sexta-feira, junho 30, 2017

Novidades de 1986, a série.

Não é mau
- cacharolete -


30/6: Fruta da época

29/6: A implosão de sabores do chef Banhas Robalo

28/6: Há gente muito estúpida e ignorante

27/6: Sebastião Pereira não é deste El Mundo

26/6: Ó meu rico S. João

23/6: Despenhou-se um OVNI pilotado por um inglês louro de olhos azuis

22/6: O pedrismo-caminhista

21/6: Vamos conhecer ainda melhor a Rússia

20/6: Loures, capital do clarinete

19/6: 75% do Quintino Aires não dizem coisa com coisa

16/6: Ó jovem do meu país

14/6: Coisas que me tiram o sono: Woodstock e spinners

13/6: A playlist de Sérgio Medicinal Souto

12/6: Ó meu rico Santo António

9/6: Vamos conhecer ainda melhor a Letónia

8/6: Dr. Lavagante Stone descobre a Cova do Vapor

7/6: Feira da street food com livros ao barulho

6/6: Trump apanhado do clima

5/6: Quase-Ascensão e Praticamente-Queda de Sadino Rabias

2/6: Velhodorrestelizando: os fidget spinners

1/6: Carta a Eder

31/5: De Twin Peaks a Beirais, passando por Canal Caveira

30/5: Libertem a Madonna

29/5: Cristiano Ronaldo é o Mário Centeno do Real Madrid

LÂMINA

▲ From Sweden, about our debut album:
«Portugal is more than Lisbon and Cristiano Ronaldo (...) Stoner/Doom band Lâmina offers a cohese and genre-wide debut album. (...) Lâmina is a new experience (...) They play a mix of the stoner / hard rock that sounded around 2000 with some elements of doom and 60's psychedelia. As an extra spice to the pot, the vocals have a little dash of shoegaze, It could be too much good stuff at once, but it doesn't feel so. (...) One of our favorite songs is "Evil Rising"; with its Sabbath-esque chorus and its heroic doom groove, is a pathway for the album's absolute highlight, "Maze". It is the band's Holy Grail and during the 20 minute track, elements of the aforementioned genres and a dose of post-rock are woven together in a delicate way. (...) "In The Warmth Of Lilith" is a slow doom embrace, a very worthy conclusion with its colourful guitar play and its grieving vocals.» ▲

Read full review here.

quinta-feira, junho 29, 2017

quarta-feira, junho 28, 2017

Dada Dandy (excerto)


O Cócó Pedante reduz os seus comentários nos jornais online a desancar quem lhe sai ao caminho. Elabora refinadas pérolas como “este país está cheio de gente estúpida” ou “Enquanto os portugueses forem estúpidos não há nada a fazer” ou “por esta notícia se vê que Portugal é um país de estúpidos” ou mesmo “é só gente estúpida, nunca vi tanta gente estúpida, há realmente muita gente estúpida, Portugal é só estúpidos e eu, que não sou estúpido, não estou para aturar estúpidos”.

Ouçam, na íntegra, aqui:

Wilhelm Trubner
"Gorgenhaupt"
1891

Dedicado ao Presidente dos Estados Unidos dos USA, Vladimir Putin.

Mete mais alto #543

Ozric Tentacles
Arborescence
1994

terça-feira, junho 27, 2017

LÂMINA
A edição de LILITH em CD pode ser encomendada na Raging Planet.

Sebastião Pereira não é deste El Mundo

Não é Mau, 27/6

Está aqui tudo escarrapachado no El Mundo, só não vê quem não quer ver: o António Costa é um escaravelho mutante extraterrestre com antenas radioactivas disfarçado que chegou ao nosso planeta através de um portal interdimensional e nos quer destruir a todos.

Ouçam, na íntegra, aqui.

Mete mais alto #542


Alastor
Black Magic
2017

segunda-feira, junho 26, 2017

António Jorge Gonçalves

na última edição d'O Inimigo Público

O ambiente dentro e fora das redes sociais anda muito pesado; vou mas é ouvir black metal, para aligeirar.

Bode-expiatorismo / sacrificial-lambismo / damage-controlismo, etc.

O video é de 2011. Continua a ser precisa muita paciência.

