segunda-feira, outubro 30, 2017

"É no amarelo, no verde ou no azul?"

Motivado pelos recentes acontecimentos, Rufino Bençãos resolve fundar o Clube de Amigos da Relação do Porto. Na imagem, Rufino com a mascote do clube.

domingo, outubro 29, 2017

Neste Halloween, vou mascarar-me de Espírito de Equipa.

‪Depois daquela entrevista, vejo grupos a fazer piqueniques no jardim da Estrela e dá-me ideia de que pedem "socorro" com o olhar.‬

sábado, outubro 28, 2017

Pagar com espírito de equipa acumula pontos no cartão?

O espírito de equipa vem com vaselina?

‪O espírito de equipa é a moeda de que país?‬

‪Paguei em espírito de equipa, deram-me o troco em cordões humanos de solidariedade.‬

‪O ministro Centeno que fale com o espertalhão da Padaria Portuguesa. Às tantas, dá para pagar o resto da dívida ao FMI em espírito de equipa‬.

quarta-feira, outubro 25, 2017

Às vezes, cada vez mais raramente, deparamo-nos com uma peça de filigrana, feita com precisão de relojoeiro, onde tudo é absoluta perfeição. The Meyerowitz Stories (New and Selected) é assim. Alta comédia e drama pungente, humano e familiar, servido em escrita avassaladora, interpretações virtuosas, realização e edição metódicas e carregadas de intenções. Que maravilha.

terça-feira, outubro 24, 2017

1967: Jecelyn Bell Burneel descobriu provas de que as estrelas de neutrões existem. O supervisor dela é que ganhou o Nobel.
Actualidade: a juíza Maria Luísa Arantes também assina o acórdão medieval e só se fala no juiz Neto de Moura.
Continua a não dar-se crédito às mulheres. Que sociedade machista.

Dizem-me que não tenho coração. Por um lado, é triste: não posso ser dador. Por outro lado, não tendo coração, nem um posso amar, quanto mais dois; por isso, nunca poderia ser adúltera.

X: Ouvi as declarações daquele cardiologista e até se me partiu o coração...
Y: Ah. Então já não podes ser dador.
X: ...

Os acidentes de viação não acontecem por o cardiologista Manuel Carrageta falar neles. Tal como a chuva não vem por haver quem reze a pedi-la. Agora pensem. #pensarpelosdois

O cardiologista Manuel Carrageta deu cabo do sonho de todos aqueles que julgavam poder comprar coração, rins e fígado no mercado biológico do Príncipe Real.

Tanta gente chocada com o comentário do cardiologista Manuel Carrageta, ao dizer que o coração para salvar Salvador Sobral pode chegar a todo o momento porque "com as primeiras chuvas, surgem os acidentes de viação e aumenta a oferta de corações." Malta, têm de ser fortes, mas a realidade é esta: os corações não crescem nas árvores, 'tá? Pronto.

‪Agora já se percebeu quem anda no secondlove.pt a transcrever passagens do Antigo Testamento.‬

Desembargando.
Porto, 2017.

‪Parem lá com isso do "eu sou adúltera" como frase de protesto. As únicas redes sociais onde isso se anuncia são os Tinders e Grindrs da vida‬.

‪Pronto, já começaram os disparates. Que é isso do "eu sou adúltera" como frase de protesto? Adúlteros não o anunciam nas redes. Não descredibilizem.‬

‪Tudo o que é beato da minha timeline está mudo em relação ao acórdão bíblico. O corporativismo católico é uma graça.‬

‪Realmente, a sociedade portuguesa é muito machista. Tudo a cascar no juiz Neto de Moura e ninguém dá o devido crédito à juíza Maria Luísa Arantes.‬

No tempo do Deuterónimo, chamavam a isto bouquet de rosas. Em 2017, na Relação do Porto, também.

