sábado, abril 30, 2011

Dentro de Mim Fora Daqui - datas e locais

(EN)cena / Escola Secundária c/ 3.º Ciclo EB de Serpa - 30 Março, 15h, Cineteatro Municipal de Serpa

AN!MAL - Círculo Cultural Scalabitano (Santarém) - 9 Abril, 16h, Teatro Taborda, Santarém

Ensemble / Escola de Artes Performativas do Teatro do Elefante (Setúbal) - 15 Abril, 21h30, Salão da Cooperativa de Habitação e CE Bem Vinda a Liberdade, Faralhão, Sado, Setúbal

ortaet_teatroaocontrario da ES Pluricurricular de Santa Maria Maior (Viana do Castelo) - 21 Abril, 21h30, Teatro Municipal Sá de Miranda

Clube de Teatro da ES Albufeira -26 Abril, 15h

Escola Básica e Secundária de Albufeira - 27 Abril, 16h, Auditório Escola de Vale Pedras

Grutesma – Escola Secundária Morgado Mateus (Vila Real) - 27 Abril, 16h30, Escola Secundária Morgado Mateus

Teatro Reticências da ES Leal da Câmara (Rio de Mouro) - 27 Abril, 16h, Auditório Paroquial de Rio de Mouro

CLUBE DE TEATRO do Teatro de Carnide (Lisboa) - 28 Abril

Teatro Viriato (Viseu) - 28, 29 e 30 Abril

Clube de Teatro Arte-e-manhas da ES Porto de Mós - 29 Abril, 21h30

“O Teatro da Caverna” Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes (Portimão) - 29 Abril, 16h30

Grupo de Teatro Juvenil do Teatro Virgínia (Torres Novas) - 29 Abril - 15h, 30 Abril - 15h e 21h30

Escola Secundária Pedro Alexandrino (Odivelas) - 30 Abril, final da tarde

QUALIA - Grupo de Teatro da ESOB (Oliveira do Bairro) - 30 Abril, 21h30, Centro Cultural Prof. Élio Martins

Fazigual – Agrupamento de Escolas de Avis - 30 Abril, 21h30, Auditório Ary dos Santos

ASSOCIAÇÃO GILTEATRO - 30 Abril

TASE - Teatro de Animação de Santa Eufémia, (Leiria) - Auditório Paroquial de Santa Eufémia (não tenho ainda indicação de dia nem hora)

sexta-feira, abril 29, 2011

Pelo saiote de Sif - fui ver Thor


O Thor realizado por Kenneth Branagh não é - e para usar a terminologia meteorológica adequado ao tema - uma arrasadora chuva de granizo como a que caiu hoje em Benfica, mas também não é uma brisa insalubre, a convidar à indeferença. A história composta por J. Michael Straczynki e Mark Protosevich consegue reunir o melhor da versão Lee/Kirby e um pouco (infelizmente não o melhor) da versão renovada de Mark Millar em The Ultimates.


O que a Marvel está a fazer, criando um tom coerente e um universo comum a todos os seus personagens dentro do cinema tal como acontece nos comics (espera-se uma primeira apoteose com The Avengers de Joss Whedon no ano que vem), é o que de mais parecido temos hoje em dia com os velhinhos film serials. Alie-se a isso uma noção mais ou menos clara do que é necessário para conseguir uma eficaz e honesta obra de entretenimento (apogeu: o primeiro Iron Man; vénias a Favreau e Robert Downey Jr.), e tem-se já razões de sobra para querer assistir a cada um dos filmes da Marvel agendados para os próximos tempos.

