sexta-feira, maio 31, 2019

La Virilha
Nightclub & Tapas
by Dildo Paris

PATRULHA DA NOITE
Sábado na RTP1

Alegria das granjolas: tem sido um forrobodó ao nível das salas esgotadas - vai daí, e a pedido de vários famílias dos quatro cantos do globo terrestre, o CASAL DA TRETA, em vez de sair de cena do Teatro Villaret no fim de Junho, vai ter ainda apresentações na primeira semana de Julho!
Entretanto - Porto, não esquecer: de 24 de Outubro a 24 de Novembro, haverá Treta no Teatro Sá da Bandeira- Porto. E os bilhetes já estão à venda!

6 de Junho é o dia de estreia de A Vida Secreta dos Nossos Bichos 2. Quando ouvirem Sergei, o vilanesco dono do circo, será a minha voz que estarão a escutar. Isto na versão dobrada, claro está; na original, o papel foi interpretado por Nick Kroll. Até agora, só tinha feito voz para uma curta-metragem de animação que eu próprio escrevi, intitulada Sem Respirar, o que é bem diferente de dobrar um personagem que já vinha com voz de origem, e numa longa-metragem. Os senhores da Illumination ouviram a minha versão e, tendo apreciado deveras, tive a oportunidade de dar voz a este Sergei. Que seja um divertido vilão foi a cereja em cima do bolo. Obrigado à Isabel Lima pelo desafio, e à Claudia Cadima pela orientação durante as gravações nos estúdios On Air. Que bela experiência, esta!
A Vida Secreta dos Nossos Bichos 2 estreia a 6 de Junho. Já tinha dito isto, não já? É para não se esquecerem.

quinta-feira, maio 30, 2019

“Gente e lugares que deixam de ser aquilo que nos lembrávamos para passarem a ser aquilo que tentaremos esquecer; passarão um dia a escombro, essa condição que as mentes menos alerta confundem com construção pela metade.
A Menina Celeste fala sozinha, ouve-a quem quer:
- Esta ideia de que uma vida se preenche com obra feita e lugares visitados, como se o simples acto de existir não fosse suficiente, como se olhar mais do que três minutos para alguma coisa fosse um desperdício. Andam a dar cabo do ócio no quotidiano, para depois poderem vendê-lo como bem de luxo.
Uma cidade em obras é como uma cidade em chamas. Ambas em transformação. Num sentido, em direcção à cinza. Noutro, em direcção a quê? O futuro?”

in A IMORTAL DA GRAÇA

CASAL DA TRETA - um espectáculo pela igualdade de genros... hããã... igualdade de gémeos. Bom, vocês perceberam. Até 30 de Junho no Teatro Villaret! Quinta a sábado às 21h30, domingos às 17h.
E a seguir: Porto! De 24 de Outubro a 24 de Novembro no Teatro Sá da Bandeira. Bilhetes já à venda!

Ontem, durante a jantarada de fim de rodagem da Patrulha da Noite, esbocei este garatujo da Vizinha dos Sacos, personagem indescritível da Joana Pais de Brito na nossa série. O episódio 2 é já no próximo sábado. Que viagem magnífica isto está a ser!

quarta-feira, maio 29, 2019

Dia 10 de Junho, às 15h30, vinde à Feira do Livro de Lisboa para terdes os vossos exemplares d’A IMORTAL DA GRAÇA assinados e poderdes depois arrecadar 300.000 rupias vendendo-os no eBay. Ou, em alternativa, guardá-los para lerdes e relerdes. Conto convosco!

Na segunda-feira passada, estive em amena conversa com o amigo Rui Unas no Maluco Beleza. É sempre um prazer falar com o Rui: até me esqueço que estamos a ser transmitidos em directo (e gravados), o que dá um gosto especial à conversa. Obrigado a todos os seguidores do Maluco Beleza pelas questões colocadas. E um abraço especial ao Chico Peres Smith, ao Marco Almeida e à Maria Higgs Celeiro. Foi maluco, foi beleza.