‪Neto de Moura escreve Direito por linhas tortas.‬

‪Quando não te deixam entrar no seminário e segues Direito para fazer o trabalho do Senhor.‬

‪O que tem a bíblia a dizer sobre os recibos verdes? Em que escalão de Segurança Social estava o Judas? Fez retenção na fonte quando recebeu as 30 biscas?‬

‪Nobody expects the Relação do Porto Inquisition!‬


segunda-feira, outubro 23, 2017

Alex Ross

A incrível capa de Halloween da The New Yorker.
De Carter Goodrich.

Um arranque sólido e marcante nos dois primeiros episódios, seguido de três chochos, mas agora Star Trek: Discovery parece de volta à boa forma. A espaços um pouco expositivo demais, este 6.º episódio consegue ser o mais fiel, até agora, ao espírito de TOS, ao tratar da necessidade de nos suplantarmos, de descobrir o caminho de cada um rumo à excelência, sempre com espírito de colaboração, de entreajuda, e sem medo de todas as contradições que fazem de nós humanos. Um pouco juvenil na abordagem mas, ainda assim, bom entretenimento. O arco narrativo de toda a série vai-se, entretanto, estabelecendo de forma cirúrgica, enquanto os personagens crescem a olhos vistos. As interpretações dos actores e o visual da série têm também um papel decisivo na imersão a que somos sujeitos durante o visionamento. Bom saber que a série vai ter uma segunda temporada.

Estamos em 2017 mas com corpinho - perdão - com cabecinha de 1017.

Já demonstraram a neandertalice.
Se forem crentes, é bom que saibam que vão todos arder no inferno.













(Via One Woman Show)

"Falam, falam, e não os vejo a fazer nada."
O Ricardo faz.

Faltam 4 dias.

Quando se torna necessário evidenciar o óbvio.
(bela campanha da CNN)

Quando a referência a esse livro de ficção que é a bíblia consegue ser o menor dos males de um acórdão, só não está tudo dito porque um caso destes não permite silêncios. Os contornos do caso são tão escabrosos, tão violentos, que torna ainda mais evidente o desrespeito que ali está expresso para com a mulher que é, disso não haja qualquer dúvida, a vítima deste caso. A reacção do Conselho Superior de Magistratura ao acórdão da Relação do Porto não contribui para a paz de espírito.

Madonna diz que leva vida de freira em Lisboa

Foi preciso vir para Lisboa para se sentir finalmente like a virgin.

Continuo à espera de que seja anunciado, para alívio civilizacional, que o acórdão da Relação do Porto é, afinal, apenas uma promoção à série The Handmaid's Tale.

‪José Sócrates já veio perguntar porque é que nas 4000 páginas da sua acusação não há uma única menção à bíblia?‬

Want!

Descubra as diferenças.
(Obrigado, José Pedro Ataíde, pela lembrança topogígica)

Apanhado de algumas publicaçõs no FB que não tinha tido ainda oportunidade de partilhar aqui.
Por ordem cronólogica, do mais antigo até ao mais recente:

20 de Outubro, 16:36 - "Plantar uma árvore" é o novo "vou fazer voluntariado para um país do Terceiro Mundo".

22 de Outubro, 1:58 - Segundo o JN, lê-se esta barbaridade medieval no acórdão que dá pena suspensa a marido agressor e a amante sequestrador - leiam aqui.

22 de Outubro, 13:20 - Adivinha: este acórdão do Tribunal da Relação do Porto foi escrito no século II ou no século XXI? Eu apostaria II, mas dizem-me que não. - leiam aqui.

22 de Outubro, 13:34 - Para chegar à sentença, este juiz consultou a Bíblia. Mas e os búzios? Lançou os búzios?

22 de Outubro, 13:59 - Ontem na manifestação contra os incêndios, as pessoas até se atropelavam para serem as primeiras a plantar uma árvore.



