quarta-feira, fevereiro 01, 2017

A mão que sangra para o papel, derme vermelha descarnada
em constante desatenção para com o pulso do mundo, um corte
umbilical, tudo concentrado a Sul, o sintomático intumescimento
das garantias futuras, o que não fica por deixar. Sobreviventes.
Desarranjo da vida e de buganvílias que se ajustam a um vaso,
transborda de água e não se pode dele beber, é fonte de colheita
reservada ao verde do corpo fresco e de todas as cores dos olhares
lúcidos que não me pregas desde o Dia da Solenidade dos Apóstolos
São Pedro e São Paulo. Perdoa a minha descoordenação motora,
essa e a dos quereres; pouco se pode fazer quando a mão sangra
para o papel e há um todo nosso que sangra da cabeça aos pés.

FHF
(inédito)

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