domingo, março 25, 2007
Stabat Mater
Antonio Tarantino, um pintor que, depois dos cinquenta anos e a seguir ao divórcio, começa a escrever teatro. Stabat Mater, um texto brutal, elíptico, uma mãe que procura o filho. Uma interpretação visceral e genial de Maria João Luís, que lhe valeu já o prémio da Associação de Críticos de Teatro, a que tive o privilégio de assistir ainda o ano passado. Falo de uma das melhores actrizes que temos no nosso país, daquelas de quem facilmente se pode dizer "é excelente em qualquer parte do mundo". Inesquecível a sua interpretação de Maria Cecília Bersane, personagem da série Bocage que eu e o Mário Botequilha escrevemos para ela. Mas em Stabat Mater, Maria João Luís atinge níveis de intensidade, rigor e brilhantismo que não me lembro de ver antes. E que nunca tinha antes visto em teatro. Um texto brilhante, uma actriz genial, numa encenação de Jorge Silva Melo dos Artistas Unidos, num espaço que, não sendo uma sala de teatro, é um dos melhores sítios para fazer e para ver teatro; um espaço perfeito, pelo menos, para esta peça. Que voltou ao Convento das Mónicas, já em 2007, e termina hoje as suas exibições. Ultima oportunidade, a não perder de forma alguma.
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Tópico: Teatro
quinta-feira, março 22, 2007
O «Plan 9 From Outer Space» dos filmes de artes marciais
O segredo da abundante produção deste realizador de Hong Kong, capaz de rivalizar com os prolíficos profissionais indianos de Bollywood, é a sua abordagem inovadora à sétima arte. Ho conseguia fazer sete filmes pelo preço de um, filmando cenas em que ninjas executavam lutas e cabriolas e depois repetindo essas cenas em filmes diferentes. Era só preciso rodar mais umas poucas sequências em que o protagonista e o big-bad-boss aparecessem de cara descoberta e, quando chegava a altura da porrada, apareciam vestidos de ninja – cara tapada – e lá entravam as cenas avulsas. A história é cosida com os pés, os diálogos são de um ridículo delicioso, os actores sublimemente péssimos… que diabo – TUDO nos filmes de Ho é tão mau, mas tão mau, que se torna hilariante.
De uma adolescência passada a ver grande parte da obra deste grande senhor (sem na altura me aperceber que os vários Ninja-qualquer-coisa eram na sua grande maioria de Godfrey Ho, às vezes sob um dos seus muitos pseudónimos), aquele que me marcou como um ferro-em-brasa marca um novilho foi (salvo erro, porque nunca mais voltei a vê-lo desde então) “Ninja Force of Assassins”, de 1988. Foi neste filme, se não estou enganado, que encontrei uma das mais reluzentes pérolas do cinema série Z, na forma deste diálogo que guardo até hoje como exemplo máximo do que é falar sem dizer nada, dizendo tudo. Previno que a minha transcrição não fará jus à cena. Há que vê-la para conseguir abarcar a sua magnificiência. De qualquer maneira, aqui vai, de memória:
O Ninja Branco (portanto, o Ninja das Forças do Bem, porque os Maus eram sempre os Ninjas Negros), vestido à civil, provavelmente o actor Mark Tyler naquele que foi o seu primeiro e último papel no cinema, entra no quarto de hospital, onde o seu amigo está imóvel na cama, em péssimo estado depois de ter levado uma sova, enfaixado da cabeça aos pés, só com boca e olho e meio de fora. Ao vê-lo assim, o Ninja Branco fica chocado (e, meu deus, a forma soberba como Mark Tyler faz de chocado).
Ninja Branco: Quem é que te fez isto?
Amigo (com dificuldade): Ninja…
Ninja Branco: Ninja??!
Amigo: Ninja.
Ninja Branco (levantando o punho como quem promete vingança): Niiinjaaa!
Ora, isto é brilhante em qualquer parte do mundo. E tenho a dolorosa consciência de que, por mais anos que viva, nunca estarei à altura de escrever pepitas de ouro deste calibre, provavelmenre rabiscadas pelo próprio Godfrey Ho num guardanapo de papel enquanto se sentava numa sala de montagem para elaborar mais uma das suas inolvidáveis cenas de luta e piruetas entre ninjas.
