sexta-feira, maio 04, 2007

Galhofa Lx

Maio vai ser um mês de gargalhofame no Teatro Tivoli – é o Festival de Comédia de Lisboa, que arranca já amanhã, com actuações do meu brother Eddie Stardust, a.k.a. Eduardo Madeira, do Nilton e do Rui Unas (naquela que é a sua primeira apresentação ao vivo em registo stand-up, se não contarmos com os monólogos iniciais do saudoso Cabaret da Coxa). O festival prossegue com os Commedia a la Carte, Pedro Tochas, os Alcómicos Anónimos e Um Gajo, e, a fechar, Herman José. Não só os artistas são bons artistas, que valem só por si a aquisição ou roubo por esticão de um bilhete, como também a própria sala é um tratado no que respeita à História que resvala por cada refego, capaz de inspirar momentos únicos a cada espectáculo que por lá passa. Já tive o prazer de pisar aquele palco duas vezes, na pele de Phil Stardust, há uns bons anos atrás no Festival Rir, e outra na Gala do 1.º Aniversário d’O Inimigo Público, e sei bem a influência que aquele teatro mítico imprime em quem lá actua, despertando o melhor que os artistas têm para dar. O que não aconteceu comigo: da primeira vez que lá actuei estava sob o efeito de sedativos colocados à socapa no meu thermos de Alexander, e da segunda estava Eduardo Prado Coelho sentado entre o público, duas notórias tentativas de sabotagem que provocaram em mim forte desorientação e um quase-desmaio. Mais detalhes acerca do Festival de Comédia de Lisboa aqui.

De zero a mil, quanto é que somos, Rafael?

Ao escrevermos sketches para o Hora H, sabemos que levarão um toque, uma volta, de Herman José, o que resulta às vezes numa distância considerável (outras vezes mínima) entre o que tinhamos imaginado e o que é transposto para a televisão. Parte do nosso trabalho é esse: perceber qual a orientação que o Herman dá às personagens e às situações de semana para semana, através das re-interpretações que faz por vezes dos skecthes; quais as evoluções que os personagens sofrem ao longo da série - mercê não só do que pensamos para elas, mas também, claro está, do pensado pelo Herman - e construirmos os sketches seguintes de acordo com o resultado da sinergia entre os nossos textos e a forma como o Herman os concretiza. Este sketch do Júlio Flores, uma das personagens escritas por mim e o De Pina, resultou num momento final de estética e tom quase documental, que ilustra o drama deste cameraman com um pé fora do armário e outro dentro, e a maneira como isso afecta o seu colega e amigo, Rafael Mourato. A situação avança até ao ponto do desconforto, em que o espectador é colocado numa posição de voyeur que, às tantas, acaba por sentir-se ali a mais; é a vergonha alheia que resulta idealmente em comédia. (Estas minhas últimas frases estão mesmo a pedir que a malta que não vai à bola com o Hora H possa dizer coisas como "desconforto é a palavra, e dizer que nos sentimos ali a mais também é muito bem dito, porque o que eu faço assim que começa o Hora H é mudar de canal", por isso faço o jogo sujo de me antecipar, ciente porém de que existem coisas muito mais brutais e galhofeiras capazes de brotar das mentes avessas ao programa - e assim é que é bonito.)

quinta-feira, maio 03, 2007

Mas é que gosto mesmo da Luta, pá!

Os dois Homens da Luta já eram dos meus bonecos preferidos do "Vai Tudo Abaixo", se não os preferidos, mas o Jel e o irmão, Vasco Duarte, elevaram-os a outro patamar quando os trouxeram para o mundo real. Não podiam ter escolhido melhores contextos: o encerramento compulsivo da UnI anunciado por Mariano Gago, e a inauguração do Túnel das Amoreiras no 25 de Abril, acontecimentos de grande cobertura mediática que foi aproveitada pela VaiTudoAbaixoTV para criar dois sketches só possíveis graças à liberadde youtubiana, já que contêm imagens dos três canais de sinal aberto. É bem verdade: o Jel tem crescido, e muito, como humorista, cada vez mais constante na piada genuína, aquela que existe mesmo para além do mero atrevimento, a juntar-se à enorme lata que tem vindo a exibir desde sempre. Sou portanto adepto daquilo que José Sócrates chama, no fim deste grandioso momento, de botabaixismo. Pá.

