domingo, setembro 30, 2018

Cartoon de Bruce MacKinnon para The Chronicle Herald.
#kavanaughhearings #christineblaseyford #brucemackinnon

Só há uma razão para criticar aqueles que, não votando no Brasil, se opõem a Bolsonaro: o desejo, nada secreto, de que apareça um por cá. Podem rejubilar, Bolsonaro-lovers: eles andam aí, é uma questão de tempo.
#elenão

Diz-se que não se deve julgar um livro pela capa. Mas se for um livro daqueles que vem dentro de um saquinho de tule, então estamos irremediavelmente a falar de “literatura” ao nível do conteúdo de um saquinho para os cocós dos cães. Nada contra; antes pelo contrário - é de uma generosidade enorme, da parte dos editores, colocar esta espécie de aviso. Quem dera que todos os atentados “literários” viessem assim, já que têm de vir.

sábado, setembro 29, 2018

sexta-feira, setembro 28, 2018

Há 15 anos, nascia O Inimigo Público

Topo, da esquerda para a direita: Ricardo Araújo Pereira, Miguel Góis, eu, Rui Cardoso Martins. Baixo: Nuno Markl, Nuno Artur Silva, Luis Pedro Nunes, Teresa Schmidt.‬
Foto: Público

quinta-feira, setembro 27, 2018

ZÉ MANEL TAXISTA - UMA COMÉDIA COM BRILHANTINA
ESTREIA HOJE!
Adoro musicais, dos óbvios da lavra de um Andrew Lloyd Webber ao deliciosamente profano The Book of Mormon de Trey Parker, Roberrt Lopez e Matt Stone; e adoro a Maria Rueff, a pessoa e a actriz (duas coisas, nela, indissociáveis, tamanha é a paixão com que vive o trabalho). Por isso, quando surgiu a oportunidade de escrever esta comédia musical, junto com outras três pessoas que adoro e com as quais já muito trabalhei - o Mário Botequilha, a Maria João Cruz e o Rui Cardoso Martins -, a sensação foi a de um alinhamento cósmico que daria azo a um espectáculo grandioso. E não estava errado. Foram meses de árduo e prazeroso trabalho, a desenvolver uma história fiel à herança do personagem Zé Manel Taxista, ao mesmo tempo virada para o futuro e com os pés bem assentes na actualidade. A história resultante tem a ver com esta Lisboa gentrificada onde até um taxista, conhecedor dos "cantos à casa", se sente perdido. Sendo a música, a par da escrita, uma das minhas grandes paixões (estou a usar a palavra "paixão" muitas vezes, não estou? É lidar.), um dos processos que mais gozo me deu foi o de escrever as letras deste musical. A par dos temas que aqui aparecem com uma nova roupagem, da autoria de Fernando Tordo, Herman José, João Gil, Jorge Palma, Manuel Paulo, Paulo de Carvalho, Sérgio Godinho, e Xutos & Pontapés, esta peça conta também com músicas da autoria do grandioso Artur Guimaraes; a alegria que foi trabalhar ao lado deste talentosíssimo músico, gizando letras e melodias que ganharam depois vida nas vozes deste incrível elenco: Maria Rueff, FF, Rafael Barreto, Ruben Madureira, Sissi Martins, Filipe Rico, Marta Mota, Sara Martins e Tiago Coelho. Vénias ao encenador António Pires, timoneiro que levou esta embarcação a bom porto, ao Dino Alves, à Luísa Pacheco, à Paula Careto, e a toda a equipa da UAU e do Casino Lisboa. Hoje, às 21h30, começa a viagem de Zé Manel Taxista - Uma Comédia com Brilhantina; o táxi tem lugar para todos, façam favor de entrar.


domingo, setembro 23, 2018


Aconteceu. Obrigado a todos os que compareceram ao chamamento. Obrigado a toda a equipa do Teatro da Garagem pelo acolhimento e simpatia.
A Favola da Medusa
apresentou
Não sejas Beckett para cima de mim, ‘tá?
ou
S.P.Q.R.
Até à próxima.

sexta-feira, setembro 21, 2018

Vai acontecer amanhã, no Teatro Taborda: A Favola da Medusa apresenta “Não sejas Beckett para cima de mim, ‘tá?”. Performance de Ana Água e Miguel Martins, musicada por Ana Isabel Dias na harpa, José Anjos na bateria, e por mim ao theremin. Data única, irrepetível, imperdível.
Página do evento aqui.
(No video anexo, excerto de uma actuação de 2011, com Sónia Montenegro no laptop, Ana Isabel Dias na harpa, Miguel Martins na melódica, e eu na guitarra e efeitos. O tema é um improviso (como todos os temas d’A Favola) chamado “Requiem por Nossa Senhora da Agrela” e acabaria por fazer parte do nosso álbum de 2014, “Dada Dandy”, e da banda sonora de Submersos, série criada pela Maria Rueff e por mim, que escrevi e realizei em 2013.)

