos nomes. Lê a da "Rita", que parece envolvida numa qualquer desventura com uma "periquita", rima com propósito acredito que sem segundas intenções, mas que Graciano, com a subtileza de um berbequim num cano de gás, acentua com um toque malandrete no tom de voz, mesmo que na presença de uma criança que, ao que parece, é presença habitual no programa. Rita Ferro Rodrigues ri-se muito, entre o divertida e o envergonhada (será que, depois de todo este tempo, ainda lhe passam pela cabeça as letras em néon: "O que é que eu estou aqui a fazer?").
Depois vem o final do programa, e há um jogo de casa chamado Dominó: faz-se a chamada, do outro lado a emoção de quem encara a possibilidade de ter voz na televisão com a solenidade de uma ida a Fátima, até porque vai poder ganhar dinheiro, e quem não gosta de ganhar dinheiro?, mesmo que para isso tenha de ouvir Nuno Graciano a cantar. Sim, uma versão de uma música de Quim Barreiros que o choque agora não me deixa recordar qual exactamente, com letra alterada para sublimar o fácil e o barato que é ganhar uns cobres no Dominó. Graciano convida a tia-autora das lengalengas para cantar com ele, com Rita Ferro Rodrigues, e com a tal menina de que falava há pouco, mas a tia-autora diz que prefere "só mexer a boca", ao que Graciano, de novo com a graciosidade de uma Scania a embater de frente contra uma fila de pessoas à espera de autocarro, responde - e eis a pièce de résistance - "Mexer só a boca? Isso é perigooosoo".
Imbatível.
Ou será que não?
Pois é, isto fez-me pensar: já que estão a votação os 50 melhores programas da televisão portuguesa de sempre, uma iniciativa PFtv, Sapo, Time Out e DN, é de aproveitar para reflectir também acerca dos piores. Acredito que será uma escolha ainda mais difícil, dada a vasta gama de possíveis candidatos. Estou a começar a elaborar a minha lista de dez, mas entretanto gostava de saber a vossa opinião.
Ora digam lá: quais são os 10 piores programas de televisão de sempre?
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quarta-feira, novembro 28, 2007
Está online o teaser de MÁ ONDA
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(Update, 13:46) A Joana Amaral Cardoso acompanhou há umas semanas uma tarde de rodagem e fez a reportagem ontem no jornal Público. Conseguiu sem dúvida captar o espírito que se vive entre nós de cada vez que pegamos nas câmaras digitais e nos telemóveis para concretizar mais uma sequência desta curta sci-fi que, para já, vai tendo existência em digisódios, e que, não tarda, está completa. Podem ler a reportagem aqui, bem como descobrir qual é a relação entre Má Onda e o Gordo Viaja clicando aqui. Pena que não estejam também online as belas fotos que o Miguel Dantas tirou durante a tarde.
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sexta-feira, novembro 23, 2007
quinta-feira, novembro 22, 2007
23
Cliquem aqui para regalar os olhos na antologia de Scarlett compilada e exposta pelo magnífico E Deus criou a Mulher.
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quarta-feira, novembro 21, 2007
Cloverfield - o 2.º trailer
No mesmo mail enviado para a Ain't It Cool News em que desfazia o mito de que o site Ethan Haas Was Right tinha alguma coisa a ver com o filme-mistério que estava a produzir (ao que parece, essa página é, isso sim, parte da promoção a um MMORPG ao qual, entretanto, não segui o rasto), JJ Abrams dizia que novidades só depois do Verão. E a novidade com 'n' que se veja é este novo trailer - fresquinho, fresquinho, acabado de brotar na web - de Cloverfield.Desde a primeira vez que dei conta do filme, as teorias acerca da criatura que destrói (pelo menos) Nova Iorque já deram a volta e agora já havia quem acreditasse piamente tratar-se de Godzilla. Mas JJ Abrams também já quebrou esse mito: ""I want a monster movie, I've wanted one for so long. I was in Japan with my son and all he wanted to do is go to toy stores. And we saw all these Godzilla toys, and I thought, we need our own monster, and not King Kong, King Kong's adorable. I wanted something that was just insane and intense."