No dia em que SPIDER-MAN 3 estreia, eis uma iguaria servida por le chef YouTube

1970, mais ano, menos ano, edição de TO TELL THE TRUTH, onde os concorrentes têm de descobrir qual é o verdadeiro Stan Lee de entre três wannabes. Quanto tempo demoram vocês a descobrir? Se são fãs de comics, vai ser imediato. E emocionante, ver o excelso quando tinha apenas cerca de 50 anos. E que viva mais 50 para além dos 84 que já conta!

Stan Lee ainda estava longe do ar de avôzinho que comove qualquer fã de comics quando, por exemplo, faz uma aparição fugaz como condutor de camioneta em HEROES, mas não há que enganar. Percebe-se até de olhos fechados: a voz está igual (sim, malta que não é fã de comics, se há autor de BD possível de ser reconhecido apenas pela voz é Stan Lee, não só pelas várias aparições em filmes e séries de TV feitas a partir ou inspiradas nos universos e personagens que criou, mas também por causa de WHO WANTS TO BE A SUPERHERO?, para dar só algumas razões). E repararam bem no cenário do programa, o lettering, as cores berrantes?, no visual dos concorrentes?, aqueles óculos, aqueles fatos, tudo fabuloso. Destaque para a concorrente de laranja, Peggy; só o facto de ter posto os óculos escuros no final já é de categoria, e a maneira de falar leva às lágrimas. As estranhas modulações que a voz da moça assume quando diz “in a very big popular movie” e “Captain America”só eram possíveis nesta época, em que o tabaco era para ser fumado, e não para ser objecto de leis aprovadas em Conselho de Ministros.

terça-feira, maio 01, 2007

Há tanto tempo que o gajo não posta nada... Queres ver que foi de fim-de-semana prolongado, o sacripanta?

Quem me dera, mas na verdade o que acontece é que eu e o Mário Botequilha temos estado fechados a trabalhar no Regicídio, umas vezes juntos em frente ao computador, outras através do Messenger, enquanto somos alimentados por via intravenosa para não perdermos tempo a alimentarmo-nos. Em breve vou falar aqui mais detalhadamente do processo de concepção e escrita desta série, mas, enquanto não o faço, vou voltar a a publicar alguns dos posts que tinha escrito no meu extinto blog da Textamerica a propósito de Bocage. É que, apesar de a até agora intitulada Os Dias do Regicídio ser uma série estrutural e narrativamente bastante mais complexa, e mais ambiciosa do ponto de vista de produção, tem muitos pontos em comum com Bocage no que respeita à abordagem que fizemos e fazemos de um dado momento da História.

À medida que fomos passando da fase da pesquisa para a construção dos argumentos dos 6 episódios que constituem esta série, o tempo necessário para dedicar a um projecto desta envergadura foi aumentando, pelo que me vi obrigado a fazer 'stop' ou pelo menos um 'pause' no meu fotoon quinzenal n'O Inimigo Público. Deram-me um gozo brutal, estas 80 semanas, que se traduziram em 40 fotoons publicados no IP, depois de, em 2005, o Luís Pedro Nunes ter visto aqueles que eu tinha feito no meu desaparecido blog da Textamerica (também vou republicá-los aqui), e ter achado que era um óptimo formato para aplicar no meu regresso ao Inimigo, depois das várias notícias que lá tinha escrito de quando em vez, e da página que o Contra Informação lá teve nos primeiros tempos (que eu escrevia junto com o Rui Cardoso Martins e o José de Pina). Mas se os fotoons me davam gozo, também me consumiam largas horas a concretizá-los do ponto de vista técnico, por isso, e tendo em conta não só o Regicídio mas também as 6897576 coisas que tenho para fazer, e que exigem por agora bastante mais atenção da minha parte, tive, com muita pena, de optar. Continuarei a fazer fotoons aqui no Salvo Erro, mas numa de lazer, ao meu ritmo, sem a obrigatoriedade de ter um pronto de quinze em quinze dias - aparecerão quando aparecerem. Entretanto, fiquem aqui com o último (pelo menos por agora), publicado no dia 20 de Abril (cliquem na imagem para aumentar o tamanho).