25 anos.

Da barbárie.

quinta-feira, setembro 20, 2018

Egas e Becas a cagarem de alto se os homofóbicos sentem que têm a sua “infância destruída”.

quarta-feira, setembro 19, 2018

É simples, pessoas: se o facto do Egas e do Becas serem gays vos faz ver os bonecos de outra maneira, isso diz mais sobre vós do que sobre eles.

Um minuto de silêncio também pelos homofóbicos que agora descobrem que foram em grande parte educados por um casal gay. Vêem como, ao contrário do que bojardamente vocês dizem, ser educado por um casal gay não faz com que a criança seja gay? Infelizmente, pelos vistos, também não serviu para vos dar dois alqueires de testa, ó vós que andais a dizer, a propósito do Egas e Becas serem gays, que tendes a vossa infância destruída. Lá está - ao contrário da sexualidade de cada um, que é uma orientação, o facto de serem preconceituosos tacanhos foi opção vossa.

Um minuto de silêncio por todos os pais homofóbicos que agora descobrem que os seus filhos foram em grande parte educados por um casal gay. Inchem.

terça-feira, setembro 18, 2018

Cristina Ferreira comparou a sua saída da TVI à morte da Princesa Diana.
Stormy Daniels comparou a pila de Donald Trump àquele personagem do Mario Kart que parece um cogumelo.
Glória aos poetas, aos sonhadores, a todos os que pintam o mundo com as cores do arco-íris.

Malta, se usam ou alguma vez na vida usaram crocs, chinelos com meias, e/ou t-shirts com decote em ‘V’, será talvez de bom tom absterem-se de mandar bitaites sobre a indumentária do Costa na visita a Angola ‘tá? Pronto.

segunda-feira, setembro 17, 2018

Today would be Marshall Rogers’ 68th birthday, so here’s a comic written by Chris Claremont with cover and pencils by Marshall (inks inside by Terry Austin).
Excalibur # 11 - August, 1989.

Se fosse Zaramango, até podia ser uma fusão entre duas cadeias de lojas de roupa.

Malta que escreve “chamas-te” quando queria escrever “chamaste”, que escreve “há um ano atrás”, a mandar vir porque os U2 escreveram “Passoa” e “Saramango”. ♥️

sábado, setembro 15, 2018

sexta-feira, setembro 14, 2018

‪Farto-me de rir com o pessoal que vem com aquela falácia de que é preciso entender de ténis para perceber que a Serena Só De Nome fez uma birra épica. Por essa ordem de ideias, só tendo carta de condução se pode perceber que um taxista é rude ao mandar alguém para o c*r*lho.‬ ‪Não parem, é um fartote.‬

quinta-feira, setembro 13, 2018

A única resposta possível: depois da polémica à volta do cartoon de Mark Knight, o Herald Sun volta a publicá-lo. Na capa. Tau.

quarta-feira, setembro 12, 2018

E pronto: Parlamento Europeu aprova imposto sobre os links e filtro aos uploads. RIP web.

A atitude da Serena Williams foi deveras importante para a questão da igualdade de género porque demonstra que uma mulher pode ser tão idiota quanto um homem.
A polémica à volta do cartoon de Mark Knight demonstra que Maomé afinal não está sozinho na lista dos “ai ai ai não se pode fazer piadas ai ai ai”.
Não termino dizendo “tende juízo” porque é claro que não terão; é tarde demais para isso. No meio desta vitimização toda, perde-se o louvor à vencedora, e é pena. Grande Naomi Osaka - deu senhora abada à Serena Williams, essa é que é essa. É lidar.

terça-feira, setembro 11, 2018

Coven assembled!


