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quarta-feira, agosto 22, 2007
Atum Chávez
Quase uma semana depois do terramoto que assolou o Peru, os moradores de quatro das localidades atingidas receberam latas de atum com a cara de Hugo Chávez. Tal como a presidência de Chávez na Venezuela, as conservas não trazem prazo de validade.
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segunda-feira, agosto 20, 2007
Salvo Erro SNACK TV #04: Ich bin ein berliner
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quinta-feira, agosto 16, 2007
The King Lives
Elvis Presley morreu em 1977, neste mesmo dia de Agosto, ou pelo menos é o que a grande maoria acredita. Mas nos EUA, 14% dos inquiridos continuam a pensar que o Rei continua vivo e de saúde, e que a sua morte não passou de uma encenação com o objectivo de escapar a supostas ameaças por parte da máfia, ou de fugir às pressões da fama. Noutros casos de realeza, como no que respeita ao Rei D. Carlos, morto a tiro em 1908, custa a crer que haja alguém sequer capaz de colocar a hipótese de uma encenação, embora já tenham chegado a perguntar-me se é verdade que na série sobre o Regicídio vamos pôr a hipótese de D. Carlos ter sobrevivido (vejam a caixa de comentários deste post, que na altura intitulei "D. Carlos has left the building", sem pensar na ironia acrescida que o título teria depois desta questão absurda). Mas quando o assunto toca Elvis Presley, uma figura que já há muito conquistou o estatuto de lenda, vale a pena embarcar em suposições fantasiosas, como o artigo de Nik Cohn, publicado no mês passado, em que um Elvis de 72 anos fala sobre si próprio; memórias de um homem que nunca quis o estatuto de santo que o tempo lhe foi trazendo, e que enfrenta agora a morte que, segundo Cohn, encenou há 30 anos.
A imagem de um Elvis velho e a sofrer desta mesma doença terminal (cancro da próstata) já ganhara corpo em 2002, no brilhante filme que Don Coscarelli fez a partir do conto de John R. Landsdale, Bubba Ho-Tep, onde outro dos meus ídolos, Bruce Campbell (na foto), veste a pele de um Elvis depauperado, fechado num asilo onde ninguém acredita que ele seja o verdadeiro Rei (por falar nisso: a prequela Bubba Nosferatu and the Curse of the She-Vampires tem estreia agendada para 2008). A ideia de um Elvis Presley ainda vivo, a observar de longe a derrota nos tribunais, em meados dos anos 80, do seu arqui-inimigo (o manager Tom Parker; e que melhor e mais provável vilão dedicado a destruir a vida de um artista que o seu próprio manager?), e a constatar incrédulo a adoração de que é alvo por milhares e milhares, é uma hipótese tão mítica quanto o próprio Elvis. E daqui a outros 30 anos, quando, a estar mesmo vivo, ele já tivesse 102 anos, vai continuar quem jure a pés juntos que Elvis está hoje à frente de uma estação de serviço no Nevada, ou a beber cocktails exóticos nas praias do Havai, palco das muitas produções cinematográficas que interpretou, na época motivos de uma queda brutal da sua popularidade, mas hoje verdadeiros objectos de culto; e onde, em 1973, actuou, mais precisamente no Centro de Convenções de Honolulu, naquela que foi a primeira transmissão via satélite de um programa de televisão, com mais espectadores do que as pisadas inaugurais de Neil Armstrong na lua. Um hit, portanto.
Elvis Presley nunca concretizou o sonho de interpretar Don Vito Corleone, papel que acabaria por ser entregue a Marlon Brando, mas será sempre uma espécie de padrinho dos Cebola Mol (a par de David Bowie, ou não fosse Stardust o nosso apelido), na medida em que quando eu e o Eduardo estávamos a (des)compôr os primeiros temas daquele que viria a ser The Very Best Off The Essential - Vol.II, o Rei estava sempre a soar, quer na aparelhagem, quer nos nossos corações rústicos. Ritual que já vinha das horas passadas a escrever os sketches da Conversa da Treta para a rádio. Elvis era faixa negra de Shotokan, mérito que dividimos, e garanto-vos que sentia o espírito do Rei baixar em mim - como se diz no Brasil - de cada vez que encenava em palco alguns movimentos de Karaté, no início das primeiras actuações dos Cebola. Ou era o espírito do Elvis, ou era a medicação a fazer efeito, das duas, uma.
