quinta-feira, outubro 21, 2010

Estava maldisposto mas depois vi este filme


Estreia hoje Despicable Me, Gru - o Maldisposto, na versão portuguesa. Tive oportunidade de vê-lo há alguns meses, quando estava na Grande Maçã, e que pagode foi. Li não me lembro onde que os estúdios da Universal estão a tentar com demasiado empenho aproximar-se da 'fórmula Pixar'. Não percebi o comentário na altura nem o percebo agora.

Se isso quer dizer que Despicable Me opta pelo universo fechado, com poucas ou nenhumas referências à actualidade (mesmo que passado no nosso universo, por assim dizer, ou, pelo menos, em um muito semelhante), em vez de enveredar pela 'fórmula Dreamworks' (zénite atingido com a saga Shrek, onde pululam referências e personagens da cultura pop dita real), então talvez o comentário tivesse alguma razão de ser.

Se.

Se isso não significasse reconhecer à Pixar o exclusivo desse tom, coisa que me parece um exagero. É verdade que as equipas da Pixar dominam melhor do que ninguém esse registo, mas não será por isso que outros estúdios estarão impedidos de experimentá-lo.

E que continuem a fazê-lo, se o resultado for do calibre de Despicable Me: doses equilibradíssimas de comédia, acção, e aqueles momentos 'oooh' de entermecimento que ganham um sabor especial por serem provocados por um protagonista que se pretende o vilão da história.

O 3D também não desilude. Numa altura em que impera a quase obrigatoriedade do 3D em tudo o que é filme, mais ainda na animação, e onde - à mercê dessa imposição comercial - surgem verdadeiras aberrações como The Last Airbender, onde não se percebe para que é que se deram ao trabalho de tentar puxar aquilo para a terceira dimensão (aliás, no caso de Airbender, nem se percebe o atrevimento de exibir aquilo, de tão mau que é), é refrescante ver um filme onde o dispositivo é usado, se não de forma virtuosa, pelo menos muito competente e com bom gosto.

Não tive ainda oportunidade de assistir à versão portuguesa, pois que falhei imbecilicamente a sessão especial do passado fim de semana no Centro Cultural de Belém. No entanto, pelo que vi dos trailers, as interpretações de Nicolau Breyner e David Fonseca parecem estar mais do que à altura das de Steve Carell e Jason Segel.

Nota máxima para os Mínimos.
E a casa do Vector... eu quero uma igual. Tipo, já.

1 comentário:

José Silva disse...

Parece ser muito interessante (na versão original, claro). A ver vamos!