Não é, infelizmente, de espantar que esta direita ande a brincar com as mortes dos outros; afinal, já andara quatro anos a brincar com as nossas vidas.

sexta-feira, junho 23, 2017

Amanhã vou estar com o Nuno Markl e o Rui Tendinha a falar de cinema no Grant's Stand Together.
21h no Cinema São Jorge, entrada livre.
Vinde!

Hilary B. Price

Não é Mau, 23/6

Isto cá para mim foi um Canadair a cair. (...) Ou foi um Canadair ou foi um OVNI, mas um daqueles OVNIs pilotados por um piloto inglês (...) O que é que a malta da Protecção Civil tem a dizer sobre isto? Nada? Nada como? Então cai um OVNI e ninguém diz nada? Está tudo maluco? A ministra da Administração Interna, o que é que tem a dizer sobre isto? Silêncio? Espeta-se um OVNI pilotado por um inglês louro de olhos azuis vestido com uma pólo verde-marinho e ninguém diz ai nem ui?

Ouçam na íntegra, aqui.

Coimbra, é hoje!

Teatro Académico Gil Vicente, 21h30 - FILHO DA TRETA!

LÂMINA

▲ From Italy, about our debut album:
« (...) super groovy and psychedelic riffs, making this album a series of handmade bombs one after the other. (...) Everything in the right place at the right time (...) There is one component that makes this band so direct and well balanced between stoner, doom and psych sounds: the rock'n'roll in every note. (...) A perfect album for its reference scene, whose ultimate goal is this: delivering riffs that are imprinted in one's head like a fire heated brand.»

De Itália, sobre o nosso álbum de estreia:
« (...) riffs super groovy e psicadélicos que fazem deste álbum uma série de bombas artesanais, uma a seguir à outra. (...) tudo no sítio certo na altura certa (...) Há um componente que faz com que esta banda esteja tão bem equilibrada entre a sonoridade stoner, doom e psicadélica: o rock'n'roll, presente em cada nota. (...) Um álbum perfeito na sua área de referência, cujo objectivo último é este: apresentar riffs que se gravam na cabeça como um ferro em brasa.» ▲

Review na íntegra, aqui.

quinta-feira, junho 22, 2017

♥ absoluto

Para quem ainda não sabia (o que é deveras lamentável):
o Miguel Martins tem um novo blog.

Mete mais alto #541


Iah, álbum homónimo, 2017

Sempre que desfruto de uma refeição demasiado calórica, no dia seguinte leio uma crónica da Maria João Marques, do Observador, de maneira a causar um reviralho tripal que me permita jejuar e repôr níveis de colesterol e glicémia. Ora, como na terça-feira aconteceu deglutir frondoso pernil assado no forno com batatinhas a murro, atirei-me ao textiúnculo de ontem, sobre o fogo de Pedrógão Grande. Numa apologia do tipo beija-mão ao governo de coligação anterior, com todas as responsabilidades endereçadas ao actual, consegue, p.e., a cabriola de mencionar Cristas sem nunca referir ter sido a Assunção a autora do Decreto-Lei n.º 96/2013 que implementou o regime de arborização que liberaliza a plantação em monocultura de eucalipto, arvorezinha tão estimada por produtoras de celulose e tão amiga de uma boa combustão. Se a ideia era fazer um rol de todas as vergonhas que causaram mais esta tragédia, seria de disparar à esquerda e à direita, que há alvos dos dois lados da estrada. Agora, o que rebenta com o tracto digestivo é ver este aproveitamento político ser feito sob o estandarte da indignação pelas vítimas, pela desgraça alheia; nada subtil, nauseante - é garantido que não conseguirei comer mais nada até ao fim do mês.

Coimbra e arredores:

FILHO DA TRETA, 23 de Junho, no Teatro Académico Gil Vicente!

LÂMINA

▲ From Spain, about our debut album:
«(...) "Evil Rising", another deep cut, with a powerful and mystical solo in the middle section, that along with the voice becomes an entity in itself. (...) "Maze" (...) can become an extra sensorial experience (...) "In The Warmth Of Lilith" becomes an atmospheric, dark and melancholic ode (...) an astral trip into the abyss (...) the resurgence of gothic lyricism brings a pinch of Lovecraft and Poe.»