Um facto menos conhecido da História Elvisiana, a par da sua tendência para destruir televisores a tiro quando o programa não lhe agradava, é a origem do visual que adoptou nos anos 70, durante as suas inúmeras (mais de 1000) actuações em Las Vegas. O mítico jumpsuit, nas suas várias versões, tem origem noutro gosto que, tenho o privilégio de poder dizer, partilho com o Rei: os comics. Elvis Presley era fã acérrimo do personagem Captain Marvel Jr., e o jumpsuit é inspirado no uniforme do jovem herói. Nos videos que deixei aí em baixo há um excerto de um documentário que fala exactamente disso.
Até onde me diz respeito, Elvis Presley está vivo e continua a lançar discos, como é o caso deste best of (mais um) lançado agora: 52 temas de puro ouro rock 'n' roll, country e gospel, gravados entre 1954 e 77 como só Elvis sabia interpretar. O álbum é muito apropriadamente intitulado Elvis The King, e mesmo que já se tenham a maior parte destes temas noutros cd's, a simples presença da versão ao vivo de "Are You Lonesome Tonight?", em que o Rei, durante uma actuação ao vivo a 3 de Abril de '60, começa a rir no início da música e continua a rir até depois de ela acabar (sem deixar muito espaço para trautear a letra original), justifica a aquisição desta colectânea. Elvis Presley está vivo ao ponto de poder morrer todas as noites durante duas semanas, na marcante interpretação que o Tónan Quito fez do bombista/Elvis ("Eu sou a minha própria bomba."), sugerido pelo texto do Joaquim Horta, "Dispersão ou Simulacro de Urgência", incluído nas Urgências 2007.Deixo aqui um apanhado do muito de Elvis que se encontra no estaminé You Tubiano. A saber: O videoclip possível em 1957 de “Jailhouse Rock”; “Blue Christmas” - Elvis em full black leather, visual entre Johnny Cash e Vitor Gomes (a voz dos Gatos Negros), no especial de Natal que fez para a NBC, actuação que marcou o seu comeback, e onde Elvis faz uma breve e ligeira imitação de Porky Pig (aliás, Mel Blanc, que fazia as vozes de 99,9% dos Looney Tunes, e também gravou a sua própria versão da música); um dos meus temas favoritos, “In The Ghetto”, ao vivo em Las Vegas (1970); a genial actuação de 1973, no concerto Aloha from Hawaii - ao som de “Suspicious Minds”, Elvis leva as fãs ao rubro quando beija uma delas; “Are You Lonesome Tonight?”, 1977, a escassas semanas da sua morte, em que Elvis volta à rotina de aldrabar a letra e começar a rir a meio da música (aqui parece evidente que se esquece mesmo da letra), provocando o aplauso da multidão emocionada; o desfecho desse mesmo concerto, a dolorosa e pungente interpretação de “Unchained Melody”, (“Ladies and Gentlemen, Elvis has left the building”); o trailer de “Elvis Adrenaline ‘71”, documentário com imagens raríssimas onde o Rei demonstra bem os seus dotes marciais e se revelam muitos jumpsuits até agora desconhecidos da maior parte do mundo; e o já referido excerto do documentário onde se fala das muitas influências de Captain Marvel Jr. na vida do artista. Ora rejubilem lá um pouco com estes fragmentos de uma lenda.
A rodar na FHfm, "Love me tender".
