segunda-feira, janeiro 16, 2017

Do corporativismo

Walter Dean diz que "as notícias falsas podem vir a revelar-se uma coisa boa para o jornalismo" porque "estamos a distinguir melhor que o que a Tia Marta disse no Facebook não é o mesmo que aquilo que uma marca respeitada de jornalismo publicou. O que os jornalistas têm que fazer é provar ao público que uma peça com pés e cabeça é melhor do que o outro conteúdo que anda por aí."
Ora, a questão é que diabolizar as redes sociais não é solução porque não é aí que reside o problema. Não se pode responsabilizar a "Tia Marta" por partilhar notícias falsas quando elas têm origem em "marcas respeitadas de jornalismo". Se surgem notícias falsas nas tais "marcas respeitadas de jornalismo" porque os "jornalistas" não se deram ao trabalho de verificar fontes, é a "Tia Marta" que tem de verificá-las? Acontece muito, quando o dançarino troca o passo, dizer que o chão é que está torto.

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