Já que estou com a mão na massa, vou aproveitar para falar de Quinze, um projecto experimental de televisão concebido para telemóvel pelas Produções Fictícias e pelos Daltonic Brothers (os mesmos responsáveis pela realização do teaser do Melancómico do Nuno Costa Santos). Quinze é um magazine de dicas culturais escrito pela Patrícia Muller e apresentado pela Sónia Balacó, e, se perderam a estreia na RTP Mobile na sexta-feira passada, dêem um pulo aqui onde os conteúdos são disponibilizados via YouTube, com o bónus de, tal como em The 9, terem disponíveis links onde podem obter informação complementar dos assuntos tratados no programa. Um mimo. E apenas o primero passo do que se prepara nas PF fora do campo televisivo... mas, ainda assim, dentro do campo televisivo. Confusos? É esperar mais um pouco, as novidades não tardam.



E agora, para fechar com chave de ouro este post multi-tópico, um lembrete: não esquecer hoje, às 23h00, a estreia de Boa-noite, Alvim, o regresso do Capitão aos ecrãs da SIC Radical, muito bem acompanhado pelo João Quadros, o Nuno Costa Santos, o Nuno Gervásio, e o Pedro Santo. A não perder.

quinta-feira, abril 26, 2007

Glória nas alturas: os Spinal Tap estão de volta!


A formação original vai estar em cima do palco do Estádio de Wembley, na edição londrina do Live Earth. E como se não estivesse já a falar de um world-shaking event, o Festival de Tribeca abriu ontem as hostilidades com a estreia do novo filme dos Spinal Tap, 15 minutos de mockumentary também realizados por Rob Reiner. A dor resultante de não ter visto ainda esta obra - seguramente uma barra de ouro de camadões de quilates - só é ligeiramente aplacada pela esperança: a acontecer o que aconteceu com o lendário "This is Spinal Tap" (1984), em que o número de cenas a ficarem de fora da versão final foi tal que, todas juntas, resultaram praticamente num segundo filme, quando estes 15 minutos chegarem às prateleiras dos dvds vêm com pelo menos mais uma hora de extras. Se vier com a actuação ao vivo de 7 de Julho, então, é a loucura. Mas bom, bom, seria lá estar. Leiam a notícia deste regresso de peso aqui.

quarta-feira, abril 25, 2007

Da revolução

Este é o post em que me ficaria bem dar graças pela revolução que, há 33 anos, nos trouxe a liberdade, de expressão e as outras, que nunca acontecem sem que esteja garantida a primeira, para reclamar a paz, o pão, habitação, saúde, educação, e o direito a colocar cartazes em rotundas, mesmo quando a mensagem dos mesmos revela uma clara falta da referida saúde - mental - e de educação. O post em que era suposto assinalar o dia, fazendo eco das comemorações das várias esquerdas, em cuja grande parte das atitudes e discursos não me revejo, e que transformam em luta partidária o que deveria ser uma homenagem aos ideiais que em ‘74 fizeram chaimites sair à rua, travestismo que não me consigo habituar a ver caracterizar a data, ano após ano. O post em que imitaria a direita (a que ora me enfastia ora me enerva, não a que desprezo) na sua aderência, entre o populismo e o politicamente correcto, à iconografia dos cravos vermelhos, mesmo que não os coloque na lapela. Em que me vergaria a este Portugal pós-25 de Abril que me dá o luxo pequeno-burguês das delícias consumistas, dos dvds, das playstations, dos ipods, e tudo o mais em que possa estourar o fruto do trabalho que esta liberdade com pouco mais de três décadas, oito meses e pouco mais velha que eu, me dá o privilégio de ter.
Pois bem: estou imensa e genuinamente grato. Viva o 25 de Abril.
E agora, podemos passar à próxima revolução?