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Couch potatoing
A NBC disponibilizou videos promocionais de JOURNEYMAN, CHUCK, e BIONIC WOMAN, as três novas séries anunciadas para este Outono de que dei conta aqui. Factor de interesse acrescido para JOURNEYMAN: o protagonista é Kevin McKidd, o Lucius Vorenus de ROMA. Prevista está também a estreia de LIFE, mas é BIONIC WOMAN que continua a gerar as maiores expectativas. Vejam os clips e digam de vossa justiça.
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quarta-feira, agosto 15, 2007
terça-feira, agosto 14, 2007
segunda-feira, agosto 13, 2007
Californicação
A par da 3.ª temporada de Erva, o Showtime continua a apostar em temas quentes e estreia hoje Californication. Não, não é o álbum de 1999 dos Red Hot Chili Peppers, é o título da série que poderá marcar o regresso em grande de David Duchovny ao pequeno ecrã depois de X-Files e de uma passagem pelo cinema em filmes muito fraquinhos (embora eu, confesso, tenha achado alguma piada a Evolution). O episódio piloto parece ter sido bem recebido pela crítica e pelos espectadores que já lhe botaram olhos em cima via esse maravilhoso botequim de ante-estreias que é a web. Se Californication chegar a Portugal, o que é bem provável, tenho grande curiosidade em saber como vão traduzir o título. Fiquem com esta antevisão, e vejam lá se a coisa não promete. Mais a mais, a série traz Natascha McElhone, que já não tinha um papel à altura desde o Solaris de Steven Soderbergh. Parece que é desta.
Já que estamos com a mão na massa, vejam também este clip promocional da 3.ª temporada de Erva, em que no programa da manhã de Agrestic se fica a saber como fazer uma deliciosa sobremesa de maçãs e... marijuana. E um boletim meteorológico como só Kevin Nealon poderia apresentar.
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Afonso Costa
"Nós não temos absolutamente nada (...) o País à beira da ruína; o desgraçado consumidor a braços com o imposto de consumo, que o leva à tuberculose e à miséria; o contribuinte cada dia mais incapacitado de pagar as contribuições sempre crescentes; o proprietário disposto a abandonar as suas terras; o viticultor impossibilitado de colocar os seus vinhos.Discurso de Afonso Costa, deputado republicano, na Câmara dos Deputados a 20 de Novembro de 1907 (excertos).
Discurso completo aqui.
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Manhãs com antenas e Tejo
Podia ser o (mau) nome de um programa de rádio das manhãs, mas é só o (mau) nome de uma foto de agora; uma noite de trabalho que se transformou em dia e segue em frente.
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sexta-feira, agosto 10, 2007
Corrupção
Apesar de continuar a trabalhar na série do Regicídio, outros programas que estou a escrever, como o Contra, entraram de férias no final do mês passado. Enquanto o Contra não regressa, para uma nova temporada a partir de Setembro, fiquem com imagens exclusivas e uma visita aos bastidores da primeira produção dos Filmes Benfica: "Corrupção", baseado no livro de Creolina Salgado, escrito por Leonor Lampião e realizado por João Bedelho. 16 minutos divididos em dois clips no You Tube, originalmente exibidos na RTP 1 a 22 de Junho.
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quinta-feira, agosto 09, 2007
Edinburgh Fringe 2006 (mais re-posts)
A edição deste ano do Fringe arrancou dia 5 e segue a todo o vapor. Infelizmente este ano não vou estar por lá a consumir espectáculos como se não houvesse amanhã. Vêm a calhar mais algumas fotos que tirei com o telemóvel e textos que escrevi o ano passado no meu extinto moblog da Textamerica, dando conta do ambiente que se vivia em Edimburgo no ano passado. Cliquem nas fotos para vê-las maiores.
