sexta-feira, janeiro 19, 2007

La Bionda Live!

O video que provavelmente mais marcou a minha infância (o Touch Me da Samantha Fox só apareceria dois anos mais tarde, fase pré-despontar-da-acne) foi este Wanna Be Your Lover dos italianos La Bionda, que significa a loura, mas com qualquer coisa de beyond, inglês para além - pormenor que, depois de verem o video, talvez faça algum sentido destacar. Quando surgiram You Tube e afins foi das primeiras coisas que procurei, sem sucesso. Já não o via há qualquer coisa como vinte anos, apesar de ter voltado a ouvir a música algumas centenas de vezes, mas era (é) das recordações mais vivas que tenho de quando era jacaré (jacarés são os putos, porque andam rasteirinhos ao chão). Ora, não só uma alma caridosa que, dependendo de mim, tem já lugar reservado à direita do Grande Manda-Chuva, colocou o video no You Tube em Agosto deste ano, como ontem o Nuno Markl, outro grande apreciador de italodisco no geral e dos La Bionda em particular, o colocou no seu estaminé. E é, sem dúvida, como ele escreve:o video tem o seu quê de Air e tem o seu quê de Daft Punk. Isto em 1984.
Mas se do video me lembrava de forma mais ou menos pormenorizada, o mesmo não se pode dizer dos manos que compunham os La Bionda, pela simples razão que nunca os tinha visto para além da versão em desenho animado. Até hoje, em que me deparo com outra pérola dentro dessa grande e generosa ostra que é o You Tube - os La Bionda actuando ao "vivo" - playback chapado - num programa da televisão espanhola, onde se apresentam de forma bizarra e minimal. Grande momento.
Convosco, La Bionda, com Quiero ser tu amante.

O Blogger tem passado os dias nisto


Alguém sabe o que é que se passa? Sobre isto o Blogger Status não tem nenhuma informação.

Breve nota acerca da estreia do novo CONTRA

Cai o "Informação" do "Contra Informação", e o programa passa a chamar-se apenas CONTRA. Os episódios semanais de cerca de 25 minutos não estarão subordinados a nenhum tema em especial - continuaremos a tratar variados temas, os mais quentes da semana -, mas existirá sempre uma linha condutora, um 'embrulho' que tornará cada um deles único, como se de um especial se tratasse. O de hoje, por exemplo, toma lugar no Lisboa-Dakar. É às 21h15 na RTP 1.

Homem de Melo, Homem Cardoso, Homem Aranha

Hoje no Público, a propósito da estreia do CONTRA em novo formato, sou referido como Filipe Homem de Melo. Ora, isto é algo que já acontece há anos: lembro-me do cúmulo que o fenómeno atingiu, em 98 ou 99, quando, no genérico final de um dos episódios do Major Alvega, série que escrevi com o José de Pina, apareci creditado como Filipe Homem de Melo. Quase dez anos depois, continua a acontecer, mesmo quando existem press-releases onde somos mencionados correctamente, recebidos pelos mesmos jornalistas que depois acabam por se trocar todos. Já aconteceu também com o Rui Cardoso Martins, a quem já chamaram Rui Cardoso Baptista, ou coisa parecida; já para não falar do Markl que, até há bem pouco tempo, chegou a aparecer referido como Nuno Marques. Confesso que já não dou grande importância a que me troquem o nome na imprensa. Só mantenho a esperança que, um dia, algum jornalista, em vez de me chamar Filipe Homem Fonseca, se refira a mim como Filipe Homem Aranha. Isso sim, seria um momento de rara beleza e, acima de tudo, rigor jornalístico.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

A baleia estreia amanhã


(cliquem na imagem para aumentar o tamanho)