22 de Outubro, 16:37 - Há quem ache estranho que JRS se vista de astronauta para promover o novo livro mas ache normal que José Sócrates vista a pele de vítima para promover o dele.

quinta-feira, outubro 19, 2017

A Hierarquia da Discordância de Paul Graham

Que desperdício. Arderam hectares e hectares de território quando bastava perfeitamente terem ardido os exemplares desta última edição da Sábado.

quarta-feira, outubro 18, 2017


Há nas pétalas das flores uma qualidade táctil transcendente,
Uma daquelas sensações sublimadas que requerem silêncio e solidão
E nos impregnam de uma tristeza boa, de uma tristeza que vale a pena
Porque nos ensina a viver alheados do corso em que a vida se tornou
E a morrer indiferentes à absurda possibilidade de qualquer fim.

Há nas flores, mais do que em qualquer bicho ou espécie de gente,
Um ensinamento de brevidade eterna, uma riqueza discreta,
Uma elegância, isso!, uma elegância, ó filisteus sem número
Que trocais de carro e de casa e de mulher e não vos iludis nunca,
Porque o encantamento só se dá na pureza e, desde que nascestes,
Uma barba cerrada trava-vos o riso e acumula restos de comida,
Restos de ideias, e uma atroz propensão para o sucesso.

Entretanto, a nobre rosa, a fulgurante papoila dos trigais,
A exótica orquídea crescendo no topo das árvores,
Existem muito para lá desta estreita faixa de gravilha
Que nos medeia o nascimento e a morte,
Existem todas em cada uma e, desse modo, ao serem tocadas,
Passam aos netos os dedos dos avós, trazem o cheiro
Primordial do mundo, do mundo ainda sem nome ou solução,
À vida entre paredes em que nos deixámos cair
E que tanto precisa de azul.

Miguel Martins, in O Caçador Esquimó

Da igualdade de género.

Amanhã a que horas é a actuação da Rainha do Eucalipto? Sabem se vai tocar alguma do novo álbum?

terça-feira, outubro 17, 2017

Para os abutres, isto é assim uma espécie de Primark.

CDS vai apresentar moção de censura ao governo. Se Assunção Cristas tivesse tido um nível de competência enquanto ministra igual à lata que tem, não teria promovido a fusão do ICNB com a AFN nem imposto a lei dos eucaliptos. Se é para sacudir água do capote, sacudia mais cedo, para cima das chamas, e escusava de estar a rezar por chuva.

Diz que é para 25 de Maio, 2018.

Canon Dodgson para o filho, Lewis Carroll, 8 anos de idade:

"...I will not forget your commission. As soon as I get to Leeds I shall scream out in the middle of the street, Ironmongers – Ironmongers – Six hundred men will rush out of their shops in a moment – fly, fly, in all directions – ring the bell, call the constables – set the town on fire. I will have a file & a screw-driver, & a ring, & if they are not brought directly, in forty seconds I will leave nothing but a small cat alive in the whole town of Leeds, and I shall only leave that, because I am afraid I shall not have time to kill it.

Then what a bawling & a tearing of hair there will be! Pigs & babies, camels & butterflies, rolling in the gutter together – old women rushing up the chimneys & cows after them – ducks hiding themselves in coffee cups, & fat geese trying to squeeze themselves into pencil cases – at last the Mayor of Leeds will be found in a soup plate covered up with custard & stuck full of almonds to make him look like a sponge cake that he may escape the dreadful destruction of the Town…"

(Obrigado, Miguel Martins)

Mete mais alto #565

Type O Negative
October Rust
1996

Sabe o que é que me aflige, doutor? É começar a perder o respeito. E quem diz começar, diz já tê-lo perdido completamente. A gente pensa que conhece as pessoas mas depois há umas que nas redes sociais parecem outras. É o que escrevem mas, mais do que isso, é quando as vejo botar likes em coisas que palavra de honra. Não as revejo naqueles likes, doutor, parece que têm duas caras, e dou por mim a pensar mas afinal que razões é que têm para estar a pôr likes nisto ou naquilo quando são istos ou aquilos que eu sei - ou julgava saber - que são completamente avessos às coisas que defendem cá fora? E perco o respeito, doutor, é assim como que um desprezo que me apanha aqui o ombro e desce pelas costas e pelo braço e já começa a alastrar para o resto do corpo, às vezes nem me tenho nas canetas. Não há remédio para isto, doutor? Nenhuma receita que me possa passar para aviar na farmácia? É que assim é muito complicado.