Pleasance Courtyard / 3
Uma das bilheteiras da Pleasance, esta para levantamento de bilhetes pré-comprados. A zona do lado esquerdo da parede está coberta por inúmeros recortes das referências aos espectáculos feitas na imprensa. Infelizmente, não consegui bilhetes para alguns dos espectáculos a que mais queria assistir; p.e., HOW TO BUTCHER YOUR LOVED ONES, de ANDREW LAWRENCE, um humorista vencedor do New Comedy Award da BBC que apresentava neste Fringe o seu espectáculo de estreia. Tão pouco consegui ingressos para qualquer uma das apresentações de MARK WATSON, fosse o I'M WORRIED THAT I'M STARTING TO HATE ALMOST EVERYONE IN THE WORLD, ou MARK WATSON AND HIS AUDIENCE WRITE A NOVEL, espectáculo que, como o nome indica, consiste na escrita de uma história com o auxílio do público, uma nova abordagem à comédia de improviso (ou improv-comedy; se dizemos 'stand-up comedy', porque não manter o inglês também neste caso?). O mega-esgotado Mark Watson também apresentou MARK WATSON'S SEEMINGLY IMPOSSIBLE 36-HOUR CIRCUIT OF THE WORLD, um espectáculo de 36 horas com Mark e a sua mulher, que já se tornou objecto de culto no Fringe. Infelizmente, aconteceu nas 36 horas anteriores à minha chegada à Edimburgo, por isso também terá de ficar para a próxma. No ano que vem vou reservar bilhetes para este senhor com a devida antecedência. O mesmo é válido LUCY PORTER, com o número THE GOOD LIFE, que já o ano passado tinha esgotado todas as datas do seu espectáculo.Acabei por ver a estreia mundial do novo de PETE CAIN, THE IDEA HUNTER, um número de stand-up morninho que, menos pela temática (até tinha o seu potencial: partia da ideia que era indispensável começar a matar certos grupos de pessoas para garantir um futuro melhor), e mais pela abordagem e o tom arrastado com que Pete Cain debitava as suas ideias sobre o mundo, se limitava a provocar um ligeiro sorriso na audiência de pouco menos de 100 pessoas, sendo raras as vezes que conseguiu arrancar uma gargalhada.
Na Pleasance, mais exactamente na Pleasance Courtyard Cabaret, um bar que, apesar das 13:10 a que o espectáculo começava, já via a maior parte dos presentes com cervejas nas unhas, recriando um ambiente de que me lembrava das noites do Comedy Store em Londres há uns bons dez anos atrás, assisti também a BEST OF EDINBURGH COMEDY - THE SHOWCASE SHOW. Uma hora com pequenas apresentações de vários dos 'stand-upistas' presentes este ano no Fringe, diferentes todos os dias, que valeu mais pela prestação do mestre de cerimónias PATRICK MONAHAN, também ele com um número no festival, DO THE RIGHT THING, e menos, por exemplo, por Steve Day, humorista da Radio 4 que se gaba de ser o único comediante surdo do Reino Unido. Sorte a dele, não tem de ouvir as próprias piadas.
Os melhores espectáculos a que assisti na Pleasance foram sem dúvida MARLON BRANDO'S CORSET e o MUM'S GONE AWAY dos PLASTIC COWBOYS, sobre os quais falarei com maior detalhe noutra altura.