À partida, e sem subestimar a parte em que Abrams define a criatura como "insane and intense", adjectivos que provocam um alto grau de salividade quando aplicados a um ser capaz de destruir uma cidade inteira, o que realmente e para já me faz titilar em Cloverfield é a maneira como, segundo se sabe e vai vendo, a história está contada e filmada. Ou, pelo menos, parte dela. Trata-se da destruição de uma cidade, ou mais que isso - ainda não se sabe ao certo, embora neste trailer um diálogo entre dois personagens ("- Still filming? - Yeah. - "People are gonna wanna know how it all went down") leve a crer que se trata de um ataque localizado - contada do ponto de vista de um pequeno grupo de pessoas. Pelo que tenho lido, e que é parcialmente confirmado neste trailer, grande parte do filme é composta de imagens gravadas numa câmara encontrada no meio dos destroços, em Central Park, depois da hecatombe; segue-se a operação militar de captura/arraso (ou pelo menos tentativas) do bicho mau que anda a fazer das suas (já se vêem imagens desta 'segunda parte' neste novo trailer) que, pelo demonstrado, também é filmada por câmaras à mão numa lógica nervosa, quase documental. Actores pouco conhecidos + câmaras digitais = filme de produção relativamente barata ($150 milhões!!!) face aos muitos outros milhões que vai certamente arrecadar, numa lógica, diga-se, blairwitchiana mas - e isso percebe-se à primeira vista - com um aparato muito maior. Viva a revolução digital.
Impressionante também a maneira como, depois de Lost, outro projecto em que JJ Abrams está envolvido consegue igualmente gerar um burburinho tão grande online. Não me parece que exista alguém, quer na indústria televisiva quer na cinematográfica, a saber tão bem como Abrams mexer os cordelinhos do efeito viral que a net proporciona. A devida vénia à Paramount Pictures, que é quem está a levar a cabo a acção viral, mas não deixa de ser a Abrams, a Drew Goddard (argumentista) e a Mark Reeves (realizador) que se devem os resultados estonteantes que a dita acção tem vindo a ter (é que se os pressupostos não são bons o suficiente, não há máquina viral que funcione). A quantidade de blogs e canais youtubescos que se dedicam à análise exaustiva - frame a frame - do primeiro trailer não pára de crescer. O secretismo aguça a curiosidade, e as teorias e discussões multiplicam-se. A gestão da informação - o que dar, quanto dar, quando dar, como dar, e a quem dar - manobra comum na escrita de argumento e no marketing (e, já agora, na vida, mas estar a referir isso agora aqui, assim de repente, até parecia mal). Das teorias à volta do Slusho ao 'teaser-site das fotos' (que já conta com seis), a promoção é garantida porque é, ela própria, entretenimento. Cada peça do puzzle, seja real ou apenas imaginada pela comunidade é mais uma prova que JJ Abrams é, por assim dizer, o criador/realizador/produtor mais Web 2.0 da actualidade.
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terça-feira, novembro 20, 2007
Dar a Rir
Dar a Rir - Edição solidária a lançar este Natal
O livro é editado em parceria com a Texto Editores, e parte das vendas revertem para os projectos de MdM.
Nem mais. Quando fui contactado pelos Médicos do Mundo, foi-me dito que o ideal seria que o meu texto tivesse, de alguma forma, relação com o universo dos médicos. Escrevi então um pequeno conto que intitulei de O Dr. House de momento não está (não é um texto de stand up, embora, segundo sei, a maioria o seja). Bela iniciativa esta a dos Médicos do Mundo, espero que se repita nos próximos anos. Este é um canhenho que fica bem, creio, em qualquer estante, porque à vontade de ajudar quem ajuda (frase quase bonovoxiana, hein?) junta-se o facto de estar a adquirir uma colectânea de textos da malta citada aqui em cima. E um meu, também - o que querem?, nada é perfeito.
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segunda-feira, novembro 19, 2007
Dá deus nozes a quem não tem dentes
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quarta-feira, novembro 14, 2007
Hiromi's Sonicbloom
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segunda-feira, novembro 12, 2007
Mais Hiromi
"XYZ" - ao vivo no Shinagawa Aqua Stadium StellarBall, Tóquio, em 2005
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Hiromi Uehara
ao vivo no Tokyo Jazz 2004
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sexta-feira, novembro 09, 2007
SATURNIA - ao vivo em Almada - hoje às 22h00
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Tópico: Música
A TV Guia lá deles



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quinta-feira, novembro 08, 2007
Máquinas
Video realizado por Phil Sansom e Olly Williams, a.k.a. Diamond Dogs.
