quinta-feira, dezembro 05, 2013

Aranha 2

Genericamente, posso dizer que a transposição que a DC tem feito dos seus personagens para o grande ecrã me tem desiludido, nuns casos, ou pelo menos não tem surtido em mim o efeito de pasmo que vejo um pouco por toda a parte. O mesmo não acontece com a Marvel, que não só tem seguido um curso firme nos seus planos de criação de um universo comum a todos os filmes, como também tem tido a sorte de ver a Sony tratar bem o seu Homem-Aranha (o mesmo não se pode dizer em relação à Fox e ao tratamento dado ao franchise X-Men, mas aguardemos por "Days of Future Past"). Sem desmerecer os dois primeiros trabalhos de Sam Raimi, soberbos, a verdade é que este reboot do Aranhiço me pareceu vários furos acima, logo no primeiro opus. A química entre Andrew Garfield e Emma Stone, anos-luz da sensaborona dupla Maguire-Dunst, marca desde logo o tom, e onde Raimi é Steve Ditko, Marc Webb é talvez John Romita. Juntando a isso o cuidado de James Vanderbilt em, tratando-se de um reboot, acrescentar novidades ao cânone sem desvirtuá-lo, quase se esquece a grande falha do filme, que é o CGI que faz de Lizzard um vilão subaproveitado. Esse poderá ser também o problema deste segundo, o tratamento visual dado aos vilões, mas convenhamos que, por mais que se goste do look que Electro tem nos comics, ficaria ridículo em live action. Adorei o primeiro Amazing Spider-Man, e este parece-me ir pelo mesmo caminho.

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