sábado, maio 30, 2009

sexta-feira, maio 29, 2009

A Bela e os Bonecos

Rita Moreno e os Muppets.

Hein?


Tom Zé e Vicente Barreto

quinta-feira, maio 28, 2009

Está muito calor hoje


Tosca
"Honey"
Suzuki (2000)
&
Different Tastes of Honey
(2001)

Contra sexy em néon-tigresse

São sobejamente conhecidos os problemas que Manuela Azeda o Leite tem na gestão da sua imagem. Mais a mais, Azeda o Leite não gosta de comícios, e uma líder partidária sem comícios é como um jardim sem cartazes das Europeias. Pensámos por isso que só teria a beneficar se consultasse uma especialista do look, uma diva do visual, alguém que calcule meticulosamente cada detalhe da sua imagem; alguém como Ana Malhoa.

E foi com esta ideia em mente que, depois de já termos convidado e tido o maior dos gostos em receber músicos e bandas como os Xutos e Pontapés, Moonspell, Sam The Kid, e Macacos do Chinês - só para mencionar alguns -, convidámos Ana Malhoa a estar presente no Contra Informação. Melhor ainda - a Ana aceitou. Muito cresceu a artista desde os saudosos tempos do Super Buereré, onde tinha sempre uma palavra de conselho ajuízado a dar às crianças deste país, e no próximo domingo vão poder vê-la a aconselhar Manuela Azeda o Leite sobre a melhor forma de se tornar mais sexy. O Pina gravou alguns segundos de imagens dos bastidores, nos estúdios da Mandala, onde podem ver Azeda e Ana Malhoa em neón-tigresse e a darem o chamado litro. Destaque para o fantástico trabalho da equipa de manipuladores, que fazem Azeda bailar como a líder extremamente sexy que Ana Malhoa está a ajudá-la a ser.
Este episódio do Contra Informação será novamente exibido na 4.ª feira à noite, que passará depois a ser o seu dia e horário habitual, visto que está de regresso às noites da RTP. Um regresso bem sexy, há que dizê-lo.
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Update (19:20) - Confirma-se: Ana Malhoa é capa do 3.º número da Playboy portuguesa que vai estar amanhã à venda. Promete-se "uma Ana Malhoa como nunca ninguém a viu". E, apenas dois dias depois, vai estar ao lado de Manuela Azeda o Leite que vai mostrar-se, também ela, como nunca ninguém a viu (e escusava de ver). É de uma super-bueréridade avassaladora.

sábado, maio 23, 2009

Kumo-To-Churippu (1943)

Aranha e Tulipa

Realizado por Kenzo Masaoka
Escrito por Michiko Yokoyama
Música de Ryutaro Hirota
+ info aqui

sexta-feira, maio 22, 2009

Tournée da Treta


Mas a Friday Night Fever não se fica pelo post abaixo. Se estão em Coimbra, ou na disposição de lá ir (o que nunca é demais porque "Coimbra tem mais encanto na hora da despedida" mas tem um encanto do camandro na hora em que lá se chega), então saibam que depois de três meses no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa, e de ter passado pelo Centro Cultural de Ílhavo, pelo Cine-Teatro Messias na Mealhada, pelo Coliseu do Porto, o Teatro Municipal de Faro, o Fórum Cultural do Seixal, o Cine-Teatro de Torre de Moncorvo, o Cine-Teatro Pax Julia em Beja, o Teatro-Cine de Pombal, o Teatro Virgínia de Torres Novas, o Cine-Teatro de Estarreja, o Centro Cultural de Lagos, o Auditório Municipal de Lagoa, o Cine-Teatro Paraíso em Tomar, o Teatro Municipal da Guarda, o Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, o Teatro José Lúcio da Silva em Leiria, a Casa das Artes de Famalicão, o Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, Auditório da Lavra, Centro de Congressos do Porto Santo, Centro das Artes Casa das Mudas em Calheta, Teatro de Vila Real, Teatro Municipal de Bragança, Auditório da Casa da Cultura de Seia, Centro Cultural de Angra do Heroísmo, Multiusos de Guimarães, Cine-Teatro de São Brás de Alportel, Centro Cultural do Cartaxo (e de certeza que me estou a esquecer aqui de qualquer coisa), A Verdadeira Treta vai estar hoje pela segunda noite no Teatro Gil Vicente em Coimbra. A Tour da Treta continua depois sábado e domingo no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Moita, e depois segue para Évora, Torres Vedras, Caldas da Rainha, Aveiro, Águeda e Estremoz. Mais pormenores aqui.