O aproveitamento polītico da miséria e da desgraça alheia é infâme. Percebem-se as motivações, a agenda, e o estômago revolve-se. Mas percebem-se. Agora, as motivações do pequeno tudólogo, do caça-likes e simpatias online, do oportunistazinho de serviço, que nem serviço presta, é só chico-esperteza e pecos-pecos de sofrível substância - quando a tem: essas, ninguém as percebe, excepto outros patarecos que, para aplaudirem este ou aquele tinhoso de cabeça fraca armado aos cucos, fazem figura de ursos perante outros que os observam em procissão lambe-escrotista. Tanta merda mas tanta merda mas tanta merda. Tanto oportunistazinho à espera de um convite para, sei lá, escrever uma crónicazinha num jornal? Para um ginzinho num sunset? Para o caralhinho que vos foda?

segunda-feira, outubro 16, 2017

BLADE RUNNER 2049
Notas #02

(contém SPOILERS)
Blade Runner 2049 pega num dos elementos mais importantes do filme de '82, a água, apropria-se dele e dá-lhe continuidade, usa-o de forma recorrente como material simbólico ao longo da história. A água como metáfora das memórias e da vida: as memórias que se esvaem na chuva ("like tears in rain"); a que se agita por debaixo da superfície (o escritório de Luv, com os reflexos tremeluzentes do tumulto interior da Replicant, unhas polidas e o extermínio remoto); as lágrimas de Luv como único sinal de uma humanidade que encara como fraqueza e defeito; a ausência de água/referências/vida (o deserto de Las Vegas, até ao encontrar das abelhas; e não será por acaso que Deckard tem milhões de garrafas de whisky, ao ponto de oferecê-lo ao seu cão); o lago de memórias nos aposentos de Wallace, de onde resgata o passado de um Deckard que conhece o carácter único de uma gota de água ("Her eyes were green."); a enxurrada durante o confronto entre K e Luv, ameaçando afogar um futuro que não é de nenhum deles); e o fluxo interrompido, a cristalização de tudo, quando realmente neva durante a morte de K, quando holograficamente neva sobre a primogénita da nova espécie. A própria "bolha" dentro da qual Ana Stelline é obrigada a viver, um rio aprisionado numa barragem prestes a rebentar. "I know what's real", diz Deckard a certa altura do filme. Claro como água.

“Quem ganha dinheiro quando arde Portugal”, pergunta o El Mundo
«Ali, naquele hotel e entre “ragu e ensopado de borrego”, as concessões públicas de Baleares, Estremadura, Andaluzia e Portugal eram definidas.»

Estes fogos não se atearam sozinhos.
As alterações climatéricas vêm mesmo a calhar para as partes interessadas nestes fogos. Que as há.
A pressa em apontar culpas (que as há) ao governo, o desmazelo-tipo-forquilha com que são apontadas, enumeradas, traz à cabeça a palavra "agenda".
Estes fogos não se atearam sozinhos.
O que aconteceu ontem, esta noite, é terrorismo.
Condolências aos afectados pela tragédia.
Obrigado, mais uma vez, aos bombeiros.
Estes fogos não se atearam sozinhos.
O que aconteceu ontem, esta noite, é terrorismo.

domingo, outubro 15, 2017

Educando os distraídos: é disto que se trata. Por isso, acalmem as passarecas, 'tá? Pronto.