Ah, que bela temporada de espectáculos esta. Amanhã estreia outro imperdível: MOBY DICK, provavelmente a melhor e mais complexa história de vingança e obsessão, daquelas que arrastam todos os envolvidos para a tragédia, e que chega agora aos palcos através da mesma equipa que trouxe as adaptações teatrais de ULISSES e D. QUIXOTE. Falo da Maria João Cruz, que assina a adaptação, e que - tenho a certeza, pois não só conheço bem o trabalho dela como ainda por cima temos projectos em comum, como, por exemplo, o Hora H - elevou esta história a um novo patamar (o shôr Herman Melville que me perdoe) e lhe deu as afinações necessárias para que funcione tão bem ou melhor nos palcos do que em livro; do António Pires, encenador de se lhe tirar o chapéu, e que ficará, para mim, sempre ligado ao telefilme que escrevi, Só por Acaso, onde interpretou João, um taxista completamente fanático por Lenny Kravitz, ao ponto de imitar a maneira como o rocker se veste, caminha, e se comporta; e do brilhante Miguel Guilherme que, não tenho disso qualquer dúvida, vestirá a pele do capitão Ahab com o rigor e o mesmo grau de excelência com que interpretou Bocage, ou qualquer outro dos projectos a que meteu mãos durante a sua longa carreira (lembram-se dele em Quando Troveja, de Manuel Mozos? Fantástico.) Faz também parte deste espectáculo Maria Rueff, que se atira de unhas e dentes a um registo diferente daquele em que estamos habituados a vê-la trabalhar (a comédia), mas que, não tenho disso dúvidas, vai mostrar mais uma vez as razões que a levam a ser considerada uma das maiores actrizes do nosso país. Só estes nomes já seriam razões mais que suficientes para não perder MOBY DICK, mas saibam que este espectáculo também conta com as interpretações de Graciano Dias, João Barbosa, José Airosa, Miguel Borges, Milton Lopes, Ricardo Aibéo e Rui Morisson. De 18 de Janeiro (é já amanhã) a 3 de Março, no São Luiz, em Lisboa.

A apresentação do Guião da Treta

As apresentações públicas, aquele stress bom, espécie de montanha-russa, com muita gente com quem falar, família, amigos, colegas, malta que já vamos conhecendo (olá, Passarola), alguns de tantas as vezes que estão presentes nestes eventos para demonstrar o seu indispensável apoio (olá, Olinda), e alguns dos frequentadores deste blog que, de repente, vejo em carne e osso, e que até levaram CDs de Cebola Mol para umas assinaturas (olá, El Diablo). E mais umas belas surpresas, quando aparecem amigos com quem há já algum tempo não estávamos. Talves seja piroso dizer isto, mas situações como a de ontem na Fnac Chiado têm sempre a sua dose de reencontros. E não se preocupem se isto soa demasiado lamechas – já de seguida vou espancar o meu gato com um ferro, para equilibrar as coisas. Énieui, obrigado a todos os que apareceram e ficaram, aos que passaram de fugida porque estavam mesmo sem tempo mas fizeram questão de pelo menos dar ali um puleco, e aos que, não podendo aparecer, me ligaram ou SMSaram a desejar tudo de bom. E quem nos deseja tudo de bom merece um obrigado.
Nestas ocasiões é infelizmente inevitável esquecermo-nos de alguém nos agradecimentos, e foi o caso ontem. Porque se agradeci às Produções Fictícias (das quais faço parte), não agradeci directamente à pessoa que nas PF muito contribuiu para que este livro se tornasse possível, poupando-me de todas aquelas questões burocráticas de direitos e contratos, a Teresa Schmidt, com quem tenho a grande alegria e sorte de trabalhar de há uns anos para cá. E se agradeci à Dom Quixote, faltou sublinhar em particular duas pessoas de lá: a Tereza Coelho, que estabeleceu o primeiro contacto connosco a propósito deste livro, e a Maria João Costa, nossa editora – calhou ter-me referido a ela como “contacto” uns posts abaixo, mas foi só porque sou um asno – que foi incansável na maneira como se desdobrou em esforços para que o canhenho desse à costa da melhor maneira possível, e com quem espero ter oportunidade de voltar a trabalhar em breve. À falta de lhes ter agradecido ontem publicamente, faço-o aqui, no mais público dos espaços a que tenho acesso imediato. Os agradecimentos que fiz ontem não vou repeti-los aqui para não estar a maçar as pessoas, e até porque, a dada altura nos posts que tenho aqui deixado acerca da Treta, já o fiz.
A parte aborrecida deste tipo de eventos tem a ver com promoção. Entrevistas a falar do livro. Faz parte, mas o que é que se diz? Como é que se vende o nosso trabalho? Uma coisa é falar (escrever) acerca dele, como vou por vezes fazendo aqui, mas numa lógica de relato de processo de trabalho, notas mais ou menos soltas que servem de orientação para mim próprio, e que torno públicas para tentar receber algum tipo de feedback antes mesmo do produto final estar à vista de toda a gente, esperando com isso, e através dos vossos comentários, ter outras perspectivas acerca daquilo que estou a fazer enquanto ainda há tempo de modificar e aprefeiçoar o meu trabalho. Outra coisa é promoção pura e dura, soundbytes em que é suposto estar concentrada toda a razão pela qual alguém deverá ver/ler/ouvir o trabalho em que estive envolvido. Eu sei lá. E essa é uma das principais razões pelas quais não há uma única entrevista em que tenha dito seja o que for que se aproveite.
Posto isto, quero aqui deixar uma última nota, dizendo que o LIVRO DOS TEXTOS DO GUIÃO DO FILME DA TRETA é uma obra-prima do cinema moderno (e do outro também), e que não podem deixar de comprá-lo. Comprem dois, que é para poderem lê-lo mais que uma vez (aquilo não se percebe à primeira). Pronto, está feito.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Hora H