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Ainda o mp3 do Break
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O Lobo Antunes
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quarta-feira, novembro 07, 2007
Maravilhas do cinema que não se percebe como continuam a passar ao lado de uma gorda fatia do público: Scanners III (1991)
Prólogo:
Da necessidade de distinguir entre mau cinema e cinema-tão-mau-que-é-bom / Primeiros passos na organização de um volume que ajude a suportar o angustiante visionamento de um filme que não tem interesse nenhum, mas que infelizmente o computador do indivíduo que o escreveu não foi abaixo de forma a que se perdesse de forma irremediável todo e qualquer registo da sua existência / Meet The Scanners
Muito se escreve acerca dos últimos blockbusters - e dos útimos blockbusted - que estreiam todas as semanas nas salas de cinema. O que não falta são opiniões, críticas e pseudo-críticas. Da minha parte, também vou, uma vez por outra, debitando os meus considerandos, contribuindo assim com uma dose diária de produção de código binário para a blogosfera (um dia, o Protocolo de Quioto há-de contemplar este tipo de poluição). Estou até a considerar a hipótese de escrever um manual - Como Sobreviver ao Mau Cinema - que ajude a minimzar os danos resultantes da dura experiência de assistir a filmes tenebrosos, naquelas ocasiões em que não conseguimos mesmo evitar fazê-lo.Por exemplo - e dirijo-me primeiro às minhas caras leitoras - quando o namorado/marido faz questão de vos levar a assistir a uma maratona cinematográfica de todos os filmes com Chuck Norris.
Ou - e agora é para vocês, leitores do género masculino - durante a fase em que andam a cortejar uma garota e sentem que devem fazer o sacrifício de levá-la a assistir a uma qualquer comédia romântica com o Ashton Kutcher. Se bem que, se ela gosta de comédias românticas com o Ashton Kutcher, devessem pensar bem no que andam a fazer da vossa vida (já as garotas que se virem arrastadas para uma maratona dedicada ao Chuck Norris, pensem sempre que os vossos namorados/maridos sabem o que estão a fazer, e que, se libertarem a cabeça de preconceitos e abrirem os vossos corações ao bom e velho Chuck, vão conseguir abarcar a doce poesia que se desprende de uma pantufada rotativa em cheio no queixo de um meliante, uma pantufada daquelas que só o bom e velho Chuck pode proporcionar a uma queixada).
Tenho, portanto, vindo a desenvolver e apurar técnicas que permitem a qualquer um abandonar a sala de cinema sem ser detectado, ir a casa assistir a pelo menos um episódio da segunda temporada de Heroes, e voltar para o lado do namorado(a)/cônjuge sem que este(a) tenha dado pela vossa falta, bem a tempo de discutir os nomes que aparecem no genérico final, e fazer um brilharete com a frase: "Já viste a quantidade de gente que é precisa para fazer um filme?".
Mas receio que a partilha dessas técnicas tenha de ficar para segundas núpcias, uma vez que o meu fito neste momento é falar não de mau cinema, mas de cinema tão mau-mas-tão-mau-que-se-torna-bom. Tudo porque ontem assisti, entre o horrorizado e o encantado, a Scanners III.
Do clássico de Cronenberg à sequela que brotou da pena de um dos autores de Lone Wolf McQuade (um dos mais celebrados filmes com Chuck Norris) / 1992 e a chegada de Scanners III - o mundo talvez não estivesse preparado para isto, mas como quase ninguém deu conta do filme, a coisa passou-se sem grandes alaridos, o que é pena porque há poucos eventos dotados de maior beleza do que um motim numa sala de cinema
Scanners III: The Takeover, é dos piores filmes que já vi, categoria na qual também insiro O Código Da Vinci. Mas se este último é péssimo pelos piores motivos, Scanners III é horrendo pelos melhores, merecendo por isso que se disponha de alguns minutos para uma análise, embora uma sem o grau de profundidade que um diamante destes sugere (já O Código Da Vinci, que refiro aqui por apenas há alguns meses me ter submetido à antes calculada e depois confirmada tortura que foi vê-lo, é preferível que o esqueçamos para sempre; de facto, arrependo-me sequer de o ter mencionado - eu não presto).O primeiro Scanners (1981) é, até hoje, um dos meus filmes favoritos de David Cronenberg. Bastava a interpretação de Michael Ironside para torná-lo memorável, e no entanto o filme é muito mais que isso. De Scanners II: The New Order, pouco ou nada me lembro - uma sequela sem dúvida mal-amanhada, já fora das mãos de Cronenberg, realizada dez anos depois, em 1991, por outro canadiano, Christian Duguay, e escrita por B.J. Nelson, também co-autor junto com H. Kaye Dyal de outra grande referência do cinema dos anos 80, Lone Wolf McQuade (1983), com Chuck Norris e David Carradine nos principais papéis, filme de certa forma percursor da série também com Norris que iniciaria o seu trilho de êxito dez anos mais tarde, e que haveria de ter fãs célebres e diversificados, de Conan o'Brien a George W. Bush (que têm critérios diferentes de apreciação da série, mas não deixam por isso de venerá-la, cada um pelos seus motivos e à sua maneira); falo, claro está, desse pagode que é Walker, Texas Ranger).
