quinta-feira, abril 26, 2007
quarta-feira, abril 25, 2007
Da revolução
Este é o post em que me ficaria bem dar graças pela revolução que, há 33 anos, nos trouxe a liberdade, de expressão e as outras, que nunca acontecem sem que esteja garantida a primeira, para reclamar a paz, o pão, habitação, saúde, educação, e o direito a colocar cartazes em rotundas, mesmo quando a mensagem dos mesmos revela uma clara falta da referida saúde - mental - e de educação. O post em que era suposto assinalar o dia, fazendo eco das comemorações das várias esquerdas, em cuja grande parte das atitudes e discursos não me revejo, e que transformam em luta partidária o que deveria ser uma homenagem aos ideiais que em ‘74 fizeram chaimites sair à rua, travestismo que não me consigo habituar a ver caracterizar a data, ano após ano. O post em que imitaria a direita (a que ora me enfastia ora me enerva, não a que desprezo) na sua aderência, entre o populismo e o politicamente correcto, à iconografia dos cravos vermelhos, mesmo que não os coloque na lapela. Em que me vergaria a este Portugal pós-25 de Abril que me dá o luxo pequeno-burguês das delícias consumistas, dos dvds, das playstations, dos ipods, e tudo o mais em que possa estourar o fruto do trabalho que esta liberdade com pouco mais de três décadas, oito meses e pouco mais velha que eu, me dá o privilégio de ter.Pois bem: estou imensa e genuinamente grato. Viva o 25 de Abril.
E agora, podemos passar à próxima revolução?
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Tópico: Blog
segunda-feira, abril 23, 2007
Matrioshka no São Luiz
Mas os AA fazem ainda melhor, e, numa iniciativa que creio ímpar na blogosfera, oferecem um bilhete para a estreia, dia 3 de Maio, completamente grátis, às 10 primeiras almas que postarem cartaz e informação acerca do espectáculo nos seus blogs.
Para quem ainda não conhece o trabalho dos Alcómicos Anónimos, o grau de hilariedade desta malta está bem documentado nos videos que têm vindo a fazer. Atenção que os videos não dispensam, claro está, a deslocação ao São Luiz nos próximos dias 3, 4 e 5.
Conheçam melhor o grupo nesta entrevista dada ao Escrita Criativa, e, para abrir ainda mais o apetite para MATRIOSHKA, vejam o trailer:
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sábado, abril 21, 2007
CDS-PP: Fidelidade Canina
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Tópico: Contra Informação, Escrita, Projectos, Sketch Comedy, Trabalhos, TV
quinta-feira, abril 19, 2007
Depois de Talladega Nights... BLADES OF GLORY!
'Piada', no sentido macho do termo. Num post que fala de patinagem artística, é bom não deixar margem para más interpretações.
Agora, onde é que pus o meu fatinho de lycra...?
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Tópico: Cinema
quarta-feira, abril 18, 2007
E o Doctor Who, tem mesmo diploma, ou quê?
Trata-se da caixa exclusiva da Amazon UK com a 2.ª temporada (da nova leva; portanto 28.ª no global) daquela que é por muitos considerada a melhor série de todos os tempos. A haver exagero, justifica-se: estamos a falar de uma série que esteve em exibição na BBC de 1963 a 1989 (com um segundo telefilme em 1996); mais de 600 episódios onde nasceram ideias e conceitos que são, ainda hoje, copiados, imitados, remisturados e citados. Só para terem uma ideia: num dos episódios clássicos, circa 1970, há personagens capazes de transitar para um mundo virtual, onde lhes basta pensar numa arma para que esta se materialize nas mãos. Título do episódio: "The Matrix". Era ou não era de agarrar nos Wachowski e enchê-los de tomate podre no lombo durante uma tarde inteira? Pois era. Resta-lhes a glória de terem feito, como já aqui disse uma vez, alguns dos planos mais grandiosos da história do cinema - e refiro-me claro está aos planos do rabo de Monica Bellucci. Mas estou a dispersar-me.
Em 2005, a série DOCTOR WHO foi ressuscitada e a BBC começou a produzir novos episódios. Esta caixa com o rosto de um Cyberman contém a 2.ª temporada deste regresso, e é a primeira com o 10º Doctor, David Tennant, estrela também da 3.ª temporada que estreou no Reino Unido há coisa de duas semanas e pulverizou as audiências.

