domingo, agosto 31, 2014

"Don’t dream it, be it."

The Rocky Horror Picture Show (1975)

Mais gifs aqui.


Alice in Wonderland (1951)

Alphonse Mucha, 1901


Por momentos julguei que estava na Mealhada, junto aos matadouros, mas afinal é o Preço Certo Especial de Verão que está a gastar electricidade lá dentro.

Jack Kirby faria hoje 97 anos e 3 dias.

(click para aumentar)

Mete mais alto #392

Electric Moon
Inferno
2011

Está a dar o Preço Certo Especial de Verão na RTP, ou, como eu gosto de chamar-lhe, Bater no Fundo.

Mete mais alto #391

Causa Sui @ Dunajam 2014

Mete mais alto #390

Causa Sui
Euporie Tide
2013

Que. Álbum.

sábado, agosto 30, 2014

Já vos apareceu aquela publicidade no You Tube em que um rapazote diz que em cinco segundos vai fazer qualquer coisa que nos vai levar a querer assistir ao resto do anúncio, e entretanto nesta conversa já se foram os cinco segundos, e nós clicamos no botão para ignorar o anúncio, e o rapazote não chega a ter hipótese de fazer nada, e nós nem sequer chegamos a saber o que estava a ser publicitado, e ficamos a sentir um quentinho por dentro e a pensar se os responsáveis por esta campanha terão sequer noção do belo flop que para aqui engendraram?

sexta-feira, agosto 29, 2014

Mete mais alto #389

CAUSA SUI - TROPIC OF CAPRICORN

Deixo-vos boa música. Quereis Anselmos? Osga-se.

Mete mais alto #388

GALACTICKA - KUSKI

Mete mais alto #387

BUSHMAN'S REVENGE - AS WE USED TO SING (Sonny Sharrock cover)

Mete mais alto #386

SATURNIA - I AM UTOPIA

quinta-feira, agosto 28, 2014

Mete mais alto #385

MINISTRY - JESUS BUILT MY HOTROD

Mete mais alto #384

ROB ZOMBIE - DEAD CITY RADIO AND THE NEW GODS OF SUPERTOWN

Andy Park


Gamora
Concept design de Andy Park
#GoTG

"This is a retreat, a vacuum, its virtue is that it lacks everything; deep-freeze for feelings. You can be numb and safe here, that's what you came for. Respect the delicate ecology of your delusions."

- Mr. Lies para Harper,
cena 3 do Acto III: Not Yet Conscious, Forward Dawning,
de ANGELS IN AMERICA - Part One: Millenium Approaches,
de Tony Kushner.

quarta-feira, agosto 27, 2014

Acabo de saber que a miúda de 9 anos que nos EUA matou o instrutor de tiro com uma Uzi não era a Hit-Girl do Kick-Ass e fiquei baralhado.

Enquanto o dia foi passado à espera de um meet no Colombo que não aconteceu, a manhã teve esta premonitória Outra Coisa com um meet de políticos.

Video e respectivo anúncio em rodapé. Este tipo de publicidade no You Tube faz menos sentido do que ir vestido de avestruz a um funeral para promover uma marca de hambúrgueres.

Vejo muita gente revoltada com os banhos públicos mas ninguém se insurge contra continuarem a fazer videos com o telemóvel na vertical.

Não quero acabar o Verão sem ver um meet de banhos públicos com arrastão de selfies no final.

Continua a usar-se o termo "contribuinte" ou já é "vítima de roubo"?

segunda-feira, agosto 25, 2014

Mete mais alto #383

Tudo verdade.

O slogan do Novo Banco é "Um bom começo". Desde "O trabalho liberta" à entrada de Auschwitz que não se via tamanho eufemismo.

Quando ouvi dizer que se levavam chaves de fendas para os meets, pensei que se tratava de facto de ajuntamentos de reparadores de aparelhos domésticos e afins.

Ontem houve merda num concerto do Anselmo Ralph. Agora esperem por um do Tony Carreira, com as encalhadas e as divorciadas todas à porrada para ver quem é a próxima feliz contemplada.

domingo, agosto 24, 2014

Se Paulo Portas fizesse uma série na internet, chamava-se Paulo Porta dos Fundos.