segunda-feira, abril 23, 2007

Matrioshka no São Luiz


O Teatro São Luiz, em Lisboa, acolhe os Alcómicos Anónimos, que trazem de volta o seu MATRIOSHKA. Com algumas novidades em relação à primeira vez em que foi apresentado, este espectáculo de Alexandre Romão, João Miranda, Rui Sinel de Cordes, Salvador Martinha e Zé Beirão traz sketch comedy da melhor, e está integrado no ciclo Novos X9 ~ Novos Humoristas, o que significa que, em troca de 5 euros apenas, se tem direito a assistir no Jardim de Inverno a esta hora e meia de barrigada de riso. Só coisas gostosas.

Mas os AA fazem ainda melhor, e, numa iniciativa que creio ímpar na blogosfera, oferecem um bilhete para a estreia, dia 3 de Maio, completamente grátis, às 10 primeiras almas que postarem cartaz e informação acerca do espectáculo nos seus blogs.

Para quem ainda não conhece o trabalho dos Alcómicos Anónimos, o grau de hilariedade desta malta está bem documentado nos videos que têm vindo a fazer. Atenção que os videos não dispensam, claro está, a deslocação ao São Luiz nos próximos dias 3, 4 e 5.

Conheçam melhor o grupo nesta entrevista dada ao Escrita Criativa, e, para abrir ainda mais o apetite para MATRIOSHKA, vejam o trailer:

sábado, abril 21, 2007

CDS-PP: Fidelidade Canina


Sketch que fizemos no CONTRA, uma paródia a um spot publicitário, a propósito das directas de hoje.

quinta-feira, abril 19, 2007

Depois de Talladega Nights... BLADES OF GLORY!

O indomável Will Ferrell regressa à pele de um verdadeiro macho durão em busca de glória, desta vez no mundo onde os machos durões mais abundam: a patinagem artística. Junte-se-lhe Jon Heder (NAPOLEON DYNAMITE) e temos o primeiro par masculino desta nobre arte. A cereja no bolo, dirão alguns, é a presença de caras conhecidas de ARRESTED DEVELOPMENT, como Will Arnett, Jason Bateman, Tony Hale (estes três já tinham trabalhado com Ferrell em STRANGER THAN FICTION) e Michael Cera (co-protagonista de JUNO, a estrear brevemente, junto com a assombrosa Ellen Page). BLADES OF GLORY estreou dia 6 nos EUA, e as reacções dividem-se. Eu, mesmo sem ter ainda visto, só pelos fatos e penteados acho que o filme já ganhou. E porque acho muita, mas mesmo muita piada a Will Ferrell.
'Piada', no sentido macho do termo. Num post que fala de patinagem artística, é bom não deixar margem para más interpretações.
Agora, onde é que pus o meu fatinho de lycra...?

quarta-feira, abril 18, 2007

E o Doctor Who, tem mesmo diploma, ou quê?


Alegria, alegria - as noitadas passadas em frente ao computador a escrever a série do Regicídio tiveram hoje uma pequena recompensa na forma desta espantosa edição do DOCTOR WHO. Já nem me lembrava de ter feito a encomenda, por isso, quando chegou, senti-me como se tivesse acabado de ganhar o jackpot do euro milhões. Com a diferença de que não tinha amealhado 100 milhões de euros, o que, a nível de sensação, ainda é capaz de ser diferentezinho.

