sexta-feira, março 30, 2007
quinta-feira, março 29, 2007
Cebola meets Noir
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Tópico: CD, Cebola Mol, Música, Projectos, Samba Roulotte, Trabalhos, Video, Web
quarta-feira, março 28, 2007
Alfredo Costa
"Foi no corrente de 1906 que Raul Pires apresentou no Gelo um rapaz de vinte e oito anos, alto, desengonçado de corpo, de uma fisionomia séria, quase triste, a que ninguém ligou importância. Grandes olhos castanhos, lentos a mover-se, com uma fixidez que parecia de sonâmbulo e era de atenção, um nada de barba loura no queixo, o nariz levemente amolgado sobre a esquerda. É provável que uma tuberculose descurada, traiçoeiramente seguindo caminho, lhe achatasse o tórax, aguçasse os ombros e lhe imprimisse às costas uma quebratura já perceptível. (...) Era um homem de uma só peça, crente até o iluminismo interior, instruído o que basta para reconhecer que a vida se compõe numa tábua mais ou menos certa de problemas, de resultado dependente da vontade. (...) Alfredo Costa foi o homem, atirado para a cidade da aldeia alentejana, e que, dobrando-se sobre si, batido dos baldões, «se encontrou a marchar». Atrás, todo o atavismo da alma popular, opressões, tristeza, fatalismo, mansuetude de cordeiro. Pela frente, o torvelinho do século, luz e sombras, ideias confusas, ideias desordenadas, ideias; a vida com as facetas todas; o homem em todos os planos. (...) Para a improvisação intelectual de Costa, a revolução pregada em 1906-907 devia ser, com suas promessas de resgate, a ideia adequada. E daí até à paixão, o estado de consciência que implica uma aptitude desenganada para todos os extremos, a distância não era pequena.Por uma vereda longa, mas directa, decalcada segundo tais tópicos, chegou Alfredo Costa ao regicídio. Olhe-se para ele, lá longe, ao despedir da planura alentejana, tão cheia de ascetismo que parece destinada a implantarem-se ali calvários ululantes de supliciados. Que trouxe com ele, envolto no roto sudário mouro, mal passado nas águas cristãs, que não fosse rebeldia latente, noção da própria mesquinhez, fome de humanidade? O transporte da vida para um plano sobrenatural deixa o Alentejano indiferente."
Aquilino Ribeiro.
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terça-feira, março 27, 2007
segunda-feira, março 26, 2007
A baleia branca e os presidiários
Razões para não largar a RTP 1 a partir da meia-noite e passar o dia de amanhã em modo-zombie: às 00h25, dose dupla de PRISON BREAK, com os dois episódios da primeira temporada. Vai ser assim todos os dias da semana, por isso, se não viram ainda, aproveitem agora para depois pegarem na segunda temporada com conhecimento de causa. E vale bem a pena o esforço de ficar acordado até mais tarde, isto para quem não goza do conforto de um gravador de video ou do desconforto de insónias que matam devagarinho mas sempre proporcionam um tempo extra (paradoxal, no entanto fofo).
Depois, às 2h10, e assinalando o Dia Mundial do Teatro (bem que podia ser um bocadinho mais cedo, hein?, assim mais parece a Madrugada Mundial do Teatro), podemos ver os bastidores de MOBY DICK, a adaptação teatral que a Maria João Cruz fez do romance de Herman Melville, com encenação do António Pires e com Miguel Guilherme no papel do capitão Ahab. Vão valer a pena as olheiras amanhã.
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Cherry (Rose McGowan) de GRINDHOUSE - a action figure!
Mais sobre GRINDHOUSE aqui.
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O que eu sei é que amanhã uma grande percentagem de taxistas vai andar de peito inchado
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domingo, março 25, 2007
Pelo menos foi a eleições directas
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A propósito da final dos Grandes Portugueses...