De Espanha, sobre o nosso álbum de estreia: (...) "Evil Rising", outro corte contundente, com um solo potente e místico na parte central que, junto com a voz, se torna num ente em si mesmo. (...) "Maze" (...) pode transformar-se numa experiência extra-sensorial (...) "In The Warmth Of Lilith" transforma-se numa ode atmosférica, negra e melancólica (...) uma viagem astral para o abismo (...) a ressurgência da lírica gótica dá-lhe um travo de Lovecraft e Poe.» ▲

Review na íntegra, aqui.

Como passámos a ter estradas onde corremos o risco de ser incinerados - Jorge Paiva, biólogo - aqui

quarta-feira, junho 21, 2017

▲ Falta um mês ▲

Mete mais alto #540

Gojira
"The Cell"
Magma
2016

Video realizado por Drew Cox

Fanfiction.

75% do Quintino Aires não dizem coisa com coisa

(Não é Mau de 19/6)


Para o senhor doutor Quintino Aires, a orientação sexual de um indivíduo define-se com meia dúzia de passas num charro. Uma pessoa acorda heterossexual, mas depois de fumar um paivante pejadinho de cannabis, começa a sentir-se atraído por membros do mesmo sexo. A um homem que sinta calores pela Sara Sampaio, basta apanhar com uns bafos do Snoop Dog e passa a apreciar antes um Tom Hardy. Uma mulher que sinta fornicoques de cada vez que passa os olhos por um Chris Hemsworth, roda uma ganzita com o Willie Nelson e fica logo maluca por uma Soraia Chaves.

Ouçam na íntegra aqui.

LÂMINA

▲ From Germany, about our debut album:
«(...) is a handy piece of solid craftsmanship (...) What many other albums achieve by the third or forth track, Lâmina achieves straight from the first (...) "Maze" is, by itself, capable of setting a venue on fire. (...) With this first album, "Lilith", the quartet delivers a journey that should not be missing in any collection. (...) One can easily imagine Lâmina and Fates Warning sharing the stage.»

Da Alemanha, sobre o nosso álbum de estreia:
«(...) é uma peça tecnicamente impecável de artesanato (...) O que muitos álbuns conseguem à terceira ou quarta música, os Lâmina conseguem logo à primeira (...) "Maze" é, por si só, capaz de pegar fogo a uma sala de espectáculos. (...) Com este primeiro álbum, "Lilith", o quarteto oferece uma viagem indispensável a qualquer colecção (...) Pode imaginar-se facilmente Lâmina e Fates Warning a partilharem um palco."» ▲

Review, na íntegra, aqui.

terça-feira, junho 20, 2017

LÂMINA
▲ O nosso agradecimento a todos aqueles que compareceram à chamada para o nosso concerto na A9, em Santarém. Um abraço ao Bruno Guerra e à dupla Umbra|Mortis. Deixamos aqui o registo do tema novo que, nessa noite, tocámos pela primeira vez ao vivo; mais uma estreia absoluta - "Fear Is Peachy". ▲

"(...) acabou por fundar a convicção de que a aeronave tinha caído (...) era praticamente oficial que assim tinha sido (...)"

Cá está - os factos, afinal, são uma questão de convicção.


LÂMINA
Concerto de apresentação da nossa LILITH, na noite de 3 de Junho.
Foto de Daniel Jesus/Música em DX.
Reportagem fotográfica completa aqui.

domingo, junho 18, 2017

‪O Quartel dos Bombeiros Voluntários de Lisboa (Rua das Flores, Largo Barão Quintela) recebe água mineral (doses individuais), compressas, soro fisiológico, água oxigenada, pacotes individuais de sumo, barras de cereais, fruta que não precise de ser descascada. Toda a ajuda é bem-vinda. A qualquer hora: o quartel está aberto 24h por dia.

quinta-feira, junho 15, 2017

Peter Steele morreu há sete anos, dois meses e um dia.

Novo video das chickas!

3 x Adam West

José Luis Garcia-López


Vou ali para uma suruba, que eu há bocadinho comi uma manga e faço parte daqueles 75% que depois de comerem manga se viram para o poliamor.

quarta-feira, junho 14, 2017

terça-feira, junho 13, 2017

segunda-feira, junho 12, 2017

The Quartet Of Woah!