Trata-se da caixa exclusiva da Amazon UK com a 2.ª temporada (da nova leva; portanto 28.ª no global) daquela que é por muitos considerada a melhor série de todos os tempos. A haver exagero, justifica-se: estamos a falar de uma série que esteve em exibição na BBC de 1963 a 1989 (com um segundo telefilme em 1996); mais de 600 episódios onde nasceram ideias e conceitos que são, ainda hoje, copiados, imitados, remisturados e citados. Só para terem uma ideia: num dos episódios clássicos, circa 1970, há personagens capazes de transitar para um mundo virtual, onde lhes basta pensar numa arma para que esta se materialize nas mãos. Título do episódio: "The Matrix". Era ou não era de agarrar nos Wachowski e enchê-los de tomate podre no lombo durante uma tarde inteira? Pois era. Resta-lhes a glória de terem feito, como já aqui disse uma vez, alguns dos planos mais grandiosos da história do cinema - e refiro-me claro está aos planos do rabo de Monica Bellucci. Mas estou a dispersar-me.

Em 2005, a série DOCTOR WHO foi ressuscitada e a BBC começou a produzir novos episódios. Esta caixa com o rosto de um Cyberman contém a 2.ª temporada deste regresso, e é a primeira com o 10º Doctor, David Tennant, estrela também da 3.ª temporada que estreou no Reino Unido há coisa de duas semanas e pulverizou as audiências.

Apesar de muito pouco divulgada por cá, no Reino Unido e nos EUA DOCTOR WHO já passou para além do estatuto de culto e tornou-se uma instituição. Conceitos como viagens no tempo e transmigrações, consciências colectivas de híbridos de homem e máquina, juventude eterna e vida depois da morte; questões filosóficas trajadas de sci-fi com produção digna de série B, apresentadas com fleuma e humor por um personagem desconcertante e misterioso, às vezes criançola, às vezes um deus.

As novas séries mantêm a fasquia dos guiões e dos conceitos apresentados bastante alta, e conseguem um equilíbrio entre as mais recentes tecnologias CGI e os tradicionais modelos reais, que aqui não atingem o sublime "mau" que as caracterizava (antes pelo contrário, há alguns efeitos bastante bem sucedidos, e nota-se que as séries têm uma produção muito superior ao que acontecia no passado), mas também não são tão "rock'n'roll" que passem aos velhos fãs a sensação de que há demasiados meios para o que deveria ser um episódio do DOCTOR WHO. Tarefa que, convenhamos, não é nada fácil.

Próxima aquisição obrigatória são os episódios escritos pelo enorme Douglas Adams, antes mesmo de ter escrito o genial "The Hitchhiker's Guide To The Galaxy".

Para quem não faz a mínima ideia do que é que eu estou a falar, aconselho vivamente a pesquisa neste guia de principiantes, e depois uma vista de olhos na página dedicada às séries actuais. E, mais importante ainda, não se esqueçam que todas as segundas-feiras o People & Arts exibe às 21h30 - em ponto; não seguem portanto a tendência das generalistas - episódios da primeira destas novas temporadas, com Christopher Eccleston (curiosidade: Eccleston entrou em cinco episódios de "Heroes").

Para abrir o apetite, vejam este trailer feito recentemente por um fã com imagens de "The Hand of Fear", de 1975 ou 76, quando o Doctor era interpretado por Tom Baker (esse mesmo, o narrador de "Little Britain"), que vestiu a pele do personagem durante 7 anos...


...e vejam também este trailer da 3.ª temporada (29.ª, na verdade), já com o 10º Doctor, David Tennant.

Ainda a propósito da Virginia Tech, um repost


terça-feira, abril 17, 2007

Good ol' family fun


Roanoke, Virginia, EUA - 2005.

