quinta-feira, novembro 30, 2017

Obrigado por tudo.

Presumo que todos os vingadores do teclado e justiceiros digitais que fazem piadolas sobre a morte de Belmiro enquanto batem palminhas já há muito tinham feito boicote a tudo o que é empresas do grupo Sonae. Ou são apenas arraçados de hiena?‬

quarta-feira, novembro 29, 2017

Também acontece no livro. Mesmo assim, gostei mais do filme.

"There was an idea" ❤

Finalmente.

terça-feira, novembro 28, 2017

Assunção Cristas diz que se está a preparar para ser primeiro-ministro.‬
‪Pois, e eu estou a preparar-me para ser o Batman.‬

Portanto, um zé pívias plagia e depois basta-lhe instrumentalizar vítimas, arremessando umas patacas - trocos, para ele - que amealhou com composições alheias, e fica-se assim? Depois venham falar-me de pirataria online e lei da cópia privada e o cacete. Uma esmolinha na palma da mão de um sem-abrigo e toca a fazer downloads sem mossa na consciência. Ou há moralidade ou roubam todos.‬

Quando acharem deprimente que haja gente a acreditar que a Terra é plana, lembrem-se que o Pedro Chagas Freitas é jurado dos Caminhos do Cinema Português.

BLADE RUNNER 2049
Notas #3

(contém spoilers)
Uma das cenas mais emocionalmente devastadoras de BR2049: o encontro de K com uma versão gigantesca da mulher amada, uma sem memória da relação entre os dois, produto em série, retrato único, com promessas programadas?, predestinadas?, haverá diferença? É-se especial em momentos muito objectivos e depois, às vezes, fica uma memória. É de uma ironia dolorosa que seja no encontro de um ser sintético com um holograma de IA que o primeiro experimenta a perda inerente à condição humana. Uma perda que também é - como, se calhar, todas são - do sentimento de se ser único ("Tens cara de Joe") e que é, paradoxalmente, passo na construção de identidade. Talvez esteja aqui o indício mais evidente de que BR2049 é, afinal, uma história de 'coming of age'. A chuva (a água; sempre a água) cai copiosamente e não há lugar a lágrimas. Nesta cena, a um segundo ou terceiro visionamento, é-nos até oferecido convite para quebrar a quarta parede. Actores que são pessoas a fingir que são máquinas que são pessoas acreditando que o são. E nós, acreditando em tudo. Cinema.

segunda-feira, novembro 27, 2017

Energias renováveis e o cacete, mas confiança renovável no Costa é que 'tá bem abelha. Quando passar pelo MAAT deixo lá uma velinha pela Geringonça ao Santo Padroeiro Mexia.

Etrigan, o Demónio - mais uma incrível criação do enorme Jack Kirby, um dos meus personagens-fetiche, especialmente depois da mini-série de Matt Wagner em 1987 - tem novíssima encarnação, escrita por Andrew Constant (o mesmo de TORN). Ainda não li mas a arte de Brad Walker e Andrew Hennessy tem muito bom aspecto. Eis uma página de THE DEMON: HELL IS EARTH #1.

Isto.

quinta-feira, novembro 16, 2017

Já o disse mais que uma vez: se os filmes live action da DC/Warner tivessem a qualidade dos filmes de animação, estaríamos bem servidos. Nesse sentido, JL quase tem êxito onde outros falharam. Apesar de ficar aquém de algumas das melhores longas de animação (Assault on Arkham; The Flashpoint Paradox) consegue, ainda assim, e por uma unha negra, entrar nesse campeonato. Longe da fasquia estabelecida por Wonder Woman (o que também não é dizer muito), Justice League apresenta uma história sofrível, personagens bidimensionais, e um CGI por vezes medonho (neste aspecto existe um "pormenor" inadmissível sobre o qual não posso falar sem escorregar para o spoiler; por isso, fica para uma próxima).
Dito isto - é divertido, carregado de acção, encaixando na categoria 'filme de domingo' que, sem dúvida, dará relativo gosto ver e rever com um olho aberto e fechado, esparramado no sofá. Não é um bom filme, não é um filme péssimo, é um filme coiso (termo técnico) com alguns gags catitas, algumas boas sequências de acção, sem nada de realmente memorável e a desperdiçar muito do material dos comics em que se baseia.
Que não se chegue ao fim de JL com um sentimento de "olha que oportunidade de fazer uma coisa grandiosa que aqui se perdeu" será talvez sintomático da postura 'encolher de ombros' com que já se aprecia um filme destes. Prefiro projectos ambiciosos e semi-falhados, com uma visão nova apenas parcialmente conseguida, como BvS, do que um a jogar pelo seguro, como este Justice League.
Os putos, esses, vão gostar. Sei disso porque o puto em mim achou tudo aquilo, se não arrebatador, pelo menos catita.

quarta-feira, novembro 15, 2017

Hoje é dia de JL. A ver se é um filme ou um spot de publicidade glorificado para vender merchandise. Se seguir os passos de WW, já não será nada mau.