Foto enviada a 17/08/06, 2:40pm
Texto publicado originalmente a 25/08/06, 4:50pm
Pleasance Courtyard / 4
À medida que vão saindo as críticas aos espectáculos, pelo The Scotsman, o Guardian, e outras publicações, os muitos pósteres espalhados pelas paredes de Edimburgo vão sendo cobertos por outros folhetos com as estrelas dadas e excertos das críticas. Quando, ao fim de duas semanas, os pósteres não estão cobertos por outros folhetos, é mau sinal – indício de que as críticas não foram assim tão boas.Foto enviada a 17/08/06, 2:44pm
Texto publicado originalmente a 25/08/06, 3:42pm
Pleasance Courtyard / 5
Foi o único momento em que vi estas escadas da Pleasance vazias. De todas as outras vezes, fosse noite ou dia, estavam cheias de gente a descer e a subir, rumo às diferentes salas de espectáculo e bares. À esquerda, no andar de baixo, as casas de banho masculinas do Pleasance, onde as paredes estão repletas de piadolas rabiscadas, naquilo que já se tornou tradição do Fringe. Há aliás uma piada/rotina à qual é costume acrescentar mais qualquer coisinha, e que vai por isso crescendo ao longo dos anos. Não dei por nada, porque nunca fiquei mais tempo que o indispensável nas casas de banho. O aroma resultante das necessidades de centenas de visitantes bebedores de cerveja tornava a tarefa praticamente impossível. Também, quem é que vai ao Fringe para escrever nas paredes dos WCs? Convenhamos.Foto enviada a 17/08/06, 5:41pm
Texto publicado originalmente a 25/08/06, 6:20pm
Royal Mile / 1
Todo o caminho até ao castelo de Edimburgo, extensão que inclui grande parte da High Street, Lawnmarket, e Castelhill, é fechado ao trânsito durante o mês de Agosto, não só por causa do Fringe, mas também para facilitar o acesso ao espectáculos diários da Military Tattoo, onde portentos do mau-gosto, como aquele tema do Titanic cantado pela Céline Dion, são interpretados por uma banda militar armada de gaitas de foles e sintetizadores, para gáudio de uma multidão de gente, na sua grande parte da terceira-idade, que se acotovelam nos milhares de lugares nas bancadas construídas à porta do castelo de propósito para o efeito. A Royal Mile, assim é chamada esta extensão, é a zona mais viva de Edimburgo durante este mês. É aqui que se concentra a maior parte de distribuidores de flyers dos milhares de espectáculos presentes no Fringe, e não são raras as vezes que encontramos os próprios actores na rua a distribuir esses folhetos promocionais. Desde 1947, ano em que houve a primeira edição do Fringe, que é na Royal Mile que os artistas dão a provar aos transeuntes um pouco dos seus espectáculos. Lado a lado com artistas de rua, que vão desde os irritantes homens-estátua, passando pelos contorcionistas, rockers, malta do hip-hop, e acabando naqueles que não se percebe muito bem o que é que estão exactamente a fazer, encontramos pequenos palcos montados com o patrocínio do Royal Bank of Scotland onde os vários artistas do Fringe fazem os seus showcases, esperando assim recrutar mais gente para os seus espectáculos. O tom é de festa geral, com toda a gente a tentar ser mais apelativa que o vizinho do lado, o que, aliado à natural simpatia e alegria dos escoceses, contribui para um ambiente absolutamente fantástico a que se convencionou chamar de ‘muito boa onda’.Foto enviada a 17/08/06, 5:45pm
Texto publicado originalmente a 18/09/06, 6:43pm
Royal Mile / 2
A noiva que aqui vêem, abandonada em plena Royal Mile, estava a promover uma peça em cena no Hill Street Theatre, WAITING FOR ROMEO, um mix da peça de Shakespeare ROMEU E JULIETA com HEDDA GABLER de Ibsen. Por falar em HEDDA GABLER - foi também no Hill Street Theatre que assisti a esta peça, uma simpática adaptação de Judith Elliot concretizada numa não menos simpática performance, com especial destaque para a actriz da companhia Open Secret que interpretava o papel de Hedda Gabler, uma romena de seu nome Gabriela Baciu com um sotaque tão british que era capaz de fazer inveja a muito actor nascido em Inglaterra. O Hill Street Theatre, aliás, dedicou grande parte da sua programação à obra do norueguês Henrik Ibsen, por ocasião do centenário da sua morte. Curiosidade: a actriz que interpretava a tia Juliana teve de ser substituída à última hora, devido a uma fractura na anca. Ou deu uma queda, ou esteve também ela sentada nas cadeiras da plateia, que eram garantia de aleijar qualquer coisa, se não a anca de certeza as costas. As minhas que o digam.Foto enviada a 19/08/06, 3:04pm
Texto publicado originalmente a 25/08/06, 7:37pm
Royal Mile / 3
A Royal Mile numa tarde de sábado, bastante mais congestionada do que nos dias da semana. A ocasião em que vi esta rua mais cheia de gente foi na noite deste mesmo sábado, quando os artistas e espectadores do Fringe se misturaram com os visitantes de fim de semana, a malta que estava simplesmente a dar uma volta e a beber uns copos (não que isso seja incompatível com o ser espectador do Fringe - faz, aliás, parte), e os milhares de pessoas que começavam a descer do castelo depois do fim da actuação do Military Tattoo. Dos 8 ao 80, tudo em festarola. Assim é Edimburgo em Agosto.Foto enviada a 20/08/06, 6:01pm
Texto publicado originalmente a 26/09/06, 2:45pm
Mais re-posts sobre o Fringe aqui
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quinta-feira, agosto 02, 2007
Byron Garcia, o Marco di Camilis filipino
Cadeia nas Filipinas obriga detidos a dançar.
