segunda-feira, agosto 31, 2009

4 x Diane Kruger




Nesta última como Bridget von Hammersmark, em Inglourious Basterds.

lamento azul
repetido nas ondas
o mar num pranto

sexta-feira, agosto 28, 2009

Destino

uma pegada
passo dado passado
a guardar lugar

Heroes


Não esquecer: a exposição 'Heroes' de Silvio Fiorenzo, até 15 de Setembro no Espaço Arte Tranquilidade em Lisboa. Absolutamente imperdível.

Don’t talk sex. Please. A sério, don’t.

Há um programa sobre sexo na SIC Mulher que se chama Talk Sex. É apresentado por uma senhora que se chama Sue Johanson e que é octogenária. Pelo menos.

Quando a vi pela primeira vez, dois pensamentos ocorreram-me de imediato à cabeça. O primeiro foi o de que uma senhora com idade para ser minha avó estava a manejar dildos dos mais variados tamanhos na televisão, com o à-vontade de um soldado altamente treinado a explicar o funcionamento da sua arma. O segundo foi o de que existe uma senhora com idade para ser minha avós que é capaz de manejar dildos na televisão, com o à-vontade de um soldado altamente treinado a explicar o funcionamento da sua arma.

Sue Johanson dá dicas a casais para que possam melhorar a vida sexual, sem nunca referir o óbvio: que melhorará muito se o casal não assistir ao programa de Sue, a coisa mais anti-túsica (termo técnico) que me foi dado ver, logo a seguir às imagens da operação aos seios da Maya, e daquela coisa que ela fez para a FHM. Ela, a Maya, não a Sue. Felizmente ou infelizmente.

Uma visita rápida ao site de Sue Johanson, com os olhos semi-cerrados não fosse dar-se o caso de me aparecer pela frente uma imagem mais gráfica do que aquelas que já tinha visto na TV (a net, já se sabe, eleva sempre a fasquia do explícito), deu-me a saber que no Canadá o dito programa durou até ao ano passado, altura em que a senhora fez 200 anos e deixou de ter força para erguer os dildos até à altura das câmaras. Nem sequer um daqueles mais atarracados.

Tendo em conta que os programas que passam agora na SIC Mulher datam de 2003, há a forte possibilidade de termos pela frente mais cinco anos de Sue Johnson a explicar as virtudes de um ovo vibrador ou de um anel peniano, com aquele tom de voz que se esperava reservado para um “Queres uma torradinha com leitinho quente?”.

Atenção que até frases deste calibre se transformam em alusões picantes quando ditas por Sue Johanson, milenar especialista em assuntos do sexo, cujo Talk Sex a SIC Mulher exibe não sei exactamente a que dias (noites) da semana. Mas vou indagar, que outro dia ela estava a falar acerca de ejaculação precoce e eu já apanhei aquilo no fim.

quinta-feira, agosto 27, 2009

3 x Mélanie Laurent




Nesta última como Shosanna Dreyfus, a vingadora de Inglourious Basterds.

quarta-feira, agosto 26, 2009

Na senda das comparações cinematográficas com a equipa de Alvalade:

Pelo que já vi nos trailers de Inglourious Basterds, é fácil perceber - Brad Pitt está para os nazis como Paulo Bento está para o Sporting.

3 x Dyanne Thorne

(até porque hoje vou ver Inglourious Basterds)

Estreia

episódios
da nova temporada
de uma vida

terça-feira, agosto 25, 2009


WOMEN, WINE, AND SNUFF

Give me women, wine and snuff
Until I cry out 'hold, enough!'
You may do so sans objection
Till the day of resurrection;
For bless my beard they aye shall be
My beloved Trinity.

JOHN KEATS

(A imagem de Keats aqui faz lembrar a de este outro poeta. Uma pose comum na época, e ainda hoje muito em voga entre cronistas)

a insónia
boceja e deita-se
ao fim da noite

Hey Stella!


Stanley Kowalski (Marlon Brando) e Stella Kowalski (Kim Hunter)
Um Eléctrico Chamado Desejo / A Streetcar Named Desire (1951)
escrito por Tennessee Williams, adaptado por Oscar Saul
realizado por Elia Kazan

segunda-feira, agosto 24, 2009


The Wild One (1953)
Primeiro encontro entre Johnny Strabler (Marlon Brando) e Kathie Bleeker (Mary Murphy).

sábado, agosto 22, 2009


PAMELIA KURSTIN


Carolina Eyck interpreta "Après un rêve" de Gabriel Fauré.

sexta-feira, agosto 21, 2009

milimetria
momento em palavras
a conta gotas

Amália na Broadway


Aconteceu estar esta tarde a escrever um texto em que cruzei o imaginário de Quentin Tarantino com o universo de Amália Rodrigues (depois conto). Daí até redescobrir esta pérola foi um saltinho. Deixo também links para Blue Moon e Summertime, que só não está aqui porque o YouTube não permite ver o video fora da sua página. Com uma simples busca encontrarão facilmente mais temas de Amália na Broadway.

