Somos todos - o Nuno Markl, a Ana Markl, a Joana Stichini Vilela e eu - fãs absolutos de ANNIE HALL. Por isso, quando surgiu a ideia de incorporar um pastiche da mítica cena das legendas (penso não mentir quando digo que foi o Nuno a trazê-la para a mesa), rejubilei com a oportunidade de fazê-lo neste episódio 7, "Os Cinco e a Bomba". Adaptar a ideia ao momento específico da relação entre Eduardo e Alice foi das coisas que mais gozo me deu escrever - a frase "Ai tem a cassetezinha, tem?" constará para sempre na minha prateleira de troféus de argumentista. Vénias redobradas à Teresa Tavares e ao Adriano Carvalho que elevaram a cena, interpretando de forma sublime texto e metatexto. Todo o episódio foi escrita que muito prazer me deu, e melhor ainda foi vê-lo: pela incursão na noite do Barro Alto dos anos 80, a introdução da tia Belinha (olá, Marina Albuquerque) e o consumar da relação entre Eduardo e Alice.
Há uma coisa que já disse várias vezes, mas nunca é demais repetir: para além de todas as outras qualidades, o Nuno Markl é de uma generosidade enorme, ao ponto de, num projecto que lhe é tão querido e tão próximo, ter dado espaço para que cada um de nós que escrevemos com ele a série pudéssemos ali colocar parte do nosso próprio ADN. Que tenhamos muitas referências em comum tornou o processo ainda mais orgânico, numa fluidez de diálogo que se estendeu depois ao Henrique Oliveira, a toda a equipa, a todo o elenco. Sem nunca precisarmos de legendas.
Tau! - viram a ligação com a cena do Annie Hall? Hã? Foi ou não foi bonito? É bonito porque é true, peeps.
Como é que se faz aquele coraçãozinho? Ah, é assim: ♥️
terça-feira, abril 24, 2018
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