O video original colocado no You Tube com a coreografia do "Thriller" teve mais de 3 milhões e meio de visitas em duas semanas. Visitem aqui o canal onde Byron Garcia, consultor de segurança do governo filipino da província de Cebu e autor desta ideia revolucionária, tem vindo a colocar desde Outubro do ano passado videos com várias coreografias dos detidos. Pérolas como "YMCA" dos Village People, ou "Radio Ga Ga" dos Queen. O próximo projecto é "Ice Ice Baby" de Vanilla Ice. Épico.
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terça-feira, julho 31, 2007
D. Carlos has left the building.
Eu e o Mário Botequilha terminámos há minutos de escrever a série do Regicídio. Várias versões de cada um dos 6 episódios, até chegarmos a estas que vamos agora analisar com o realizador Fernando Vendrell e a equipa de produção da David & Golias, para incorporar sugestões e fazer modificações de acordo com eventuais contingências de produção. Depois disso, ainda queremos rever diálogos, pormenores de estrutura, tom e ritmo, mas o maior volume de trabalho está feito. Foram meses de pesquisa, definição de conceito, desenvolvimento e escrita que estão prestes a chegar ao fim. A enorme equipa que se tem andado a preparar para dar vida aos nossos guiões já arrancou com a produção. As gravações começam em breve.
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domingo, julho 29, 2007
Falei com ela
Repete hoje, às 7 da tarde na Radar, a conversa que tive com a Inês Menezes no seu programa Fala com ela, a propósito das Urgências, da série do Regicídio, d'O Horror iNominável, do Contra, dos Cebola Mol, do Hora H, do documentário Curiua-Catu que me levou à selva amazónica profunda em 2002, da maneira como hoje em dia os funcionários públicos estão para o governo como os cartoonistas dinamarqueses estiveram no ano passado para Maomé, e de outros tantos assuntos, que as conversas são como o cerejedo.
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Urgências 2007: hoje, último dia
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sexta-feira, julho 27, 2007
Spider Pig, Spider Pig
Entre as muitas críticas ao filme dos Simpsons que se podem encontrar no Rotten Tomatoes, há uma que apanhei pelo canto do olho e que diz qualquer coisa como "É um episódio de hora e meia. E o vosso problema com isso é...?". Foi essa a sensação com que fiquei à medida que avançava o dito filme, estava a ter a oportunidade única de ver todos os familiares habitantes de Springfield com cinco metros de altura num episódio de maior duração do que é normal. E a adorar. Tudo o que de melhor têm as muitas temporadas da série está de certa forma presente no filme dos Simpsons, num esforço notável por parte de 11 dos argumentistas mais frequentes da versão televisiva e da equipa de animadores, que usa e abusa das piadas visuais e do humor físico (ou não estivéssemos a falar de desenhos animados). A herança do pequeno ecrã é de tal maneira assumida que se torna muitas vezes parte do gag, em múltiplas e brilhantes piscadelas de olho ao público de quase duas décadas, mas sem descurar a possibilidade de haver um eremita, algures, encafuado numa caverna no quinto dos Infernos, que nunca tenha tido qualquer contacto com o universo simpsoniano. Também esse poderá apreciar o filme pelo que ele é. E que filmaço.