Apesar de muito pouco divulgada por cá, no Reino Unido e nos EUA DOCTOR WHO já passou para além do estatuto de culto e tornou-se uma instituição. Conceitos como viagens no tempo e transmigrações, consciências colectivas de híbridos de homem e máquina, juventude eterna e vida depois da morte; questões filosóficas trajadas de sci-fi com produção digna de série B, apresentadas com fleuma e humor por um personagem desconcertante e misterioso, às vezes criançola, às vezes um deus.
As novas séries mantêm a fasquia dos guiões e dos conceitos apresentados bastante alta, e conseguem um equilíbrio entre as mais recentes tecnologias CGI e os tradicionais modelos reais, que aqui não atingem o sublime "mau" que as caracterizava (antes pelo contrário, há alguns efeitos bastante bem sucedidos, e nota-se que as séries têm uma produção muito superior ao que acontecia no passado), mas também não são tão "rock'n'roll" que passem aos velhos fãs a sensação de que há demasiados meios para o que deveria ser um episódio do DOCTOR WHO. Tarefa que, convenhamos, não é nada fácil.
Próxima aquisição obrigatória são os episódios escritos pelo enorme Douglas Adams, antes mesmo de ter escrito o genial "The Hitchhiker's Guide To The Galaxy".
Para quem não faz a mínima ideia do que é que eu estou a falar, aconselho vivamente a pesquisa neste guia de principiantes, e depois uma vista de olhos na página dedicada às séries actuais. E, mais importante ainda, não se esqueçam que todas as segundas-feiras o People & Arts exibe às 21h30 - em ponto; não seguem portanto a tendência das generalistas - episódios da primeira destas novas temporadas, com Christopher Eccleston (curiosidade: Eccleston entrou em cinco episódios de "Heroes").
Para abrir o apetite, vejam este trailer feito recentemente por um fã com imagens de "The Hand of Fear", de 1975 ou 76, quando o Doctor era interpretado por Tom Baker (esse mesmo, o narrador de "Little Britain"), que vestiu a pele do personagem durante 7 anos...
...e vejam também este trailer da 3.ª temporada (29.ª, na verdade), já com o 10º Doctor, David Tennant.
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Tópico: TV
Ainda a propósito da Virginia Tech, um repost
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Tópico: Livros
terça-feira, abril 17, 2007
Good ol' family fun
"The President believes that there is a right for people to bear arms"
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7:09 da manhã
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Tópico: Blog
segunda-feira, abril 16, 2007
Todo o americano tem direito às suas 15 vítimas de fama.
Um polícia presente no campus da Virginia Tech declarou que o atirador tinha uma "ungodly amount of ammunition". A gravação video feita por um aluno com o telemóvel deixa ouvir 26 tiros. Esta carnificina, que já se percebeu não ser 'apenas' o maior tiroteio de sempre numa universidade americana, mas o maior da história do país, vai com certeza reacender a discussão acerca do "god given right" que todos os americanos têm de possuir uma arma de fogo, estandarte da National Rifle Association. A discussão resultará, fatalmente, na mesma lenga-lenga pós-Columbine, pós todos os incidentes deste tipo, que este veio superar: não são as armas que matam pessoas, pessoas matam pessoas. Sem pensar que é muito mais difícil para um psicopata matar 32 jovens em tão pouco tempo se estiver a usar, por exemplo, uma zarabatana.
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E os alunos da UnI ainda pensam que têm problemas
O maior massacre de sempre numa universidade americana: até agora o balanço é de 32 mortos. Aconteceu esta manhã no campus da Virginia Tech, Blacksburg, EUA, (7h15 hora local) onde estudam cerca de 26.000 alunos. As razões - a palavra 'razão' faz pouco ou nenhum sentido em casos destes - ainda não são conhecidas. A tragédia dá-se depois das ameaças de bomba em Agosto e na semana passada, mas não há indícios dos dois incidentes estarem relacionados. Pormenor (também) ainda por explicar: os disparos começam nm ponto do campus, a polícia é chamada, e duas horas depois novos disparos, noutro ponto, bastante afastado do primeiro, onde se dão as fatalidades. Columbine repete-se, desta vez numa universidade.
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7:04 da tarde
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Sem-abrigo
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4:13 da tarde
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O Fantasma está de volta
Os mais ilustres representantes do psychobilly nacional, os Capitão Fantasma, chegam ao 18.º ano de carreira com a edição daquele que é talvez o seu melhor álbum de sempre. “Viva Cadáver” move-se com total à vontade no universo típico do género e leva mais longe a sonoridade de bandas míticas como The Cramps e The Meteors, em temas como “Cidade Suja”, “Os Mortos 06”, e na espantosa versão de um tema de Daniel Bacelar, “Se Eu Enlouquecer”.
