quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Lembrete: daqui a pouco, às 19.30h, no bar Salto Alto, Rua da Rosa, 157 (Bairro Alto - Lisboa), lançamento do livro de poemas the travels/ viagens, do poeta Sul-Africano John Mateer, terceiro volume da colecção "matéria mínima" da TEA FOR ONE.
A ocasião servirá, igualmente, para "relançar", os anteriores volumes da colecção: penúltimos cartuchos do Miguel Martins, e o meu conta-gotas. Vou para lá não tarda. Estais todos convidados.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

ser ao escrever
dedos em carne viva
de tanto viver

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Wrong



O magnífico vídeo para o primeiro avanço do novo SOUNDS OF THE UNIVERSE dos Depeche Mode. A primeira vez que o vi, lembrei-me de SAW. Fico contente por ver que o mesmo Patrick Daughters que fez um video tão fofalhufucho como este se tenha agora saído com algo de tão brutal. Excelente jogo de cintura, brilhante resultado.

Watchmen Live Q&A (part 4)

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Watchmen Live Q&A (part 3)

(a parte em que finalmente coloquei a minha pergunta)

Watchmen Live Q&A (part 2)

Watchmen Live Q&A (part 1)


Assim que tiver tempo, irei debitar aqui lençóis de texto - daqueles que até fazem doer os olhos de tanto tempo que exigem a fixar o monitor - acerca do evento de hoje, da graphic novel, e das minhas expectativas para o filme. Entretanto, para quem não viu ou para quem queria rever, já está online a primeira parte do Q&A que decorreu há pouco. A voz que ouvem, alto e bom som, a dizer "Hi Dave" depois do mediador Marc dizer que Dave Gibbons havia chegado, é a minha. Logo a seguir a tê-lo dito, lembrei-me do tom com que Hal 9000 o diz no 2001: A Space Odissey. Geeky.
Pena não estar aqui algo que aconteceu antes da emissão estar online. Ainda estávamos à espera de Snyder e Gibbons, e começou-se a falar acerca dos óscares, em especial de Milk e Slumdog Millionaire. Quando eu disse que, por causa das estatuetas ganhas por Slumdog, a Angelina Jolie ia adoptar um indianito, a reacção foram gargalhofadas da parte de quem estava comigo no auditório da Lusomundo, e de silêncio por parte de quem estava no Home. Tendo em conta que, para nos fazermos ouvir no Home, tinhamos de carregar numa tecla, das duas uma: ou acharam piada, mas não se deram ao trabalho de carregar no botão para se fazerem ouvir enquanto riam; ou não acharam piada absolutamente nenhuma (forte hipótese) e ficaram apenas incomodados com a minha observação. Seja como for, depois daquele silêncio, o mediador relembrou a todos para, quando estivéssemos online em directo, termos cuidado com o que dizíamos. E eu tudo bem.

Assim que o resto do evento estiver online, coloco aqui. E desde já um valente obrigado a quem foi acompanhando no Twitter e no Facebook; e um redobrado obrigado aos que não só acompanharam mas também utilizaram a tag #watchmenpt. Era engraçado poder ter reunida toda a tweetada que Watchmen gerar cá no país.

WATCHMEN - perguntas a Zack Snyder e Dave Gibbons

Às 16h00, o realizador do filme e o ilustrador da graphic novel vão responder às perguntas de 10 convidados de vários países, entre eles eu que vou estar nos lindos preparos que podem ver nos posts anteriores. Podem assistir em directo aqui:

Se quiserem tweetar antes, durante, ou após o evento, o meu twitter é, relembro, twitter.com/fhf. Por favor usem a tag #watchmenpt

sábado, fevereiro 21, 2009

Phil Stardust @ PSH


Tendo em conta que, no PlayStation Home, uso o nome do meu alter ego cebólico, Phil Stardust, foi um bom prenúncio logo nos primeiros minutos ter encontrado algures na rua este poster de um jogo chamado Super Stardust. Ainda faltam acertar uns pormenores técnicos até ao press junket de 2.ª feira, mas as coisas estão-se a compôr. Não vejo a hora de estar na mesma sala com Snyder e Gibbons. Mesmo sendo uma sala virtual.

Eu @ PlayStation Home


Cá está o meu avatar no mundo virtual da PlayStation Home. É nestes preparos que vou estar no Q&A event de segunda-feira dia 23 com Zack Snyder e Dave Gibbons, a propósito da estreia de WATCHMEN. Tendo em conta que a história se passa em 1985, o bigode parece-me bastante apropriado. Claro que eu pensaria sempre desta maneira fosse qual fosse a década em causa. Uma bigodaça é sempre uma bigodaça.


Após ver Coraline, fiquei a pensar se os cães pisteiros estavam treinados para detectar Portas Secretas no Ocean Club da Praia da Luz.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Quando as máquinas se voltam contra nós (2)

Se o Terminator fosse um Magalhães, Sarah Connor estaria perdida porque ia ter o Ministério Público à perna.

