sexta-feira, março 30, 2018

READY PLAYER ONE
A nostalgia a abrir caminho

O livro de Ernest Cline oferece muitos motivos para louvores, mas é à adaptação cinematográfica realizada por Steven Spielberg que dedico agora todas as vénias. O filme, com argumento de Zak Penn e do próprio Ernest Cline, é, na sua essência, muito fiel ao livro homónimo, mas diverge em bastantes pormenores - e ainda bem: é numa sequência que nem sequer existe na obra original que tem o seu momento mais alto. Estando Spielberg imerso no imaginário explorado por Cline - é uma espécie de figura tutelar -, há uma sensação de ciclo completo quando se tem o homem que nos trouxe E.T, Indiana Jones, Minory Report, e tantas outras maravilhas, ao leme desta adaptação. Que Spielberg, várias décadas depois, continue a marcar novas gerações com o trabalho feito e, mais entusiasmante ainda, com aquele que continua a fazer, é prova de que a nostalgia, mais do que apego ao passado, é um motor que, nas mãos certas, conduz a um futuro brilhante. A memória é, e há-de ser sempre, uma candeia que ilumina o caminho a tomar, e essa será, talvez, a grande mensagem deste READY PLAYER ONE. Obrigado, Ernest Cline: obrigado, Mestre Spielberg, por tudo e por mais este.

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