segunda-feira, março 12, 2018

Filmaço. Cruel e cómico, apenas aparentemente cru. Vénias a Steven Rogers e a Craig Gillespie. Há uma ideia muito segura de cinema em I, TONYA, sem exibicionismos, com uma respiração quase Scorsesiana. Grande história contada de forma exemplar, sem laivos da farinheira moralista e/ou da morcela motivacional que abunda em muito do cinema hoje em dia celebrado. I, TONYA faz-se de camadas, consegue ser explícito e subtil, às vezes em simultâneo; o que é, por si só, uma proeza. Excelentes interpretações - absolutamente notável, Allison Janney. E Margot Robbie, sem sombra de dúvida, tem neste papel um dos pontos mais altos da sua carreira, se não o mais alto, até agora.

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