sexta-feira, setembro 01, 2017

A primeira edição do Reverence foi muito especial. As razões para lá estar presente foram mais que muitas: apesar de tratar-se da primeira edição, a quantidade de bandas presentes no cartaz que eram (e continuam a ser) parte da banda sonora do meu quotidiano, deram-me, logo à partida, uma sensação de familiaridade. No recinto, essa sensação confirmou-se e redobrou-se. O foco eram os palcos, não havia espaço para qualquer outra coisa que não fosse a celebração da música e as culturas com ela directamente relacionadas. A certa altura do concerto de Electric Wizard assolou-me a certeza de que não havia mais nenhum sítio onde eu deveria estar naquele momento, coisa que só me tinha acontecido uma vez antes: quando fui receber o primeiro prémio do Euromilhões. Infelizmente, dessa vez o prémio não era para mim, pelo que a certeza era só minha e, pelos vistos, estava errada. Já no Reverence, foi mesmo noite de sorte grande. Uma onda de completude amplificada pelo facto de estar a assistir àquilo (mais: a fazer parte daquilo) junto com os meus companheiros de Lâmina fez-nos dizer em coro "Eh pá, o que era lindo era virmos tocar aqui". Catiticidade das catiticidades: o nosso concerto deu-se mesmo, no ano seguinte, confirmando que se trata de um festival com o seu quê de mágico quer na plateia, quer no palco. Este ano há mais, noutro sítio, mas o lugar é o mesmo - aquele da música. Dos amigos Sinistro e Asimov, passando pelos 10000 Russos, Wildnorthe e Oathbreaker, há razões mais do que suficientes para estar batido no Reverence Santarém 2017. Se se cruzarem comigo por lá, paguem-me cenas.

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