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Stabat Mater
Antonio Tarantino, um pintor que, depois dos cinquenta anos e a seguir ao divórcio, começa a escrever teatro. Stabat Mater, um texto brutal, elíptico, uma mãe que procura o filho. Uma interpretação visceral e genial de Maria João Luís, que lhe valeu já o prémio da Associação de Críticos de Teatro, a que tive o privilégio de assistir ainda o ano passado. Falo de uma das melhores actrizes que temos no nosso país, daquelas de quem facilmente se pode dizer "é excelente em qualquer parte do mundo". Inesquecível a sua interpretação de Maria Cecília Bersane, personagem da série Bocage que eu e o Mário Botequilha escrevemos para ela. Mas em Stabat Mater, Maria João Luís atinge níveis de intensidade, rigor e brilhantismo que não me lembro de ver antes. E que nunca tinha antes visto em teatro. Um texto brilhante, uma actriz genial, numa encenação de Jorge Silva Melo dos Artistas Unidos, num espaço que, não sendo uma sala de teatro, é um dos melhores sítios para fazer e para ver teatro; um espaço perfeito, pelo menos, para esta peça. Que voltou ao Convento das Mónicas, já em 2007, e termina hoje as suas exibições. Ultima oportunidade, a não perder de forma alguma.
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Tópico: Teatro
quinta-feira, março 22, 2007
O «Plan 9 From Outer Space» dos filmes de artes marciais
O segredo da abundante produção deste realizador de Hong Kong, capaz de rivalizar com os prolíficos profissionais indianos de Bollywood, é a sua abordagem inovadora à sétima arte. Ho conseguia fazer sete filmes pelo preço de um, filmando cenas em que ninjas executavam lutas e cabriolas e depois repetindo essas cenas em filmes diferentes. Era só preciso rodar mais umas poucas sequências em que o protagonista e o big-bad-boss aparecessem de cara descoberta e, quando chegava a altura da porrada, apareciam vestidos de ninja – cara tapada – e lá entravam as cenas avulsas. A história é cosida com os pés, os diálogos são de um ridículo delicioso, os actores sublimemente péssimos… que diabo – TUDO nos filmes de Ho é tão mau, mas tão mau, que se torna hilariante.
De uma adolescência passada a ver grande parte da obra deste grande senhor (sem na altura me aperceber que os vários Ninja-qualquer-coisa eram na sua grande maioria de Godfrey Ho, às vezes sob um dos seus muitos pseudónimos), aquele que me marcou como um ferro-em-brasa marca um novilho foi (salvo erro, porque nunca mais voltei a vê-lo desde então) “Ninja Force of Assassins”, de 1988. Foi neste filme, se não estou enganado, que encontrei uma das mais reluzentes pérolas do cinema série Z, na forma deste diálogo que guardo até hoje como exemplo máximo do que é falar sem dizer nada, dizendo tudo. Previno que a minha transcrição não fará jus à cena. Há que vê-la para conseguir abarcar a sua magnificiência. De qualquer maneira, aqui vai, de memória:
O Ninja Branco (portanto, o Ninja das Forças do Bem, porque os Maus eram sempre os Ninjas Negros), vestido à civil, provavelmente o actor Mark Tyler naquele que foi o seu primeiro e último papel no cinema, entra no quarto de hospital, onde o seu amigo está imóvel na cama, em péssimo estado depois de ter levado uma sova, enfaixado da cabeça aos pés, só com boca e olho e meio de fora. Ao vê-lo assim, o Ninja Branco fica chocado (e, meu deus, a forma soberba como Mark Tyler faz de chocado).
Ninja Branco: Quem é que te fez isto?
Amigo (com dificuldade): Ninja…
Ninja Branco: Ninja??!
Amigo: Ninja.
Ninja Branco (levantando o punho como quem promete vingança): Niiinjaaa!
Ora, isto é brilhante em qualquer parte do mundo. E tenho a dolorosa consciência de que, por mais anos que viva, nunca estarei à altura de escrever pepitas de ouro deste calibre, provavelmenre rabiscadas pelo próprio Godfrey Ho num guardanapo de papel enquanto se sentava numa sala de montagem para elaborar mais uma das suas inolvidáveis cenas de luta e piruetas entre ninjas.
Curiosamente, não é por causa de um filme de ninjas que este post aconteceu. Tem a ver com aquela que é, ao que consta, a obra-prima de Godfrey Ho, aquele que é por muitos chamado de o Plan 9 From Outer Space dos filmes de artes marciais. Falo de “Undefeatable”, de 1994, que nunca tive a felicidade de ver, mas que, agora que o conheço, me deixa em pulgas. Passando pelo blog do Nuno Duarte, deparo-me com isto. Não sei se será a prova definitiva do génio de Godfrey Ho, mas é pelo menos uma bela amostra. Nesta sequência de luta fica bem patente outro dos inigualáveis talentos de Ho: os actores que escolhia eram sempre um acontecimento por si só. Reparem bem na superior capacidade de interpretação e no penteado de Don Niam. Assombroso, com tudo o que a palavra tem de assustador. E a colher de café na mousse de chocolate que é a frase final, pela voz da protagonista Cynthia Rothrock, a diva do mundo das artes marciais.
