sexta-feira, julho 30, 2010

Adeus, António. Obrigado por tudo.


Trabalhar com o António foi dos maiores privilégios que tive na vida, cada palavra trocada com ele foi uma lição a vários níveis. Maior honra ainda foi poder chamá-lo de amigo. Sinto uma dor imensa de não ter passado mais tempo com ele e de não ter hipótese de estar com ele para uma última despedida. Os meus pensamentos vão todos para a família dele.
Recordarei para sempre todas as vezes que me fez rir e mais ainda aquelas que me fez sorrir. A expressão 'maior do que a vida' existe por causa do António.

segunda-feira, julho 26, 2010

Mete mais alto #86

Ei-lo: o derradeiro episódio d'As Orelhas de Spock!

Inclui entrevista ao lendário Joseph Koch no seu armazém de Brooklyn e resolução do mistério do capacete galáctico-sideral!

Outro filme que não iria escapar às Orelhas. Diz que é "Alice in Wonderland with machine guns". Como não salivar?

SUCKER PUNCH, o próximo filme e a primeira não-adaptação de Zack Snyder.

"...full of machine guns, musical numbers, giant mechs, and (...) scantily clad young ladies" - mais info e imagens de regalar aqui.


(dava para fazer um Top Babes só com os cartazes do filme)

domingo, julho 25, 2010

Este iria direitinho para As Orelhas de Spock se o programa não tivesse acabado

Simon Pegg's and Nick Frost's PAUL

Diz que a reacção ontem do maralhal ao preview exibido na Comic-Con de San Diego foi deveras entusiástica. Pudera!

Hoje no último programa d'AS ORELHAS DE SPOCK

Entrevista ao lendário Joseph Koch no seu mega-armazém de comics em Brooklyn, Nova York!
Resolução do intrigante mistério do capacete galáctico-sideral!
22h45 no Canal Q.
Imperdível? Nem por isso, depois podem ver online ou on demand!