Já passaram dez anos e qualquer coisa desde que me juntei a um grupo de gente talentosa nas Produções Fictícias para a escrita da Herman Enciclopédia, tempos fantásticos a lidar com personagens como o Melga e o Mike, o Diácono Remédios, e tantas outras a que ajudámos a dar vida, e cujas frases-tipo, os bordões, ainda hoje repetimos. Depois de todo este tempo, eis a possibilidade de voltar a participar na criação de um novo programa de humor semanal de 50 minutos e de uma vasta galeria de novos personagens. Com o bónus de perceber que existe uma enorme sintonia de referências entre nós e o Herman José, que anda a ver e a adorar pérolas como o The Office, Little Britain, e The League of Gentleman. Escrever o Hora H, junto com o José de Pina, o Nuno Markl, o Francisco Palma, o Vitor Elias, o António Marques, a Maria João Cruz e o Nuno Artur Silva, dá gozo ao mesmo tempo que traz o enorme peso da responsabilidade. Lembro-me do que senti em 1997 - o delírio que foi começar a escrever para televisão precisamente para o humorista que, com os seus Tal Canal, Humor de Perdição e Casino Royal, mais tinha contribuído para moldar o meu sentido de humor, numa proporção talvez apenas igualada pelos episódios de Monty Python's Flying Circus que eu também costumava devorar na RTP 2. Quase dez anos depois, a sensação é muito semelhante: já estão prontos os três primeiros episódios de Hora H e não houve um instante em que qualquer um de nós deixasse de sentir o gozo nem a tremenda responsabilidade que é escrever para um humorista do calibre do Herman. Hoje à tarde, nós, os guionistas, fomos pela primeira vez aos cenários do novo programa, que começam a ganhar forma nos Estúdios Valentim de Carvalho, e a vontade de ver este programa no ar triplicou. Já faltou mais. Vai ser às 9 e pouco da noite, SIC, aos domingos, apesar de a estreia ser a um sábado, 10 de Fevereiro.

Inocente até prova em contrário

Então não é que exactamente no mesmo dia em que vai on line o video em que ponho a tocar o "My Favorite Things" do John Coltrane para abafar o ruído das obras (post abaixo), a mulher dele - aliás, viúva - morre?