Infelizmente, há cerca de dez anos que Mr. Ho se retirou. Resta-nos o consolo de saber que pequenas migalhitas do seu saber andam a ser passadas às novas gerações, uma vez que hoje em dia Godfrey Ho dá aulas de cinema.
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Tópico: Cinema
terça-feira, março 20, 2007
Sobre a 3.ª temporada de LOST
A série tem sido alvo de duras críticas, as audiências caíram bastante, e a comunidade de fãs queixa-se de alguma frustração. Para o segundo arranque da 3.ª temporada, já em Fevereiro deste ano, a ABC decidiu mexer na grelha de programas e colocar LOST uma hora mais tarde, o que também não agradou aos espectadores. Dos 9 episódios que vi dos 10 ou 11 que foram exibidos até agora, confesso que só o oitavo me fez titilar. O que é hoje exibido na Fox, o primeiro, tem uns simpáticos minutos de abertura, pela diferença de perspectiva, mas nenhum desenvolvimento narrativo significativo.
Numa entrevista recente à Entertainment Weekly, o co-criador Damon Lindelof foi confrontado com a pergunta que escarafuncha a cabeça de praticamente todos os seguidores da série: existe um plano de como LOST é suposto evoluir, ou a equipa de argumentistas está apenas a acrescentar camadas e mais camadas de mistério, por não haver uma direcção definida? Lindelof garante que nada do que foi apresentado até agora é gratuito, tudo tem uma razão de ser, e tudo terá uma solução.
Segundo o também produtor executivo, quando arrancou a primeira temporada de LOST não havia certezas de quantos episódios a série ia durar, pelo que se apressaram a plantar todas as perguntas o mais cedo possível. A partir do momento em que souberam que tinham mais um temporada pela frente, ficaram com mais tempo para contar a história que, de acordo com Lindelof, sempre quiseram contar. A nova pergunta que se levanta é: e a história é assim tão densa que aguente 100 episódios? (sim, porque 100 é, ao que parece, o número total de episódios que a ABC acordou com os produtores de LOST há umas semanas atrás, o que significa que a série está, ao 10.º episódio da 3.ª tenporada, mais ou menos a meio). Poderemos esperar mais "enchimento de chouriço", ou vamos assistir a avanços da narrativa? Damon Lindelof promete surpresas avassaladoras, e coloca a fasquia muito alta ao dizer que é bom estarmos preparados para o que aí vem. "Aí" leia-se, lá para o 12.º episódio, talvez.
Sou grande fã de LOST (apesar de, tenho de confessar, HEROES ter agora o lugar cimeiro na minha lista de preferências), e, aconteça o que acontecer, considero que a série já alcançou o estatuto de uma das mais revolucionárias da história da televisão. Mas é também exactamente por essa razão que me recuso a acreditar que os nossos amigos da ilha vão evoluir para o simples descalabro. Prefiro acreditar nas palavras de Lindelof e pensar que muitas e gloriosas surpresas nos esperam. E, mais que surpresas, soluções.
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Tópico: TV
domingo, março 18, 2007
Perspectiva imobiliária do derrotismo
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quinta-feira, março 15, 2007
quarta-feira, março 14, 2007
segunda-feira, março 12, 2007
Salvo Erro SNACK TV com Fernando Alvim
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11:55 da tarde
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Tópico: Projectos, Snack TV, Trabalhos, Video, Videocast, Web
domingo, março 11, 2007
Contra: 50 Anos da RTP
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12:02 da tarde
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À Procura do F.I.M.
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Tópico: Teatro
sábado, março 10, 2007
All work and no play makes Phil a dull boy
The Shining (1980), de Stanley Kubrick.
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3:00 da manhã
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Matar um Rei
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2:31 da manhã
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sexta-feira, março 09, 2007
Buscas no Google que vieram dar aqui ao estaminé
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E o julgamento da Fati lá decorre
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quinta-feira, março 08, 2007
A única banda heavy metal do Iraque
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Modéstia
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quarta-feira, março 07, 2007
When Worlds Collide II
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9:33 da tarde
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