"The President believes that there is a right for people to bear arms"
- Dana Perino, no briefing de imprensa após o tiroteio na Virginia Tech.
(link)

Na FHfm, David Bowie & Trent Reznor- "I'm Afraid of Americans".

segunda-feira, abril 16, 2007

Todo o americano tem direito às suas 15 vítimas de fama.

Um polícia presente no campus da Virginia Tech declarou que o atirador tinha uma "ungodly amount of ammunition". A gravação video feita por um aluno com o telemóvel deixa ouvir 26 tiros. Esta carnificina, que já se percebeu não ser 'apenas' o maior tiroteio de sempre numa universidade americana, mas o maior da história do país, vai com certeza reacender a discussão acerca do "god given right" que todos os americanos têm de possuir uma arma de fogo, estandarte da National Rifle Association. A discussão resultará, fatalmente, na mesma lenga-lenga pós-Columbine, pós todos os incidentes deste tipo, que este veio superar: não são as armas que matam pessoas, pessoas matam pessoas. Sem pensar que é muito mais difícil para um psicopata matar 32 jovens em tão pouco tempo se estiver a usar, por exemplo, uma zarabatana.

E os alunos da UnI ainda pensam que têm problemas

O maior massacre de sempre numa universidade americana: até agora o balanço é de 32 mortos. Aconteceu esta manhã no campus da Virginia Tech, Blacksburg, EUA, (7h15 hora local) onde estudam cerca de 26.000 alunos. As razões - a palavra 'razão' faz pouco ou nenhum sentido em casos destes - ainda não são conhecidas. A tragédia dá-se depois das ameaças de bomba em Agosto e na semana passada, mas não há indícios dos dois incidentes estarem relacionados. Pormenor (também) ainda por explicar: os disparos começam nm ponto do campus, a polícia é chamada, e duas horas depois novos disparos, noutro ponto, bastante afastado do primeiro, onde se dão as fatalidades. Columbine repete-se, desta vez numa universidade.

Sem-abrigo

O video de Pedro Anrunhosa para o novo tema "Quem me leva os meus fantasmas" conta com a participação de alguns dos sem-abrigo da cidade do Porto. Para a versão lisboeta deste videoclip, Abrunhosa já convocou os sem-abrigo do ensino superior, os alunos da Universidade Independente.

O Fantasma está de volta

Os mais ilustres representantes do psychobilly nacional, os Capitão Fantasma, chegam ao 18.º ano de carreira com a edição daquele que é talvez o seu melhor álbum de sempre. “Viva Cadáver” move-se com total à vontade no universo típico do género e leva mais longe a sonoridade de bandas míticas como The Cramps e The Meteors, em temas como “Cidade Suja”, “Os Mortos 06”, e na espantosa versão de um tema de Daniel Bacelar, “Se Eu Enlouquecer”.
O álbum foi editado pela Raging Planet, e a melhor maneira de o adquirirem (para quem mora em Lisboa) é dar um salto até à Mongorhead Comics, na Praça de Alegria, onde podem aliás trocar dois dedos de conversa com o baterista Tiago Sério e perderem-se nos incontáveis e apetecíveis comics, action-figures e estátuas. Para mais informações visitem o MySpace da banda em www.myspace.com/capitaofantasma666 e, enquanto não chegam os videoclips do novo álbum, dêem uma olhada a este feito por uma fã a partir de imagens de "Alice no País das Maravilhas", e que encaixa às mil das ditas no tema "Percepção Alterada". Psycho!