Um ano mais tarde, animados talvez pelo resultado de bilheteira ter sido maior do que a qualidade da película deixava antever, mas irritados por esse mesmo resultado ter sido inferior ao que esperavam obter por estar a fazer uma sequela de um filme de David Cronenberg (isto numa altura em que Cronenberg já gozava de popularidade e de opinião favorável por parte da crítica, com o soberbo Dead Ringers (1988) interpretado por Jeremy Irons em dose dupla e por Geneviève Bujold, e com Naked Lunch (1991), adaptação livre da obra homónima de William S. Burroughs, que contava com um Peter Weller pós-RoboCop), decidem avançar para Scanners III.
Se no primeiro Scanners o plano de world domination era tratado com finura, com um sub-texto referente à Guerra Fria que lhe dava aquele salero social e político que um bom filme de horror e/ou ficção científica feito à good old fashion way tem de ter (em alternativa, ou complemento, ficam também muito bem as questões religiosas), em Scanners III a subtileza vai pelo ralo abaixo com a pressa digna da pilha fumegante de estrume que, afinal, é. Mas, caríssimos leitores, é uma pilha fumegante de estrume de qualidade, e é por isso que vale a pena continuarmos, eu a escrever, vocês a ler e a tentar descobrir como deitar mãos a este portento (não desesperem mais: está disponível via Amazon um pack com os três títulos - sim, inclui o de Cronenberg); ou, como alternativa, a pensar de que maneira me hão-de insultar mais tarde na caixa de comentários por vos estar a fazer perder tempo com isto.
Parte 2:
Tudo à bulha neste 'third installment' / Como a década de 80 ainda estava mais presente nos primeiros anos dos 90s do que está agora na última metade dos Anos Zero / Steve Parrish, esse Michael Paré de 3.ª categoria / Liliana Komorowska, aliás Helena Monet, deixa-se embriagar pelo poder
Em Scanners III, a bulha dá-se entre dois irmãos scanners, um que se retirou para um mosteiro budista para aprender a controlar os seus poderes depois de, por acidente, ter morto um amigo; e a sua irmã que, depois de deitar unhas a uma droga desenvolvida pelo pai adoptivo, aprende a controlar melhor os seus poderes ao mesmo tempo que se torna má como as cobras e resolve dominar o mundo fazendo uso das suas habilidades especiais e do facto de estar à frente de um império das telecomunicações - um canal com emissão para mais de quinze países, num total de 75 milhões de pessoas (acho que foi esse o número adiantado, embora no filme toda a população dominada que aparece sejam os poucos frequentadores de um bar algures, creio, no Texas, que olham hipnotizados para o rosto da malvada scanner na TV).Chegamos assim às estrelas que dão rosto à obra: Steve Parrish é, sem lugar para dúvidas, dos piores actores de toda a História do Cinema, perfeito para o papel de um tipo amargurado, que não deseja o poder que tem, mas que deve aprender a controlar para se redimir do assassinato do amigo e para, em última instância, derrotar a sua irmã e salvar o mundo. Com contorções da face talvez só comparáveis às de Don Niam e John Miller no lendário Undefeatable (1994), Steve Parrish fica perigosamente perto da entrada do meu panteão pessoal de grandes canastrões a quem nunca deveria ter sido permitido aparecer na rua quanto mais fazer um filme, mas que, graças aos céus, conseguiram arranjar maneira de se infiltrar na película via produções manhosas deste gabarito. Arrisco: Parrish é uma espécie de Michael Paré mas em pior ainda - o que é dizer muito sobre um indivíduo - e com um currículo bastante mais reduzido.
