terça-feira, dezembro 30, 2008

E se o carpinteiro José fosse português?

Futurista

Não tenho tempo para o presente.


(em resposta ao Miguel Martins)

segunda-feira, dezembro 29, 2008

THE TYGER

Tyger! Tyger! burning bright
In the forests of the night,
What immortal hand or eye
Could frame thy fearful symmetry?

In what distant deeps or skies
Burnt the fire of thine eyes?
On what wings dare he aspire?
What the hand dare sieze the fire?

And what shoulder, & what art,
Could twist the sinews of thy heart?
And when thy heart began to beat,
What dread hand? & what dread feet?

What the hammer? what the chain?
In what furnace was thy brain?
What the anvil? what dread grasp
Dare its deadly terrors clasp?

When the stars threw down their spears,
And watered heaven with their tears,
Did he smile his work to see?
Did he who made the Lamb make thee?

Tyger! Tyger! burning bright
In the forests of the night,
What immortal hand or eye
Dare frame thy fearful symmetry?


William Blake
Songs of Experience, 1794

Quando eu tiver 64

terça-feira, dezembro 23, 2008

The Official Rare Exports Inc. Safety Instructions 2005

O melhor filme de natal alguma vez feito. Quem ainda não conhece, regale-se:

O pai natal existe (e o natal não é quando um homem quiser)

Esta época que se convencionou chamar de natal é absurdamente deprimente, num grau que aumenta de forma exponencial de ano para ano. Pense-se no actual panorama, mas situado noutro mês do calendário: hordas - autênticas hordas - de gente nas ruas, a atafulhar os centros comerciais, as estradas, as vidas, sem qualquer outro propósito para além de fazer compras. Nem sequer é comprar, é fazer compras. Não pensaríamos então que se tratava de uma epidemia qualquer, uma gripe das compras que tinha infectado toda a gente? Seria preciso avisar as autoridades, passava-se alguma coisa de muito errado, olha toda a gente em Julho com gripe das compras, esquisito, será atentado terrorista bacteriológico?, telefona aos bombeiros.

Mas não, o evento tem lugar em Dezembro, numa data que mesmo antes de Cristo era comemorada, solstício de Inverno, os planetas entram em alinhamento cósmico com os papéis e as fitas de embrulho. Penduram-se luzes nas ruas, elevam-se torres de metal e lâmpadas e chamamos-lhes árvores de natal grandes como o camandro, e os olhos ficam vidrados. A Palavra pisca em néon na nossa cabeça, e afinal são duas: Fazer. Compras. Compras para familiares e amigos, sem esquecer os "familiares" e os "amigos", também estes, os com aspas, porque é tradição dar prendas. Nem é oferecer, é dar prendas, ou presentes, ou lembranças, que também já é da praxe, toma lá, não é nada de especial, é só uma lembrança. Lembrança de quê? Só se for lembrança de que não me vês há um ano e agora espetas-me nas unhas com esta lembrança absolutamente deprimente que eu nem preciso de desembrulhar para perceber logo que é mais um par de peúgos.

Tradição. Neste caso uma designação mais curta para se me dão e depois eu não dou, parece mal. Uma espécie de ditadura, a ditadura do natal. Temos de estar juntos e contentes, bem dispostos, afáveis, sorridentes, todos de mãos dadas até à altura de deglutir a bacalhonga e desembrulhar prendas, presentes, lembranças. Época de paz e boa vontade entre os homens. E corrida, muita corrida entre os homens - corre-se às lojas, bate-se com o carro, o senhor tem seguro?, vá você para a puta da sua tia, vou chamar a bófia!, e tanta compra de natal que eu ainda tenho de fazer, deixe-me só fazer um telefonema; 'tou filha?, olha, o pai bateu com o carro mas ainda tem de fazer compras de natal, espera aí só um bocadinho; olhe lá não me dê pontapés na porta do carro!, temos o caldo entornado, ligue você para a polícia que eu agora tenho aqui outra chamada; 'tou filha?, não, é que 'tá muito trânsito e o pai tem muitas compras de natal para fazer e bateu, podes vir para cá esperar a bófia para o pai poder ir às compras?, vens de metro, o pai paga-te o bilh... ai não podes, estás nas compras de natal?, pois.

Isto acontece, está a acontecer agora, e ninguém acha esquisito porque é tradição que aconteça agora, nesta época do ano. Se fosse noutro mês qualquer, toda a gente havia de estranhar, mas como é no natal faz sentido. Ou não faz, mas é tradição, é só uma vez por ano, um dia não são dias, o natal não é quando um homem quiser, é exactamente quando é, naquele dia e em mais nenhum, é a ditadura do natal.