sexta-feira, agosto 22, 2014

A despudorada Lei da Cópia Privada

O que está em causa com esta Lei da Cópia Privada, aprovada hoje em Conselho de Ministros, é um verdadeiro retrocesso, uma tentativa despudorada de matar o suporte digital com a desculpa falsa de que se pretende proteger os autores.
A cópia privada (que não tem nada a ver com pirataria) é aquela que qualquer um de nós pode fazer de uma música ou filme que tenha adquirido legitimamente, de maneira a poder ver esse mesmo filme ou escutar essa mesma música em outros suportes digitais que possua. Com esta nova taxa, está-se a pagar outra vez por algo que já se comprou.
Acrescentemos a isto o facto de que, hoje em dia, a maior parte do que está guardado nos suportes digitais agora taxados - os tablets, os discos rígidos, os telemóveis - são fotografias e videos criados pelos próprios utilizadores. Ou seja, na prática vai-se estar a pagar não só pelas cópias privadas e legítimas mas também por conteúdo gerado. Cada fotografia de férias que tiramos, cada video de família que fazemos, está a ser taxado.
E porque é que o argumento de que esta taxa protege os autores é falso? Primeiro, porque o dinheiro alegadamente será distribuído por sociedades gestoras de direitos de autor. Ora, conheço inúmeros autores que gerem os seus próprios direitos, não estando de forma alguma vinculados a nenhuma sociedade. Como é que esses autores estão a ser beneficiados com isto? Segundo: imaginemos um músico, por exemplo. Quando grava as músicas que faz num suporte digital, está a ser taxado pelo seu próprio trabalho. E isto é válido para escritores (escrevem em suporte digital), cineastas (o video ocupa um espaço tremendo de memória); enfim, é válido para a maioria dos autores, que vêem-se assim numa posição em que estão a pagar pelas próprias obras.
Como é que alguém, no seu perfeito juízo, pode alegar que esta lei serve os interesses dos autores, é coisa que me escapa completamente. Quase que somos levados a pensar que este argumento é uma treta enorme, e que esta lei é, nada mais, nada menos, que um ataque inqualificável ao digital. Aliás, risquem o quase: é isso mesmo que está a acontecer.

quinta-feira, agosto 21, 2014

Mete mais alto #382

Nunca mais é Setembro para este disco vir aos rebolões.

O melhor filme do Batman jamais feito, quer de animação, quer live action, é de 1993.

Melhor. Banho público. De sempre.

Diz o Paulo Querido, sobre a taxa sobre dispositivos electrónicos que permitam gravação; e é isto mesmo:

"É mentira. Nenhum autor ficará protegido nem verá nenhum direito seu protegido. É apenas mais um imposto disfarçado. Com a agravante de ser um imposto que não se destina a redistribuir pela comunidade, mas apenas a garantir por mais uns anos os lucros de uma indústria tão pequena quando poderoso é o seu lóbi nos sistemas mediático e jurídico, uma indústria anacrónica e que é um contrapeso, um travão à livre expansão das indústrias culturais emergentes."

Goucha domina.

Fight the power

Um indivíduo agora nem sequer pode enfiar um balde de água pela cabeça sem ter as madonnas da superioridade moral a cascar. Organizem-se numa Hidro-Polícia. Rebentem as fuças aos putos que andam a brincar com bisnagas. Dêem tau-tau às moças peladas que desperdiçam baldes e baldes de água quando se esfregam nos capots para lavar os carros. Espanquem as pessoas que deixam o copo de água a meio em vez de o beber todo.

Só espero que o pessoal que anda aí todo indignado com o desperdício de água por causa dos banhos públicos não deixe a torneira a correr quando está a lavar os dentes. E não ande de carro para não poluir. E leve lancheiras aos picapaus-carecas em vias de extinção para eles comerem uma bucha. É que, de contrário, estão só a ser hipócritas e burros. Acaba por ser mais grave o desperdício de oxigénio do que o de água.

Converseta. Sempre quero ver o que é que os autores vão ganhar com esta bambochata.

Hoje tivemos connosco o Dr. Chewbacca

para nos falar da nova trilogia da Guerra das Estrelas.























Ouvir aqui.

quarta-feira, agosto 20, 2014

Sunset - aqui.

Mete mais alto #381

Ainda a propósito dos 124 anos de H. P. Lovecraft:
The Music of Erich Zann", dos germânicos Mekong Delta, álbum conceptual de 1988 baseado no conto homónimo de Lovecraft. Quando tinha 14 ou 15 anos, ouvi-o até gastar a fita da cassete onde o tinha gravado.

O Batman aderiu ao banho público.

Batman accepting the ALS Ice Bucket Challenge.






















(arte de Jim Lee, 2008)

Manuela Ferreira Leite inventou os banhos públicos

Intrigado com isto dos banhos públicos, decidi consultar uma autoridade em assunto de antanho, a doutora Manuela Ferreira Leite. Invoquei-a e a doutora fez a fineza de me revelar as origens Históricas dos banhos públicos, segredos que me encarreguei de fixar em palavras mortais, carregadas de um espírito milenar que baixou esta manhã no Luís Franco-Bastos.
Se não ouviram, ou querem voltar a ouvir, cliquem aqui.

Repost

Porque isto tem mesmo de ser visto.

Na senda do aniversário de Lovecraft:























“I cannot think of the deep sea without shuddering at the nameless things that may at this very moment be crawling and floundering on its slimy bed, worshipping their ancient stone idols and carving their own detestable likenesses on submarine obelisks of water-soaked granite. I dream of a day when they may rise above the billows to drag down in their reeking talons the remnants of puny, war-exhausted mankind—of a day when the land shall sink, and the dark ocean floor shall ascend amidst universal pandemonium.”

- H.P. Lovecraft
in Dagon,
conto escrito em Julho de 1917
e publicado pela primeira vez em Novembro de 1919
na The Vagrant.

Fantastic Four #67


(click para aumentar)

Outubro 1967
Primeira aparição de Him (Ele; mais tarde, Adam Warlock) fora do casulo.
Criado por Stan Lee e Jack Kirby, desenvolvido de forma magistral por Roy Thomas e Gil Kane e, anos mais tarde, por Jim Starlin, na incomparável The Magus Saga.