Que disco soberbo, este!
Ouvir aqui.

https://thequartetofwoah.bandcamp.com/album/the-quartet-of-woah

Tem sido supimpa, esta incursão pelos primeiros dias de 1986, o ano, para a escrita de 1986, a série, com o Nuno Markl, a Ana Markl e a Joana Stichini Vilela. Uma espécie de regresso.

domingo, junho 11, 2017

No espaço de uma semana, ouvi dizer que o rock morreu e que não há teatro em Portugal. Há gente que convive mal com o facto de o mundo não lhe caber todo na visão estreita que tem das coisas.‬

Revisitando os teoremas da incompletude de Gödel; constatando uma vez mais que a matemática é a mais sintética das formas de literatura.

Se um fidget spinner rodar no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, recupera-se o tempo perdido com aquela bodega?‬

sábado, junho 10, 2017

sexta-feira, junho 09, 2017

Mete mais alto #538


Álbum de 84, concerto de 85.
Doro Pesch ♥

Mete mais alto #537

Ozzy Osbourne
"Bark at the Moon"
Bark at the Moon
1983

Feira da Street Food com livros ao barulho

Se o livro for um pesadelo, manda-se lá o Ljubomir Stanisic.
Ouçam aqui.

http://www.tsf.pt/programa/nao-e-mau/emissao/feira-da-street-food-com-livros-ao-barulho-8541038.html?autoplay=true

https://www.facebook.com/events/214673975690003/?acontext=%7B%22action_history%22%3A%22[%7B%5C%22surface%5C%22%3A%5C%22page%5C%22%2C%5C%22mechanism%5C%22%3A%5C%22page_upcoming_events_card%5C%22%2C%5C%22extra_data%5C%22%3A[]%7D]%22%2C%22has_source%22%3Atrue%7D

LÂMINA:
- Review a LILITH no Taste Nation - aqui
- Report da SFTD Radio ao concerto de apresentação - aqui
- Review a LILITH no Desert Psychlist - aqui

https://www.facebook.com/LaminaIsEvil/

Tanta celeuma à volta da atribuição do Prémio Camões; Manuel Alegre é o Bob Dylan português.

quinta-feira, junho 08, 2017

terça-feira, junho 06, 2017

LÂMINA: a celebração do nascimento de LILITH aconteceu sábado num concerto que nunca esqueceremos. Este primeiro álbum - que marca o fim de um capítulo e abre outro -, e o nosso percurso até aqui, não teriam sido possíveis sem o apoio desse lado, da parte de todos aqueles que ouvem a nossa música e vêm aos nossos concertos. Para eles, um profundo e sentido obrigado.

Agradecemos a todas as rádios, salas de espectáculo, publicações, promotores, fotógrafos, entidades e pessoas que foram essenciais em momentos-chave deste caminho: a Paula Cavaco, o João Medeiros e a Caleidoscópio Radio; a Amazing Events e o Santo DeLa Plata Barreiro; o Stairway Club; o Alex Cortez e o Musicbox Lisboa; o Diogo Igrejas; o RCA Club; o Ricardo Bravo e o José Pedro Ataíde do Estúdio Crossover; os Demon Cleaners da Super FM; o Sonic Blast Moledo; o Alexandre Travessas e o Reverence Festival Valada; o Muvi; o Sabotage Rock Club; o António Freitas; o Luís Sousa, o Daniel Jesus e todos na Música em DX; o Jorge Botas da Metal Global; o Mário Vasa; o Pedro Antunes; The Music Spot; a Raquel Louçã e a Andreia Criner; a LOUD!; a SFTD Radio; a Ultraje. Obrigado à Diana Rosa, à Bella Karr, à Mia Hale, ao Nuno Elias e ao Ricardo Montalvor. Um obrigado também, pelo apoio e inspiração, aos amigos que nos deram o enorme prazer de partilhar palco com eles: The Quartet of Woah, Dollar LLama, My Master The Sun, Asimov e Besta. Obrigado à Joana Guerra e ao Rui Guerra por terem participado neste disco, ao Fernando Matias (The Pentagon Audio Manufacturers) que o gravou e produziu connosco, e ao Daniel Makosch que o editou pela sua Raging Planet.

