sábado, janeiro 28, 2017

Prefiro o Scorsese da edição nervosa a este das suspensões relutantes que preenche com passagens desnecessárias do livro que adapta. Muito do que é mostrado é pleunasticamente dito, chove no molhado, é rés-vés académico. Uma muleta literária a apoiar imagens sem carência de apoio; chegaria a ser pretensioso se não funcionasse contra a ideia de cinema. Irónico que seja num filme intitulado "Silêncio" que Martin Scorsese não tenha conseguido calar a voz interior do protagonista. Não raras vezes, chega a dar vontade de gritar-lhe "Shiu".

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