terça-feira, março 22, 2016

Não se pode trocar vida por sobrevivência, uma que nos é garantida (nem isso) em troca de nos tornarmos também selvagens radicais. O preço para manter um estilo de vida, uma civilização, não pode ser abdicar exactamente deles. Isso será uma derrota. Não haverá então mais nada a defender, nada em que acreditar. O que é preciso perceber será talvez se aquilo que defendemos enquanto o nosso estilo de vida ainda é ainda aquilo que julgamos ser; se não se perdeu já tanto pelo caminho. Perceber quem somos está na ordem do dia, para podermos ser irredutíveis, ter uma fé profunda naquilo que somos e representamos. Sem medos, que também os temos sem ameaças exteriores. Tem sido difícil. É esse foco que, parece-me, é urgente refazer. Sermos mais nós próprios, porque temos deixado de o ser. De dentro para fora.

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