Longe vai o tempo em que as tradições não eram definidas pelas marcas comerciais. Mesmo este ano, com a hiperbadalada crise - é que o cartão ainda funciona, o banco ainda está de pé; vamos às lembranças que para o ano se calhar está o antídoto para a gripe das compras achado, e já não há nem sequer pares de peúgas para ninguém. Hordas de gente nas ruas, nas estradas, nos centros comerciais. Hordas, como uma epidemia de zombies num filme do Mestre Romero. Ou tomados por Cybermen saidos do Doctor Who, aprisionados num movimento mecânico de passar o cartão na ranhura, missão: Fazer. Compras. E ninguém acha estranho.

Como ninguém acha estranho que exista um velhadas de barbas carregado com uma saca de presentes às costas, curvado ante o peso de uma tradição que eu não quero que me caia em cima. Sim, porque o pai natal existe, existe como nenhum de nós existe, muito mais que nós, vai sobreviver-nos a todos. Porque é uma criação de uma marca (coca-cola), uma apropriação de outras marcas (todas), seja em que forma for, velho barbaças ou milf glutona, pensado da ponta da barba até ao dedo do pé com verniz para lembrar essa coisa de dar prendas, a impôr a tradição de fazer compras. De dar prendas. Com data certa, porque se tem de dar, porque é natal e no natal dão-se prendas, presentes, como quem se reúne à volta do pinheiro para distribuir lambadas bem assentes com data e hora marcada, toma lá uma lembrança minha na queixada, feliz natal.

E os sms's de natal? Não me façam falar dos sms's de natal.

Facebook bate MySpace / Novos vírus

Sigam os links para as notícias:

Facebook bate MySapce como mais visitado do mundo

Novo worm ataca MySpace e Facebook

Novo vírus «Koobface» ameaça Facebook

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Mete mais alto #29


Gail Brand e Mark Sanders @ Mopomoso Free Improvisation Night, Vortex Jazz Club (Londres), 20 Abril 2008.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

In Memoriam: Bettie Page


R.I.P.
1923-2008

música: The Cramps

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Hoje - 22h15 - SIC Radical - Fogo Posto! Especial de Natal


Outras datas de exibição:
Sábado, dia 20 - 13h30
Domingo, dia 21 - 23h15
5.ª feira, dia 25 (Natal!) - 21h30 e 5h30
3.ª feira, dia 30 - 00h00

E ainda mais sugestões natalícias: Mactini e iToilet


Mactini, conforme apresentado em The Peter Serafinowicz Show Christmas Special, que será exibido na BBC2 no dia 23.
(via Carlos Gonçalves)
Vejam também: iToilet.

E se quiserem ver um best of do Peter Serafinowicz Show, ainda têm dois dias para fazê-lo online no site da BBC, caso vivam ou estejam no Reino Unido, otherwise boquinha.

Mais sugestões e dicas natalícias


A Blue Q oferece uma vasta gama de sprays com utilidades muito para além do mero anti-chulé, até porque são para inalar: há um spray que permite compreender de forma instantânea a arte moderna, um outro que nos faz acreditar em Deus, e ainda um que nos dá novas e felizes memórias de infância. O sortido não se fica por aqui, e ainda é possível encontrar toda uma colecção de produtos de beleza para quem quer estar no seu melhor para Jesus. Deveras natalício e apropriado.

Chris Christmas Rodriguez


Todos os videos aqui

"Of all the Charlie Browns in the world, you're the Charlie Browniest."

Promo de "A Charlie Brown Christmas" (1965)

Para verem uma edição recente, a pomposa mas justificadamente apelidada de Remastered Deluxe Edition, cliquem aqui - vão dar ao primeiro de três videos com a totalidade da obra (depois sigam o trilho). No You Tube, já agora não se esqueçam de seleccionar alta qualidade, para justificar a trabalheira que este pirata teve em colocar o video online com tão boa definição. Ver "A Charlie Brown Christmas" por este meio não invalida o adquirir do dvd em si. É um clássico absoluto, a primeira vez que os Peanuts aparecem em versão animada, e um presente a ter em conta neste Natal. Só uma dica.