O Tigre Branco


THE WHITE TIGER

"It is an ancient and venerated custom of people in my country to start a story by praying to a Higher Power.
"I guess, Your Excellency, that I too should start off by kissing some god's arse.
"Which god's arse, though? There are so many choices.
"See, the Muslims have one god.
"The Christians have three gods.
"And we Hindus have 36,000,004 divine arses to choose from."

ARAVIND ADIGA

quinta-feira, agosto 20, 2009

Balanço da entrevista feita a Manuela Ferreira Leite:


Corega resulta.

Placement

A Manuela Ferreira Leite está tão sorridente nesta entrevista a Judite de Sousa que isto até podia ser um anúncio à Corega.

Também vou começar a arrastar o meu comigo.


Django (1966)

terça-feira, agosto 18, 2009


Isto do governo vigiar a presidência, na prática quer dizer o quê?
Que Sócrates fica a saber mais cedo dos vetos?

quinta-feira, agosto 13, 2009

pr a c meoar di a do s canh ot os, hje estou a fazer tudosó co m a m~ao esq er a

3 x Caroline Munro






em resposta ao 4 x Peter Lorre do Miguel Martins

Mete mais alto #45



Moon Ray, "Comanchero" - o video e a actuação em 1985.
Tenho o single em vinil. Uma grande situação.

quarta-feira, agosto 12, 2009

Papel higiénico 2.0

Chamem-me antiquado, mas gosto daquele lema do Gmail, "nunca mais terá de apagar um mail". Largueza de espaço, que se estende ao Blogger (também da Google), onde nunca me passou pela cabeça, nem a - creio - nenhum dos utilizadores, que houvesse limite de posts por blog. Mas no Twitter, o caso muda de figura. O Twitter só armazena os últimos 3200 tweets que lá colocamos.


Para ser justo, não foi só a Google que nos habituou mal. É pré-web 2.0 a ideia de ver na internet a possibilidade de um repositório definitivo de todo o conhecimento humano, e quem diz conhecimento diz estupidez, azelhice; todas as cambiantes. Que a mais expontânea das formas de comunicar online não obedeça a esse princípio parece surreal. Ponhamos de lado as discussões acerca do conteúdo dos inúmeros tweets que surgem a cada segundo - esse é um juízo que não cabe ao Twitter fazer, e não pode ser usado como argumento para a eliminação de tweets. Muitos posts, em muitos blogs, podem ser considerados lixo; muitos mails, em muitas caixas de correio, são sem dúvida lixo; mas não são apagados por quem nos fornece o serviço. Estão online porque usámos os serviços que nos foram colocados à disposição para os colocar lá, e lá deveriam ficar. Pode ser lixo, mas é o nosso lixo.

De forma ainda mais prosaica, tudo se resume a isto: se colocamos algo online, deveríamos ser capaz de recuperá-lo. O Twitter só o permite até certo ponto. Não descobri esta limitação de armazenamento do Twitter através do passaroco. Tal como o Facebook, que também vai tranquilamente atirando com os updates mais antigos pelo ralo abaixo, a malta do Twitter achou que o facto de termos de desenrolar a página - como se de papel higiénico se tratasse - para chegarmos aos tweets mais antigos era indício mais que o suficiente de que os updates tinham prazo de validade. Para mim não era, não é, indício suficiente, e só me dei conta depois de o ler aqui.

Gostava de ter visto essa informação escarrapachada na página de entrada do Twitter, porque estou mal-habituado. Estamos todos. A Google habituou-nos a uma largueza de espaço que nos permite sossegar quanto ao destino quer dos mails, quer dos posts (no Blogger) passados. Nunca me passou pela cabeça, como acredito nunca tenha passado pela cabeça de muitos dos utilizadores - talvez a maioria - que tudo aquilo que vou debitando online, quer no Twitter quer no Facebook, tivesse os dias contados.