Isto aconteceu.
E eu não fui.
Eu não fui.
Poupem-me a este sofrimento.
Lancem-me aos crocodilos.


Se existe verdadeira magia no mundo, este evento deve ter sido a coisa mais extraordinária desde o nascimento do último unicórnio.

Mete mais alto #380

Alexey Voytenko - "The music of Erich Zann" (2009)

Inspirado no conto homónimo de Lovecraft.

Isto.

#banhopúblico

Ninguém consegue.

#Ferguson

Howard Phillips Lovecraft faria hoje 124 anos


"Yet when I looked from that highest of all gable windows, looked while the candles sputtered and the insane viol howled with the night-wind, I saw no city spread below, and no friendly lights gleaming from remembered streets, but only the blackness of space illimitable; unimagined space alive with motion and music, and having no semblance to anything on earth. And as I stood there looking in terror, the wind blew out both the candles in that ancient peaked garret, leaving me in savage and impenetrable darkness with chaos and pandemonium before me, and the daemon madness of that night-baying viol behind me."

 - H. P. Lovecraft
in The Music of Erich Zann,
conto escrito em Dezembro de 1921
e publicado pela 1.ª vez em Março de 1922
na National Amateur

Mete mais alto #379

FATS NAVARRO
1947

Mete mais alto #378

LEO PARKER
1950

História verídica: o corrector automático do meu telemóvel muda "melgas" para "neofascist". Assim do nada. Achei que devia partilhar isto.

Barbarella por Milo Manara



25 Of Neil DeGrasse Tyson’s Most Mind Blowing Tweets

Fight the power

Vai em 2 milhões. Anda o Ricardo Salgado a estourar dinheiro em fianças quando me podia era oferecer este diamante.

terça-feira, agosto 19, 2014

"Adoro correctores ortográficos automáticos."

- Ninguém com dois palmos de testa, nunca.

segunda-feira, agosto 18, 2014

Mete mais alto #377

THELONIOUS MONK
DIZZY GILLESPIE
&
THE GIANTS OF JAZZ
COPENHAGA 1971

Via Miguel Martins, um poema de António Manuel Couto Viana:

RAPINAS RAPACES

Do cerne da calúnia,
As rapinas rapaces
Buscam a morte, o oiro,
Em lascivas caçadas.
Escorre-lhes das presas
O sangue, a amarga lágrima.
Teu fuzil, caçador,
Não as encontra n'alma:
Ocultam-se na terra,
No coração da carne!

Vibram rasteiro voo
As rapinas rapaces,
Nas caves inundadas
De fumo, álcool, escarro.
Na órbita das órbitas,
Roçam balofas asas;
Com duro bico imundo,
Picam luar e graça;
E devoram, com gula,
Meretriz e pederasta.

Na época do cio,
As rapinas rapaces
Aninham-se nos versos,
Espojam-se nas camas,
Toldam, em cada espelho,
As virgens e os rapazes,
Alarmam o silêncio
Das furtivas passadas
E exibem um lençol
De poluídas pragas!

Pelo tempo que não cessa,
As rapinas rapaces
Pairam sobre a cabeça
De crua divindade.
Nada as destrói. Existem
Como hóstia nos altares
E adornam-se de pomba
E cravam-se de farpas
E gemem e suplicam
E morrem e renascem.

Aviso de extermínio,
As rapinas rapaces
Apontam-se com pedras,
Lumes, lixos, espadas
Ou beijos repetidos
Ou águas perturbadas
Ou a mulher de azul
Ou o brinco de prata
Ou o aço do braço
E o cristal da garganta!

Quanto é impuro e atroz
As rapinas rapaces
Arrastam para o ninho
Onde me encontro e canto.
Meu lirismo se afoga
Em palavras..., palavras...
Atinjo a extrema forma
Destruo-me de imagens!
E mordo, com seis dedos,
O ventre da verdade!


António Manuel Couto Viana

Pratos do dia #1

16 Agosto 2014

Mete mais alto #376

JOHN COLTRANE - BLUE TRAIN

Mete mais alto #375

CHARLES MINGUS - MOANIN'

Mete mais alto #374

THE CURE - A FOREST - AO VIVO - 1992

Mete mais alto #373

BAUHAUS - SHE'S IN PARTIES

domingo, agosto 17, 2014

Mete mais alto #372

BAUHAUS - BELA LUGOSI IS DEAD - AO VIVO- LONDRES - 1982

Sobre a "economia da partilha". Para ler, entender, abrir os olhos.

Que soem as trombetas

Amanhã a Outra Coisa regressa às Manhãs da 3.

sábado, agosto 16, 2014

É uma pena que Portugal não seja um computador, porque dava jeito passá-lo por um anti-vírus, formatar e fazer um reboot.

Banqueira do Povo > Banqueiro da Comporta

A julgar pelo gabarito dos nossos banqueiros, isto só lá ia com uma Dona Branca em cada esquina.

Mete mais alto #371

DEAD KENNEDYS - GIVE ME CONVENIENCE OR GIVE ME DEATH (1987)

Mete mais alto #370

Karlheinz Stockhausen: "Kontakte" (electronic version - complete) (1959 - 1960)

Via Miguel Martins

quarta-feira, agosto 13, 2014

Mete mais alto #369

MISFITS

"There is no spoon."

