terça-feira, janeiro 31, 2017

Mete mais alto #505 & #506

10,000 Russos - "Stakhaonovets" & "Barreiro"

R.I.P. Masaya Nakamura, o pai do Pac-Man.

http://www.avclub.com/article/rip-masaya-nakamura-namco-founder-and-father-pac-m-249357?utm_content=Main&utm_campaign=SF&utm_source=Facebook&utm_medium=SocialMarketing

Leiam aqui.

Tom Toles

George Orwell Explains How “Newspeak” Works, the Official Language of His Totalitarian Dystopia in 1984

John Hurt, War Doctor

https://www.youtube.com/watch?v=Jk-P-MghoiU


Eis as previsões para os signos Pão com Chouriço, Violência Doméstica, e Bidé.

Astrologia TSF - Previsões para 2017
Em tempo de notícias falsas e factos alternativos, é bom saber que ainda há grandes verdades a que nos podemos agarrar. Como, por exemplo, a astrologia. Ouçam aqui.

http://www.tsf.pt/programa/nao-e-mau/emissao/astrologia-tsf---previsoes-para-2017-5636226.html

segunda-feira, janeiro 30, 2017

sábado, janeiro 28, 2017

Prefiro o Scorsese da edição nervosa a este das suspensões relutantes que preenche com passagens desnecessárias do livro que adapta. Muito do que é mostrado é pleunasticamente dito, chove no molhado, é rés-vés académico. Uma muleta literária a apoiar imagens sem carência de apoio; chegaria a ser pretensioso se não funcionasse contra a ideia de cinema. Irónico que seja num filme intitulado "Silêncio" que Martin Scorsese não tenha conseguido calar a voz interior do protagonista. Não raras vezes, chega a dar vontade de gritar-lhe "Shiu".

sexta-feira, janeiro 27, 2017

Sustento

Dedo no mapa, é escolher o território
para a conveniência dos inícios. Matinais brados
no Mercado de Ver-o-Peso, bem sei:
era assim. Já o amanhecer adivinho-o
democraticamente sobre
uma metade do mundo,
talvez menos. Gente cansada pediu a gente activa:
trazei-nos vitualhas que estamos
sôfregos de sustento.

É muito pouco o mundo aqui à venda,
está tão fresquinho, freguês, é vê-lo
a saltar do prato, é um fruto-peixe, um coelho-bravo
como as silvas, tem este ar manso e é capaz de roer
as canelas aos desprevenidos e mesmo aos outros
(até parece que quer falar)
nunca fiando,
(não tem nada para dizer)
sal na ferida, na comida, os hipertensos
teriam feito melhor figura
chegando mais cedo.

Belém do Pará ou Belém dos pastéis,
ou a do Menino nas palhas adorado
(questão de conveniência),
ao desenlace dá igual, é uma verdade
ubíqua e omnívora, compras feitas
por quem as pôde fazer, serviço de entregas
ao domicílio alheio, tocou o alarme e a polícia
fez ouvidos de mercador,
tudo segue este plano desenhado nas entranhas
do peixe, nas borras de café, na sopa de letras.
Tempo de preparação: uma vida.

Plantado o animal, regou-se com lágrimas
e esperanças, aquelas mortas que na intimidade
remeto para as vontades do Xingu, para além delas,
está hoje o rio carente da ebulição de piranhas,
o meu coração. Pode ser um rio qualquer,
Homem, Ganges, Sado, Tejo, Nilo,
uma poça de água estagnada também serviria,
basta que a vida se predisponha como faz sempre,
golfinhos cor-de-rosa, o boto que às vezes é gente,
engravida as virgens,
acontece esta inclinação natural para
a desordem.

Mercado de Arroios, Whole Foods
de Union Square, mil mercados de rua
em Déli, Saigão, do Olimpo a Valhalla, Babilónia,
Torre de Babel e Clérigos, as Torres Gémeas
e os aviões, carta de pesados e vítimas em Nice
e a destruição das ruínas do deserto,
nenhuma ruína está livre de ser pó.
E a explosão na maratona e mais,
foi que mais, o que perdemos?