Curiosamente, não é por causa de um filme de ninjas que este post aconteceu. Tem a ver com aquela que é, ao que consta, a obra-prima de Godfrey Ho, aquele que é por muitos chamado de o Plan 9 From Outer Space dos filmes de artes marciais. Falo de “Undefeatable”, de 1994, que nunca tive a felicidade de ver, mas que, agora que o conheço, me deixa em pulgas. Passando pelo blog do Nuno Duarte, deparo-me com isto. Não sei se será a prova definitiva do génio de Godfrey Ho, mas é pelo menos uma bela amostra. Nesta sequência de luta fica bem patente outro dos inigualáveis talentos de Ho: os actores que escolhia eram sempre um acontecimento por si só. Reparem bem na superior capacidade de interpretação e no penteado de Don Niam. Assombroso, com tudo o que a palavra tem de assustador. E a colher de café na mousse de chocolate que é a frase final, pela voz da protagonista Cynthia Rothrock, a diva do mundo das artes marciais.
Infelizmente, há cerca de dez anos que Mr. Ho se retirou. Resta-nos o consolo de saber que pequenas migalhitas do seu saber andam a ser passadas às novas gerações, uma vez que hoje em dia Godfrey Ho dá aulas de cinema.
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terça-feira, março 20, 2007
Sobre a 3.ª temporada de LOST
A série tem sido alvo de duras críticas, as audiências caíram bastante, e a comunidade de fãs queixa-se de alguma frustração. Para o segundo arranque da 3.ª temporada, já em Fevereiro deste ano, a ABC decidiu mexer na grelha de programas e colocar LOST uma hora mais tarde, o que também não agradou aos espectadores. Dos 9 episódios que vi dos 10 ou 11 que foram exibidos até agora, confesso que só o oitavo me fez titilar. O que é hoje exibido na Fox, o primeiro, tem uns simpáticos minutos de abertura, pela diferença de perspectiva, mas nenhum desenvolvimento narrativo significativo.
Numa entrevista recente à Entertainment Weekly, o co-criador Damon Lindelof foi confrontado com a pergunta que escarafuncha a cabeça de praticamente todos os seguidores da série: existe um plano de como LOST é suposto evoluir, ou a equipa de argumentistas está apenas a acrescentar camadas e mais camadas de mistério, por não haver uma direcção definida? Lindelof garante que nada do que foi apresentado até agora é gratuito, tudo tem uma razão de ser, e tudo terá uma solução.
Segundo o também produtor executivo, quando arrancou a primeira temporada de LOST não havia certezas de quantos episódios a série ia durar, pelo que se apressaram a plantar todas as perguntas o mais cedo possível. A partir do momento em que souberam que tinham mais um temporada pela frente, ficaram com mais tempo para contar a história que, de acordo com Lindelof, sempre quiseram contar. A nova pergunta que se levanta é: e a história é assim tão densa que aguente 100 episódios? (sim, porque 100 é, ao que parece, o número total de episódios que a ABC acordou com os produtores de LOST há umas semanas atrás, o que significa que a série está, ao 10.º episódio da 3.ª tenporada, mais ou menos a meio). Poderemos esperar mais "enchimento de chouriço", ou vamos assistir a avanços da narrativa? Damon Lindelof promete surpresas avassaladoras, e coloca a fasquia muito alta ao dizer que é bom estarmos preparados para o que aí vem. "Aí" leia-se, lá para o 12.º episódio, talvez.
Sou grande fã de LOST (apesar de, tenho de confessar, HEROES ter agora o lugar cimeiro na minha lista de preferências), e, aconteça o que acontecer, considero que a série já alcançou o estatuto de uma das mais revolucionárias da história da televisão. Mas é também exactamente por essa razão que me recuso a acreditar que os nossos amigos da ilha vão evoluir para o simples descalabro. Prefiro acreditar nas palavras de Lindelof e pensar que muitas e gloriosas surpresas nos esperam. E, mais que surpresas, soluções.
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domingo, março 18, 2007
Perspectiva imobiliária do derrotismo
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quinta-feira, março 15, 2007
quarta-feira, março 14, 2007
segunda-feira, março 12, 2007
Salvo Erro SNACK TV com Fernando Alvim
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domingo, março 11, 2007
Contra: 50 Anos da RTP
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À Procura do F.I.M.
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sábado, março 10, 2007
All work and no play makes Phil a dull boy
The Shining (1980), de Stanley Kubrick.