A capa do número 28 da venerável run de Swamp Thing escrita por Alan Moore e ilustrada por Stephen Bissette e John Totleben (Setembro, 1984). A imagem desta capa foi supimpamente reproduzida para o cartaz promocional da adaptação televisiva que está prestes a estrear.

A fasquia a atingir por qualquer biopic de um artista musical acaba de ser elevada. ROCKETMAN é mágico, emocional, conturbado, confessional e celebratório - como, afinal, a carreira de Elton John. Taron Egerton tem aqui o papel de uma vida. Chovam prémios sobre este filme. Que maravilha!

terça-feira, maio 28, 2019

sábado, maio 25, 2019

Uma semana passada, quero aqui deixar um imenso obrigado à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira pelo convite e pela conversa sobre A IMORTAL DA GRAÇA, na Biblioteca Municipal do Palácio da Quinta da Piedade, na Póvoa de Santa Iria. Foram quase duas horas que passaram a correr, comigo imerso na simpatia de todos os presentes. Espero voltar em breve.

PATRULHA DA NOITE
Estreia HOJE!
21h, RTP1

sexta-feira, maio 24, 2019

Ler Alan Moore ao som de Moondog: o Mago de Northampton e o Viking da 6.ª Avenida, dois génios com raízes muito fortes nos seus contextos geográficos, a partir dos quais atingem níveis elevados de transcendência. Combinação supimpa.

O Mestre Carmine Infantino faria hoje 94 anos.


in “A Desobediência Civil” de Henry David Thoreau (1848); tradução de Manuel João Gomes (Antígona, 4.ª ed., 2015).‬ ‪

‪Enquanto não estivermos devidamente preparados para a «Harmonia Universal» de Thoreau - para utilizar a terminologia de Manuel João Gomes na introdução a esta edição -, é de votar.‬

These are a few of my favorite things

quarta-feira, maio 22, 2019

Alegria: recensão crítica d’A IMORTAL DA GRAÇA na COLÓQUIO Letras da Fundação Calouste Gulbenkian, pelo gigantesco Miguel Martins.

Gardner Fox faria hoje 108 anos e 1 dia. Entre as suas inúmeras co-criações, contam-se Sandman, o Flash original, Hawkman, Dr. Fate, Zatanna, Starman e Batgirl. É graças a ele que o Batman tem um utility belt e batarangs. Criou o primeiro grupo de super-heróis de sempre, a Justice Society of America, e, mais tarde, a Justice League of America.
A ele devemos também o conceito de Multiverso DC (no Flash # 123, “Flash of Two Worlds”), e o termo “Crise” como uma constante em todos os grandes crossovers de personagens dos vários universos. Sem Gardner Fox, merecedor de vénias infinitas, os comics - e todas as séries e filmes que neles se inspiram - seriam bastante diferentes.
A capa desta edição paperback de Crisis on Multiple Earths é de Alex Ross.

terça-feira, maio 21, 2019

Acabo de saber que A IMORTAL DA GRAÇA está de volta ao Top Ficção da Bertrand Chiado, no 1.º lugar. Que isto aconteça naquela que é a livraria mais antiga do mundo em funcionamento torna tudo ainda mais especial.
Muito obrigado a todos os que já adquiriram, leram e recomendaram.
E quem ainda não leu - a Graça espera por vós.

segunda-feira, maio 20, 2019

A minha sexta-feira passada foi marcada por belíssimos momentos no Festival Literário Livros a Oeste. Primeiro, a apresentação d’A IMORTAL DA GRAÇA na Biblioteca Municipal da Lourinhã; e depois, a acalorada conversa no Auditório do Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira, com Carlos Fiolhais, Regina Guimarães e Ana Cristina Silva (já comecei a ler “As Longas Noites de Caxias” - vénias, Ana!).
Quero deixar aqui um agradecimento ao Município da Lourinhã e, em especial, ao caríssimo João Morales - alma e espírito e corpo incansáveis deste festival - pelo convite para fazer parte dos Livros a Oeste, pelo rigor, pelo acolhimento.
E porque nem só das sessões propriamente ditas vivem estes eventos, deixo aqui um grande saravá à Raquel Patriarca, ao João Rasteiro e ao Pedro Miguel Silva; e um forte abraço ao António Mauritti, à Patricia Correia e ao Manuel Maria.
Que o reencontro chegue em breve.