BLADE RUNNER 2049
Notas #01

(sem spoilers)
Já se tornou comum dizer que o Blade Runner de 1982 não precisava de uma sequela. Mas a verdade é que Blade Runner 2049 também não precisa de uma prequela. Se é verdade que existem muitas referências - por continuidade ou antítese - ao filme original, que fazem ressonância e adensam o ambiente e a trama, esta obra é, por direito próprio, um objecto que se basta a si mesmo, contendo tudo o que é preciso conter para que se desfrute a história e os ambientes. Sem nunca desrespeitar as suas origens (em muitos sentidos é mais fiel ao espírito de Philip K. Dick do que o BR original), BR2049 presta-lhe as devidas homenagens com a subtleza e elegância características de Denis Villeneuve, mas cedo se emancipa.

sábado, outubro 14, 2017

32 anos

Estava a pensar louvar as inúmeras virtudes da Obra-Prima que é BLADE RUNNER 2049 mas vou é pegar no tempo que isso me levaria e dedicá-lo a ir rever o filme.

Ver THE PASSENGERS (2016) é abdicar de 116 minutos que já ninguém nos devolve. Uma história à la Corin Tellado sem o brilho kitsch necessário para se aguentar a xaropada, um ritmo trapalhão e um terceiro acto ainda mais desastroso que o resto do filme. Jennifer Lawrence e Chris Pratt com uma química que se esperaria encontrar entre um pneu a arder no deserto e uma beringela, e actuações desinspiradas. O design de produção e a direcção de arte mereciam melhor que este argumento e realização.

Amanhã, o Nuno Markl, a Ana Markl e eu vamos estar à conversa com a Patrícia Vasconcelos acerca do processo de escrita de #1986ASérie. A partir das 19h15, no “A Quatro Mãos” - 1.º Encontro de Escrita para Cinema e Televisão em Português, na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais.
Mais info aqui.

sexta-feira, outubro 13, 2017

‪Todos aqueles contra animais nos restaurantes, relaxem: de certeza que já se sentaram ao lado ou à frente de bestas bem menos simpáticas.‬

Hoje no CC Olga Cadaval e amanhã em Faro (esgotado)!

The New Mutants

Há décadas que espero por isto e parece-me que vai sair melhor que a encomenda!

Amanhã no DDT - Donos Disto Tudo vai haver arremessos de cenas por parte de Trump num singelo sketch que escrevi com a Ana Ribeiro. It's gonna be huuuge! Tremendous!

quarta-feira, outubro 11, 2017

segunda-feira, outubro 09, 2017

Quando tiver o chamado vagar, discorrerei longa e prazenteiramente acerca da Obra-Prima que é BLADE RUNNER 2049. Por agora, vou só dizer que tenho muita pena de quem não se sentiu esmagado pelo filme. É uma experiência absolutamente maravilhosa e arrasadora que vos passou ao lado.

domingo, outubro 08, 2017

Este trailer já ganhou. Pela primeira vez quero muito, mas muito, ver este filme.

Ah e tal que os filmes da DC não sei quê e que a Marvel é que coiso, mas digam-me um filme da Marvel com banda sonora original tão marcante quanto a que Hans Zimmer fez para MoS e BvS.

sábado, outubro 07, 2017

Algum ou alguns iluminado(s) do grupo Impala andam a disseminar pelas várias publicações do grupo a "notícia" de que um jovem de 26 anos terá desligado o suporte de vida do avô da corrente eléctrica para carregar o telemóvel, ignorando que a fonte é o El Mundo Today, publicação satírica espanhola. Chegou-se então a este ponto: "jornalistas" que não checam fontes, que não descodificam um registo humorístico; e rebanho que partilha a "notícia" nas redes sociais como sendo verdadeira porque o que interessa é manifestar indignação porque "o mundo está perdido". Pois está, mas não porque há jovens a desligar avôs da corrente, e sim porque se anda a servir fezes em forma de notícia e porque há gente que ainda pede para repetir porque o tempero está mesmo apuradinho.

sexta-feira, outubro 06, 2017

Antes de me ter juntado ao Nuno e à Ana Markl para a escrita de "1986", o Mário Botequilha e eu escrevemos uma série que está neste momento a ser gravada. Ainda é cedo para revelar pormenores mas a sensação de toda a maravilhosa equipa e incrível elenco é de que se está aqui a concretizar o mais inesperado road movie (ou road series, neste caso) de todos os tempos. Nestas fotos, uma pequeníssima amostra do aparato que este projecto exige. Ao que tudo indica, estreará em Janeiro de 2018. Mal podemos esperar para que vejam o que temos vindo, desde há um ano, a preparar e que está, neste momento, a ganhar vida.

quinta-feira, outubro 05, 2017

Parabéns, Nuno Markl!