Depois de uma triunfal tour europeia com os Paradise Lost, os ilustres Sinistro dão aquele que será o último concerto deste ano em território luso. Junto com os pigBall, nós, os Lâmina, abriremos a noite com um alinhamento especial, com particular incidência nos temas mais doom, a marcar o tom de uma noite de festa que se quer bem pesada. Este sábado, às 22h, no Le Baron Rouge - Rock Hangar. Faltar não é opção.

Hoje

terça-feira, novembro 14, 2017

O perigo das generalizações. Imaginem este tipo de discurso aplicado a uma raça ou género. Preconceito máximo. Parece o Ventura a falar de ciganos.

segunda-feira, novembro 13, 2017

Gente que, quando alguém aponta a completa evidência de que uma sarapitola perante visão alheia é diferente de uma violação, responde dizendo "ai agora hierarquizam-se abusos?!" - gente, tendes de ser fortes: é óbvio que se hierarquizam abusos. É. Óbvio. É assim que a justiça funciona. Bater uma sarapitola é diferente de violar. Dizer o contrário é um desrespeito completo e vergonhoso às vítimas de violação.

Deixar de desfrutar da obra de grandes artistas que foram também grandes filhos da puta é impôr a nós próprios um castigo por um crime que não cometemos.

domingo, novembro 12, 2017

Na senda do fim da impunidade do assédio, seria de esperar que os mesmos critérios aplicados ao mundo do espectáculo fossem-no também na política. No entanto, o que temos? Roy Moore que, entre outras acusações, terá violado uma garota de 14 anos. Consequência: carreira destruída? Ostracizado? Não: prepara-se para ser senador do Alabama, com grande apoio dos eleitores e da Fox News. Vai-se a ver e a tal "revolução" ainda está muito circunscrita.

Há de chegar o dia em que vou ver, à porta do Panteão, uma placa a dizer "Hoje há pipis".
#empreendedorismotop #websummit #websummit2017

sexta-feira, novembro 10, 2017

Subproduto de uma revolução que, não haja disso qualquer dúvida, é essencial e já vem tarde, esta de acabar com a impunidade dos assédios: o aproveitamento. Vejamos o que se passa nos EUA, e que alastra: o policiamento moral, feito pelos Republicanos, que esfregam as mãos de contentamento a cada nome que surge, usando-os como estandarte do "Vêem? Nós sempre dissemos que os artistas eram todos uns malandros". E, por outro lado, o frenesi supostamente justiceiro de quem quer impôr uma higienização do pensamento e das palavras. Infelizmente, é inútil, nesta fase, pensar que vai haver capacidade de discernimento.

Admirar a obra é uma coisa, admirar o autor, é outra. Percebi isso muito cedo e ainda bem. O que não falta são casos de artistas geniais que no privado eram/são uns valentes filhos da puta. Agora, é Louis CK, cujo trabalho admiro imenso, a ser acusado de assédio.
A comprovar-se (dificilmente não o será), terá de ser feita justiça. Mesmo que a sua carreia não acabe aqui, é de esperar uma longa travessia do deserto. Louis CK será então culpado de duas coisas: do assédio de que é acusado, e - menos grave mas também doloroso - do facto de nos privar, aos admiradores do seu trabalho, de mais rasgos de genialidade iguais aos que nos habituou.
Há uma onda avassaladora a acabar com as impunidades. No meio disto tudo, existirão exageros; a lucidez, o discernimento, são coisas que se atingirão durante o processo, não adianta querer impô-los à partida. Porque o que se está a passar é mesmo um tsunami. E já vem tarde.
Caíam os opressores, fique a obra, a que se conseguir ainda apreciar por entre as ruínas. À luz do pouco que ainda se sabe do caso de Louis CK (é certo que novos dados serão divulgados nas próximas horas), digo que me continuarei a rir com os seus solos de stand up, com as espantosas séries de que foi autor, que me continuarão a fazer pensar. E sei que, apesar de fazer essa distinção, entre a obra e o autor, de vez em quando (quão amiúde? Não sei.), vou dar por mim a abanar a cabeça e a dizer: "Foda-se, Louis, porquê, caraças, para quê? Como?".

quarta-feira, novembro 08, 2017

Zoltar, o Adivinho, bisavô de Sophia, a robot humanóide com Inteligência Artificial, está muito aborrecido por nunca ter sido convidado para o Web Summit.