Mais uma cena de To Have and Have Not (1944): de novo Lauren Bacall com Humphrey Bogart num filme realizado por Howard Hawks, escrito por Jules Furthman e William Faulkner, desta vez a partir do romance de Ernest Hemingway (1937).

"Anybody got a match?"

Lauren Bacall com Humphrey Bogart em The Big Sleep (1946), realizado por Howard Hawks, escrito por William Faulkner, Leigh Brackett e Jules Furtham, a partir do romance de Raymond Chandler (1939), onde apareceu pela primeira vez o personagem Philip Marlowe.

"Legends are all to do with the past and nothing to do with the present."
- Lauren Bacall

terça-feira, agosto 12, 2014

Mete mais alto #368

Anthrax
"Time"
Persistence of Time
1990

Leio alguns posts de malta no FB e percebo porque é que às vezes os tigres comem as próprias crias.

"No matter what anybody tells you, words and ideas can change the world."

Robin Williams no Clube dos Poetas Mortos (1989), escrito por Tom Schulman, realizado por Peter Weir.

Robin Williams entrevistado por Johnny Carson em 1991

Robin Williams em 1977


Tanto que lhe devemos.
Parte de nós morreu com ele.

segunda-feira, agosto 11, 2014

Eugenia Loli























We Are All Made of Stars: The Amazing Collages of Eugenia Loli

Mete mais alto #367

Shruti Sadolikar Katkar
"Kaise Din Kate Hai"
Bhaktimala Bhajans

Mete mais alto #366

Conta o Vítor Rua no seu perfil de FB:

"...um produtor famoso de Jazz tentou juntar os dois maiores nomes do Jazz daquela época: Miles & Monk. Marcou uma sessão e para "jogarem" em campo "neutro" escolheram um tema lindo do Miltt Jackson. Agora bem a parte curiosa: nunca nestes 11 minutos o Monk toca com o Miles. Sempre que o Miles toca o Monk não dá nem uma nota. Depois temos um fantástico solo do Miles, seguido por outro alucinante do Miltt Jackson. Mas depois... Ó meu Deus... O que vem a seguir não é humano... É "Monk"!...

Miles Davis - Bags' Groove (take 1)"

sexta-feira, agosto 08, 2014

Há accionistas do velho BES que acreditam que ainda podem recuperar parte do dinheiro. A fé é uma coisa maravilhosa. Eu por exemplo acredito que há estátuas da Nossa Senhora da Agrela que choram leite com chocolate.

Soube que ia haver despedimentos no Novo Banco assim que ouvi Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque a dizerem que não ia haver despedimentos.
Os depositantes podem então estar descansados porque a garantia é a de que não vão perder os depósitos.

Melhor botão do You Tube


quinta-feira, agosto 07, 2014

Mete mais alto #365

Não esquecer: apurar culpados, levá-los ao banco dos réus, imprescindível. Mas isso não quer dizer que se esqueça aquele pormenorzinho de não podermos ser nós mais uma vez a bancar esta treta toda. #BES

A super-heróistica cinematográfica - Parte 4

Vamos a isto? Vamos a isto.

GUARDIANS OF THE GALAXY É FILME PARA ASSISTIR UMAS BOAS VINTE VEZES NO MESMO DIA, E POUCO IMPORTA QUE O DIA SÓ TENHA 24 HORAS PORQUE NÃO HÁ IMPOSSÍVEIS

Antes de avançarmos, é de pôr a cassete a tocar. Vá lá, eu espero.
A bombar? Perfeito.

Já o disse vezes sem conta: as adaptações para cinema dos universos de super-heróis estão atrasadas qualquer coisa como vinte ou trinta anos em relação ao panorama actual dos comics propriamente ditos. Em especial no que respeita ao tom: a insistência no grim and gritty, que teve o seu expoente máximo em Watchmen (Alan Moore, Dave Gibbons, 1986-1987) e The Dark Knight Returns (Frank Miller, Klaus Janson, Lynn Varley, 1986), encontrou na trilogia do Batman de Christopher Nolan (2005-2012) o seu paralelo cinematográfico. Apesar do sucesso desses três filmes - os dois primeiros, em particular -, mantenho que a tendência para pegar em super-heróis e trazê-los para o mundo real é o caminho errado no tratamento destes imaginários, em especial nos tempos que correm. Não basta fazer um thriller psicológico e de acção, negro e pesado, em que o protagonista é um vingador mascarado. A tradição americana dos super-heróis, em particular na Silver Age (1956-1970), é de levar os leitores para o universo fantástico das personagens apresentadas, e não o contrário. E, hoje em dia - aliás, de há uns anos para cá - deveria mais uma vez ser essa a abordagem a ter quando se retratam super-heróis no grande ecrã.

Felizmente que os filmes dos estúdios Marvel contrariam essa corrente, mesmo o terceiro Homem de Ferro e o segundo Capitão América, com mais negritude do que os seus antecessores mas, ainda assim, detentores de um maravilhoso que é, afinal, a principal característica destes mundos. Exemplo máximo deste equilíbrio: Avengers. Máximo, isto é: até surgir Guardians of the Galaxy.