Um original do Mestre Frank Frazetta por 5.4 milhões de dólares?
Parece-me uma bagatela. Quero dois.

SPOILERS *** SE NÃO VIRAM O EPISÓDIO FINAL DA GUERRA DOS TRONOS, NÃO LEIAM O QUE SE SEGUE *** SPOILERS GAME OF THRONES
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Notas breves acerca do que Game of Thrones representou e do que nos deixa. Último aviso: se não viram o episódio final, não leiam o que se segue. Não é que revele grande coisa dos acontecimentos em si, mas sempre escapa um pormenor ou outro. Enfim - se não assistiram, não leiam.
Se assistiram, então façam o favor de continuar.
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NÃO FOI O FINAL QUE QUERÍAMOS, FOI O FINAL DE QUE PRECISÁVAMOS
Quem acompanhou, acompanhou; quem não acompanhou, ainda pode ver os episódios todos; quem fez e faz questão de não querer saber - temos pena, problema deles.
Aos que acompanharam: adiantaria de quê, estar aqui a frisar tudo o que já se disse e escreveu, com razão e com exaustão, acerca do quanto a série mudou em termos de ritmo e tom, em especial nas últimas duas temporadas?, o quanto a narrativa decaiu?, o quanto a qualidade dos diálogos piorou? Não vou chover no molhado.
O que é inegável é o colosso de popularidade que Game of Thrones se tornou, o marco absolutamente notável que representa em termos culturais, o grau de envolvimento que criou com o público ao longo de 8 anos. Episódios houve que foram extraordinários, de produção ímpar, sem rival, visualmente sumptuosos, emocionantes, perturbadores, fenómenos acabados de excelência no campo da ficção televisiva.
E se este final está longe do registo que no início nos prendeu à série, a verdade é que, tematicamente, este derradeiro episódio dá um ênfase tremendo a algo que precisamos de preservar a todo o custo: a memória. A memória, a memória, a importância da memória, da fixação da memória.
Que uma série que penetrou tão fundo no imaginário colectivo de tanta gente feche com esta mensagem parece-me feliz, adequado e necessário. Numa época de higienização da História, da cultura, do discurso e da sociedade; uma época em que se modificam livros, censuram-se ideias e discursos, e se propagam versões alternativas de factos presentes e futuros, é bom saber que a importância da memória foi sublinhada perante tanta gente.
Uma série de ficção como Game of Thrones - ou qualquer outra, mas mais ainda uma de fantasia - tem obrigação de ecoar preocupações do mundo real, de ter um carácter, digamos, quase didático? Não. Mas sabem que mais? Ainda bem que o fez. O paralelo com o mundo real não é de agora - basta referir a Muralha, o Inverno a chegar, estação do frio, da morte, do esquecimento; e, nesse sentido, a série permaneceu, de certa forma, fiel a si mesma. Que tenha acabado em louvores à memória e em celebração da curiosidade, do espírito de procura, da vontade de explorar o futuro desconhecido (que não é inocente: veja-se o potencial de spin off, em televisão, cinema e/ou comic, de Jon Snow a Norte da Muralha, e de Arya Stark a Oeste de Westeros), fez-me sorrir. Podia não ter feito, podia ter-me enjoado, tanto e tão pouco subtil simbolismo; podia ter-me irritado, ver a narrativa esfarelada (e que irónico é que uma das frases mais emblemáticas deste episódio final seja "Nada é mais poderoso que uma boa história"). Mas fez-me sorrir.
Não foi o final que queríamos, foi o final de que, bem vistas as coisas, precisávamos. Um cautionary tale sobre as ameaças do poder, do populismo, e da capacidade corruptora que reside na convicção de que se tem uma superioridade moral absoluta.
E a importância da memória, a memória, a fixação da memória.
Era o que se esperava, à partida, de GoT? Nem pensar. Mas o que se esperava não é para aqui chamado. Sem livros de George RR Martin nos quais se basearem (apesar de terem sido devidamente elucidados por ele sobre o caminho que planeia dar à saga), David Benioff e D.B. Weiss fizeram a série que acharam que devia ser feita, como a souberam e puderam fazer; aconteceu assim e é de louvar o notabilíssimo empreendimento. Um marco.
Seria melhor se a mensagem fosse passada numa narrativa mais consistente, numa história mais bem estruturada? Sim, até porque, lá está, "nada é mais poderoso que uma boa história". Mas é preciso lembrar o percurso que nos trouxe até aqui. Dentro e fora da série. Haja memória desse caminho. Cabe-nos guardá-la, à memória, sempre atentos ao perigo que ronda algures, lá em cima, no céu. Como em Westeros, e mais além: aqui, em todo o lado, agora. Para garantirmos um futuro de boas histórias.