A rodar na FHfm: Stevie Wonder - "Superstitious".

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Salvo Erro SNACK TV - Obras no andar de cima


Aí está, o suplício diário do meu despertar. Hoje foi igual. Esse volume no máximo, para perceberem bem o grau de insuportabilidade da coisa.
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(Update - 13/1, 2:32) Antes de mais, obrigado pela vossa solidariedade. Cada vez que acordar ao som martirizante de marretas vindo do andar de cima vou ter o consolo de saber que existem pessoas preocupadas não só com o meu bem-estar, mas também com o facto de quando acordo ter a cara mais franzida do que um pedaço de couro ao lume. Obrigado também a todos aqueles que me fizeram ofertas de venda de vivendas dentro e fora de Lisboa, e também a quem se disponibilizou a emprestar-me uma tenda, alugar-me um saco-cama, ou mesmo vender-me folhas de jornal. A minha vénia. A outra coisa que me traz aqui é dizer que o video já está disponível via iTunes (subscrição aqui) e, dentro de algumas horas, Lusocast. Também podem aceder ao feed. Bem hajam.

Vem aí novo Snack TV


Enquanto não vem o Snack TV dedicado ao Fringe (e ainda vai demorar, lamento, mas o tempo, ai o tempo...), fiz um video para ilustrar o calvário que tem sido esta semana, e que o resto do mês (pelo menos) promete ser. Tudo porque o meu vizinho de cima está a fazer obras em casa.

Naqueles dias em que fico a trabalhar até mais tarde (não como hoje - estou a falar de tarde-tarde, tipo 6 ou 7 da manhã, o que para alguns já é tarde-cedo) é natural que queira dormir mais umas horitas, pelo menos até às 10. Mas o luxo acabou-se: estão a fazer-se obras no andar de cima, meus amigos, e as obras não fazem prisioneiros.

Já fiz o upload do video para o YouTube, daqui a umas horas vai estar on line. Amanhã vou disponibilizá-lo também via o feed do Salvo Erro Snack TV, para que possam fazer o download (credo, tanta palavra estrangeira no mesmo parágrafo, se o Sam The Kid vê isto, irrita-se).

Ah, e caso se estejam a perguntar se aquele é mesmo o meu aspecto quando acordo - claro que não. Eu acordo em muito pior estado. No video, de onde esta imagem é retirada, até estou extremamente bem amanhado, penteei-me e tudo. Os responsáveis pelo YouTube nunca permitiriam o upload de um video onde eu aparecesse com o meu look verdadeiro de quando acordo. Offensive content, dizem eles.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Como o vinho

Outra senhora estreia de hoje


é a de FEDRA, no Teatro Maria Matos, uma encenação de Ana Tamen protagonizada por Beatriz Batarda, o que torna esta quinta-feira numa noite complicada quando chega a altura de decidir por um dos espectáculos. Problema que a mim não se põe, uma vez que hoje não vou poder ir assistir a nenhum deles (muito trabalho, pouco tempo). Ficam para o fim-de-semana.

Mais informação aqui.

Estreia hoje


(cliquem na imagem para aumentar o tamanho)

Ora aqui está um dos maiores comediantes da nossa praça, e quando digo "maiores" não estou a tentar fazer nenhuma graçola com a altura do rapaz. Bruno Nogueira, com quem trabalhei muito de raspão há uns anos, quando escrevi uns quantos sketches para a versão televisiva das Manobras de Diversão (onde também cheguei a fazer uma perninha num sketch, no papel de um assistente de produção irritantemente parvo), programa interpretado por ele, o Marco Horácio e o Manuel Marques. O texto deste espectáculo a solo com cerca de hora e meia foi escrito pelo Bruno junto com outro grande humorista, o João Quadros, com quem trabalhei bastante, quer na Herman Enciclopédia, quer na sit-com Não és Homem Não és Nada, já lá vão uns bons aninhos. Estes dois talentos, a juntar a todos os outros talentos envolvidos (os Até ao Fim do Mundo, por exemplo, que realizaram o video que integra o espectáculo) são garantias mais do que suficientes de que este é um espectáculo imperdível.
Mais informações no blog do Bruno, o Corpo Dormente.