O facto de ser cinema permite que o nível de detalhe de cada cena seja maior - as cenas de multidão enraivecida, por exemplo, são um banquete visual tão mais vibrante quanto mais se afastam da parafernália habitual do cinema de animação. Mas nunca há tempo - e ainda bem - para respirar e apreciar recostado a bonitura de tudo aquilo: o timing imposto é o da comédia alucinante a que estamos habituados da série, e as piadas sucedem-se a um ritmo avassalador, contangiante, que fazem avançar uma história de contornos épicos.Se o filme propriamente dito levou três anos para ser produzido, a verdade é que o grau de refinamento das personagens e do tom que se encontra em The Simpsons Movie só é possível porque se trata de um universo com quase duas décadas. Está tudo apurado ao máximo, como o bacalhau que se deixa de molho na véspera para ser devidamente degustado no almoço do dia seguinte. O filme enche a barriga de tal maneira que saímos da sala dispostos a esperar um pouco mais de uma semana pela sequela. Mas vá lá - daqui a um mês, quinze dias, já se via o próximo, não?
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quinta-feira, julho 26, 2007
Estreia, ó gloriosa e donútica estreia
The Simpsons Movie: provavelmente o filme mais aguardado em 2007 e aquele para o qual estão reservadas as mais chorudas receitas de box office do ano. A série criada por Matt Groening e produzida por James L. Brooks surgiu em 1989 como spin-off do Tracey Ullman Show, quando imperava o deserto de séries de animação destinadas a um público (mais) adulto. Depois seguiram-se novos fenómenos, como South Park, Family Guy, American Dad, séries de animação que, sem o constrangimento de serem exibidas num canal generalista, levaram mais longe o tom politicamente incorrecto. South Park, com apenas 2 anos de emissão, chegaria aos grandes ecrãs, com o soberbo Bigger, Longer and Uncut; Family Guy, ao 8.º ano de existência, também prepara a sua longa-metragem. Já os Simpsons esperaram 400 episódios e quase duas décadas para se atirarem à tela, e eis que após a ante-estreia na Springfield de Vermont, chegam hoje às salas de cinema de todo o mundo rodeados da expectativa reservada às instituições. A portentosa campanha de marketing que nos EUA transformou várias lojas de conveniência em Kwik-E-Marts, onde se podem encontrar os até agora só-da-série-conhecidos Squishee, Buzz Cola, e Krusty O's, é mais uma prova - como se mais provas fossem necessárias - da força tsunamica deste franchise. A Susana Romana, por estas alturas em NYC, deitou mão a uma destas pérolas de diabetes e deu conta do evento no Pecado da Preguiça. É salivar perante a visão daquele donut cor-de-rosa, como forma de aliviar a tensão arterial enquanto não chega a hora de assistir ao filme.
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quarta-feira, julho 25, 2007
Urgências 2007: entrevista com o elenco
O espectáculo entrou na última semana de apresentações no Teatro Maria Matos. Até dia 29.
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terça-feira, julho 24, 2007
77 milhões de pinturas
O fim da pintura estática. Duas pessoas nunca verão a mesma imagem a não ser que olhem para ela em simultâneo, apesar de estarem em locais diferentes. Um screensaver arty - não é mais que isso - com um conceito forte por trás a demonstrar que Brian Eno está ciente da relação que os utilizadores actuais mantêm com os computadores e das características técnicas do hardware vulgarizado. Mas é mais intenção que resultado, o tipo de reflexão acerca de um meio que se esgota no enunciado e sobrevive depois apenas a nível estético (também ele bastante finito). Nada contra, mas falta-lhe o espaço de interacção para além da hipótese de definir a velocidade de mudança das imagens. A imprevisibilidade das pinturas que vão aparecendo, o poder que o público tem de terminar a relação com a(s) peça(s) quando assim o decide - nada disto é novo, se olharmos para além das palavras. Enquanto experiência online, fica à porta da web 2.0 por não oferecer nada ao prosumer (producer/professional+consumer).