Friday Night Fever


6.ª à noite com muita acção: às 22h no Santiago Alquimista estreia o espectáculo Black Label do Rui Sinel de Cordes e, a partir das 23h, no Underground Lisbon, a Enchufada apresenta A Última Seita, com DJ sets do Nuno Lopes, Buraka e Trouble, e actuações dos Orelha Negra e dos Macacos do Chinês. Macacos que lançaram há pouco tempo o seu álbum de estreia, Ruídos Reais, e estiveram há umas semanas no Contra Informação para interpretar - junto com José Trocas-Te, Manuela Azeda o Leite, Cassete Jerónimo, Paulo Tortas, e Franscisco Trotskã - uma nova versão que escrevemos para eles do tema "Rolling na Reboleira". Check it out.

It's only rock 'n' roll, Scotty


O José Soares, excelso twitterer e director da Take, desafiou-me para escrever um artigo sobre o Star Trek de Abrams que estreou há pouco, e ele aí está, no número da Take que deu hoje à estampa - ou, mais correctamente, e porque estamos a falar de uma publicação online, deu hoje ao pixel. Também tem X-Men, coberturas dos festivais IndieLisboa, Black & White, da Festa do Cinema Italiano, e muito mais em cerca de 70 páginas que podem ler directamente aqui ou fazendo download do .pdf.
O mais curioso nisto é que tudo aconteceu via Twitter; eu o José Soares nunca chegámos a falar pessoalmente ou mesmo através dessa via old school que é o telemóvel. Isto a tecnologia é uma coisa do catano, qualquer dia os taxistas chamam-se todos Scotty e teletransportam-nos de um lado para o outro da cidade.

quinta-feira, maio 21, 2009

Black Label - o trailer

O trailer do espectáculo do Rui Sinel de Cordes que estreia amanhã!

Mais aqui.

terça-feira, maio 19, 2009

Sem Respirar


(click para aumentar)

Escrevi esta curta-metragem de animação há uns anos valentes, tipo 1998 ou 1999, não sei precisar. Foi realizada pelo Pedro Brito - que conhecera nos nossos tempos do IADE, mas com quem nunca antes tinha colaborado - e a música é do Maestro Nick Nicotine IV. De 2004, ano de estreia, para cá, passou por uns quantos festivais dentro e fora do país (alguns deles aqui nesta lista), e agora a Animanostra colocou-a online. Podem vê-la com melhor qualidade de imagem se a virem directamente na página do You Tube e escolherem a opção HD. E reparem na voz do juiz - sou eu já a treinar para aquilo que seria, anos mais tarde, a voz do Tavares do Grande Lar da Terceira Idade do Fogo Posto.

Sem Respirar 2004
Realização e Grafismo: Pedro Brito
Argumento e Conceito: Filipe Homem Fonseca

Produção: Humberto Santana

Música: Maestro Nick Nicotine IV

Animação: Pedro Brito, João Ferreira, Rui Filipe e Rui Gamito

ANIMANOSTRA

segunda-feira, maio 18, 2009

Estou com os super-poderes em baixo, vou ali ser amamentado e já venho.