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Matar um Rei
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sexta-feira, março 09, 2007
Buscas no Google que vieram dar aqui ao estaminé
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E o julgamento da Fati lá decorre
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quinta-feira, março 08, 2007
A única banda heavy metal do Iraque
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Modéstia
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quarta-feira, março 07, 2007
When Worlds Collide II
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When Worlds Collide
Al Gore janta hoje no Palácio de Belém com Cavaco Silva.
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O Ahmadinejad tem este poster na parede
O presidente George W. Bush reagiu a quente à notícia, convocando uma conferência de imprensa antes do seu staff ter oportunidade de o elucidar sobre alguns pontos:

Condoleezza (segreda-lhe ao ouvido): Senhor presidente, o Capitão América era um personagem de banda desenhada.
Bush: Ok. Esta é a maior tragédia da banda desenhada desde o 11 de Setembro. Desde pequeno que gostava do Capitão América. Quando ia para a cama o meu papá lia-me as aventuras dele, ainda a semana passada leu-me uma em que o Capitão América voava de um lado para o outro a salvar americanos enquanto os terroristas lhe atiravam calhaus de kryptonite.
Condoleezza: Esse era o Super-Homem, senhor presidente.
Bush: O Super-Homem também atirava calhaus ao Capitão América, toda a gente atira calhaus ao Capitão América: são os media, tirando a Fox, é o Senado, mas o Capitão América resiste, uns dias em Camp David a grelhar uns motherfuckin' T-bones e o Capitão América está pronto para aturar a Nancy Pelosi mais uma semana.
Condoleezza: Senhor presidente, se calhar agora íamos andando...
Bush: E só mais uma coisa - eu não queria, juro, por esta Bíblia Sagrada que trago aqui no bolso... (leva mão ao bolso e cai lá de dentro uma garrafa de Jack Daniels que se estilhaça no chão) ...junto deste frasco de xarope, juro que não queria! Mas agora vou ter mesmo de invadir o Irão!
Condoleezza (manda entrar os seguranças na sala): Ok, evacuem a sala e levem o senhor presidente daqui.
Bush (enquanto é arrastado para fora pelos seguranças): Boa-noite, my fellow americans, e não percam o especial Monster Trucks que vem já a seguir.
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«Now get back to work!»
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Galhofa 'aussie'
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Salvo erro no IP
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terça-feira, março 06, 2007
Sete minutos de Spider-Man 3
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sábado, março 03, 2007
Elevado grau de catitidade: «Adventures of Captain Marvel» (1941).
Dêem uma olhada a esta espécie de trailer da série ADVENTURES OF CAPTAIN MARVEL, de 1941, no tempo longínquo em que tudo o que estava relacionado com o herói não tinha forçosamente de ter como título o nome do feiticeiro que lhe concedeu os poderes, Shazam! O trailer em questão foi montado por um fã, que usou músicas de filmes como BATMAN (tema de Danny Elfman) e SUPERMAN (tema de John Williams). Impressionantes as cenas de voo, e a semelhança do actor Tom Tyler com o herói tal como era desenhado por C.C. Beck (co-criador, com Bill Parker).
O mais engraçado é ver que, nesta altura, era aceitável que um super-herói de uma série infanto-juvenil atirasse os vilões precipício abaixo, os abatesse a rajadas de metralhadora, e lhes arrancasse confissões à base da estalada. Já ouvi falar de um episódio da série ADVENTURES OF SUPERMAN, de 1952, interpretada por George Reeves, em que o Homem de Aço, para evitar que certo individuo revelasse a sua identidade secreta (descoberta por acidente), o pendurava num galho de árvore no meio de um precipício e aí o deixava para morrer. Foram os primeiros passos no grim ‘n' gritty que cada vez mais abunda nos comics americanos, passos de uma ingenuidade tremenda quando compradas com a evidente falta de gosto quer de alguns autores, quer das próprias editoras, ao permitirem que personagens icónicas sejam tratadas de maneira como fez, por exemplo, Kaare Andrews ao Homem-Aranha, na série de comics REIGN. Sabiam que nesta série o Homem-Aranha mata a mulher Mary Jane com… não, não consigo dizer, é melhor lerem vocês mesmos; neste post, Graeme McMillan fala de diversos títulos, entre eles o terceiro número de REIGN, que seja ele a dar-vos a notícia, caso ainda não saibam.Felizmente que existem autores não só geniais mas também obcecados com a Silver Age, como Grant Morrisson, e é possível encontrar títulos como ALL-STAR SUPERMAN (estou muito curioso para ler também SHAZAM!: THE MONSTER SOCIETY OF EVIL, de Jeff Smith). A propósito de super-heróis assassinos, apreciem este post de um dos melhores blogs de todo o Sistema Solar, o Dial B for Blog. E uma coisa são estas delicadas pétalas de violência Golden Age, outra completamente diferente é a maneira como o Aranhiço mata a mulher, com... raios, não consigo mesmo dizer, sigam o link. Mas antes regozijem-se com este trailer de elevado grau de catitidade.
