巨大モンスターロボット宇宙船
Um dos meus segredos mais mal guardados é que nunca tinha visto o Godzilla americano, de 1998. Agora, já vi, puxando para a frente nas partes aborrecidas, o que fez com que assistisse em trinta minutos a um filme de duas horas e um quarto. E isto em dois dias diferentes, visto que, quando comecei, interrompi para rever o inefável Fantastic Four produzido por Roger Corman. Hoje, um dos meus segredos mais mal guardados é que achei o filme muito mau mas gostei da sequência em que Godzilla arrasa Manhatan pela primeira vez. E que gostei de ver um 'monster movie' numa Nova York pré-queda das Torres Gémeas, coisa que não existia desde o Kink Kong de 1976. E que, às vezes, este Gozilla consegue captar o tom dos originais da Toho - um remix americano, mas, ainda assim, com esse sabor, a espaços. E que, quando se dá o frente-a-frente entre Godzilla e o personagem interpretado por Matthew Broderick, a um palmo de distância focinho-a-focinho, dei por mim a pensar que Spielberg teria feito este filme funcionar. E a relembrar-me de Cloverfield (que gostei), de The Host (que idolatro), e a ansiar por Pacific Rim de Guillermo del Toro, aquele que me parece ser, só pelos trailers, o definitivo kaiju flick. E que devo estar mesmo muito aborrecido, neste domingo, para dedicar tempo a partilhar considerações destas. De qualquer maneira, foi tempo muito mais bem empregue do que aquele passado a ver Godzilla. Broderick existe em War Games e em Ferris Bueller's Day Off. Não existe neste Godzilla. Ou melhor, era melhor que não existisse; tinha-se poupado a uma chatice. E agora vou rever a versão cinematográfica de Space Battleship Yamato, que a minha vida não é isto. (A imagem deste post, já agora, é desse filme.)
Update, 17:07 - Este post, no Facebook, levou a uma revirada do baú, e acabou-se por referir e colocar links para algumas pérolas (umas mais pérolas que outras). Fica aqui o acesso directo, para memória futura.



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