Exposição PF 15 anos



(cliquem para aumentar)

Desde o dia 12 deste mês que está na Fnac do Colombo em Lisboa a exposição comemorativa dos 15 anos das Produções Fictícias. As fotografias são do Ricardo Quaresma Vieira e estarão no Colombo até 11 de Fevereiro. Depois, de 15 de Fevereiro a 15 de Abril, a exposição vai estar na Fnac de Viseu; de 23 de Abril a 24 de Junho na Fnac do Gaiashopping; de 2 de Julho a 9 de Setembro na Fnac de Santa Catarina; e de 17 de Setembro a 11 de Novembro na Fnac Braga.

György Ligeti - Poema Sinfónico para 100 Metrónomos

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Fogo Posto! Especial de Natal - 5,ª feira, 22h15 - SIC Radical


Aqui fica em ante-estreia um dos momentos que vão poder ver amanhã, 5.ª feira, às 22h15 na SIC Radical, no Fogo Posto! Especial de Natal. Com a participação de um dos estardalhaços finalistas FHM no programa A Vida e a Bela, a Sandra Figueiredo, que, só para este sketch, fingiu ter implantes e não ser 100% natural.

- Olha, querido, senti o bebé a dar-me um twit na barriga!

Acabo de descobrir isto via mauroarv: Corey Menscher é o nome do indivíduo que inventou um sensor com a função de enviar um twit de cada vez que o feto dá o chamado pontapé no interior da barriga da mãe. O twitter em questão chama-se kickbee. O aparelho, por agora, tem este aspecto. Menscher fala sobre o kickbee neste post.

terça-feira, dezembro 16, 2008

Livrarias de Lisboa onde se encontram à venda "penúltimos cartuchos", de Miguel Martins, e o meu "conta gotas":

- Poesia Incompleta, Rua Cecílio de Sousa, 11 (mapa)

- Artes e Letras, Largo Trindade Coelho, 3 (mapa)

- Letra Livre, Calçada do Combro, 139 (mapa)

Limpa-pára-brisas dos olhos e da alma


Scarlett Johansson

(repost)

segunda-feira, dezembro 15, 2008


Scarlett Johansson

Expressionismo
via
E Deus criou a Mulher

A ouvir-se, no Rodapé TV® (espaço que criei e baptizei aqui no estaminé),
György Ligeti - "Lux Aeterna". Rodapé TV - Porque os blogs também se começam por baixo (não hoje, não enquanto esta sucessão de imagens de Scarlett Joahnasson aqui estiver no topo). Olhar para as imagens enquanto se ouve o tema é extremamente terapêutico e um limpa-pára-brisas para olhos e alma.

sábado, dezembro 13, 2008

gotas e cartuchos

A minha rinite alérgica quis tombar-me, durante toda a noite de escrita anterior, que se tornou dia e depois tarde, quase sempre a escrever, sempre com a alergia em modo de agonia extrema. Salvaram-me mais uma vez os anti-histamínicos, ainda que parcial e temporariamente, mas ainda assim o tempo farto para apreciar em termos o lançamento simultâneo - que foi ontem - de "conta gotas" e "penúltimos cartuchos".
A abrir a apresentação, em cima de um banco onde nunca nenhuns pés se tinham antes empoleirado, o Miguel Martins deu conta a todos os presentes da sua condição de editor de ambos e autor de um dos livros.

(cliquem para aumentar)

Como autor de "penúltimos cartuchos", o Miguel insiste que tudo o que tem a dizer sobre o livro já está lá escrito. Como editor, passou-me a palavra, e eu tentei não maçar muito os presentes. Chamei a atenção para o facto de "conta gotas" ser, muito provavelmente, o primeiro e único livro do mundo onde o prefácio tem um número superior de caracteres ao do miolo em si. Tive o duplo gosto em convidar o Eduardo Madeira - a.k.a. Eddie Stardust, meu gémeo vitelino nos Cebola Mol - e em ver aceite o meu convite. O prefácio faz, por si só, valer a publicação do livro.
Nunca me tinha passado pela cabeça publicar um livro de haikai. Mas aconteceu. E como este "conta gotas" aconteceu, conta-se em poucas linhas. Algumas, pelo menos. Sabe-o quem acompanha este blog que, de vez em quando, debito aqui um ou outro haiku (o porquê de ter começado a escrevê-los é toda uma outra história). Lendo-os, teve a fineza o meu bom amigo Miguel Martins de me desafiar a escrever um livro com 21 singelos desses, a ser depois editado na sua Tea for One. O convite deixou-me mais que lisonjeado, ou não fossem as facetas do Miguel como poeta, editor, e homem de jazz, dignas da minha profunda admiração. E deixou-me também aflito, porque um haiku num papel é um haiku estático, que não posso voltar a trabalhar; não estaria a escrevê-los para uma espécie de bloco de notas digital, como aqui o meu blog, sítio onde posso voltar a um ou outro haiku para modificá-lo, torná-lo 'mais final', como vou aqui fazendo, e apontando as datas das transformações; como se fosse algo orgânico, que eu apenas ia ajudando a crescer, como uma planta ou um #Bahajarixx (esta é para os meus companheiros twitters). Não - ao ficarem impressas, as palavras já não podiam ser mexidas, a não ser com uma tesoura e um tubo de UHU para voltar a colá-las em ordens e significados diferentes, o que não está completamente fora de questão. Mas, descartando esta hipótese da tesoura, o que eu tinha em mente é que iria escrever haiku nos quais não podia voltar a mexer. Muito perturbador.
No entanto, angústias à parte, e depois de escolher, com a ajuda do Miguel, entre quarenta e muitos haikai dos que tinha escrito, acabou por surgir esta edição limitadíssima, com apresentação marcada para ontem.
Como anunciado, eu e o Eduardo pegámos nas violas.