Estamos sem dúvida a esquecermo-nos de muita gente mas saibam que estão todos connosco nesta viagem. "Coven", que teve a sua estreia absoluta na noite de sábado, é o primeiro passo rumo ao Inferno seguinte.

e disseram-me eia o novo tema de arcade fire parece abba + coldplay e eu pensei ai porque eu gosto de abba mas coldplay é que não é mesmo possível por razões e passou um tempo e eu nada mas depois lá ouvi e depois realmente aquilo tem abba e está ali resvés coldplay mas é um resvés assim bastante desafogado por isso vá e depois entra a voz do win butler e eu lembro-me mais uma vez do quanto a identidade daquela banda está ligada à voz do gajo e isto é diferente mas está tudo a correr bem porque afinal as pessoas não têm de estar sempre a fazer a mesma coisa mais do mesmo para quê MAS DEPOIS ENTRA A PUTA DA FLAUTA E ISSO É QUE NÃO TEM MESMO JEITO NENHUM seja como for ouvi está ouvido só que a rodar mesmo está a música que o trentemøller fez com a jenylee de warpaint isso é que é tabaco e já nem me lembro do que é que estávamos a falar ouçam mas é isto:

segunda-feira, junho 05, 2017

Casa dos Horrores

LÂMINA em entrevista na Ultraje

Sacré bleu, c'est LÂMINA au France!

No domingo, 28 de Maio, estive com o Fernando Alvim e o Nelson Nunes no podcast Com o Humor Não se Brinca. Aqui fica a conversa, em modo lazy sunday.























A supímpica ilustração é do Pedro Lourenco.

LÂMINA: a apresentação de LILITH, sábado passado, foi uma experiência que ficará para sempre nas nossas memórias. Obrigado a todos os que a partilharam connosco!

Video: Carlos Gonçalves

sábado, junho 03, 2017

sexta-feira, junho 02, 2017

Última chamada! Vinde!

Velhodorrestelizando: os fidget spinners

É muito triste termos as mãos cheias de nada. Mesmo que esteja a rodar.

Ouçam aqui.

Treta on Tour

Atenção, Tomar! Atenção, Moura!
FILHO DA TRETA
Hoje, 21h30 - Cine-Teatro Paraíso, Tomar
Amanhã, 21h30 - Cine-Teatro Caridade, Moura


Todas as datas da digressão aqui.

▲ Ela chegou! ▲

LILITH, o nosso álbum de estreia, disponível gratuitamente para streaming e download.
Poderão adquiri-lo em formato físico amanhã no concerto de apresentação.
22H30, Sabotage Rock Club.
Primeira parte a cargo dos excelsos My Master The Sun.


LÂMINA:
Estivemos à conversa com o António Freitas no Alta Tensão.
Ouçam aqui.

quinta-feira, junho 01, 2017

Um pequeno passo para a Mulher-Maravilha, um salto gigantesco para a DC/Warner


De longe, o melhor filme DC/Warner até agora, o há muito esperado passo na direcção certa para a construção de um universo cinematográfico partilhado, peca por tardio. Tivesse a MULHER-MARAVILHA aparecido uma década (ou meia, vá) mais cedo e muitas das fragilidades que apresenta seriam mais fáceis de digerir. Quando se tem, como fasquia, uma certa mestria que a Marvel desenvolveu ao longo de uma década a levar os seus imaginários para o cinema, torna-se inevitável, por comparação, sentir a ingenuidade destes primeiros passos da DC.

Porque são, não haja disso dúvidas, os primeiros passos - existe uma continuidade dos filmes anteriores, quanto mais não seja na evidência de que este MM se passa no mesmo universo, mas a preocupação é fazer algo novo. E é, de certa forma, mas ainda sem certezas, sem segurança, e carregado de ingenuidade.

Está patente na direcção de actores - às Amazonas, parece que foi dito "olhem, a referência é Grécia Antiga, por isso toca a declamar à teatro grego e a fazer poses de estátua" (Connie Nielsen e Robin Wright são tão melhores que isto); está patente no argumento - pouco subtil, bem intencionado mas nada firme; está patente nos efeitos visuais - nesse aspecto, fica muito aquém de BvS, por exemplo.

