terça-feira, novembro 22, 2016

Em comentário a um post do meu amigo José de Pina no FB, que se pergunta onde anda a novidade no rock, deixei as notas que aqui reproduzo. Com a certeza de que o que escrevi não responde por inteiro às suas angústias, que também são, de certa forma, as minhas (se eu, claro está, tivesse um coração que me permitisse ter angústias, em vez deste cubo de Rubik 17x17).
A maior criatividade está a surgir em nichos, longe dos holofotes [complemento: holofotes do mainstream]. As sonoridades mais pesadas e/ou mais experimentais têm dado à luz bandas surpreendentes. Desde Causa Sui, num registo stoner/jazz (mix que, em si, já é supimpa), até aos magníficos Oranssi Pazuzu. All Them Witches e Uncle Acid and The Deadbeats são mais dois exemplos de que o rock está bem vivo, revisitando lugares, buscando novos territórios a partir de zonas já exploradas. Radio friendly? O radio friendly, por definição, já não tem interesse nenhum. A não ser, lá está, que estejamos a falar de estações/programas de nicho.
Outro projecto a acompanhar: Spastic Ink.
Acrescento ainda: não é uma questão de esperar que estas bandas saltem 'cá para fora'; nós é que temos de saltar 'lá para dentro'. Assim na música como em tudo.

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