As apresentações públicas, aquele stress bom, espécie de montanha-russa, com muita gente com quem falar, família, amigos, colegas, malta que já vamos conhecendo (olá, Passarola), alguns de tantas as vezes que estão presentes nestes eventos para demonstrar o seu indispensável apoio (olá, Olinda), e alguns dos frequentadores deste blog que, de repente, vejo em carne e osso, e que até levaram CDs de Cebola Mol para umas assinaturas (olá, El Diablo). E mais umas belas surpresas, quando aparecem amigos com quem há já algum tempo não estávamos. Talves seja piroso dizer isto, mas situações como a de ontem na Fnac Chiado têm sempre a sua dose de reencontros. E não se preocupem se isto soa demasiado lamechas – já de seguida vou espancar o meu gato com um ferro, para equilibrar as coisas. Énieui, obrigado a todos os que apareceram e ficaram, aos que passaram de fugida porque estavam mesmo sem tempo mas fizeram questão de pelo menos dar ali um puleco, e aos que, não podendo aparecer, me ligaram ou SMSaram a desejar tudo de bom. E quem nos deseja tudo de bom merece um obrigado.
Nestas ocasiões é infelizmente inevitável esquecermo-nos de alguém nos agradecimentos, e foi o caso ontem. Porque se agradeci às Produções Fictícias (das quais faço parte), não agradeci directamente à pessoa que nas PF muito contribuiu para que este livro se tornasse possível, poupando-me de todas aquelas questões burocráticas de direitos e contratos, a Teresa Schmidt, com quem tenho a grande alegria e sorte de trabalhar de há uns anos para cá. E se agradeci à Dom Quixote, faltou sublinhar em particular duas pessoas de lá: a Tereza Coelho, que estabeleceu o primeiro contacto connosco a propósito deste livro, e a Maria João Costa, nossa editora – calhou ter-me referido a ela como “contacto” uns posts abaixo, mas foi só porque sou um asno – que foi incansável na maneira como se desdobrou em esforços para que o canhenho desse à costa da melhor maneira possível, e com quem espero ter oportunidade de voltar a trabalhar em breve. À falta de lhes ter agradecido ontem publicamente, faço-o aqui, no mais público dos espaços a que tenho acesso imediato. Os agradecimentos que fiz ontem não vou repeti-los aqui para não estar a maçar as pessoas, e até porque, a dada altura nos posts que tenho aqui deixado acerca da Treta, já o fiz.
A parte aborrecida deste tipo de eventos tem a ver com promoção. Entrevistas a falar do livro. Faz parte, mas o que é que se diz? Como é que se vende o nosso trabalho? Uma coisa é falar (escrever) acerca dele, como vou por vezes fazendo aqui, mas numa lógica de relato de processo de trabalho, notas mais ou menos soltas que servem de orientação para mim próprio, e que torno públicas para tentar receber algum tipo de feedback antes mesmo do produto final estar à vista de toda a gente, esperando com isso, e através dos vossos comentários, ter outras perspectivas acerca daquilo que estou a fazer enquanto ainda há tempo de modificar e aprefeiçoar o meu trabalho. Outra coisa é promoção pura e dura, soundbytes em que é suposto estar concentrada toda a razão pela qual alguém deverá ver/ler/ouvir o trabalho em que estive envolvido. Eu sei lá. E essa é uma das principais razões pelas quais não há uma única entrevista em que tenha dito seja o que for que se aproveite.
Posto isto, quero aqui deixar uma última nota, dizendo que o LIVRO DOS TEXTOS DO GUIÃO DO FILME DA TRETA é uma obra-prima do cinema moderno (e do outro também), e que não podem deixar de comprá-lo. Comprem dois, que é para poderem lê-lo mais que uma vez (aquilo não se percebe à primeira). Pronto, está feito.