sexta-feira, julho 14, 2017

Tenho a distinta sensação de que escrever é como ser apanhado numa tempestade de areia. Por entre os grãos, muitas coisas pelo ar, algumas não vemos mesmo que à frente do nariz, outras que nos acertam de frente, dos lados, à traição. À medida que se agarram as que interessam, constrói-se um abrigo, o restolho lá fora e o essencial da tempestade cá dentro connosco, e com quem mais queira entrar.


#repost (publicado originalmente a 16 de Abril, 2015; a sensação é cada vez mais distinta)

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