Cães raivosos a entrar pelas instalações do Textamerica adentro com propósitos sodomitas

Quando aconteceu com o Markl ele chamou-os de maior pilha de estrume fumegante e repleto de vermes cancerosos que alguma vez conspurcou a rede. Não vou ser tão amável. Gostava que todos os responsáveis pelo Textamerica, mais as suas mães, fossem sodomizados repetidamente por cães carregadinhos de raiva de tal forma que os olhos lhes saltassem das órbitas e caíssem num tanque de ácido sulfúrico onde estivessem tubarões famintos (os tubarões teriam de ser, claro está, imunes ao ácido), ao mesmo tempo que os seus ossos eram cirurgicamente removidos e voltados a montar fora do sítio (os das pernas nas orelhas, os dos braços nos dedos dos pés, e os da cabeça na zona do ânus). Isto porque, descobri hoje, o meu antigo blog, alojado no Textamerica, foi apagado. Sem aviso, qual janela de oportunidade aproveitada para bombardear o Iraque, um truque maléfico de magia negra - estás a ver o blog? pois, agora já não estás! Ainda recorri ao Internet Archive para tentar salvar aquele que foi o primeiro Salvo Erro, mas não consegui safar tudo - cerca de sessenta e tal posts mais umas cem imagens foram obliterados sem chance de retoma. O que me custa mais ter perdido são as fotos de rodagem e as notas acerca da escrita da série Bocage (ainda consegui salvar algumas, mas não todas), e da visita no Verão passado ao Fringe (valem-me as horas de material filmado, com o qual espero em breve montar o videocast que anunciei há uns tempos). Irónico: nos últimos dias percebi que os backups do Textamerica que fizera não constavam do material recuperado depois do colapso do meu Mac, e por isso decidira fazer umas cópias de segurança até ao fim desta semana. Tenho a certeza de que existem uns telepatas (com apenas um testículo) sentados nas salas do Textamerica a sondar o planeta mentalmente à procura deste tipo de situações, à espera do momento ideal para espetar um apagamento total de blog nos queixos de uma pessoa. Quando tentei o link de auxílio técnico descobri que não funciona. E, depois de umas quantas frustradas tentativas de log in, lá apareceu a mensagem a avisar (só agora??): ah, olhe, sabe, detectámos para aí uma actividade suspeita que envolve o roubo de passwords e tal, e agora [que já não serve de nada] avisamo-lo que é melhor mudar o seu código de acesso e fazer backup de todas as suas imagens e textos. Areia para os olhos, estou certo - a lógica daquela malta é mais: não usas, então vamos mas é apagar isto daqui que está a ocupar espaço nos servidores e nós queremos é gente a gastar massa a enviar fotos por telemóvel (para quem não sabe, o Textamerica é um moblog). Mas mesmo que fosse verdade, e que andasse por aí um pirata informático a tratar todos os moblogs como se de blogs do Pacheco Pereira se tratassem (pior ainda, porque o Abrupto ainda aí está), o mínimo que os sifilíticos do Textamerica - doravante referido como Textamerdas - podiam garantir era um link de auxílio técnico que funcionasse, o que não é o caso, para que pudéssemos saber pelo menos se é possível fazer alguma coisa para recuperar os dados. Gostava que todos os responsáveis pelo Textamerica, mais as suas mães, fossem sodomizados repetidamente por... ai já disse isto? Pronto. É que não me conformo.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

terça-feira, janeiro 09, 2007

- Quero! Já! - Mas só vai estar disponível nos EUA em Junho, e na Europa, então, só no quarto trimestre... - Não me interessa! Quero já!


O iPhone. Até me babo só de olhar para isto.
Ó Steve Jobs, antecipa lá o lançamento desta maravilha, anda.