(cliquem para aumentar)

Já há muito tempo que não tocávamos juntos. A ideia era termos ensaiado uns dias antes; depois, como não foi possível, tentámos no próprio dia da apresentação, mas um pouco mais cedo. Com a largura de tempo disponível que ambos temos, o acabou - claro está - por não acontecer. O ensaio, entenda-se, porque a actuação - chamemos-lhe assim pela falta de vocábulo mais apropriado, que está ainda por inventar - deu-se de forma descontraída e despida. Despida não no sentido em que houve nudez no 159 da Rua da Rosa, mas porque não estávamos propriamente a encarniçar os nossos alter egos, os irmões Stardust - antes se tratou de um revisitar descontraído de alguns velhos temas cebólicos como "Libertem o Pacote Laboral", "Jack Palance", "Satright No Chase (Straight No Chaser II)" (este com introdução do Miguel Martins e do Limón Cavaco, tocando sinetas)...

(cliquem para aumentar)

... e terminando com coro de todos os presentes - menos talvez um senhor que estava lá atrás de suíças - "Jóli (És o Cão da Malta)". De destacar que foi a primeira vez que o mais recente membro da família Dinis, a Rafaela, escutou estes temas ao vivo, facto que muito honrou o evento.
Quero aqui louvar os "penúltimos cartuchos" do Miguel, aforismos que dão gosto num livro pequeno que pede tempo para ser lido. E relembrar que todos os exemplares ainda disponíveis de outro livro seu, "Cirrose", se encontram à venda na Livraria Poesia Incompleta, Rua Cecílio de Sousa, em Lisboa, entre o Príncipe Real e a Praça das Flores. Ambos obrigatórios.
Redobramos o muito e muito obrigado a todos os que se deslocaram ontem ao Salto Alto, em Lisboa. Nesta época natalícia, em que 263237 lançamentos acontecem inevitavelmente ao mesmo tempo, fiquei contente de ver tanta gente presente: houve quem tivesse vindo de outros pontos do país. Caso do Carlos Gonçalves, mestre photoshopiano vimaranense que não só já me tinha enviado esta fotomontagem...

(cliquem para aumentar)

...como - cereja no topo do bolo - nos presenteou, a mim e ao Eduardo, com dois belíssimos galardões: Galocha de Oiro 2008/2019 e Mini-CD de Aglomerado de Cortiça.

(cliquem para aumentar)

Obrigado, Carlos, pela ideia, pela dedicação, pelo resultado, pela presença, pelos galardões, e pelas fotos do lançamento (as fotos que haveis visto neste post são todas dele).
A noite prosseguiu com jantar ali por perto e regresso da alergia em força, que se tinha retirado durante a apresentação, mercê dos fármacos ou de uma distorcida piedade. Por alturas da sobremesa, já tinha perdido por completo o sentido do paladar e não percebi se o melão era bom. Já não é a época dele, seja como for. Ou é? A fruta agora já não tem época, como as alergias, o Natal, os haikai.
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(Update, 15/12 - 17:52)

Coloquei na minha página do Flickr mais fotos do lançamento, umas tiradas pelo Carlos, outras pelo Ricardo Martins. Podem ver todas aqui.

quinta-feira, dezembro 11, 2008


The Shining (1980), de Stanley Kubrick.