Porque Guardians of the Galaxy leva o público literalmente para universos distantes, onde o mero quotidiano já tem uma dose de fantástico suficiente para abanar as fundações da nossa cínica realidade. Há uma galáxia inteira em perigo, mas o tom é tudo menos apocalíptico, há boa disposição e esperança num futuro luminoso; mesmo quando tudo parece irremediavelmente perdido, essa esperança está presente em cada frame. E isso, a meu ver, é tudo o que um filme de super-heróis deve ser.

Guardians of the Galaxy é divertido, não se leva demasiado a sério, é herdeiro de uma tradição camp a que James Gunn não é indiferente, ou não viesse ele da mítica fornada da Troma. O seu distorcido sentido de humor assenta que nem uma luva ao riquíssimo universo cósmico da Marvel, onde as ameaças são universais e cada vitória, mais do que um garante desse conceito abstracto que é a justiça, é uma celebração da própria vida.

Consta que Joss Whedon, quando leu o argumento original de James Gunn para estes Guardiões, terá gostado. Mas pediu a Gunn que fosse ainda mais longe: em suma, quaisquer rédeas que Gunn tivesse imposto a si próprio foram atiradas para o lado. O resultado é um filme hilariante, operático, com um sabor a cinema independente - o que, tendo em conta que se está a falar de algo saído da fornada Marvel/Disney - ênfase na Disney - é dizer muito. Um risco monumental, que a Marvel assumiu.

Aposta ganha: público e crítica aderiram a estes personagens e mundos que, para aqueles não familiarizados com o material original, poderiam revelar-se difíceis e herméticos. Os números não mentem: 94 milhões de dólares em box office nos EUA só no fim de semana de estreia, fazendo deste o filme com a terceira abertura mais rentável do ano, e detentor do record absoluto de estreias em Agosto. Estes valores são um sossego para a Marvel e para os fãs, significam que o plano gizado pela Marvel para a Fase 3 das suas adaptações para cinema deste universo comum a tantos franchises tem aqui uma confirmação mais do que evidente. Se, até hoje, a herança de Mark Millar estava bem patente nestes filmes, chega agora a marca indelével do brilhante Jim Starlin, principal criador da faceta mais cósmica da Marvel. Quem está a par dos comics sabe bem onde é que isto tudo vai parar.

Visualmente, este é o filme mais grandioso que a Marvel produziu até agora. Como James Gunn explica no número da Empire dedicado aos Guardiões, depois de Alien ou Blade Runner a estética mais negra tornou-se regra nos filmes de ficção científica. Gunn empenhou-se em devolver ao espaço a cor com que era retratado nos anos 60, chamando Chris Foss, artista responsável por tantas capas de pulps sci-fi dessa década, para auxiliá-lo na tarefa.

O argumento de James Gunn e Nicole Pearlman, a partir das bandas desenhadas de Dan Abnett e Andy Lanning, traz-nos personagens super-marcantes, com uma dinâmica de equipa à prova de bala, diálogos rápidos, fluídos e hilariantes, onde houve até espaço para alguns improvisos - um dos momentos mais divertidos dos Guardiões é fruto de um improviso do irmão de James Gunn, Sean, que ocupou no plateau o lugar de Rocket Racoon (a voz ficaria depois a cargo de Bradley Cooper).

Se agora, provas dadas, é fácil dizer que estes losers espaciais têm cabedal mais do que suficiente para encantar o público geral, antes da estreia eram visíveis os receios de que a estranheza barroca desta faceta da Marvel pudesse afastar espectadores. Depois da estreia, fica provado que o grande público, mais do que preparado, está sedento desta parafernália cósmica.

Há personagens que sobressaem, mas o verdadeiro protagonista é a própria equipa. Guardians of the Galaxy é todo ele virado para o tal futuro luminoso e fantástico, e o pé que assenta na realidade quotidiana que todos conhecemos é tudo menos negro - é uma nostalgia saudável que, em jeito de celebração, e por via da personagem de Peter Quill, aka Star-Lord (Chris Pratt), nos chega servida numa banda sonora vintage, presença terrestre num filme em que a maioria das personagens é alienígena, mas nem por isso menos humana. O Star-Lord de Chris Pratt é herdeiro directo de Harrison Ford, quer como Indiana Jones, quer como Han Solo, e estas referências servem também para fazer com que o espectador menos ambientado com o tom desta saga se sinta em casa.

Guardians of the Galaxy é imperdível, e dizer apenas que se trata do feel good movie of the summer é nem sequer começar a arranhar a superficie. É deste material que os super-heróis são feitos, inspiradores mesmo com todas as suas imperfeições, as suas fragilidades, os seus erros; trazem-nos garantias de um futuro melhor, se nos unirmos para esse objectivo comum. Se não servirem para isso, servem para quê?
(Uma nota final sobre esta série de posts: tinha previsto serem quatro, mas como aqui acabei por não falar da DC, contem com um quinto. Vou tentar escrevê-lo antes de 2020.)

Relacionados:
A super-heroística cinematográfica - Parte 1
A super-heroística cinematográfica - Parte 2
A super-heroística cinematográfica - Parte 3

A super-heroística cinematográfica - Parte 3

Demorou, não foi? Pois foi, eu sei, este post há muito que devia ter dado à costa, mas o mês passado não foi propriamente parado, e entre as 893739 que tive para fazer não consegui dedicar-me à elevada temática super-heroística no domínio cinematográfico. E porquê agora? Porque vi ontem o maravilhoso Guardians of the Galaxy e decidi escrevinhar algumas linhas sobre o dito.