(Já que estamos com a mão na massa, se quiserem ler mais acerca de Undefeatable e do seu genial realizador, Godfrey Ho, cliquem aqui); e fiquem a saber que um novo filme estrelando Michael Paré está quase a estrear [directo para video, como seria de esperar], com o magistral título Ninja Cheerleaders, uma das raras combinações com a palavra 'ninja' de que Godfrey Ho não se lembrou.)
À polaca Liliana Komorowska coube o lugar de protagonista, facto que as más línguas dizem dever-se menos ao seu talento na área da representação e mais ao seu casamento com o realizador. Eu não alinho em insinuações deste teor, embora quanto ao talento da moça estejamos conversados logo nos primeiros minutos do filme. Fica para a História a sequência em que, durante um pequeno-almoço ao ar livre, a personagem de Liliana, Helena Monet, usa os seus poderes mentais para fazer explodir um pombo que está a incomodar a sua deglutição matinal. Penas esvoaçam mas espicha pouco sangue, até porque depois manchava-se a toalha de mesa onde estão as torradas e tal, e o pequeno-almoço não podia continuar dentro da normalidade; mas o requinte encontra-se nas patas do pombo que continuam agarradas ao candeeiro, última pousada do bicho antes da vilã scanner rebentar com ele.
A prestação de Komorowska neste filme é, como tudo o resto, péssima, o que só lhe fica bem. Como no início a sua personagem é uma boazinha angustiada e só depois começa a ficar mazoca e arredia, a actriz sente necessidade de evidenciar com muitos trejeitos faciais o seu estado de alma, quer numa situação quer noutra, resultando que passa uma parte do filme com ar de cachorro perdido e outra com ar de cabra vingativa. E é neste papel que se move com mais à vontade: quase aplaudi de pé quando Helena Monet, nua, usa os seus poderes para afogar o pai adoptivo no jacuzzi.
Em última análise, Liliana Komorowska (cada vez gosto mais do nome) é, em simultâneo, o melhor e o pior do filme. O melhor porque coloca, sem favores, o resto do elenco num chinelo, o que, dadas as suas óbvias limitações, atesta bem a qualidade das estrelas deste terceiro capítulo. E o pior, não só mas também, porque é quem mais acaba prejudicada com algo que se nota ao longo de toda película: os anos 80 andavam por lá, provando que o tempo não avança à mesma velocidade em todo o lado; apesar de já se estar em 1992, as roupas, os penteados, os décors, tudo está assombrado por um mau gosto típico da era dos blazers com chumaços nos ombros que faz Scanners III parecer ter sido produzido logo a seguir ao primeiro, mas com menos meios. O fenómeno - que não é assim tão invulgar quando começamos a perceber que talvez a primeira metade de uma década seja passada em tentativas sucessivas de nos livrarmos da anterior, e que a segunda metade é passada no desespero de reinventar uma qualquer década mais atrasada - chega mesmo a perturbar a de outra forma até agradável silhueta de Komorowska. Enquanto assistia ao filme, pensei que nenhuma actriz, por pior que fosse, merecia aquele tratamento; mas depois lembrei-me que Liliana é polaca, e que portanto devia estar habituada aos vestidos anacrónicos, aos penteados foleiros e à maquilhagem carregada.
Epílogo:
O charme nada discreto do camp involuntário
O conduto de Scanners III é servido numa bandeja de produção e realização lamentáveis, onde todo o orçamento parece ter sido destinado à compra de sangue e numa ou outra veia palpitante para as cenas em que as cabeças e o pombo explodem (embora o pombo, como já sublinhei, não tenha sujado nada por aí além), factor que contribui para a excelência que só um camp involuntário consegue ter. Dele se desprende o aroma de um telefilme dos que se papam em tardes preguiçosas de domingos chuvosos; mas, como leva bolinha vermelha no ecrã, acaba (como acabou ontem) remetido para as tantas da manhã, o que também ajuda a aumentar o seu charme.
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FHF
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5:05 da tarde
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terça-feira, novembro 06, 2007
domingo, novembro 04, 2007
Greve de argumentistas nos EUA provoca primeira baixa a médio prazo
(podem acompanhar na Variety os últimos desenvolvimentos da greve)
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FHF
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8:41 da tarde
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Tópico: TV
sexta-feira, novembro 02, 2007
Um video bem romântico para este Halloween
Video realizado por Timothy Saccenti e produzido por Zooma Zooma.
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FHF
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1:55 da tarde
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