Thor tem momentos emocionantes, cómicos, e leva-nos com um descomprometimento que não se esperaria de um filme dedicado ao dito deus do trovão, mas que não choca qualquer um que se aproxime do mesmo sem ir à espera de um tratado freudiano, shakesperiano, profundo, épico, transformador. Freud anda por lá, mas só arranha, Shakespeare proporia mudanças de estrutura e diálogo, mas seriam recusadas pelo produtor. Para quem quiser material com estas características, não se dirija a uma sala de cinema para assistir ao que é, afinal de contas, uma adaptação de um comic, um ícone da cultura pop já reinventado por diversas vezes, que chega ao cinema com um património tal que permite (exige, talvez) uma abordagem mais-do-que-pós-moderna.

As críticas, essas sim insalubres, como a brisa de que falava há pouco, que se fazem aos filmes da Marvel, assim como os elogios deslumbrados e ingénuos feitos aos Batman de Christopher Nolan (DC Comics), só fortalecem a minha convicção de que, em termos de adaptações de comics ao cinema, o último está atrasado em quase três décadas em relação ao primeiro, pelo menos em relação a conteúdo. Nesse ponto, o problema vai muito para além do universo das adaptações cinematográficas de comics. Está, a meu ver, relacionado com a - chamemos-lhe assim - mainstreamização, a busca de um público transversal (tema a desenvolver numa próxima oportunidade). No que respeita à forma, parece-me que não podia haver melhor altura para algumas destas adaptações. E já que falo dos aspectos técnicos - o 3D, sem ser arrebatador, cumpre a sua função.

Pelas barbaças de Odin, ide ver Thor porque existe ali bom gosto, com o seu quê de piroselho aqui e ali, sim, mas passa, o que é mais do que se pode dizer de muitos filmes. Em querendo dizer mal, comecem assim: por alguma razão o Odin de Anthony Hopkins não tem a barba muito comprida - de outra maneira, ficava-lhe a cair no balde das pipocas. Não o vão conseguir dizer como se isso fosse um problema. Vão estar a sorrir. Não por causa desta piada estólida, mas porque acabaram de ver um filme que provoca esse efeito.

Last but not least, tem Natalie Portman.

Como mal-amanhadas borboletas


Making of aqui

Se é para realezas, estou mais nesta


É favor checkar, alto índice de catitidade.

Quero que se boda

A Kate-não-sei-quê vai ser num Fiat 600, no túnel do Marquês, depois de coberta por uma equipa chinesa de curling. E pronto, está feito o felizes para sempre.

Hoje é Dia Mundial da Dança


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Torres Novas

Tudo em aberto


Foi há quase um ano que o Francisco Frazão, programador de teatro da Culturgest, teve a amabilidade de me convidar a escrever uma peça para a edição de 2011 do PANOS. Para quem não sabe, PANOS - palcos novos palavras novas - é um projecto da Culturgest que alia o teatro escolar/juvenil às novas dramaturgias, inspirando-se no programa Connections do National Theatre de Londres. Todos os anos há peças novas escritas de propósito para serem representadas por grupos escolares ou de teatro juvenil. A hipótese de uma peça da minha autoria ter diversas encenações e apresentações - por vezes simultâneas - por todo o país, adivinhava-se gratificante. Mas quando comecei a escrever não fazia ideia do quão realmente gratificante seria. E ainda não o faço, porque tudo isto só agora está a começar.


Comecei a escrevê-la ainda estava em Nova York e, talvez influenciado por essa distância, por lá estar a estudar, e pela média de idades dos jovens actores para quem sabia ir escrever a peça, a história surgiu-me naturalmente. Intitulei-a Dentro de Mim Fora Daqui. Terminei-a já em Lisboa, em meados de Outubro, depois de uma conversa com o Francisco que muito me ajudou a clarificar as intenções que fui descobrindo à medida que a ia escrevendo. Relendo-a hoje, meses depois, intensos e carregados de mudança meses depois, verifico que dificilmente poderia ser mais actual. O texto tornou-se - não 'apenas' mas também, creio - numa espécie de retrato (torcido e distorcido) das gerações mais novas nos dias de hoje, apesar de escrito num contexto pré-12 de Março, se é que me faço entender. E se não faço, lamento, mas não consigo explicar melhor que isto sem revelar muito da peça, coisa que quero evitar. Senti como se a História tivesse ido ao encontro da minha ficção; e não pensem que estou a armar ao pingarelho nem a gabar-me à parva, pelo contrário, isto só prova a minha desatenção - fiquei admirado por, na realidade, estar tudo a descambar de uma maneira que eu só podia supôr existir num registo ficcional, uma situação limite em que eu queria colocar os personagens. Ou talvez que esteja apenas a ter vistas curtas ao julgar reconhecer nos últimos meses um contexto diferente daquele de há um ano. Afinal, como diria o filósofo Pangloss do Cândido de Voltaire, não estávamos já a viver no melhor dos mundos possíveis?