Quando as máquinas se voltam contra nós (1)

Se o HAL 9000 fosse um Magalhães, o "2001: Odisseia no Espaço" teria o mesmo impacto?

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

O computador azul da censura

Ainda bem que o Tribunal de Torres Vedras mandou retirar as imagens do monitor do Magalhães, senão ainda se corria o risco de ver mulheres em trajes menores durante o Carnaval.

(click para aumentar)

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Do Outro Lado


Saí ontem da sala de cinema com um sorriso no rosto depois de ver CORALINE. Sem o grau de extravagância (típica dos filmes de ‘quadra natalícia’) que se encontra em NIGHTMARE BEFORE CHRISTMAS, esta adaptação de Henry Selick ganha pontos pela maneira subtil como as potencialidades da animação stop motion se vão evidenciando ao longo do filme. Continua a ter aquele toque de expressionismo alemão, mas – até para criar maior distinção entre os dois mundos em que se desenrola a história – as cores utilizadas ao início, o tom, é muito mais leve, mais pop no sentido 60s do termo. Selick e a sua equipa dominam perfeitamente o meio das miniaturas com que filmam, têm uma noção extraordinária das distâncias relativas e de enquadramento, de tal maneira que tudo aquilo parece um mundo vivo, e não algo de estático que só se mexe graças à captação meticulosa de cada um dos pequeníssimos movimentos que compõem a acção.

Vi a versão Real3D; e que bom é ver algo em 3D que não passa o tempo a fazer-nos agarrar coisas que voam pelo ar, ou a desviar-nos de flechas e bicharada, como em BEOWULF, por exemplo. Não – aqui a experiência de 3D é tão mais submersiva quanto é menos gratuita. Digamos que não há ‘solos de guitarra’ de 3D, ou, se os há, são pouquíssimos – os suficientes. O filme não depende do 3D, é, isso sim, um complemento de excelência: acrescenta-lhe volume, profundidade, dimensão, e contribui para a característica palpável dos personagens, aquela que dificilmente se consegue com CGI, e que é factor de peso para que muita gente esteja já a perguntar quando é que as action figures saem para o mercado.

Neste ponto, importa esclarecer que, para ver o filme em 3D, há que ver a versão dobrada, dado que a original não está disponível neste formato. O que não se percebe, uma vez que não são particularidades técnicas que o impedem (lembremo-nos de BEOWULF), a não ser que as condições das salas Lusomundo tenham mudado desde então. Seja como for, e mesmo para maníacos da versão original como é o meu caso, deixem-me dizer-vos que é um pormenor de pouca importância. Isto porque a adaptação, da lavra do Nuno Markl, é imaculada; feita, como ele diz, com luvinhas e pinças, cuidado próprio de alguém que conhece e admira a obra gaimanesca. E de entre as vozes portuguesas temos grandes interpretações, que ajudam a sentir aquelas personagens ainda mais vivas: casos da Ana Bola e da Maria Rueff no papel das hilariantes Spink e Forcible que, acredito, não deixam nada a dever à interpretação de Jennifer Saunders e Dawn French; e de Nuno Lopes, como Mr. Bobinsky (provavelmente a action figure que, quando sair, vou ter de adquirir primeiro, a par da Outra Mãe na sua fase mais monstruosa). Aplausos também para Paula Fonseca, como Mãe e Outra Mãe, e Carla Garcia, a versão portuguesa da voz de Coraline que, no original, é feita por Dakota Fanning.
Do autor, Neil Gaiman: conheci-o junto com outros escritores da onda britânica que saíu das páginas de publicações como a 2000AD para os comics americanos, como Pat Mills (alguém se lembra de MARSHAL LAW e METALZOIC? Magníficos!) e Alan Moore. De Gaiman, tenho predilecção por graphic novels como VIOLENT CASES (a primeira que fez em parceria com Dave McKean) e BLACK ORCHID, e o incontornável SANDMAN. Quando a sua consistência e brilhantismo já eram de louvar, lembro-me de ficar espantado com THE DAY I SWAPPED MY DAD FOR TWO GOLDFISH e, mais tarde, WOLVES ON THE WALLS. Ali estava um Neil Gaiman ainda mágico, decididamente negro, mas com um domínio perfeito do delicado equilíbrio entre o que é uma história de horror e aquilo que se convencionou chamar de história para crianças. E que equilíibrio lixado é esse, arte meticulosíssima que os adeptos do politicamente correcto teimam em matar ao impôr tantos constrangimentos a algo que é tradicionalmente e propositadamente assustador. Lembremo-nos dos Irmãos Grimm, e dos seus contos antes de amaciados pela Disney. No conto original da BRANCA DE NEVE, por exemplo, a Rainha Má é obrigada a calçar uns sapatos de ferro em brasa e dançar até à morte. Que tal isto para história de crianças? Mas é assim que elas sempre foram, e é por isso que, quando éramos crianças, gostávamos delas. Porque a Disney, mesmo com o seu amaciar das histórias, manteve as qualidades que fazem delas assustadoras, e, ao mesmo tempo, autênticas lições de vida e de relacionamento com os outros; porque são elementos que definem a própria história, e retirá-los era sacrificá-la por inteiro. Maçãs envenenadas, maldições de fadas más, caixões de cristal e bruxas que comem crianças, tudo elementos que – acredite-se hoje em dia, com esta idade, ou não se acredite de todo – eram coisas bem menos assustadoras quando éramos crianças do que a distância e a estranheza que sentíamos ao olhar para o ‘mundo dos adultos’. Os elementos de fantasia, reconheça-se, nunca magoaram ninguém; é a realidade que o faz, aquela realidade com que somos forçados a aprender a lidar à medida que crescemos, enquanto tentamos minimizar os danos desse mesmo crescimento.