Qwasers of Stigmata, anime a estrear em breve no Japão. Na Academia Ortodoxa de São Mihailov, umas jovens místicas amamentam os heróis para que estes ganhem super-poderes. Não é uma série hentai, é mainstream, para as massas. Como se mais provas fossem necessárias de que os japoneses estão muito à frente. Muuuito à frente.

Mais info aqui

Confissão

Mantenho este blog há alguns anos e nunca fui de enveredar por caminhos confessionais, daqueles em que o coração se abre e damos por nós a escrever coisas que não dizemos nem sequer aos que nos são mais próximos. Mas vou ter de fazê-lo agora e confessar algo que me esmaga o tórax. Outro dia estava a jogar God of War: Chains of Olympus para a PSP e não conseguia derrotar Caronte, o barqueiro do Inferno. Tive de mudar do modo Hero (Normal) para Mortal (Fácil) e só assim fui capaz de passar de nível. Pronto, já disse. Não me orgulho disto. Mas está feito, está feito. Não me apontem o dedo. O que é que fariam no meu lugar? Eu não queria, não queria, fui obrigado, será que não percebem? Agora deixem-me em paz com a minha vergonha. Não olhem.

Mete mais alto #35


Beastie Boys
"Ch-Check it Out"
To The 5 Bouroughs
2004

quarta-feira, maio 13, 2009

Papel Químico


Os mui talentosos Ana Ribeiro, Joana Marques e Roberto Pereira escreveram este espectáculo para o Luís Franco Bastos, metade homem, metade alien dotado de uma capacidade sobrenatural para encarnar voz e comportamento de virtualmente qualquer ser humano (e também de Chewbacca), todo performer. Cinco noites durante este mês, a partir das 22h00, no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz. Be there.

segunda-feira, maio 11, 2009

Se tudo o resto falhar, Obama tem o futuro garantido como stand-up comedian


Barack Obama no jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca.

sexta-feira, maio 08, 2009

quinta-feira, maio 07, 2009

É de ficar com as orelhas em bico


Fui ontem ver o novo Star Trek. E fiquei a saber como é que se ressuscita um franchise gasto e se coloca um imaginário até agora reservado aos fãs mais empedernidos à disposição de um público novo e mais abrangente. Coloca-se essa missão nas mãos de J.J. Abrams, Damon Lindelof, Alex Kurtzman e Roberto Orci. Uma produção grandiosa, um casting perfeito, realização e montagem nervosas, e um argumento linear e centrado nas personagens, brilhante na maneira como abre todas as possibilidades para o futuro da série, sem no entanto fazer tabula rasa de tudo o que está para trás. E para a frente. Porque este Star Trek - para todos os efeitos, o 11.º filme do franchise - é, em simultâneo, uma prequela, uma sequela e um reboot. Star Trek II - The Wrath of Khan era o que de melhor tinha sido feito no universo da velocidade warp e do teletransporte. Até hoje. Preparem-se para uma viagem numa montanha-russa cósmica com este novo Star Trek, que vai até onde nenhum homem antes se atreveu a ir. Mais notas sobre este portento, para breve.

Mete mais alto #34


Tom Waits, 1977.

Preto no Branco

Para início de conversa, digam lá se não é provavelmente o melhor cartaz de espectáculo que já viram.

(cliquem na imagem para aumentar)