Pensar sobre o texto nestes termos, e já depois de o ter finalizado, foi acção provocada pelo workshop de Novembro, com representantes de dezenas de escolas e grupos de teatro juvenil de vários pontos do país que, entre alunos e professores, encheram uma enorme sala de ensaios da Culturgest e colocaram-me perguntas acerca do texto, do que realmente estava em causa. Escusei-me a respostas porque também não sabia, teriam de perguntar aos personagens. E, mesmo esses, eu tinha dúvidas que soubessem responder. A discussão dramatúrgica foi altamente estimulante, sob a batuta do grande Gonçalo Waddington que muita alegria me deu ao aceitar o convite para dirigir os três dias de workshop. Deste caminho de exercícios e conversas nasceram diferentes propostas de encenação, embriões das abordagens mais variadas, tantas quantos os grupos de teatro que já apresentaram ou que ainda vão apresentar a peça que escrevi.

Foi durante este fim de semana que comecei a perceber o quão gratificante esta peça se revelaria. A hipótese de ter tanta gente como que a decifrar o meu texto, dando-o como fechado, a tentar entendê-lo ao pormenor, a discuti-lo e descobri-lo, da forma enérgica e focada como todos os presentes fizeram, foi um raro privilégio. É um raro privilégio para qualquer autor vivo. Se não por tudo o resto, só o facto de ter tido esta oportunidade seria razão mais do que suficiente para agradecer ao Francisco Frazão o convite para participar na edição do PANOS deste ano.

E para deixar um obrigado imenso a todas as escolas e grupos de teatro juvenil, alunos e professores, que escolheram a minha peça de entre as três disponíveis, por terem dado tanto do seu tempo, talento, esforço, energia, dedicação a este projecto. Por terem vindo, alguns de tão longe, e me terem ajudado - e ajudarão ainda mais, é certo, a cada diferente encenação que assistir - a compreender uma peça que escrevi mas que só comecei a descobrir depois de vos ouvir falar dela. Desejo a todos as maiores felicidades. Como escrevi a certa altura na peça, "tudo em aberto".

Obrigatório


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Póvoa de Santo Adrião

Coisas


O Pedro Tochas também tem um novo espectáculo a estrear. Chama-se Coisas e vai ser nos dias 26, 27 e 28 de Março no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa. Despachem-se que os bilhetes estão a vender que nem pãezinhos quentes.

Progressive 2011


Não esquecer que o novo espectáculo do Ricardo Vilão, Nu Limite, estreou ontem. Todas as quintas-feiras vão poder vê-lo no Teatro Estúdio Mário Viegas, em Lisboa, às 22h, e aos sábados às 23h46 (reparem no preciosismo - não é 23h45, é 23h46, nem mais nem menos).