Mais informação aqui
e aqui.

Ainda fumega


Acabei-o mesmo agora, o fotoon SALVO ERRO que vai sair no próximo sábado n'O INIMIGO PÚBLICO. Esta imagem é apenas um pormenor.

16 JANEIRO - FNAC CHIADO - APRESENTAÇÃO DO LIVRO DOS TEXTOS DO GUIÃO DO FILME DA TRETA

Exactamentemestes de hoje a uma semana, eu e o Eduardo vamos estar na Fnac do Chiado, em Lisboa, para a apresentação deste canhenho, junto com o António Feio e o José Pedro Gomes. Para a festança ser total só falta que todos vocês apareçam! Estamos a tentar convencer a malta da Dom Quixote a servir uma feijoada grátes a todos os presentes, mas é capaz de ser complicado. Seja como for, apareçam!

Mais informações aqui, aqui, e aqui.


A rodar na FHfm.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Fala Sacha Baron Cohen, o próprio

Durante toda a promoção a BORAT, Sacha Baron Cohen apareceu sempre in character. E, desde que estreou o filme, acho que só mesmo na cerimónia de entrega dos British Comedy Awards é que surgiu em público na sua própria pele, junto com os argumentistas com quem escreveu o filme - Peter Baynham, Anthony Hines e Dan Mazer -, para receber das mãos da Adoptadora Implacável Madonna o Writer's Guild Ronnie Barker Award. Sacha justificou-se: Borat não podia estar ali presente porque era convidado de honra na conferência de negação do Holocausto que estava a ter lugar em Teerão (podem ver na íntegra a entrega e o discurso de agradecimento aqui).

É por isso uma entrevista rara esta, disponibilizada pela NPR, em que Sacha Baron Cohen fala, na primeira pessoa e sem Borat Sagdiyev vestido, do seu processo de trabalho, da escolha do Cazaquistão como país-natal do personagem, das acusações de que promove o anti-semitismo, e da origem - real - da roupa interior de Borat, entre muitas outras questões respondidas por um Sacha completamente nu. Não digo "nu" no sentido literal do termo, embora, sendo isto rádio, não possa dar certezas. 45 minutos que valem mesmo a pena escutar. (Se não viram o filme, atenção que isto está carregado de SPOILERS.)

Update a este post

sábado, janeiro 06, 2007

Drawn Together

É o primeiro reality-show com personagens de animação, criado por dois argumentistas que já escreveram para 3º CALHAU A CONTAR DO SOL, Matt Silverstein e Dave Jeser. DRAWN TOGETHER, assim se chama a série, estreia na MTV Portugal, na próxima segunda-feira, dia 8, às 20:00 22:00, com direito a repetições às quartas, à meia-noite.

As oito personagens estão fechadas numa casa, à laia de BIG BROTHER, onde o seu dia-a-dia é vigiado por 1.000.000 de câmaras. Cada uma delas é uma paródia a personagens já existentes, e representativas dos vários tipos de animação, com todas as características próprias dos seus universos.

Temos Captain Hero, super-herói típico dos comics americanos, uma espécie de Super-Homem; Spanky Ham, um porco com aspecto bidimensional, típico personagem das animações em Flash que pululam na internet, o mais sacanóide de todos os habitantes da casa; Xandir, personagem de videojogos à boa maneira de The Legend of Zelda; Ling-Ling, que é uma paródia ao Pikachu de Pokémon; Princess Clara, a princesa dos contos de fada que vem deitar por terra todas as convenções das histórias infantis; Wooldoor Sockbat, um spoof do SquareBob SpongePants; Foxxy Love, que parece saída de Josie and The Pussycats, série de animação da Hanna-Barbera; e Toot Braunstein, espécie de Betty Boop decadente, ainda do tempo do preto-e-branco.

Quando todos estes personagens se juntam e convivem dentro do mesmo espaço, o resultado é uma paródia aos mecanismos típicos de cada uma dos estilos de animação que tomam como referência, e ao próprio registo dos reality-shows, com lugar a confessionário e tudo.