Uma semente transgénica torcida
dos pés à cabeça,
ainda agora chegou do mercado e já anda
sem ajuda, temperada
com as melhores especiarias trazidas da última
aplicação digital (a alma e os números)
a bordo de galeras, remos esclavagistas.

FHF
(inédito)

Diz que se chama Trump.

quarta-feira, janeiro 25, 2017

No aniversário de Tobe Hooper:

Tobe Hooper Directed the Best Freddy Krueger Origin Story We’ve Yet Seen; Watch Now!

Capa de Chris Wahl

Mete mais alto #504

Da Galiza chegam as BALA que vão actuar no Woodrock Festival 2017, onde eu e os meus diabólicos companheiros vamos também ter o prazer de levar a nossa LÂMINA. Qué son máis de puta madre!

Roubado no FB ao Fernando Pinto do Amaral que, por sua vez, o roubou a outrem. Um processo, ao que tudo indica, partilhado, mais greatness, menos greatness.

12 de Março de 2015, no Povo Lisboa, durante a apresentação do meu e enquanto espero que me arranjem o esquentador penso em como será a vida depois do sol explodir pelo Nuno Costa Santos com leituras do José Anjos, MC Santiago e Nuno Miguel Guedes. Também na mesa, o Nuno Abrantes da editora do lado esquerdo.
Foto do Henrique Mota Lourenço.

terça-feira, janeiro 24, 2017

Gente das opiniões sobre os factos, gente da sensibilidade que se sobrepõe à realidade, gente da "verdade pessoal porque somos todos indivíduos e temos direito à nossa mundivisão muito própria", gente do "não posso negar o que sinto" mesmo que aquilo que sentem vá contra todas as evidências, gente que substituiu o conhecimento pelos sentimentos, gente que quando alguém vos diz "estudasses" responde "não preciso porque eu sinto com muita convicção", gente que perante realidades quantificadas reage com "feelings": parabéns pelos factos alternativos, parabéns pela coroação da pós-verdade. Seja qual for o vosso espectro político, nacionalidade, religião, clube desportivo ou signo do zodíaco, vocês são Trump.

segunda-feira, janeiro 23, 2017

Gorden Kaye. Ainda na semana passada, em conversa de trabalho, invoquei-o como sinónimo de excelência. Como diria o polícia Crabtree, "You shall be pissed".

sábado, janeiro 21, 2017

Moebius

Só há um lugar mais mal-frequentado do que o Facebook e o Twitter. Chama-se mundo.

Memória curta: a de todos os que dizem "O W. Bush, comparado com o Trump, era um tipo do caraças". Não, peeps, não era. A pós-verdade começa com assunções destas. Se acham mesmo isto, acordem ou informem-se um bocadinho. E tenham juízo.

quinta-feira, janeiro 19, 2017

O Grant Morrison sabe.

Amanhã é o fim do mundo

Ouçam aqui.

https://www.youtube.com/watch?v=icJw9HXXoXA

Mete mais alto #504

"Voices From The Past" de King Diamond com imagens de filmes de amor. As almas sensíveis irão adorar.

Garatujo na Monstra

Garatujo, a curta-metragem de animação realizada pelo Pedro Brito, que escrevi e também musiquei junto com os meus capangas d'A Favola da Medusa, vai estrear dia 20 de Março na MONSTRA, no âmbito da competição internacional. É de ir.
Página do evento aqui.

segunda-feira, janeiro 16, 2017

Nos 69 anos de John Carpenter:

"Night", num video realizado por Gavin Hignight e Ben Verhulst. A música é de Lost Themes (2015), o primeiro álbum com músicas de Carpenter que não tiveram como intenção pertencer a nenhuma banda sonora. Embora, claro está, essa qualidade esteja sempre presente no trabalho do Mestre.