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Tópico: Música
Todos os premiados
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sexta-feira, abril 13, 2007
Porque hoje é Sexta-Feira 13
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Tópico: BD
quinta-feira, abril 12, 2007
quarta-feira, abril 11, 2007
Uma nota de agradecimento
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6:07 da tarde
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F%#@/$€!!!
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Tópico: Cinema
terça-feira, abril 10, 2007
sábado, abril 07, 2007
A todos os que babam à espera de GRINDHOUSE...
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Tópico: Cinema
sexta-feira, abril 06, 2007
Diz que já foi retirado o cartaz...
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terça-feira, abril 03, 2007
Vlogging tuga e videocasts nacionais: eles andam aí
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Tópico: Web
Angústia existencial, sinusite, o Lidl e a Dica da Semana
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segunda-feira, abril 02, 2007
Mitos do futuro próximo: os Klaxons e o buzz todo à volta
Outro factor de interesse acrescido para esta banda inglesa é o conteúdo das suas letras, em particular "As Above, So Below", que contém referências directas à obra-prima de outro inglês, Grant Morrisson, "The Invisibles" (a propósito: acabei de ler os três paperbacks de "Animal Man", que só conhecia parcialmente, e estou siderado com a excelência do trabalho de Morrisson e as capas de Brian Bolland).
"Totem On The Timeline" e "It's Not Over Yet" são temas que estou certo farão a delícia dos fãs de, por exemplo, Strokes ou Placebo (salvo as devidas distâncias), enquanto que "Isle of Her" e "Forgotten Works" apostam em ambiências mais electrónicas e sonoridades muito marcadas por um baixo cavo e simplista à la 80's. Diz que ao vivo estes ingleses estabeleidos em Londres dão mais do que conta do recado, em espectáculos que são simultaneamente um regalo para os timpanos e para os olhos, factor que muito tem contribuido para o verdadeiro culto à sua volta que se gerou no underground. A confirmar no próximo Super Rock. E um disco a fazer rodar até à exaustão. Fiquem com o link para o website da banda, psicadélico e no limite do bom-gosto (já para lá disso, na verdade), e com o perturbante e simbólico video de "Magick", talvez o meu tema favorito de todo este primeiro longa-duração.
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sexta-feira, março 30, 2007
Já lá vão 4 anos
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quinta-feira, março 29, 2007
Cebola meets Noir
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quarta-feira, março 28, 2007
Alfredo Costa
"Foi no corrente de 1906 que Raul Pires apresentou no Gelo um rapaz de vinte e oito anos, alto, desengonçado de corpo, de uma fisionomia séria, quase triste, a que ninguém ligou importância. Grandes olhos castanhos, lentos a mover-se, com uma fixidez que parecia de sonâmbulo e era de atenção, um nada de barba loura no queixo, o nariz levemente amolgado sobre a esquerda. É provável que uma tuberculose descurada, traiçoeiramente seguindo caminho, lhe achatasse o tórax, aguçasse os ombros e lhe imprimisse às costas uma quebratura já perceptível. (...) Era um homem de uma só peça, crente até o iluminismo interior, instruído o que basta para reconhecer que a vida se compõe numa tábua mais ou menos certa de problemas, de resultado dependente da vontade. (...) Alfredo Costa foi o homem, atirado para a cidade da aldeia alentejana, e que, dobrando-se sobre si, batido dos baldões, «se encontrou a marchar». Atrás, todo o atavismo da alma popular, opressões, tristeza, fatalismo, mansuetude de cordeiro. Pela frente, o torvelinho do século, luz e sombras, ideias confusas, ideias desordenadas, ideias; a vida com as facetas todas; o homem em todos os planos. (...) Para a improvisação intelectual de Costa, a revolução pregada em 1906-907 devia ser, com suas promessas de resgate, a ideia adequada. E daí até à paixão, o estado de consciência que implica uma aptitude desenganada para todos os extremos, a distância não era pequena.Por uma vereda longa, mas directa, decalcada segundo tais tópicos, chegou Alfredo Costa ao regicídio. Olhe-se para ele, lá longe, ao despedir da planura alentejana, tão cheia de ascetismo que parece destinada a implantarem-se ali calvários ululantes de supliciados. Que trouxe com ele, envolto no roto sudário mouro, mal passado nas águas cristãs, que não fosse rebeldia latente, noção da própria mesquinhez, fome de humanidade? O transporte da vida para um plano sobrenatural deixa o Alentejano indiferente."
Aquilino Ribeiro.
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