Só que não posso fazê-lo sem antes debitar alguns considerandos, tal como prometido, acerca do tratamento que a Fox tem dado ao universo Marvel. Por isso, comecemos por estas tardias palavras sobre o último X-Men, e por uma breve passagem sobre o reboot dos Fantastic Four. No próximo post, que chegará ainda hoje, vou então dar conta dos Guardiões. Já disse que é maravilhoso? Pois é, é maravilhoso.
Mas primeiro, então, os mutantes.

X: MEN: DAYS OF FUTURE PAST – DE LONGE O MELHOR FILME DA MALTA MUTANTE

No fundo, este título diz tudo. Bryan Singer fez um trabalho de se lhe tirar o chapéu nos dois primeiros filmes, mas depois veio o terceiro, com Brett Ratner na realização, e foi o desastre que se sabe (na altura, escrevi sobre este verdadeiro acidente de comboio). O argumento foi o principal problema do filme, mas não sei até que ponto é que se pode apontar o dedo só a Simon Kinberg e a Zak Penn: quando colaboram com realizadores não-tarefeiros, fazem um belo trabalho (dito isto, custa-me a acreditar, lendo as entrevistas que tem dado, que Kinberg tenha noção do quão errado é o tratamento que, ao que parece, estão a dar ao reboot dos Fantastic Four; mas já lá iremos). Acredito piamente que Ratner meteu a unha no guião e deu cabo daquela que era suposto ser uma magnífica transposição para o grande ecrã de uma das mais celebradas sagas mutantes. E eis a ponte para Days of Future Past.

Porque se a Dark Phoenix Saga é, porventura, o momento mais alto da narrativa dos X-Men, Days of Future Past não lhe fica muito atrás. Em 1981, Chris Claremont e John Byrne, se não no topo da sua forma, muito lá perto, deram ao mundo dois números de The Uncanny X-Men - mais exactamente o #141 e o #142 - que marcaram o imaginário de todos os que com eles se depararam na altura. As associações com o Terminator de James Cameron são imediatas, mas note-se que o primeiro filme saiu em 1984; portanto, três anos depois do comic (embora conste que o argumento de Terminator tenha sido escrito antes desta saga dos X-Men). A verdade é que para quem, como eu, deu pela primeira vez de caras com esta maravilha por via das edições brasileiras da Abril, aconteceu tudo mais ou menos ao mesmo tempo e, não fosse o universo de X-Men tão bem construído, esperar-se-ia ver Schwarzenegger aparecer a qualquer momento para dar uma cabeçada a Logan, aço da Cyberdyne vs adamantium, havia de ser bonito. Tivesse esta saga sido escrita por Mark Millar na década de 00, ou mesmo agora, e era isso mesmo que teria acontecido. Mas estou a dispersar-me.

Acontece que, sendo Days of Future Past um marco da banda desenhada americana, mundial, muita gente estremeceu com a notícia de que Bryan Singer ia avançar para a sua adaptação ao cinema. Eu, e aqueles como eu, que não gostaram de First Class, tememos o pior.

Após o desaire de Last Stand, a Fox continuou o penoso caminho e não fez um trabalho ao qual se possa tecer louvores. Os filmes do Wolverine são fracos como canas de bambú daquelas fininhas, e a esperança na qualidade de um filme onde Logan teria de voltar ao passado para mudar o curso da História não era mais firme. À partida, e em virtude desta modificação do material original (nos comics, quem regressa ao passado é Kitty Pride), esperava-se mais uma overdose do personagem, como já acontecera, aliás, no segundo X-Men - por melhor que fosse, já quase parecia um filme de Wolverine a solo. Não admira portanto que um dos primeiros pontos a favor de DoFP tenha exactamente a ver com o facto de Wolverine, embora fio condutor da narrativa, tenha neste filme uma presença mais modesta, crucial mas menos imponente e carregado, apesar da importância da sua missão; é protagonista de muitos momentos divertidos que servem para aligeirar o peso de uma história de segregação e extermínio. Contas feitas, é bem capaz de ser o filme onde gostei mais de ver Hugh Jackman a interpretar Logan.

Com um universo muito semelhante ao original, dos comics, mas, ainda assim, com nuances próprias, o universo cinematográfico dos X-Men podia espalhar-se ao comprido, falhando na promessa de fazer jus ao legado inestimável de Claremont e Byrne. A verdade é que acerta na mouche: apesar de uns tantos pecadilhos aqui e ali, dificilmente se conseguiria melhor.

De regresso à realização, Singer soube arquitectar em grande o regresso dos mutantes. Outro grande trunfo do filme é o facto de se passar, em grande parte, nos anos 70. Mais impressionante do que a representação do futuro sombrio que os X-Men têm de evitar, é o rigor da recriação dos EUA em 1973. Adoro a colocação de super-heróis em épocas específicas do passado recente (excepção feita ao já referido First Class); uma das minhas maiores mágoas é que o projecto de Joe Carnahan, de colocar Daredevil na década de 70, nunca tenha visto a luz do dia - dêem uma vista de olhos no sizzle reel.