Parabéns ao Mestre John Carpenter!


https://www.facebook.com/comunidadeculturarte/photos/a.863113933715140.1073741828.863016237058243/1593145304045329/?type=3&theater





















(via Comunidade Cultura e Arte)

Martin Luther King Jr. pelo Ricardo Drumond


Do corporativismo

Walter Dean diz que "as notícias falsas podem vir a revelar-se uma coisa boa para o jornalismo" porque "estamos a distinguir melhor que o que a Tia Marta disse no Facebook não é o mesmo que aquilo que uma marca respeitada de jornalismo publicou. O que os jornalistas têm que fazer é provar ao público que uma peça com pés e cabeça é melhor do que o outro conteúdo que anda por aí."
Ora, a questão é que diabolizar as redes sociais não é solução porque não é aí que reside o problema. Não se pode responsabilizar a "Tia Marta" por partilhar notícias falsas quando elas têm origem em "marcas respeitadas de jornalismo". Se surgem notícias falsas nas tais "marcas respeitadas de jornalismo" porque os "jornalistas" não se deram ao trabalho de verificar fontes, é a "Tia Marta" que tem de verificá-las? Acontece muito, quando o dançarino troca o passo, dizer que o chão é que está torto.

sexta-feira, janeiro 13, 2017

Android Polaroid, 2003: uma fatia de história cebólica na parede do Estúdio Crossover, onde foi gravado.


Treta @ Matosinhos!


quinta-feira, janeiro 12, 2017

quarta-feira, janeiro 11, 2017

Mete mais alto #501


John Zorn
News for Lulu
1987

Ai não que não vai, ninguém manda em mim.

O pensamento literal pode continuar a chamar-se pensamento?

Uma vez tentei explicar Mecânica Quântica ao meu gato. Ele prestou-me atenção e simultaneamente marimbou para mim. Schrödinger não escolheu o gato por acaso.

terça-feira, janeiro 10, 2017

Naked City @ The Marquee Club, NY
9 de Abril, 1992

John Zorn, Bill Frisell, Wayne Horvitz, Fred Frith, Joey Baron & Yamatsuka Eye.

Dramas da ponderação: se formos demasiado subtis a chamar básicos aos básicos eles não vão perceber.

Urge o agradecimento público à Sábado e à Dinheiro Vivo por terem, com a notícia falsa de que Trump teria sido banido do Twitter, devolvido a esperança a todos aqueles que querem fazer carreira sem verificar fontes, fazendo não mais do que propagar disparates que lhes aparecem à frente nas redes sociais. Não é jornalismo, é o avesso disso, mas é enternecedor. A credibilidade, essa, já não a resgatam.

Acontece sempre que morre uma figura pública: aqueles que, sob o manto da "homenagem", se promovem; o foco incide em tudo menos no verdadeiro luto, o que querem é apregoar feitos e ditos próprios. E os mortos - que não podem desmentir nem corroborar tudo o que nas "homenagens" é dito e escrito pelos que fazem "a homenagem" - vão para debaixo da terra e, ainda assim, estão e estarão sempre a uma altura inalcançável para os tristes da auto-promoção feita à custa da morte.

segunda-feira, janeiro 09, 2017

21 de Maio

Episode I

"Taste your bitter mouth, sigh a plea"

https://www.youtube.com/watch?v=Lp8pLaXmfro
"In The Warmth Of Lilith" - Official Video

Jim Steranko, 1971

Hoje comemoram-se os 50 anos da personagem Barbara Gordon.

Por detrás de um Darth Vader há sempre um Darth Sidious. E assim sucessivamente:

Moral panic over fake news hides the real enemy – the digital giants

Actual, imprescindível.


Sim, o Rogue One preenche as lacunas entre o Episódio III e o IV. Mas uma peça de Tetris que faça linha não passa por isso a ser um bom filme.