O Kazuo Ishiguro está muito choroso: ganhou o Nobel da Literatura mas não o respeito dos especialistas de bancada.

Matt Davies

terça-feira, outubro 03, 2017

Sobre essa grande ameaça que é a democracia, praga que ameaça a extrema-direita e a sua proliferação, escrevi este sketch para o DDT - Donos Disto Tudo, interpretado com mestria pelos caríssimos Ana Bola, Manuel Marques e Heitor Lourenço.

A editora do lado esquerdo comemora hoje os seus 5 anos mas a celebração foi no sábado passado em Lisboa, na Cossoul, em cerimónia inserida no Festival Silêncio. Nesta fotografia do Vitorino Coragem estou a ler "Racismo", do "e enquanto espero que me arranjem o esquentador penso em como será a vida depois do sol explodir", o meu segundo livro de poemas que a do lado esquerdo publicou em 2015. Tive oportunidade de parabenizar pessoalmente a Maria Sousa e o Nuno Abrantes por este 5.º aniversário mas não posso deixar passar a oportunidade de reiterar o cumprimento no dia de hoje. Muitos parabéns e que continuem a editar por muitos mais anos.

segunda-feira, outubro 02, 2017

Jorge Listopad (1921 - 2017)

Ainda não teci qualquer comentário ao facto de Isaltino Morais ter vencido em Oeiras, nem a Inês de Medeiros ser agora a autarca majoris de Almada, tampouco à Super Cola Tudo que não deixa Passos Coelho desgrudar da cadeira. Estou a ler todos os considerandos e comentários que pululam nas redes sociais e nos jornais, e a tomar notas que é para, mais tarde, descobrir o sentido da vida, a teoria unificadora, e o segredo da eterna juventude. Por favor, não parem.

Não só se está a atravessar, genericamente, uma segunda época dourada das séries de TV, como a ficção científica, em particular, tem representações de altíssimo gabarito a abrilhantar os ecrãs. Depois da maravilha que foram os dois episódios de arranque de Star Trek: Discovery, deparo-me com The Expanse que, tendo já estreado em 2015, só agora me regala o nervo óptico, só agora me titila cerebelo e ventrículo. Mark Fergus e Hawk Ostby adaptam com mestria os romances de James S. A. Corey (nom de plume de Daniel Abraham e Ty Franck) numa série que já tem 3.ª temporada programada para 2018. História com contornos políticos e de policial noir (não raras vezes, traz Blade Runner à memória), sofisticada e contada em várias frentes, com um ambiente marcante que nos suga automaticamente para aquele universo, traz o bónus de ter Thomas Jane a interpretar com à-vontade o papel do polícia amargurado e perseguido pelos erros do passado. Um anti-herói clássico a movimentar-se no meio de um futuro que às vezes parece mais próximo do que o desejável, numa narrativa segura e empolgante. Se, como eu, andaram a empurrar com a barriga o visionamento de The Expanse, acreditem - não esperem mais.

Obrigado a todos os presentes na nossa sessão revival d'As Orelhas de Spock, e ao Fórum Fantástico (alô, Rogerio Ribeiro; alô, João Morales) pelo convite! Foi intergalacticamente supimpa! Para o ano, vai-se a ver, e haverá mais Orelhas no Fórum. Até lá, live long and prosper. 🖖

domingo, outubro 01, 2017

Hoje às 19h no Fórum Fantástico, revival d'As Orelhas de Spock, comigo, o Nuno Duarte, e o convidado especial Gonçalo Freitas. Vinde viver longa e prosperamente.