Todos os premiados

do World Press Cartoon 2007, aqui.

sexta-feira, abril 13, 2007

Porque hoje é Sexta-Feira 13

lembrei-me de Zakarella (resposta portuguesa a Vampirella), moça cujas saudades já tive oportunidade de expressar há um ano e tal, por alturas do Halloween, no meu extinto blog da Textamerica. Zakarella estreou-se em 1976 na sua própria revista, com histórias escritas pelo lendário Roussado Pinto (a.k.a. Ross Pynn) e ilustradas por Carlos Alberto Santos, responsável também pelas adaptações d' «Os Lusíadas» de Luis de Camões e da «Mensagem» de Fernando Pessoa para BD. Em grande parte das capas Zakarella aparece em situações de perigo e/ou submissão. Kinky vintage. E sou só eu que acho, ou ela aqui parece mesmo a Teri Hatcher, quase vinte anos antes de «Lois & Clark» e trinta de «Donas de Casa Desesperadas»?

quinta-feira, abril 12, 2007

DFA 1979


Sinto falta destes tipos.

quarta-feira, abril 11, 2007

Uma nota de agradecimento

O número de visitantes diários aqui ao estaminé tem subido e muito nos últimos meses. Uma busca pelo Technorati revela que muitos de vocês têm feito links para aqui, o que de certeza ajudou na divulgação deste meu espaço. Resta-me agradecer o gesto e garantir que, na medida do possível, vou continuar a tentar ter aqui motivos de interesse para mais e mais visitas. Um grande bem-haja.

F%#@/$€!!!


Portugal seguirá, infelizmente, o exemplo de outros países europeus, e os dois filmes que compõem GRINDHOUSE serão exibidos separadamente e terão datas de estreia diferentes. Vai assim ao ar todo o conceito de 'double-feature' da coisa. O lado bom: vamos poder assistir às versões integrais de cada um dos filmes; o lado triste, muito triste: vamos ter de esperar até 19 de Julho por DEATH PROOF e até 27 de Setembro por PLANET TERROR.

terça-feira, abril 10, 2007

sábado, abril 07, 2007

A todos os que babam à espera de GRINDHOUSE...


...digam lá se esta edição da Rolling Stone não é o melhor ovo da Páscoa que se pode desejar?

sexta-feira, abril 06, 2007

Diz que já foi retirado o cartaz...


...o que é uma pena, porque faço parte do grupo de pessoas que, quando estão atrasadas para um qualquer encontro, se desculpam dizendo que está muito trânsito no Marquês do Pombal (digo isto mesmo quando o local de encontro é fora de Lisboa, ou do país). E muito trânsito houve no Marquês durante o tempo em que o cartaz dos Gato Fedorento lá esteve, com os carros a abrandar e a dar sucessivas voltas na rotunda para vê-lo melhor. Desde que foi colocado, o cartaz do PNR nunca provocou este efeito, desmentindo a ideia feita de que os portugueses abrandam sempre para ver os desastres. Excelente iniciativa dos GF, o timing não podia ser melhor, e o resultado final merecia continuar em cartaz.

terça-feira, abril 03, 2007

CSS hoje e amanhã no Lux...


...e eu não posso ir. Catano, vou perder a oportunidade de ver a Lovefoxxx ao vivo.

6.ª no IP


(esta imagem é apenas um pormenor)

Vlogging tuga e videocasts nacionais: eles andam aí

Muito me apraz verificar que o vlogging tem ganho novos adeptos em terras lusas: é ver a mais recente experiência videota da Passarola, a primeira edição experimental da versão video do podcast O Armário das Calças do Jimmy Jamma, ou o video do Jorge Vaz Nande a propósito do Dia Mundial da Poesia. Aguardo que estes videos comecem a ser disponibilizados para download, em feed, e que se tornem assim videocasts. O processo é bastante fácil e o alojamento pode ser feito sem gastar um cêntimo que seja, por exemplo na Blip.tv e no Lusocast, que oferece grátis 1GB de alojamento. Videocasts de destaque: para além do incontornável Markl, é urgente ficar a conhecer MACacada, o melhor (e acho que único) videocast nacional dedicado ao maravilhoso mundo da Apple, também disponível em versão audio; e, caso ainda não conheçam, o Acácio Jeremias do André Toscano. Em relação a O Horror iNominável, e respondendo aos muitos mails e comentários que eu e o Pina temos recebido acerca do novo episódio, que tarda em chegar, posso dizer que está para breve, apesar de não ser possível adiantar uma data certa. Como sabem, o Horror é feito nos intervalos da chuva, e exige que tenhamos um furo na agenda de ambos ao mesmo tempo. O que, fora o tempo dedicado aos projectos em que trabalhamos juntos para televisão, tem sido inexistente. Mas o episódio vai acontecer. A falta de tempo também explica ainda não ter colocado on-line o Snack TV acerca do Fringe de Edinburgo - é que tenho tanto material que editá-lo está a ser um processo demorado. Ele há-de vir, raismapartam, há-de vir.