Hoje, às 21h30 na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa (com repetição na próxima segunda-feira, dia 15, na Fnac Chiado), dá-se a apresentação da "Antologia do Humor Português (1969-2009)", de seu título completo "Antologia do Humor Português. Mas só o que saiu em livro e mesmo assim há uns que, se calhar, não deviam estar e outros que não estão e deviam estar. É como em tudo. 1969/2009 Mais ou menos. Enfim, 18 de Abril de 2008, até à hora do almoço, o mais tardar", uma recolha e selecção feitas pelo Nuno Artur Silva e a Inês Fonseca Santos. Textos assinados por José Gomes Ferreira, Jorge de Sena, Mário Cesariny, Mário Henrique Leiria, Natália Correia, Alexandre O'Neill, Dinis Machado, António Vitorino de Almeida, Miguel Esteves Cardoso, Nilton, Adília Lopes, Ricardo Araújo Pereira, José de Pina, Rui Cardoso Martins, Eduardo Madeira, entre outros que (sic; releiam o título) "se calhar, não deviam estar e outros que não estão e deviam estar" (e são uns quantos). Da minha humilde pena, babosa de partilhar lugar num canhenho onde figuram nomes como os acima citados, e penosa (pena penosa) pela ausência de outros que gostaria de lá ver representados, está um texto da Conversa da Treta (intitulado precisamente Desconversa da Treta, escrito por mim e pelo Eduardo numa noitada de trabalho mítica, de que nenhum de nós se lembra mas ouvimos falar), e originalmente publicado há anos no Livro da Treta. A apresentar a Antologia estarão o Nuno Artur Silva, a Inês Fonseca Santos, o Nuno Markl, o João Paulo Cotrim e o Pedro Mexia.

Deixe estar, se calhar vou a pé que é mais rápido.

Na campanha de prevenção rodoviária promovida por uma conhecida marca de whisky, os pilotos de F1, Mika Hakkinen e Lewis Hamilton, conduziram táxis em Londres.
A iniciativa vai repetir-se cá em Portugal, com Tiago Monteiro na função de taxista. Os organizadores já pediram aos futuros passageiros desculpas antecipadas pela demora em chegar ao destino.

terça-feira, dezembro 09, 2008

Brilhante!

Cá está - a brilhante interpretação de que falava ontem no Twitter, do meu broda Eddie Madeira como António Lobo Antunes, num sketch de que também é autor.
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Update - 10/11, 23h15: o seu a seu dono, que isto das autorias é muito importante: quem escreveu este sketch foi, isso sim, o Vitor Elias, a.k.a. O Grande Elias.

E se ainda não sabem, corram às lojas: é que o dvd da 1.º temporada dos "Contemporâneos" já está à venda.

Abertura de METROPOLIS de Fritz Lang (1926)


(obrigado, Miguel, pela memória)

R.I.P.


António Alçada Baptista
1927-2008

Bein' a Twitter whore

As minhas últimas 24 horas or so, mercê de uma gripe que afinal era alergia, com notas sobre "Planet Hulk" e "World War Hulk"; a edição em hardcover com "Future Imperfect" (que saudades de uma história de Peter David e dos intrincados desenhos de George Pérez) e "The End"; mais notas sobre a 3.ª temporada de "Heroes" e o episódio piloto de "Fringe" (não o festival de Edimburgo, mas a nova série criada por J.J. Abrams, Alex Kurtzman e Roberto Orci); mais twits sobre "True Blood" de Alan Ball, a brilhante interpretação do meu brother Eddie Madeira no sketch do Lobo Antunes nos cada vez melhores "Contemporâneos", "This Other Eden" de Ben Elton, os atentados de Bombaim, e muitas mais coisas que dão razão de ser ao meu polegar oponível. Inscrevam-se aqui e depois cliquem nesta página onde indicado para se juntarem ao meu Twitter.

A cozinha grega anda a perder identidade.

Anda-se pelas ruas de Atenas e só se vêem flambées.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Convite para lançamento dos livros CONTA GOTAS e PENÚLTIMOS CARTUCHOS

Este ano não te comprei nada

fim de setembro
há enfeites de natal
já pendurados

Amy

escavacadita
não é má rapariga
mas ‘tá que dá dó

Classificados II

vende-se casa
duas assoalhadas
é assombrada

Clooney não incluído

os vibradores
funcionam a pilhas
e a fantasia

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Está quase


Santogold, daqui a pouco ao vivo no Tivoli.