Pessoa do dia ® #5
II
OS CASTELOS
PRIMEIRO
ULISSES
O mito é o nada que é tudo
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo –
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo
Este que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos braços.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.
Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre
De nada, morre.
in Mensagem,
Primeira Parte - Brasão
de Fernando Pessoa
(A propósito dos 75 anos da publicação de Mensagem - O Mostrengo)
ULISSES
O mito é o nada que é tudo
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo –
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo
Este que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos braços.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.
Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre
De nada, morre.
in Mensagem,
Primeira Parte - Brasão
de Fernando Pessoa
(A propósito dos 75 anos da publicação de Mensagem - O Mostrengo)

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