Angústia existencial, sinusite, o Lidl e a Dica da Semana


O universo único do MELANCÓMICO de Nuno Costa Santos é hoje apresentado no Tivoli, às 18h30, com leitura de Dinarte Branco e banda sonora ao vivo da responsabilidade dos Dead Combo. Apareçam por lá e adquiram este livro, um dos projectos de humor mais originais dos últimos tempos. Para abrir o apetite, fiquem com este video que, quem sabe, poderá dar origem a uma série de TV. Façam figas.

segunda-feira, abril 02, 2007

Mitos do futuro próximo: os Klaxons e o buzz todo à volta

Os Klaxons chamaram-me a atenção com "Golden Skans", mas foi a audição de "Magick", single lançado ainda no ano passado - e que só ouvi a semana passada - que me fez tomar a decisão de adquirir o disco. "Myths of The Near Future" foi editado em Janeiro deste ano, já com um buzz - apercebi-me mais tarde - enorme à volta, que aumentou ainda mais depois da saída do álbum. Buzz que se justifica, na minha opinião; este é um álbum viciante: faixas como "Atlantis To Interzone" fazem perceber porque é que tanta gente (ansiosa por colocar etiquetas, determinar categorias musicais, criar géneros e sub-géneros) se refere aos Klaxons como new rave. A ter de haver alguma categoria em que se insere este álbum de estreia, e como se percebe da audição de todo o trabalho, que tem mais a ver com faixas como "Magick" do que "Golden Skans", poderá ser quaquer coisa entre o já de si abrangente indie e a mui generalista pop. Mas as designações são sempre hilariantes, e sou adepto do "quanto mais longas, melhor". Por isso, em oposição ao que apoarece no MySpace da banda (Psychedelic / Progressive / Pop), prefiro a descrição da HMV, que os define como acid-rave sci-fi punk-funk. Há que gostar de um palavrão destes.

Outro factor de interesse acrescido para esta banda inglesa é o conteúdo das suas letras, em particular "As Above, So Below", que contém referências directas à obra-prima de outro inglês, Grant Morrisson, "The Invisibles" (a propósito: acabei de ler os três paperbacks de "Animal Man", que só conhecia parcialmente, e estou siderado com a excelência do trabalho de Morrisson e as capas de Brian Bolland).

"Totem On The Timeline" e "It's Not Over Yet" são temas que estou certo farão a delícia dos fãs de, por exemplo, Strokes ou Placebo (salvo as devidas distâncias), enquanto que "Isle of Her" e "Forgotten Works" apostam em ambiências mais electrónicas e sonoridades muito marcadas por um baixo cavo e simplista à la 80's. Diz que ao vivo estes ingleses estabeleidos em Londres dão mais do que conta do recado, em espectáculos que são simultaneamente um regalo para os timpanos e para os olhos, factor que muito tem contribuido para o verdadeiro culto à sua volta que se gerou no underground. A confirmar no próximo Super Rock. E um disco a fazer rodar até à exaustão. Fiquem com o link para o website da banda, psicadélico e no limite do bom-gosto (já para lá disso, na verdade), e com o perturbante e simbólico video de "Magick", talvez o meu tema favorito de todo este primeiro longa-duração.