quarta-feira, janeiro 08, 2014

2014 faz-me lembrar a Miley Cyrus, a tentar demasiado desligar-se do passado. Não é preciso tanto. Eusébio, Mozer, Soares, Sócrates, Nelson Ned, cachecóis, Hércules, vortex polar, Assunção, Panteão, OVNI sobre Bremen, Goucha e Passos... Caro 2014, abranda, ainda hoje é dia 8. O que será o teu equivalente aos VMA's? Estás com a chamada fuçanguice e é notória a dificuldade para te acompanhar, muita desorientação, muita emoção, muito desconsolo, fuga para a frente com um pé ainda atolado no lodo do ano passado. Abranda, jovem, olha que te espetas e levas-nos a todos atrás, ainda temos doze meses pela frente e se estes primeiros dias são apenas uma amostra do que tens reservado, hesito entre mandar-te para a puta que te pariu ou agradecer-te por mostrares que se calhar a melhor maneira de lidar com tempos afoitos de desenhar círculo no calendário é parar um pouco para pensar na merda que andamos a fazer, dizer, deixar que se diga e faça, bem basta aquela que não nos sai da boca e acções. Falta foco a este ano - é novinho, percebe-se; mas mais uma semaninha disto e queimam-se os cartuchos todos de uma só vez. Isto é o tempo a passar mais depressa, já se tinha reparado, 365 dias já não são o que eram, desvalorizaram imenso, mas não penses que levas a melhor, tudo o que é demais enjoa, a não ser uma feijoada valente, e essa ainda este Janeiro não me passou pelas beiças.

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