Sem ser brilhante, DRAWN TOGETHER consegue apresentar momentos politicamente incorrectos bem engraçados, e é, acima de tudo, um conceito com bastante potencial, com espaço para crescer e pernas para andar; como tem, aliás, andado - no Comedy Central já vai na terceira temporada. Aqui fica um dos episódios disponíveis no Dailymotion, o terceiro da primeira temporada, onde Xandir se debate com a sua sexualidade.

(Updated - 8/1/'07, 19:45)

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Livro dos Textos do Guião do Filme da Treta disponível nas livrarias e talhos já a partir da próxima semana


Tenho nas mãos o primeiro exemplar do gostoso LIVRO DOS TEXTOS DO GUIÃO DO FILME DA TRETA que vai chegar já na próxima semana às livrarias e a uns quantos talhos, antes mesmo do lançamento oficial (também está para breve). Assim que houver alguma novidade, eu aviso. Entretanto, não se esqueçam - os 100 primeiros a adquirir um exemplar deste guião num talho recebem, completamente grátis, 250g de filetes de javali para grelhar. Um mimo.

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(Update - 19:05) Acabo de receber um telefonema da Maria João Costa, nosso contacto na Dom Quixote, a informar-me que, devido à escassez de javali nesta altura do ano, a oferta de filetes foi cancelada, junto com a venda do guião em talhos. É uma pena, mas só vão poder adquirir o LIVRO DOS TEXTOS DO GUIÃO DO FILME DA TRETA em livrarias. Quanto a supermercados, ainda não sei nada, mas sempre era uma alternativa simpática que permitiria a todos levar ao mesmo tempo umas moelas, caracóis, tremoços e mines de cerveja, para que pudessem fazer a churrascada no quintal que a leitura deste guião exige. A ver.
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(Update, 8/1/'07, 22:55) Notícia de última hora: o livro só estará nas livrarias para a semana. Entretanto, continuamos a ver como é que é isto dos talhos.

O "X" marca a vergonha

Len Wein, co-criador de uma das personagens mais presentes no imaginário pop das últimas décadas, Wolverine, descreveu ontem no seu blog a surpresa que sentiu ao perceber que, após duas séries de animação e três filmes, finalmente recebeu algum reconhecimento pelas suas criações. Tudo porque no DVD do último capítulo da trilogia X-Men lhe é creditada, junto com Herb Trimpe, a criação de Wolverine, e, com Dave Cockrum, as personagens Storm e Colossus. Dinheiro, ainda não o viu, nem vai ver, mercê da política da Marvel de que todos os direitos dos personagens criados na "casa", ficam na "casa".
Herb Trimpe escreveu em 2000 este perturbante diário da sua vida depois de, aos 56 anos, 29 passados na Marvel, ter sido despedido. Não sem antes ter assinado um documento em que se comprometia a não dizer mal da editora nem de Stan Lee, e a não recorrer a nenhum estratagema legal para tentar alterar a situação. De outra maneira, não receberia qualquer tipo de indemnização (leiam a entrada do dia 17 de Maio; aliás, leiam tudo).
Dave Cockrum morreu no passado dia 26 de Novembro, vítima de prolongados e complicados problemas de saúde e dinheiro, com a Marvel a apregoar-se Madre Teresa de Calcutá e a pagar-lhe os cuidados médicos; em troca, Dave Cockrum teve de assinar um contrato em que abdicava de todos os direitos de todas as personagens que criou e desenhou (a capa de Giant-Size X-Men que ilustra este post é dele).
Wein, Trimpe e Cockrum: tudo homens que marcaram de forma indelével a minha infância, adolescência e vida adulta, e de muitos milhões mais, pelas personagens e histórias fantásticas que criaram, escreveram e desenharam, pelos filmes e séries que inspiraram (Len Wein continua a escrever bastantes). A política de verdadeiros titãs da indústria de entretenimento, como a Marvel, que insiste não só em não ceder qualquer tipo de pagamento percentual quando as personagens são utilizadas - sempre dentro da "casa" - por alguém que não os criadores, como também raramente lhes dá qualquer tipo de crédito, situação que atinge o cúmulo do caricato no caso aqui referido, em que um co-criador se sente "walking on air" por finalmente ser mencionado. Lógico e justo seria que o fossem sempre. A Marvel dá o exemplo perfeito de como não se deve, não se pode, tratar autores.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Fãs de Buffy, rejubilai