LÂMINA

Supimpa: GARATUJO, a curta-metragem de animação que escrevi e que o Pedro Brito realizou, é finalista do BANG Awards - Festival Internacional de Cinema de Animação, na categoria de Melhor Argumento. Dia 13 de Outubro vão conhecer-se os vencedores; mas, por agora, só esta nomeação já dá aquele quentinho gostoso.

segunda-feira, setembro 10, 2018

Seguem a todo o gás os ensaios para Zé Manel Taxista, espectáculo com um nível de espectacularidade verdadeiramente espectacular. O mundo está preparado para este nível de insana grandiosidade? Não está. Mas vai ter de lidar porque agora nada nos pára! Estreia 27 de Setembro no Casino Lisboa!

Outro bonito momento desta Comic Con Portugal foi no sábado passado quando fui à Cave do Markl para uma sessão de supimpa conversa geek com o Nuno. Presentes estiveram também os ilustres Bruno Caetano, Manuel Ruas Moreira e Vítor Estudante, para apresentarem a sua curta em stop-motion, “O Crime Peculiar do Sr. Jacinto”. A curta está ainda a ser feita, no que é um moroso processo que só mesmo com muito cuidado e empenho pode ser levado a bom porto, e esta malta está a fazê-lo com um nível de detalhe avassalador.
Mais tarde, chegaria também o Filipe Melo, imediatamente depois de receber os prémios de Melhor Argumento e Melhor Álbum da Comic Con Portugal pelo belíssimo “Comer/Beber” a graphic novel que fez com o Juan Cavia. Parabéns, rapazes!
A fechar, o Éme interpretou ao vivo um tema do seu “Domingo à Tarde” - bom revê-lo; já lá iam uns bons anos desde a última vez.

domingo, setembro 09, 2018

Acontece que Dolph Lundgren estava em cima de um banquinho, para não se perceber que, na realidade, tenho mais dois metros que ele.

Ontem na Comic Con Portugal com o lendário Chris Claremont! Ofereci-lhe a versão portuguesa de um romance que escreveu nos anos 80 e que Mr. Claremont nem sabia que estava editado em Portugal, o mui raro “Missão Espacial” (“First Flight”) da Colecção Argonauta, e agradeci-lhe repetidas vezes a tremenda influência que teve e tem na minha escrita. Conhecê-lo e ter comics que me acompanham há mais de 30 anos assinados por ele teve o seu quê de surreal.

sexta-feira, setembro 07, 2018

De maneira que isto vai acontecer.























(click na imagem para aumentar)

Inacreditável, a capa de Stanley 'Artgerm' Lau para Catwoman #4.
(click na imagem para aumentar)

No Brasil fazem-se boas novelas, mas esta do esfaqueamento do Bolsonaro está muito pobrezinha, quer no acting do próprio, quer nos efeitos especiais.

quinta-feira, setembro 06, 2018

Do armadismo-ao-pingarelhismo

Completaram-se ontem 35 anos da estreia televisiva de He-Man and The Masters of the Universe nos EUA. Por cá, a série estrearia mais tarde (não muito mais, creio, mas também não sei precisar), e seria chamada de Os Masters do Universo, numa singela mixórdia de inglês e português que pegou e de que maneira.
Foi o dia perfeito para ver Power of Grayskull, o documentário de Robert MacCallum e Randall Lobb acerca da criação e do impacto desta linha de brinquedos que se tornou série de animação, filme, enfim - um verdadeiro império de profundo deleite para todos os fãs de ontem, hoje e sempre. Motivos de interesse, neste documentário, são mais que muitos; mas são de destacar os momentos em que esse grande Senhor que é Frank Langella fala da sua interpretação de Skeletor com o mesmo grau de entrega e solenidade com que falaria de uma personagem shakespeariana que tivesse encarnado em palco.
Fez-me lembrar, de certa forma, as declarações de Sir Patrick Stewart noutro belíssimo documentário, The Captains (2011), quando diz a William Shatner que se entregou ao personagem do Capitão Jean-Luc Picard com a mesma devoção e seriedade com que abordaria um clássico teatral, apesar de muita gente lhe dizer "eh pá, tu não te metas nisso", e que fica muito feliz por saber que o trabalho pelo qual será mais lembrado será exactamente Star Trek: The Next Generation.
É característica dos Grandes, assim mesmo, com G grande, não terem preconceitos, entregarem-se a projectos diferentes com o mesmo nível de profissionalismo e generosidade; o talento também se mede por isto. A seriedade está sempre na maneira como se dá a entrega à obra em questão, e não propriamente numa suposta seriedade intrínseca à obra em si. As coisas têm, sempre, o valor que lhes damos.
Prefiro, a qualquer hora do dia, Frank Langella como Skeletor do que um pseudo qualquer armado ao pingarelho a escangalhar um King Lear.