Em Agosto passado, quando eu e o Rui Sinel de Cordes estivemos pela segunda vez no Edinburgh Fringe, demos especial atenção a um género de humor em particular, violento, brutal, sick comedy, if you wish. Ele apresentou-me a Brendon Burns, eu apresentei-o a Jim Jeffries. Respectivamente o grande vencedor do Fringe do ano passado, e um convidado já habitual do festival, com direito a dois shows diferentes no mesmo dia, um da tour presente e outro de retrospectiva das tours anteriores. Ambos os comediantes encheram salas de mais de mil pessoas, praticamente todos os dias do mês, e isto num evento que reúne mais de 2000 espectáculos diferentes. Assisti com gosto à determinação crescente do Rui em fazer o seu espectáculo a solo com o tipo de humor de que mais gosta, com que mais se identifica, e a cada um dos passos tomados nessa direcção. Do Preto no Branco, programa que tem na SIC Radical, até este Black Label, 5 datas de stand-up comedy no Santiago Alquimista. A meu ver, já cá faltava quem apostasse neste registo. Encarnar quem se pretende criticar (já discorri longamente sobre isto aqui, a propósito de Borat) é um mecanismo eficaz mas de domínio complicado, e a sua descodificação por parte do público exige deste a consciência de que está a assistir a qualquer coisa que ultrapassa a ironia. É dos registos onde a persona mais se confunde com a real personalidade do comediante. O Rui preparou, nos últimos meses, uma persona consistente, uma imagem adequada ao conteúdo e direcção do seu humor. Fotos como esta -

- são esclarecedoras: ao dilacerar de forma hilariante e feroz cada um dos alvos das suas piadas, a 'vítima' principal é o próprio Rui. E se dúvidas ainda restassem, o cartaz não deixa margem para mais: o Rui dispõe-se a ser crucificado pelos nossos pecados, com muita galhofa à mistura. Não vou de forma alguma perder este espectáculo, nem vocês devem. Mas atenção, o Rui é o primeiro a lembrá-lo: "Este não é um espectáculo apropriado para crianças. Devem por isso deixá-las no carro."

Ainda o i

Portanto, este jornal chama-se i, usa o i como prefixo para as suas encarnações (ionline, p.e.), mas não tem nada a ver com a Apple. 'Tá boa.
Um dia que o i tenha um podcast, como se vai chamar? iPod?
Se Miguel Esteves Cardoso sair do Público e passar a escrever para o i, vamos passar a chamá-lo iMEC?

i


A crise é lixada. Nos jornais é de tal forma que o novo diário que começa a sair hoje se chama apenas "i", para poupar na tinta.

terça-feira, maio 05, 2009

Heaven

"EXCLUSIVELY ON DAILYMOTION : new UNKLE video directed by Spike Jonze and Ty Evans Heaven is one of the standout tracks from the 2008 UNKLE album ‘End Titles – Stories for Film”, an eclectic collection of recordings inspired by the moving image. Heaven was used in the acclaimed skate film ‘Fully Flared’ directed by Spike Jonze and Ty Evans. The collaboration inspired the directors to take footage and re-edit a sequence of shots that shows the Lakai skateboarding team demonstrate their considerable skills as they negotiate various exploding obstacles. With Heaven as the musical backdrop, the resulting marriage of sound to picture is quite extraordinary. No CGI was used and as far as we know no skateboarders were hurt while shooting this particular sequence, though that is hard to believe in some of the shots."

Som bem alto, video em HD e full screen. Preparem-se para ser esmagados.

Leitezilla (e Washmen)

A propósito deste meu tweet com foto, o grandmaster photoshopninja Carlos Gonçalves (a.k.a. @axpzo) lembrou que em Portugal não é permitida a entrada de Godzillas, e que o mais perto que poderíamos chegar de uma visita do famoso monstrengo seria isto:

(cliquem para aumentar)

Magnífico. Reparem no pormenor das vigas da ponte a ceder ao peso. Ora cá está um cartaz de Manuela Ferreira Leite de que eu gosto. Arigato, Carlos.

E já que falamos da photoshoperícia do Carlos Gonçalves, dêem uma olhada a esta capa de Washmen, paródia a Watchmen onde o Carlos me incluíu na pele de Capitão Marvel (não é um dos Watchmen mas é um dos meus personagens favoritos dos comics; à época, o meu avatar na Twittinha era uma foto de Jackson Bostwick no papel do herói), citando a mítica frase de Laurie Juspeczyk (ausente do filme).

(cliquem para aumentar)

E o vencedor é...