Vem aí a série de BD que começa onde a série de TV acabou. Escrita (pelo menos o primeiro arco narrativo) por Joss Whedon, criador da cachopa caçadora de vampiros. É esperar por Março. Mais informação aqui.
E, já que falei de Whedon, dêem uma olhada ao video que a Marvel produziu para publicitar Unstoppable, o arco com que Whedon é suposto despedir-se da melhor série que terá alguma vez escrito: Astonishing X-Men. Quando digo melhor série, refiro-me tanto a televisão como comics: dispenso Angel, Buffy mais ou menos, e gosto bastante de Firefly, mas foi só no cinema, com Serenity, que Joss Whedon me convenceu, no tratamento mais denso e negro que deu ao universo de Malcolm, Inara, Kaylee, River e demais personagens. Este filme fez-me, aliás, acreditar que Whedon é capaz de surpreender no filme da Wonder Woman que está a preparar (e eu que até tinha as minhas reservas). Whedon ainda está a escrever o guião, e espero sinceramente que a excelente forma criativa que atravessa, demonstrada nos mil e um projectos em que está envolvido, se revele no filme. Vai, Whedon, avança.

Ando a pensar em finalmente tirar a carta de condução

e mudar-me para a Dinamarca.

Speedbandits

Alerta para os mais distraídos e afoitos - atenção que este video é apenas uma publicidade da Danish Road Safety Council, não é real. Desmarquem lá as viagens a Copenhaga; ou então mantenham-nas, mas com outros objectivos, tipo, conhecer a cidade - e vale bem a pena. Só não esperem encontrar a Heidi a levantar o sinal.

A banda sonora ideal para o video do enforcamento de Saddam captado por telemóvel:

Hanging on the telephone
- Blondie

Tema que, aliás, está a rodar na FHfm.

We wish you a hanging christmas

Adepto das novas tecnologias, Pacheco Pereira lamenta que o enforcamento de Saddam não tenha acontecido antes do Natal. É que assim podia ter aproveitado o video para enviar por mail como postal de Festas Felizes.
Mas enfim, tudo bem - talvez o use por altura das comemorações do 25 de Abril.

O Iraque está por um fio

Desde que o video do enforcamento de Saddam está disponível no You Tube, George W. Bush já o viu 120.789 vezes, Dick Cheney 209.056 vezes (só bateu o número do presidente porque, ao contrário de Bush, não tem de pedir ajuda a ninguém para aceder à internet), e Donald Rumsfeld 98.823 vezes (mesmo assim é um número alto, tendo em conta que, desde que abandonou o Pentágono, Rumsfeld já não tem acesso de banda larga). Eu fiquei-me pelas 27.989, batendo o meu anterior record, que conquistei assistindo 24.090 vezes ao video de Daniela Cicarelli soltando a franga na praia (video que, devo admitir, considerei ainda mais bárbaro do que o de Saddam, e digo 'bárbaro' no sentido brasileiro da palavra). As muitas vezes a que assisti ao enforcamento levam-me a concluir que o video é falso. Era lá possível terem o Saddam à mão de semear e não aproveitarem para lhe pregar uma chanatada nas barbas.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Love is the new snuff

O responsável pelo video de Saddam a ser enforcado colocou-o na internet com acesso a custo zero.
O responsável pelo video onde Elsa Raposo aparece a ter sexo com um dos tipos de quem tatuou o nome só divulga as imagens em troca de 250 mil euros.