quinta-feira, outubro 09, 2014

Vocês não querem perder isto



Duas coisas que muito estimo:

- Escrever teatro;
- Escrever com o meu brother Eduardo Madeira.

Escrever esta peça com ele foi, portanto, um duplo regabofe. E se vocês tiverem, ao assistir, metade do gozo que nós tivemos a escrevê-la, missão cumprida. Creio que o vosso gozo será maior, muito maior, pois que ao texto se juntaram talentos que elevaram o nosso TIRO E QUEDA a outros patamares.

O Eduardo sobe a palco ao lado do Manuel Marques, e é, mais uma vez, notória a entrega e a química que estes dois grandes actores têm um com outro. Juntos, dão vida a dois snipers que esperam o alvo no cimo de um telhado. Quando falo em telhado, quero poder dizê-lo em sentido literal: espero que a sala do Tivoli esteja a partir de hoje tão cheio que só haja espaço para eles actuarem no telhado do teatro. Não que se note diferença entre um telhado verdadeiro e aquele que está em palco: é notável, o trabalho de Eric da Costa na concepção do cenário. Fui testemunha do rigor da Sónia Aragão, que encenou; nenhum detalhe deixou de lhe merecer atenção.

A música do Bruno Vasconcelos e do Nuno Rafael, e o desenho de luz do Luís Duarte. só não são as peças finais nesta produção da UAU porque esse lugar está reservado ao público, que poderá assistir de quinta a sábado, às 21h30, e domingos às 16h30. Até quando vai estar em cena não sei, ou se sei não me lembro; o que urge não esquecer é isto: não deixem para a última, vão o mais rápido possível.

Ontem foi o ensaio geral solidário, cujas receitas reverteram para a Associação Princesa Leonor; não pude ir, estava - sensivelmente à mesma hora - a actuar no Villaret, mas já me disseram que correu muito bem.

Vocês não querem perder isto. A sério que não. Se tiverem de escolher entre dar um balázio num pé ou perder esta peça, a opção a tomar parece-me por demais evidente. Os pés voltam a crescer.

A temporada de TIRO E QUEDA começa hoje.

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