Um grande obrigado ao Ricardo Vilão que, estando eu na terra dos crépes e não podendo ser MC da Poetry Slam Night de domingo, deu o corpo ao manifesto no palco do MusicBox. E isto numa altura em que ele estava em ensaios, a escassos dias da estreia do seu novo espectáculo. É de homem.

quinta-feira, abril 28, 2011

O novo álbum de Beastie Boys

na íntegra, mais ou menos ao vivo no Madison Square Garden:

(acho que andei na escola com aquele Sasquatch)

quarta-feira, abril 20, 2011

benfica porto
porrada qu'até ferve
sejam amigos

(variação deste)

FMI
Portugal vê-se grego
pr'acertar contas

segunda-feira, abril 18, 2011

Viseu


Em breve, outras datas de outras encenações da minha peça pelo país.

quinta-feira, abril 14, 2011

R.I.P. Green Man

Há um ano morria Pete Steele.

segunda-feira, abril 11, 2011

Supertramp Motörhead

A fechar:

Revendo DUNE #1


Sean Young fica melhor de olhos azuis do que eu me lembrava.

Águias do Desterro 1967

Favolada para acompanhar o cozido: a Ana Isabel Dias e eu em dueto improvisado. Apesar da minha inépcia, a Ana consegue elevar o índice de catitidade destes 3 minutos.

sábado, abril 09, 2011

ADVERTÊNCIA

Não levem para o cosmos os humoristas
sou eu quem vos avisa.

Catorze planetas sem vida,
alguns cometas, duas estrelas,
e logo no caminho para o terceiro
eles perdem o humor.

O cosmos é como é
- isto é, perfeito.
E isso não lho perdoam os humoristas.
Nada os contentará:
o tempo - demasiado eterno,
o belo - sem defeitos,
a coragem - impossível fazer qualquer anedota.
Enquanto os outros admiram,
ele boceja.

No caminho para a quarta estrela
vai ser ainda pior.
Sorrisos amarelos,
perturbações do sono e falta de equilíbrio,
conversas sem sentido:
que é corvo com um queijo no bico,
uma mosca no retrato do supremo senhor,
ou um macaco a tomar banho
- ora cá está uma destas!

Limitados.
Preferem a quinta-feira ao infinito.
Primitivos.
À música das estrelas preferem uma fífia.
Dão-se melhor na discussão entre
prática e teoria,
entre causa e efeito.
Mas como aqui não é a Terra tudo os confunde.

No trigésimo planeta
(afirmando que é um perfeito deserto)
recusam-se a sair da nave
e doi-lhes a cabeça ou um dedo do pé.

Um problema e uma vergonha destas
Tantos desperdícios deitados pelo cosmos.



WISLAWA SZYMBORSKA
na colectânea
POESIA DO MUNDO
edição
ALMA AZUL
(não encontro no livro referência a quem fez a tradução)

sexta-feira, abril 08, 2011

Algália Catéter

A Favola de fim de tarde: dueto da Ana Isabel Dias com a Sónia Montenegro.

quarta-feira, abril 06, 2011

Portugal vai ver-se grego.

Bucolique Mélancolique

Favolique Bucolique. Ideal para uma tarde destas, deitado no campo ou na rua sobre um jornal. Desde que do dia.

Requiem por N.ª Sr.ª da Agrela

Em contraste com o tema colocado ontem, aqui fica este Requiem, mais calmo e relaxante. Música sacra e atmosférica.

terça-feira, abril 05, 2011

Slez ze mě si opilec hrubé

Obrigado a todos os que estiveram presentes. Fica aqui o primeiro dos videos, um épico de 15 minutos.

sexta-feira, abril 01, 2011

Águias do Desterro 1967


Amanhã, sábado, 2 de Abril, 23h00 no TEATRO A BARRACA, A FAVOLA DA MEDUSA apresenta ÁGUIAS DO DESTERRO 1967. Temos uma nova integrante, Sónia Montenegro, a juntar ambientes electrónicos à Favola. Estais todos sobejamente convidados.

Estreia hoje à noite

na RTP, com Maria Rueff, Joaquim Monchique, Ana Bola, Manuel Marques e o broda Eduardo Madeira. Estou a escrever sketches para este programa junto com o José de Pina, o Rui Cardoso Martins, a Patrícia Castanheira e o Mário Botequilha, e letras para músicas com o Gimba.