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quinta-feira, março 01, 2007
O DEZ
Dez curtas-metragens que fazem sentido quando vistas isoladamente, mas que juntas formam um todo, ligadas que estão por uma lenda. Este projecto chama-se O DEZ e conta com várias histórias e realizadores: o JB Mota, a Hanna Reisch, a Joana Monteiro, a Maria Sales Caldeira, o Tiago Lavado, o André Braz, o Leandro Ferrão, o Pedro Vintém, o Teotónio Bernardo, e eu próprio em dulpa com o Nuno Markl. A nossa curta chama-se “Esqueleto no Armário”, e é uma sangrenta fábula acerca dos direitos dos mortos-vivos que habitam entre nós, em jeito de musical.No site d’O DEZ estão já disponíveis dez oráculos, teasers de cada uma das curtas, entre eles o do Esqueleto, que conta com um texto em off escrito por mim e realizado pelo incansável Carlos Monteiro. O plano que eu e o Markl tinhamos para este teaser era algo megalómano para o tempo disponível, implicava falhar o prazo de tê-lo pronto no dia 10 de Janeiro e não cumprir a regra de ter um oráculo novo a cada dia 10. Graças ao Carlos, o prazo foi cumprido.
O cartão de visita deste projecto é o DEZbeta, uma curta metragem de 10 minutos que é o primeiro filme português a estrear on-line, já no próximo dia 10 (como não podia deixar de ser). Foi escrito e realizado pelo JB Mota e pelo André Braz, e conta com as interpretações de Cláudia Semedo, Teresa Sobral, Peter Michael, Luís Lucas, Pedro Ribeiro, José Pedro Gomes e Manuel Bola. Eis a sinopse, extraída do blog d'O DEZ:"Um cego espera por uma esmola numa estação de metro. Uma das moedas que recebe prende a sua atenção. Ana e Laura têm a sua existência cruzada.
Ana deixa a loja com uma moeda cuja história desconhece, uma moeda cuja memória não procura. Um envelope amarelo contém uma revelação trágica."
Para apoiar este projecto, vão até ao site e registem-se, divulguem-no, e não deixem de assistir à estreia on-line no dia 10, em www.odez.net.

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Nine Inch Nails: Year Zero
M., o meu amigo e contacto em Londres, já me tinha dado conta do que se preparava, indicando-me o Echoing The Sound, onde hoje já abundam teorias e extrapolações. Acontece que Lisboa, mais exactamente a casa de banho do Coliseu dos Recreios (não é especificada se a das mulheres, se a dos homens) ficará para sempre ligada à história dos NIN e a uma das campanhas de marketing – disfarçada, sugerida, ou misturada com teorias da conspiração e fim do mundo – que melhor partido tirou até hoje da web, a par de Lost. O mp3 (My Violent Heart) encontrado numa drive USB (uma pen) deixada sobre o tampo de uma sanita do Coliseu no dia 12 de Fevereiro (eu estava lá), a apresentar mais evidências da Presença para além do video já divulgado, as sequências numéricas, as referências bíblicas, as mensagens cifradas em T-shirts da banda (iamtryingtobelieve) o Opal, o Parepin colocado nos reservatórios de água; informação que se mutiplica por mais e mais sites (continuam a surgir novos), criando uma rede dentro da rede, dando consistência ao universo de Year Zero, o próximo álbum dos Nine Inch Nails. Comecem a juntar as peças aqui.
A rodar na FHfm, "My Violent Heart", o tal mp3 encontrado no WC do Coliseu, e que é, afinal, o primeiro avanço do novo álbum.
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