Imaginemos, aqueles que mantêm blogs há uns anos, que descobríamos da pior maneira que tinham limite de posts. E quando digo "da pior maneira", refiro-me a só saber quando já é tarde demais, quando os posts em causa já estão irremediavelmente perdidos. No caso do Blogger, este limite até seria mais fácil de detectar, uma vez que o serviço nos permite consultar os posts agrupados por semana, mês, ou ano: já no Twitter e no Facebook, o desenrolar do papel higiénico torna tudo mais penoso, sugerindo talvez o carácter efémero de tudo o que lá colocamos, mas longe de ser explícito na limitação de armazenamento que se presumia não existir.


- All those moments will be lost in time, like tweets in the stream. Chuif.

Em termos práticos, só tenho os tweets desde Fevereiro deste ano, apesar de usar o Twitter desde Setembro de 2007. Sádico, o Twitter exibe na minha página o número total de tweets, 5000 e tal, apesar de só me deixar manter os tais 3200. No Facebook, a situação é ainda mais irritante, visto que não consigo perceber o critério de eliminação dos updates: à medida que vou desenrolando o papel higiénico que é a wall do Facebook, descubro sequências de updates repetidas, dias inteiros perdidos, dias onde os updates foram à vida mas aquilo que outros utilizadores me escreveram na wall continua lá; criou-se assim uma sequência falsa, truncada, mercê de um critério incompreensível. O Facebook é uma rede social que deixa escapar o peixedo pelas malhas à medida que o tempo passa.

Os 140 caracteres que o Twitter permite por update já foram sobejamente celebrados por obrigarem os utilizadores a condensar a informação, um exercício de síntese que está nos antípodas do que os blogs permitem, e que é escrever sem preocupação de espaço. Essa é uma limitação aceitável, uma característica do meio que pode e tem vindo a ser bem aproveitada. Mas apagar tweets - sem aviso - é mais que uma limitação do meio, é, para muitos, o equivalente a queimar um diário, e coisa para mudar radicalmente a relação que se tem com o passaroco.

O mesmo é válido para o Facebook, onde vão à vida os posts, os links, os comentários que deixamos e nos deixaram. Tendo isto em conta, as coisas nunca mais serão as mesmas. Sei que, para mim, não serão. Já não são. A mensagem de quem nos oferece os serviços é agora bastante clara: temos andado a escrever em rolos de papel higiénco. E toda a gente sabe o que acontece ao papel higiénico.

tchk clack click bang bang
temporada de caça
coelho frito

Mete mais alto #44


HENRI SALVADOR

terça-feira, agosto 11, 2009

Dor

cor diferente
nem é cor diferente
uma cor nova

(variação 2)

(variação 1)

dor diferente
nem é dor diferente
uma dor nova

cor diferente
nem é cor diferente
uma cor nova

A sério?! Não pode!


"Depois de uma investigação exaustiva às contas de pessoas ligadas à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), o Ministério Públicou de São Paulo solicitou e já foi aberta uma acção criminal contra Edir Macedo e nove colaboradores. Segundo informações do Conselho de Controle de Actividades Financeiras, órgão do Ministério da Fazenda brasileiro, citado pela Folha de S. Paulo, foram detectadas "transferências atípicas e depósitos bancários" de oito mil milhões de euros, entre Março de 2001 e Março de 2008."


É que pareciam mesmo ser pessoas de confiança.

Gripe CR9


- Ah e tal, dói-me a cabeça.


"O Real Madrid assegura que a gripe de Cristiano Ronaldo é "comum" e não a A/H1N1.
(...)
O internacional português foi impedido de se juntar à selecção nacional na preparação para o encontro com o Liechtenstein devido à gripe, embora nem o Real Madrid nem a Federação Portuguesa de Futebol explicassem que tipo de doença tem o jogador."

Gripe "comum"? Não me parece. Já o tinha dito ontem no Twitter, e digo aqui outra vez: o Cristiano Ronaldo não está com gripe A, pois não senhores. Está é com Gripe P, de "Poupa-te q'isto é um jogo amigável e é escusado ires dar cabo das canelas".
Mas não seria de estranhar se o CR9 tivesse gripe A. Tendo em conta a sua actividade à base de mulherio, admira-me - repito - é que não apanhe vírus mais graves.

O Caminho do Dragão

Bruce Lee, o único ser capaz de derrotar Chuck Norris num combate. Está provado cientificamente.


Excerto de 猛龍過江

(tradução literal: O Dragão Feroz atravessa o Rio), conhecido no Ocidente por The Way of The Dragon, a.k.a. Return of the Dragon nos EUA, 1972, produzido por Raymond Chow, escrito e realizado por Bruce Lee.

um dia que cai
manhã tarde e noite
na caixa de spam

quinta-feira, agosto 06, 2009

sábado, agosto 01, 2009