E chegamos assim a CORALINE, livro de Neil Gaiman com ilustrações de Dave McKean, que conheci depois das obras já citadas. Editado pela primeira vez em 2002, é muito mais ‘puxadote’ no que respeita a passagens realmente assustadoras do que a adaptação cinematográfica de Selick. A ajudar à festa, estão magníficas ilustrações deste calibre:

E deste:

Deliciosamente perturbador.

Neil Gaiman não esconde a óbvia referência desta obra. A ALICE de Lewis Carroll, NO PAÍS DAS MARAVILHAS, ou DO OUTRO LADO DO ESPELHO, está muito presente em CORALINE. Seja pela temática, seja pela estrutura narrativa semelhante a um jogo, seja pelo portal para Outro Lado (em ALICE uma toca de coelho na base de uma árvore, em CORALINE uma pequena porta numa das muitas salas da casa enorme para onde ela e os seus pais acabaram de mudar-se), quer pelo papel dos espelhos na história, quer pelo Gato (que é, de certezinha, primo do Cheshire Cat). E pelo paralelismo evidente entre a Outra Mãe e a Rainha de Copas. Este paralelismo não enfraquece, de forma alguma, a riqueza e originalidade de CORALINE. Antes o enriquece, pela ressonância criada. A viagem, a procura de respostas, não é de agora, é desse tempo em que a curiosidade ditava grande parte das nossas acções (não é à toa que lá está sempre um gato), da altura em que éramos crianças. As duas personagens, a de Gaiman e a de Carroll, procuram o mesmo tipo de respostas, e não hesitam em enfrentar o desconhecido para obtê-las. Mesmo que no final as rejeitem.

Sou grande fanático de ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS e ALICE DO OUTRO LADO DO ESPELHO, ao ponto de coleccionar diverentes edições de várias nacionalidades (já conto com 3 dezenas). Onde Gaiman é asustador e perturbador, Carroll é psicadélico e... perturbador. E nisto do psicadélico - não terá sido à toa que Henry Selick, em fugindo da estética mais creepy de McKean, foi para aquilo que há pouco chamei de 'pop no sentido 60s do termo'.


CORALINE é um livro, e agora também um filme, encantado e encantador, e, ao mesmo tempo, assustador e cruel. Como qualquer bom livro ou filme para crianças, é imprescindível que seja visto por adultos. Porque à medida que crescemos, vamo-nos esquecendo de muita coisa.

sábado, fevereiro 14, 2009

lançamento: the travels / viagens

No dia 26 de Fevereiro, quinta-feira, pelas 19.30h, no bar Salto Alto, Rua da Rosa, 157 (Bairro Alto - Lisboa), lançamento do livro de poemas the travels/ viagens, do poeta Sul-Africano John Mateer, terceiro volume da colecção "matéria mínima" da TEA FOR ONE.
A ocasião servirá, igualmente, para "relançar", os anteriores volumes da colecção: penúltimos cartuchos do Miguel Martins, e o meu conta-gotas. Estais todos convidados.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

@joelysandra, o Twitterherói: a quem não esteve lá, o Pedro Aniceto explica o que aconteceu.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

R.I.P. Lux Interior

Morreu Lux Interior dos Cramps.

É oficial: o ano 2009 is the Grim Reaper.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Isso é insultuoso!

A entrevista do Jornalista Crespo a Afirma Pereira:

Podem ver
na íntegra o progrema da semana passada aqui - Freeport e Twittermania!

Crise Total


Quem se lembra desta banda? Nunca estiveram tão perto de ser um household name como hoje. Trocavam o protagonista da crista e já tinham capa para um disco de regresso.

(a capa foi encontrada nessa cápsula do tempo online que é o Rock em Portugal, mas o bootleg anda cá por casa)

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Update, 18h45 - E não é que eles andam mesmo aí a preparar novo disco!!?