Já perguntei no ano passado e não obtive resposta; por isso, repito: voluntários da Web Summit, trabalhar de borla também conta como empreendedorismo?

terça-feira, novembro 07, 2017

Tula Lotay

Assim que se falou na lei que permite aos donos dos restaurantes deixar entrar animais de estimação, pensei imediatamente que o Nuno Markl podia agora levar a almoçar fora os seus 7 cães, 9 gatos, 15 coelhos, 11 camaleões, 750 bichos da seda, o casal de periquitos, e o porco-anão. E escrevi este sketch para o DDT - Donos Disto Tudo, supimpamente interpretado pelo Eduardo Madeira e pelo Heitor Lourenço. Ora vejam, até porque é hora de almoço e isto pode inspirar-vos a levar o podengo a almoçar.

‪Há um encontro internacional de utilizadores do Tinder, parece que se chama Web Summit.‬

‪Ser empreendedor é agarrar as oportunidades: malta que, nos anos passados, gozava com a web summit e este ano, tendo sido convidada, foi lá ao beija-mão.‬

‪Diz que o bilhete mais caro para a web summit custa 5 espíritos de equipa e um baby grow.‬

Duas horas a pensar que estava na web summit e afinal estava numa sessão da igreja universal. Bem que estranhei o fraco sinal de rede.

Vou só deixar isto aqui.

sábado, novembro 04, 2017

Primeira foto de um porg em Star Wars.

sexta-feira, novembro 03, 2017

Divertido. Boas sequências de acção, toneladas de eye candy. Hulk subaproveitadíssimo (a maneira como todo o épico Planet Hulk é aqui desperdiçado até dói, mas isso são outros trezentos). Jeff Goldblum é Jeff Goldblum - portanto, charmoso e hilariante; Cate Blanchett, belíssima, ameaçadora, incrível - provavelmente, o melhor vilão de um filme Marvel/Disney. Tecer mais louvores que isto é manifesto exagero. Taika Waititi (de quem sou fã) fez um filme à sua imagem, e conseguir isso numa super-produção destas é de se lhe tirar o chapéu. Mas, no que respeita a este universo, prefiro a abordagem dos manos Russo. Venha Infinity War.
#ThorRagnarok

Air Lino: Janeiro na RTP 1

O Lino (Rui Unas) é o tipo de profissional que inspira total confiança logo ao primeiro olhar. Ei-lo ao lado da excursionista Lúcia (Ângela Pinto), sempre acompanhada de um dos seus inúmeros netinhos.
Foto: Miguel Madeira

1986, a série: Janeiro na RTP 1

Eva Luísa Fisahn é Patrícia em #1986asérie.

Air Lino: Janeiro na RTP 1

Lino e Maria das Dores (Rui Unas e Natália de Sousa) em plena conspiração.

Air Lino: Janeiro na RTP 1

Nesta imagem não se vê, mas o contexto em que a dança entre o Lino (Rui Unas) e a Anita (Dânia Neto) está a decorrer é um verdadeiro triunfo de mise-en-scène conduzido pelo excelso realizador Francisco Antunez.

Air Lino: Janeiro na RTP 1

Nesta foto do Miguel Madeira, de há umas semanas, o director de fotografia Miguel Manso e o operador de câmara Sérgio Correia, perto desse bólide que é o autocarro da Air Lino Excursões.

Air Lino: Janeiro na RTP 1

Rui Unas (o nosso Lino) a escangalhar-se todo ao nível da galhofa. Reparem na pinta daquele penteado. É ou não é o tipo de indivíduo que inspira confiança imediata? Ui.
Foto: Miguel Madeira

Air Lino: Janeiro na RTP 1

Nesta foto do estimadíssimo Miguel Madeira, eis Dânia Neto (a nossa Anita) ao volante do bólide mais bólide de todos os bólides: um autocarro de excursões para a Terceira Idade.

1986, a série: Janeiro na RTP 1

Air Lino: Janeiro na RTP 1

O Mário Botequilha e eu nas gravações de #AirLino. É a quarta série de TV que escrevemos juntos e, como é hábito, o processo revela uma sintonia enorme entre nós. É comum, durante a escrita, acabarmos as frases um do outro, o que resulta em sessões de trabalho simultaneamente hiperprodutivas e com alto índice gargalhófico. O universo aqui explorado levou-nos muitas vezes às lágrimas, às vezes de riso, outras de ternura por estes personagens por quem esperamos que se apaixonem. Aqui, estamos com o Orlando Costa (Damião) e o José Eduardo (Liberto). Atrás, à esquerda, está também a Natália de Sousa (Maria das Dores). A equipa da produtora Até ao Fim do Mundo - Imagens e Comunicação e o elenco estão motivadíssimos, o ambiente não podia ser melhor, e estamos todos cheios de vontade de dar a conhecer as aventuras desta malta em Janeiro próximo, na RTP 1.

quinta-feira, novembro 02, 2017

O Mestre Steve Ditko comemora hoje 90 anos.

‪Farto de chuva, nunca mais chega o Verão.‬