sexta-feira, outubro 31, 2008

Macacos do Chinês ao vivo

hoje às 23:00 no Music Box de Lisboa.
Ainda aí estão? Vá, ala para lá.

H.i.: iNferno de látex, pt.2

Abriu hoje ao público o IV Salão Erótico de Lisboa. Junte-se o facto de ser Halloween, e eis motivos mais do que suficientes para voltar a postar o 7.º episódio d'O Horror iNominável. Isto porque o episódio foi parcialmente gravado o ano passado no dito Salão. Ou foi na sede do PP? Vejam ou revejam por vós próprios, neste episódio que teve como convidados especiais o Papa e a Cicciolina.

quinta-feira, outubro 30, 2008

The Cramps ao vivo no Hospital para Doentes Mentais de Napa

FHfm: The Cramps - "I was a teenage werewolf"

Contentores à bruta em Alcântara


O Jumento diz e bem. Eu já assinei a petição. Porque não se me encaixa na cabeça a máxima "para que é que havemos de continuar a ver o Tejo quando há contentores tão bonitos para ficarmos a olhar enquanto passeamos ao pé dos contentores que, não sei se já disse, são mesmo bonitos como a pôrra?" Não se me encaixa mesmo.

link: cidadanialx.blogspot.com

Grandiosos Momentos da História do Cinema #01

E bem a propósito do feriado que se aproxima: a dança de Santanico Pandemonium, aliás, Salma Hayek, ao som de "After Dark" dos Tito and Tarantula, no filme FROM DUSK TILL DAWN (1996).

Disclaimer

No Facebook, aceito todos as plantas e animais virtuais que me queiram oferecer, sim senhores, tenho todo o gosto - mas não os vou regar, lamento, nem às plantas nem aos bichos. A única coisa parecida com um Tamagotchi que eu ainda vou regando de vez em quando é o meu gato.

Contra online





O episódio da semana passada do Contra Informação está disponível online no sítio do costume.

Halloween: 4.ª Edição da Zombie Walk


Mais info aqui e aqui.

Mete mais alto #25


Bebo Valdez & Diego El Cigala - "Corazón Loco"

quarta-feira, outubro 29, 2008

Deus escreve torto por linhas tortas

Se Deus não quisesse que o Homem risse da desgraça alheia, não deixava darem-se terramotos em sítios chamados Baluchistão.

Prescriptioned marmalade

O melhor de ter uma intoxicação alimentar é que se deve comer muita marmelada. Xotôra dixit.

domingo, outubro 26, 2008

Mete mais alto #24


Chavela Vargas - "Paloma Negra"

sexta-feira, outubro 24, 2008

O Homem no actual Sistema Financeiro Mundial:


Radiohead - "No Surprises" - OK Computer - 1997

Nas memórias e nas finanças, como no mar, os ratos são os primeiros a abandonar o barco.

Não tarda o Eternal Sunshine of the Spotless Mind é um documentário:

"Um grupo internacional de investigadores apagou, de forma selectiva, memórias do cerébro de ratos, através da manipulação de uma molécula. Nos humanos, a técnica é mais complexa, mas espera-se que, no futuro, alguns medos e recordações traumáticas possam ser apagados. Apagar memórias de forma selectiva é agora possível. O sofrimento causado pela recordação da perda de alguém, um medo que não se consegue controlar, as lembranças de um conflito podem ser suprimidas, segundo um estudo realizado por uma equipa internacional. (ler mais aqui)"

Está-se um passo mais perto de concretizar as remoções e os implantes de memórias espalhados pela obra de Philip K. Dick. Estou na lista, logo a seguir aos ratos de laboratório, e junto com toda a gente que deseja esquecer que se chegou a este ponto:

5 dos maiores bancos admitem recurso ao aval do Estado para financiamento (ver video SIC Notícias aqui).