O primeiro e terceiro actos, exactamente por essas razões, são o que MM tem de mais frágil. É no segundo acto que Gal Gadot tem oportunidade de brilhar, se bem que tropeçando várias vezes num overacting desnecessário. Consegue, apesar de tudo, demonstrar o crescimento de Diana nesta que é, afinal, uma típica história de coming of age. A Mulher-Maravilha de Gal Gadot vem com uma bagagem de respeito, trazida de BvS: não só foi o melhor do filme (é praticamente unânime) como ainda trouxe, de bónus, um dos melhores e mais facilmente identificáveis temas musicais do cinema de sempre, da autoria de Hans Zimmer e Junkie XL. Tudo património que este filme se esforça para honrar; e consegue-o, mais trôpego aqui, menos ali, com alegria a fazer por compensar a falta de maturidade.

A DC/Warner parece estar determinada a seguir um tom mais leve, e as prestações de Chris Pine e Lucy Davis - e da própria Gal Gadot - servem bastante bem alguns momentos cómicos que o filme vai distribuindo. É também neste segundo acto que o lado visual e coreográfico do filme é mais competente: sem nunca atingir o grau de espectacularidade de opus DC anteriores, ganha pontos ao concentrar-se nas implicações emocionais do que se está a assistir. Mesmo que - lá está - de forma demasiado evidente.

Um protagonista é tão mais forte quanto o seu antagonista, e aqui MM parece sofrer do mesmo mal que afecta as adaptações cinematográficas da Marvel: pouco desenvolvidos, mais palavrosos que actuantes, salvo as batalhas à la boss de videogame. A mais marcante do panteão vilanesco será talvez a misteriosa e trágica Dr.ª Maru, interpretada por Elena Anaya, que, espero, não se fique por esta aparição - a personagem, claramente subaproveitada, tem muito, mas muito mais para dar.

Há uma tendência - inevitável, creio - para, falando de MM, enveredar pelo discurso do "oh, que woman empowerment", sobejamente utilizado na campanha de marketing do filme - e não é que não o tenha, esse empowerment, ou não fosse a protagonista a Mulher-Maravilha; só que o traz de maneira pouco subtil, intenção sublinhada a traço grosso e fluorescente sem ser, muitas vezes, traduzida dramaturgicamente de forma madura, o que resulta num tom ingénuo, de quem quer passar mensagem mas não quer ser acusado de se estar a levar demasiado a sério.

Esta ingenuidade acontece no tratamento de tudo o que são traços da personagem herdados dos comics - e há-que dizer desde já que a compreensão da Mulher-Maravilha mora toda neste filme, justiça lhe seja feita; acontece que as intenções são todas por mais evidentes, quase que se conseguem ver "os fios da narrativa" a tentarem puxar-nos nesta ou naquela direcção; e, com esta compreensão de que estamos a ser manipulados - ainda que de forma simpática -, torna-se mais complicada a suspensão da descrença, a imersão na história, a empatia com os personagens. Existem mais intenções que ideias; há como que uma contenção, um receio de não levar as coisas até às últimas consequências. MM preocupa-se em seguir um by the book sem espaço para o risco, para a experimentação. Anda também à procura de uma fórmula, pelo que vai apalpando terreno, com cautela. Como história, cumpre a missão de funcionar por si só sem estar preocupado em abrir portas para filmes futuros; é, ainda assim, demasiado consciente de que a sua aceitação determinará o futuro de todo um franchise.

Nesse sentido, é um sucesso.

A música japonesa a gostar dela própria


(((podcast)))
Caleidoscópio Radio EXCLUSIVE - LÂMINA (Entrevista & Track Premiere) - (Broadcast Facebook Live 22 Maio, 2017)
Entrevista com Filipe Homem Fonseca e Sérgio Pratas da Costa, dos Lâmina, a propósito do lançamento do álbum de estreia da banda nacional, "LILITH", a 2 de Junho, via raging planet! "Education For Death" Track Premiere!
Apresentação ao vivo de "LILITH", dia 3 de Junho @ Sabotage Club (Lisboa). Abertura a cargo dos My Master The Sun!
BE THERE!!!
CALEIDOSCÓPIO RADIO
Keep Yourself Tuned!