quarta-feira, julho 25, 2018

Fazer cinema em Portugal é complicado. Fazer cinema em Portugal, com apoios estatais, é complicado. Um filme como Linhas de Sangue nunca receberia subsídio do ICA. O ICA só subsidia um tipo de filme. Ou meia dúzia, vá; mas há todo um vasto leque que nunca, mas nunca, seria nem será sequer considerado. Acontece que há quem queira fazer este tipo de filme; acontece que há público para outros tipos de cinema. Há público sequioso por ver outro tipo de cinema, feito cá. O simples facto de LINHAS DE SANGUE existir é motivo de celebração. Porque houve malta que pegou na sua paixão e fez acontecer, provou que o impossível é um bambino. LINHAS DE SANGUE será tão mais um marco quantas mais futuras conquistas inspirar. Um primeiro e endiabrado bólide a rasgar asfalto numa estrada que se quer longa, até perder de vista. A estreia é já amanhã, celebremo-la onde deve ser celebrada, que é nas salas de cinema. Parabéns, Manuel Pureza, Sérgio Graciano, e todos os envolvidos neste filme. Vocês fizeram acontecer.

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