sexta-feira, julho 23, 2010

O programa mais geek da televisão portuguesa and beyond

Quando o Nuno Artur Silva nos convidou, a mim e ao Nuno Duarte, a participar no Canal Q, o plano era muito diferente. Era suposto eu e o Nuno irmo-nos revezando em aparições n'A Rede, dos irmãos Ana e Nuno Markl, para levarmos um pouco da nossa geekice, com recomendações e apreciações dentro do universo dos comics, do horror, da sci-fi.
A nossa contra-proposta foi a de termos um pequeno programa próprio, 15 minutos onde pudéssemos noticiar, opinar, falar acerca dos universos que tanto nos fascinam, não só para quem já naturalmente acompanha estes domínios, mas também para os que, não tendo qualquer tipo de apetência por registos mais fantásticos, vissem neste programa a oportunidade de, por assim dizer, se converterem. A cultura pop mais geek, do lowbrow aos comics mainstream; as adaptações cinematográficas de bandas desenhadas que acompanhamos desde tenra infância, o cinema de horror, a ficção científica, desde a mais hardcore à mais acessível; os delírios nipónicos e as obras-primas coreanas; o cinema de artes marciais de Hong Kong, do vintage ao mais recente; os gadgets mais inúteis e cativantes, a cultura web mais inovadora e supimpa.
A coisa não parou por aí, e desde o início planeámos incluir no programa amigos que connosco partilham deste fascínio, do Tiago Sério da Mongorhead Comics ao Gonçalo Freitas da BD Mania, ilustres gurus dos comics e do que de mais geek se faz no cinema e televisão. E o world domination plan cresceu, quando nos lembrámos de fazer uma rubrica onde os brinquedos que marcaram de forma indelével a nossa infância tivessem lugar de destaque, preciosidades dos anos 70 e 80, que muitos daqueles que acompanharam o nosso programa já tinham esquecido, graças às participações do Paulo Prazeres e do Miguel V. Santos, realizadores e magos dos efeitos especiais que também se revêm nesta maravilhosa galáxia que é o coleccionismo de tralha cósmica e super-heróistica. Há a certeza de termos provocado uma ou outra debitagem de lagrimita em todos os que reviram n'As Orelhas amigos de plástico e metal que já nem se lembravam que tinham existido nos anos mais tenros à base de criança.
Um programa destes precisava de um nome à altura, e As Orelhas de Spock surgiu-nos como uma oferenda galáctico-sideral, vinda aos rebolões pelos entrefolhos das nossas cabeçolas. Era imperativo que tivéssemos um grafismo diferente de tudo o resto, e para o efeito contámos com a colaboração do Frederico Weinholtz, impagável na velocidade com que respondeu aos constantes pedidos de separadores para as inúmeras rubricas, pedidos que talhámos específicos e aos quais o Fred respondeu com minúcia e detalhe. Precisava de um ritmo digno da modernidade que apregoava, tarefa árdua que significava encher 15 minutos com o material que se esperaria preencher uma hora. A missão era que, chegados ao final do programa, aqueles que nos acompanhavam já não se lembrariam do que tinham visto no princípio. Uma edição dinâmica, vertiginosa, exigente de um esforço sobre-humano partilhado pelo Nuno Quintão, que connosco perdeu anos de vida a tornar este delírio uma realidade. Velocidade alucinante de imagens e informação, à mistura com um mistério novelesco, à volta de um capacete intergaláctico desaparecido, e cujo desfecho está reservado para o derradeiro episódio.
Tudo ideias que sabíamos megalómanas, mas que nos esforçámos por concretizar. Fizeram-se omeletes não sem ovos, mas com menos do que os necessários, substituindo-se a gema pela moleirinha das cabeças dos envolvidos neste projecto, quebradas de forma humpty-dumptyesca para concretizar umas Orelhas que eram, se não ambiciosas demais para o tempo e meios que nelas tinhamos para investir, pelo menos ambiciosas demais para levar a jornada para além dos 13 episódios. O que é pena, mas pronto. Fica o consolo regalesco de termos feito algo de marcante, se não para o Multiverso Mediático, pelo menos para alguns bravos e fiéis que nos seguiram em jeito de culto - um gigantesco obrigado a todos vocês! -, e marcante também para os nossos registos médicos.
Foi uma viagem árdua, à base de multitasking, para todos nós, a uma velocidade daquelas warp, dignas da própria Enterprise, por caminhos cósmicos, "ousando ir onde nenhum homem tinha ido antes", mas extremamente recompensadora. Um abraço especial para a minha orelha direita, o Nuno Duarte, que é o Chewbacca do meu Han Solo, o Bucky do meu Capitão América, o Robin do meu Batman. Ou vice-versa.
O último episódio vai para o ar no próximo domingo às 22h45, não percam. E entretanto podem ver ou rever todos os episódios aqui.
Live long and prosper. Que o Lado Negro da Força esteja convosco. E saúdinha. Saúdinha também é preciso.

sexta-feira, julho 16, 2010

Muito verde


Ryan Reynolds vai fazer de Green Lantern e de Deadpool. Portanto, um para a DC, outro para a Marvel. É provavelmente o primeiro tipo a fazer a dobradinha. A questão é que não me parece bem nem para um nem para outro papel. Para o Lantern, é só porque não o vejo como Hal Jordan (espero estar enganado). E como Deadpool, já no Wolverine não me convenceu. Bom, mas também nada nesse filme me convenceu.
Lado bom - vai ser realizado por Martin Campbell. Man knows how to shoot.

Kato!

Um novo e cinematográfico Green Hornet, realizado por Michel Gondry, com Seth Rogen, Cameron Diaz, Edward James Olmos e esse poço de talento que é Christoph Waltz soa-me muitíssimo bem. O que não me soa tão bem é que haja outro Kato que não seja Bruce Lee.

sexta-feira, julho 09, 2010