Por falar em prosumer: ainda não vi ninguém utilizar este termo em português, por isso sinto-me à vontade para usar a versão já adoptada por nuestros hermanos, prosumidor, que faz também em português todo o sentido (atenção: isto não é, de forma alguma, factor que justifique o apoio aos actuais propósitos iberistas saramaguísticos).
Voltando aos 77 Milhões de Pinturas: visitem o site e ouçam os esclarecimentos de Brian Eno, o próprio. O carácter hipnótico das imagens tem sempre o seu quê de apelativo, mas enfim - também os geradores aleatórios de padrões do Windows Media Player ou do iTunes o têm, embora nada de tão refinado como estas pinturas mutantes. Brian Eno define isto como música visual. Dele prefiro a música para escutar, mesmo que pensada para funcionar com instalações visuais. (A rodar na FHfm, "Triennale", do álbum The Shutov Assembly, gravado entre 1985 e 1990.) Mas caminhar por vários corredores repletos de monitores com estas pinturas, ou tê-los espalhados pela casa como Eno deseja que venha a acontecer, até era capaz de ter a sua graça...
...embora eu, a ter de escolher, preferisse um loop do video de Benny Benassi que postei abaixo. Chamem-me sensível.
Por falar em prosumer: ainda não vi ninguém utilizar este termo em português, por isso sinto-me à vontade para usar a versão já adoptada por nuestros hermanos, prosumidor, que faz também em português todo o sentido (atenção: isto não é, de forma alguma, factor que justifique o apoio aos actuais propósitos iberistas saramaguísticos).
Voltando aos 77 Milhões de Pinturas: visitem o site e ouçam os esclarecimentos de Brian Eno, o próprio. O carácter hipnótico das imagens tem sempre o seu quê de apelativo, mas enfim - também os geradores aleatórios de padrões do Windows Media Player ou do iTunes o têm, embora nada de tão refinado como estas pinturas mutantes. Brian Eno define isto como música visual. Dele prefiro a música para escutar, mesmo que pensada para funcionar com instalações visuais. (A rodar na FHfm, "Triennale", do álbum The Shutov Assembly, gravado entre 1985 e 1990.) Mas caminhar por vários corredores repletos de monitores com estas pinturas, ou tê-los espalhados pela casa como Eno deseja que venha a acontecer, até era capaz de ter a sua graça...
...embora eu, a ter de escolher, preferisse um loop do video de Benny Benassi que postei abaixo. Chamem-me sensível.
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segunda-feira, julho 23, 2007
Benny Benassi tem os melhores videoclips do mundo.
Versão não-censurada aqui.
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Erva
Diz que a 2.ª temporada de Weeds é ainda melhor, mas a 1.ª não está nada mal, não senhores, digo eu, que já a vi toda e aconselho vivamente. Conta a história de uma viúva que, para sustentar casa e filhos, começa a vender marijuana, e estreia por cá na RTP 2, hoje às 22h40. Com as interpretações, entre outros, de Mary-Louise Parker e Kevin Nealon (de quem talvez se recordem do SNL), a série é escrita por uma vasta equipa de argumentistas, como por exemplo, Jenji Kohan e Roberto Benabib, malta já com alguma experiência em sit-coms e séries como Will & Grace, Ally McBeal, e O Sexo e a Cidade. Cada episódio começa logo bem, com o magnífico tema "Little Boxes", de Malvina Reynolds, a acompanhar uma bela sequência de genérico que deixa bem vincada a normalização da classe média suburbana dos States, neste caso de Agrestic, comunidade fictícia da Califórnia.
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FHF
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7:42 da tarde
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Tópico: TV
Pete Doherty pré-junkie
Na senda dos posts abaixo, o João Mealha deixou o link para este video de Pete Doherty pré-Libertines e Babyshambles. Eu diria que Doherty evoluiu bastante, tendo em conta que hoje em dia é um junkie deprimente, e à data deste video estava na fila para comprar um disco dos Oasis.
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FHF
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2:26 da manhã
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domingo, julho 22, 2007
sábado, julho 21, 2007
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