‪Como é, depois do final de Game of Thrones, tudo para o Marquês?‬

domingo, maio 19, 2019

Terá de ser o Dr. Frank-N-Furter a ocupar o Trono de Ferro. Qualquer outro desfecho será inadequado e obrigará não só os produtores a refazerem esta temporada, mas o próprio George RR Martin terá também de rescrever os livros todos de raíz. E com os pés - vai ter de escrever com os pés.

Mete mais alto #590


Miles Davis & John Coltrane
Live in Stockholm 1960

PATRULHA DA NOITE
Estreia 25 Maio, RTP1

These are a few of my favorite things

sábado, maio 18, 2019

Bill Everett, criador de Namor e co-criador de Daredevil, faria hoje 102 anos.
Curiosidade: Bill Everett era descendente do poeta William Blake.

André Carrilho

Do meu avô.

Hoje estarei na Biblioteca Municipal do Palácio da Quinta da Piedade, Póvoa de Santa Iria, para apresentar A IMORTAL DA GRAÇA, no âmbito das Conversas à Margem. Será às 16h30. Apareçam!

sexta-feira, maio 17, 2019

Hoje vou estar no Festival Literário Livros a Oeste para apresentar o meu mais recente romance, A IMORTAL DA GRAÇA. Vai ser às 18h30 na Biblioteca Municipal da Lourinhã. Vinde!
Depois, às 22h15, no Auditório do Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira, junto-me aos ilustres Carlos Fiolhais, Regina Guimarães e Ana Cristina Silva numa conversa moderada pelo caríssimo João Morales e subordinada ao tema “O binómio de Newton apaixonou-se: as letras da ciência e a ciência das letras”. Conto convosco. Até lá!

quinta-feira, maio 16, 2019

PATRULHA DA NOITE

A série que mais gozo me deu escrever nos últimos tempos, pelas pessoas com quem escrevi, pelas pessoas para quem escrevemos, equipa e elenco inacreditavelmente fantásticos que concretizaram e levaram tão mais além o que tínhamos pensado. Aposta arriscada da RTP nesta ideia insana que agora só falta ser vista por vocês.
Estreia dia 25 e mal podemos esperar para que ponham os olhos nesta PATRULHA DA NOITE! Fica aqui uma pequeníssima amostra.
Vai ser bonito, vai.

Dildo Paris
PATRULHA DA NOITE
Brevemente na RTP1

quarta-feira, maio 15, 2019

Este e aquele.


É muito isto.

Sidekicks Express... Assemble!

Que soem as trombetas! Eis o avassalador crossover entre os podcasts Hollywood Express, da Rádio Comercial, e Sidekicks: uma hora de conversa entre Patrícia Pereira, Diogo Beja, Gonçalo Freitas e eu próprio a propósito de Avengers: Endgame e o MCU em geral. Atenção que este podcast contém SPOILERS de todos os filmes do MCU!
Os Sidekicks agradecem o convite para participar neste evento de nível cósmico, e mandam daqui também um grande abraço à malta da BD Mania, esse templo dos comics onde o podcast foi gravado. E agora - escutai aqui, que a conversa foi deveras catita.