Um argumento competente (Jane Goldman, Simon Kinberg, e Matthew Vaughn) e interpretações catitas (em especial James McAvoy, como jovem Professor Xavier, e Jennifer Lawrence, como Mystique) fazem de DoFP uma óptima passagem de testemunho do anterior elenco para o novo, apresentado no mais que sofrível First Class. Bónus: Peter Dinklage como Bolivar Trask.

Destaque também para Quicksilver, interpretado por Evan Peters, que tem uma presença breve mas marcante em Days of Future Past. Há uma cena em particular  - quem já viu sabe do que estou a falar - que coloca a fasquia muito alta para as futuras representações de Quicksilver no grande ecrã. Claro que, apesar do elevado grau de catitidade desta versão do velocista mais famoso da Marvel, tenho poucas dúvidas que Joss Whedon o vai conseguir suplantar em Avengers: Age of Ultron, onde Quicksilver é interpretado por Aaron Taylor-Johnson. Há que esperar para ver.

Anunciado para 2016 está X-Men: Apocalypse, baseado em Age of Apocalypse, também esta uma das mais celebradas sagas dos mutantes nos comics. E, a julgar pelo que vimos em DoFP, é de esperar mais um belíssimo ópus das mãos de Bryan Singer e da sua equipa. Para tornar tudo ainda mais apetitoso, diz que grande parte da acção se vai passar nos anos 80. Existem pois razões de sobra para acreditar que o futuro dos X-Men na Fox será risonho.

Ao contrário do Quarteto Fantástico.

'FANTÁSTICO' QUER DIZER EXACTAMENTE O CONTRÁRIO DE 'TERRA-A-TERRA'

Muito rapidamente, porque não faz sentido perder muito tempo com um filme que ainda nem sequer estreou: a sensação é a de que está tudo mal. Já nem falo dos aparentes erros de casting que implicam um distanciamento despropositado do material original dos comics. O mais preocupante é o depoimento dado recentemente pelo argumentista, Simon Kinberg, em que este diz que o reboot dos Fantastic Four vai ser mais 'grounded', mais terra-a-terra. Tendo em conta que este reboot vai ser realizado por Josh Trank, que nos trouxe Chronicle, torna-se fácil adivinhar o tom que o filme terá. E se esse 'terra-a-terra' serviu que nem uma luva à Crónica com argumento de Max Landis, nem de longe nem de perto parece adequado a uma equipa que tem 'Fantástico' no nome, e que se caracteriza por aventuras e viagens a universos que são tudo menos 'terra-a-terra'.

Corre-se o risco de ter algo tão distante de tudo o que faz destes personagens aquilo que são que mais valia dar outro nome qualquer a este filme. Aguardemos pelo ano que vem. Se nos sair algo tão ou mais sofrível que os dois filmes de Tim Story, teremos sempre o deliciosamente mau The Fantastic Four de Oley Sassone e Roger Corman para nos dar o alento possível.

A seguir:
GUARDIANS OF THE GALAXY É FILME PARA ASSISTIR UMAS BOAS VINTE VEZES NO MESMO DIA, E POUCO IMPORTA QUE O DIA SÓ TENHA 24 HORAS PORQUE NÃO HÁ IMPOSSÍVEIS

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quarta-feira, agosto 06, 2014

Vou ali ver esta pérola que adivinho de ostra gorda e já venho.

Na Manta Rota, os raios UV são todos bons, enquanto que na Comporta são maus.

terça-feira, agosto 05, 2014

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Não às dívidas que não contraímos.
Não à atribuição de responsabilidades a quem não as tem, que não é por um dia ter pensado que era legítimo querer ter emprego, casa, carro, cartão de crédito e comer bifes todos os dias que agora se tem culpa do fim do mundo.
Não à culpa de quem não a tem. Quem a tem, não a assuma, assuma antes a responsabilidade.
Não à conversa de que vivemos acima das nossas possibilidades. Não à sobrevivência para além de todas as nossas necessidades.

Charybdis no The Mystery Lesson

"Charybdis", do nosso DADA DANDY, na emissão de 18 de Julho (e 21) de The Mystery Lesson, 97.2FM, Radio Reverb e Totally Radio, Brighton, Reino Unido, aqui disponível online. Ou aqui, se preferirem.
Eis o menu completo:

1. Matthew Shipp Trio / Jazz It / Relative Pitch
2. Jim Dvorak/Paul Dunmall/Mark Sanders/Chris Mapp / E.D.’s Muse / Slam
3. Joel Harrison / Stratusphunk / Cuneiform
4. Theo Ceccaldi/Roberto Negro/Valentin Ceccaldi/Adrien Chennebault / Deuxieme Service / Ayler
5. A Favola Da Medusa feat. George Haslam / Charybdis / Slam
6. Nigel Coombes & Steve Beresford / White Strings Attached 1 / Emanem
7. Paul Giallorenzo’s Gitgo / A Tone / Delmark
8. Jim Dvorak/Paul Dunmall/Mark Sanders/Chris Mapp / Zapped / Slam
9. Sten Sandell & Paal Nilssen-Love / Curvature / Rune Grammofon

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O Vítor Bento vai ao Boom, os contribuintes vão ao Maau.

