sexta-feira, agosto 26, 2011

Meninas e meninos, apresento-vos Connan Mockasin


A minha nova panca musical. Descubram enquanto o jovem não se torna num qualquer estandarte de modernidade/psychedelia-revival e virar moda. Se é que isso alguma vez vai acontecer. Com épicos de dez minutos como este que aqui vem a seguir, ele não está a facilitar a vida a ninguém. E ainda bem.

Pormenor interessante, que alguém refere nos comentários no YouTube: um tipo da Nova Zelândia que vai para Londres e perde o dinheiro todo na banda? É quase Flight of The Conchords na vida real. Fiquem com esta entrevista a Connan Hosford.

quinta-feira, agosto 25, 2011

Crazy Clown Time


David Lynch já tem o seu álbum de pop electrónica pronto, sai em Novembro e já aí está um primeiro avanço. Ouçam aqui, na HUH.


Isto só lá vai com um Gordon Ramsay em cada esquina.

segunda-feira, agosto 08, 2011

Sacrifícios

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho escreveu no Facebook "Uma pequena reflexão de Verão" e eu, umas horas depois, esbocei um pequeno mix de Verão:

OML de Agosto


Está à venda a edição de Agosto da OML: novas da arca de Fernando Pessoa, valter hugo mãe na Feira Literária Internacional de Paraty, e o Luís Pedro Nunes como cronista convidado.

«Trailer» da minha crónica A Culpa de Gutenberg neste número:

«Sempre que uma antologia vos chegar às mãos, suspeitem, desconfiem, duvidem. Tomem-na como ponto de partida para uma busca alternativa e pessoal. O melhor pode ter ficado de fora., porque o melhor de cada área é matéria de uma subjectividade que não se esgota no objectivo de quem selecciona.

As opiniões subjectivas dos responsáveis pela antologia estarão patentes nas suas escolhas, porque uma antologia é uma obra de paixão, e não se escolhem as paixões – elas acontecem. Mas a “opinião” objectiva, funcional, dos interesses e corporativismos, deve ficar de fora.»

sexta-feira, agosto 05, 2011

quinta-feira, agosto 04, 2011

Dois filmes a não perder neste querido mês de Agosto

Ir ao cinema é uma experiência cada vez mais penosa, não por causa dos filmes, mas do público. De alguma maneira, generalizou-se o costume de falar durante os filmes - inclusive ao telemóvel -, obrigando a um constante "sshh" da parte de quem quer assistir sossegado. Quem conversa na sala de cinema é, invariavelmente, alguém que não tem nada de jeito para dizer, pelo que não só somos incomodados por conversa, mas, pior ainda, por conversa de merda.

Apesar desta provação a que somos sujeitos, nós, o público que até se safa ao nível do comportamento no escurinho do cinema, ainda vai valendo a pena a deslocação (por enquanto, porque a coisa está a ficar mesmo grave no que respeita a gente que merecia um par de galhetas por não saber comportar-se). Aqui vão dois exemplos, assim sem grandes profundezas ao nível da chamada review.

Super 8 - quem ainda não viu não sabe o que está a perder. Uma homenagem aos flicks 80's de Steven Spielberg e à vontade de fazer cinema, escrito e realizado por um dos novos mestres que mais influenciado foi pela velha raposa Steven. O melhor de Goonies, muito de E.T. e Encontros Imediatos do 3.º Grau (que bem ficaria Richard Dreyfuss neste filme, e tanto que o ambiente de caos familiar dos Kaznyk faz lembrar o vivido no lar dos Neary). É como ter 7 ou 8 anos outra vez. Brilhante trabalho de JJ Abrams, e um atestado de genialidade ao mestre Spielberg, porque se fica também, no fim deste filme, com a certeza de que os seus velhos flicks são, ainda hoje, do melhor e mais actual que se pode ter. É pena, mas já não se fazem filmes assim. Ou não se faziam, até agora.

Capitão América: O Primeiro Vingador - belíssimo filme, cheio de muito do que faz do velho Caps a personagem que é hoje, repleto de 'easter eggs' para os velhos fãs dos comics. Tudo muito competente: actores, argumento, realização, música, fotografia, o 3D. Entertenimento de alto calibre, pop iconográfico tratado com pinças e entusiasmo. A Marvel está definitivamente a fazer um bom trabalho nesta passagem do seu universo como um todo para o cinema. Está bastante fiel aos comics: vai beber tanto aos criadores Simon & Kirby como a The Ultimates do Mark Millar, à semelhança do que tem acontecido nos mais recentes filmes da Marvel. Não vão para lá à espera de uma coisa deep-à-la-Nolan, está nos antípodas disso, é fun, action-packed, cartoonesco, com estilo.