Antes de mais, impõem-se o agradecimento a todos aqueles que agrediram Vital Moreira no 1.º de Maio. Graças a eles, os jornais televisivos dos dias seguintes não abriram com a gripe suína, mas sim com um ataque suíno. Sempre deu para descontrair. E depois porque, sem eles, não teria sido possível a criação do Torneio Vital Aggression, cujo vencedor foi o @Red_4life com a pontuação de 258 bordoadas documentadas em screenshot. Muitos parabéns. É possível que recebas um convite para te filiares no PCP. Obrigado a todos os que participaram, um grande bem-haja, a ver se em breve temos mais pagodes destes (os virtuais; os outros, está bom, deixai estar).

Geração Vasco Granja

Foi Vasco Granja que me mostrou pela primeira vez a obra de nomes como Chuck Jones ou Friz Freleng. Eu era uma criançola e já os desenhos animados me eram servidos assim, com os nomes dos autores, dos estúdios, das correntes, dos contextos; os desenhos animados como as coisas sérias que eram para Vasco Granja, para a geração que cresceu a ver os seus programas. Só por isto, por nos ter apresentado a estes autores e às suas obras, estes desenhos animados, estes mundos; por nos ter despertado para a seriedade por detrás da aparente simplicidade destas curtas-metragens, desta arte, já merecia toda a nossa admiração e profundo respeito. Mas ele fez mais que isso, muito mais.

Vasco Granja ensinou-nos o valor da diversidade. Num minuto mostrava-nos produções de estúdios norte-americanos e, no outro, obscuras animações checas e polacas, algumas com nomes impronunciáveis mesmo depois de traduzidos para o português. Diferentes estilos, diferentes técnicas utilizadas, temáticas e abordagens díspares, todas com introdução didáctica e entusiasta daquele senhor de óculos de lentes grossas e armações de massa que, logo da primeira vez que o vimos, aprendemos ser sinónimo de animação e banda desenhada. Road Runner (Papa-Léguas ou Bip-Bip) e Tom & Jerry; a Pantera Cor-de-Rosa e o Lápis Mágico (quem se lembra do garoto que tornava reais os objectos que desenhava com o seu lápis?; que gozo - penso nisso agora - deve ter dado a Vasco Granja descobrir e divulgar este lápis, tão contrastante com o lápis azul, símbolo do Estado Novo que, em 1954, o levou à prisão) - imaginários indissociáveis da infância, para uns; primeiros e importantíssimos passos num gosto pela animação e pela banda desenhada que se propagou pelo resto da vida, para outros. Esse respeito e admiração, essa curiosidade como base de qualquer primeira abordagem ao que é novo e diferente, foi a grande lição que Vasco Granja nos deixou, à minha geração, e espero que saibamos o que fazer com essa preciosa herança. Será a melhor maneira de agradecermos tudo o que nos deu a conhecer, tudo o que fez por nós.

Vasco Granja faleceu na madrugada do dia 4. Mas deixou-nos um Lápis Mágico.

sexta-feira, maio 01, 2009

Vital Aggression - THE GAME

Resolvi criar mais um video game, desta vez inspirado na pândega da CGTP durante esta tarde de 1.º de Maio. Exerçam também os direitos do trabalhador, distribuindo bordoada em Vital Moreira!

Ele é que não quis por causa do mau karma.

O que os agressores de Vital Moreira não sabem é que ele podia tê-los eliminado a todos com uma mão atrás das costas.

Foto de Vital Moreira em meditação.

caprichos do capeta

Segreda-me o capeta que vive sob a minha sobrancelha: "Em dias de sol como este, lê-me em voz alta O Inferno de Dante. O contraste com o que aqueles desgraçados estão a perder permite-me gozar melhor o dia. Passa-me o tridente, se faz favor; são seis da tarde, ainda não almocei, e sinto a tua alma a esfriar."