(esta piadola não seria possível sem o brilhante raciocínio da Isabel Pina no comentário a este post)

Esta questão toda do BES é tão fora que me sinto no Boom mesmo sem lá estar.

A pt foi ao bes, "vou levantar o que é meo".

Jantar na Manta Rota: comem-se umas belas sardinhas com batata nova ou nova batata e salada de pimentos verde-BES.

"Não, não são os poemas que me interessam,
mas os poetas, os gritos noite dentro,
a casa que é alheia e se faz minha,
seja defronte ou em Paris ou mesmo
numa centúria distante e repintada."

do grande Miguel Martins, para ler na íntegra aqui.

A PT retirou do BES todos os depósitos bancários que lá tinha. Foi para arranjar espaço nos cofres para o dinheiro dos contribuintes.

Isto!

Mete mais alto #364

Bathory
The Return
1985

Mete mais alto #363

24 de Setembro de 2010, "L'Amant Brulée", tema incluído no nosso álbum DADA DANDY.

Vejo muita gente triste com o fecho dos estúdios Ghibli, mas tenham calma, trata-se apenas de uma pausa.

Nestas coisas de religião há sempre malta pitosga. Nas Aparições de Fátima foi a Irmã Lúcia, no Espírito Santo foi o regulador Banco de Portugal.

O português é mesmo muito católico, o Espírito Santo faz o milagre da multiplicação dos Bancos e ninguém acha que é a história mais mal contada desde a Imaculada Conceição.

Na Manta Rota há chapéus-de-sol com o logo do BES, são chapéus-de-sol maus, não protegem dos UV e aumentam a carga fiscal.

Se a malta do Novo Banco não se preocupa por já haver um banco com o mesmo nome, então bem podiam chamar-se Rabobank, como o grupo holandês. Tendo em conta o tratamento anal que estão a dar aos contribuintes, fazia mais sentido.

Quando dizem que os depósitos estão garantidos, isso significa que os responsáveis pelo mega-cambalacho vão ser depositados na cadeia? #BES

segunda-feira, agosto 04, 2014

Na Manta Rota estão 26º, uma bela noite em que nem sequer é preciso sair com um pulloverzinho por cima dos ombros. Adivinha-se para amanhã um rico dia de praia.

O da direita era accionista do BES.


Só fico descansado quando ouvir da boca do presidente da República que o Novo Banco está sólido.
Ah, não, espera.

Na Manta Rota, Passos come um Calippo. Dos Novos.

Tendo em conta o grau de sodomia envolvida, sugiro o nome Novo Banco de Esperma.

Na Manta Rota, Passos espalha óleo sobre o lombo, é o Novo Bronze.

domingo, agosto 03, 2014

Tive uma ideia para um slogan para o Novo Banco, vejam lá o que é que acham: "Novo Banco o caralho."

Depois de ouvir o Costa, Passos já pode ir descansado fazer as sandochas para levar para a praia amanhã.

BES bom é Jedi e BES mau é Sith. Portanto, às 22h30, vão dizer-nos "come to the Dark Side".

Às 22h30 vão tentar convencer-nos de que bancar o desaire do BES é bom para nós. É como se um violador nos dissesse "vais levar a pica que é para bem da tua saúde".

Os Bancos bons vão para o Céu, os Bancos maus vão para todo o lado. / Good banks go to Heaven, bad banks go everywhere.

Afinal, a D.ª Inércia era uma metáfora sobre o facto de nos irem obrigar a pagar o BES e nós deixarmos.

sexta-feira, agosto 01, 2014

Acções do BES a 11 cêntimos.

Nem as rifas para ganhar um tacho de chanfana na Sociedade Recreativa da Rebelva custam tão pouco.

Uma acção do BES vale aproximadamente 1/5 de um café. Fora da Comporta, que lá a bica é mais cara.

Dá para comprar acções do BES usando só moedas pretas.

A expressão "preço da uva mijona" vai mudar para "preço das acções do BES".

Se olharem bem, conseguem ver balcões do BES a fechar.

Andam muito preocupados com a propagação do ébola, mas tenho cá para mim que a peste bubónica do século XXI vai acabar mesmo por ter a ver com o BES.

Mete mais alto #362

BRYAN FERRY - DON'T STOP THE DANCE

Bem lembrado pelo amigo Pina.

Contas feitas, a merda é esta.

Isto não é coiso, 'tá?

É já amanhã que el madracini Vasco Duarte vai pisar o palco do Villaret. E como é uma pessoa generosa, não vai simplesmente plantar pé no soalho para depois se ir embora; não, vai apresentar o seu espectáculo de comédia, música e cabriolas numa noite que se adivinha da chamada arromba. Não contente com isso, o Vasco partilhará o palco com gente que necessita de cuidados especiais ao nível das DSTs, nomeadamente o Rui Cruz, o Paulo Almeida, o Rui Sinel de Cordes, e o Jean Carreira. Eu também lá estarei, coberto de látex por causa das tosses. Vão perder este regabofe?

Nem eu sou o Ingmar Bergman nem o Eduardo é o Gunnar Björnstrand, mas olhando para esta foto que lhe tirei podemos ser levados ao engano. Aproveito para dizer que estamos de volta de um novo projecto. Ainda é cedo para falar; por ora, posso apenas dizer que não tem nada a ver com Bergman.