E os anúncios dos bancos, concertados, vêm 6.ª feira à tardinha, que é para amanhã não haver hipótese de corridas aos levantamentos.
Haverá quem tenha já pegue numa tenda e num fogareiro a gás, e arrancado para a porta do seu banco, na tentativa de garantir assim o primeiro lugar na fila de 2.ª feira? E mesmo assim, irá a tempo? Estará, pelo contrário, a ser alarmista?
O que à primeira vista pode ser um fim de semana de corda na garganta, resultará catártico se for encarado como o último de uma era. E o fim de uma era é sempre de aproveitar, uma era que um gravatas de Wall Street chamaria de "aquela em que os cartões de plástico que se trazem na carteira serviam para mais além de fazer linhas de coca". Quem não conseguir manter-se tão estóico, resta-lhe fazer como os ratos e tomar a pílula do esquecimento, e esperar que Philip K. Dick não tivesse também razão quando dizia que "Reality is that which, when you stop believing in it, doesn't go away."

Cable Jester vs. The Author


Jon Stewart e John Hodgman no Daily Show de 3.ª feira passada.

Amanhã no Contra Informação não percam a visita de Bimbo da Costa ao Hard Rock Café em Lisboa para o lançamento do novo livro de João Malheiro. Encontros imediatos de 3.º grau com Eusébio, Rute Marques, Mário Zambujal, António Vitorino de Almedia, Cláudio Ramos e José Castelo Branco - os reais, de carne e osso, não os de material sintético. Bom, no caso de Castelo Branco também há material sintético, mas acho que me expliquei. É na RTP1 às 12h30.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Bocage repete a partir de hoje, 00:20 na RTP 2.
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Update, 1:23, 23/10 - Os argumentistas são como os maridos: sempre os últimos a saber. Afinal, hoje passou o 3.º episódio. Parece que está a ser exibido todos os dias. Como a série tem 8 episódios, presumo que a exibição se estenda para o fim de semana, ou para a semana que vem. Não sei dizer ao certo. Já disse que o dvd já está à venda? Pois está, há uma catrefada de tempo.

Agora não consigo respirar, acabo de ver o novo trailer de Watchmen


Cliquem aqui.

Axle Munshine


Acho que está na altura de reler e completar a minha colecção do Vagabundo dos Limbos.


Lembrete: o episódio do Contra Informação exibido no sábado passado está disponível (há dias) no site da RTP. Paulo Tortas no Chiado à procura do seu vice-presidente desaparecido.

domingo, outubro 19, 2008

Mete mais alto #23


Santogold
"Lights out"
Santogold
2008

quinta-feira, outubro 16, 2008

Magalhães salva!

Nova entrada no diário digital de Antonio Pigafetta. Não há escorbuto, mas os dentes também podem cair com tanta risota. Não há tempestades, mas levantou um vendaval blogosférico. Um ritual IURDico em louvor do Magalhães (nome de código: acção de formação), documentado neste video captado por telemóvel.
Jesus salva, mas o Magalhães salva mais.

Ministério da Educação + Intel = Medo (e mesmo sem a Intel a coisa já assustava).

terça-feira, outubro 14, 2008

Vintage galore (e as sequelas e os remakes)


TRON (1982), o magistral filme de Steven Lisberger. Esta é uma cena cortada da versão original, e, infelizmente, também aqui a cena não aparece por inteiro.
TR2N, a sequela (ou remake, ainda não é certo), parece assegurada para 2011, com argumento de Adam Horowitz e Edward Kitsis (ambos de LOST) e realização de Joseph Kosinski. Já agora: Kosinski prepara para 2010 a sua estreia cinematográfica com LOGAN'S RUN, remake de outro grande clássico que chegou a estar nas mãos de Bryan Singer, até Singer abandonar o projecto por falta de tempo. O original, de 76, é outro filme a ver e a rever, coisa que fiz, há pouco tempo, no TCM, uma belíssima cópia, bem melhor do que aquela de onde foi retirado este excerto. Eis outra cena picante para os critérios da altura, que não acabou cortada mas levou a que o filme fosse classificado como PG:

Da série de TV com o mesmo título não recordo tanto como de BLAKE'S 7, ou dos incontornáveis STAR TREK ou ESPAÇO: 1999, mas foi com ela que tive o primeiro contacto com esta ideia de uma sociedade futurista onde não era permitido viver para além dos 30 anos. Ideia que permaneceu comigo para além das três décadas de vida.

segunda-feira, outubro 13, 2008

L'anniversaire de M. Hulot


O genial Play Time (filmado entre 1964 e 1967), que é, de entre os filmes de Jacques Tati, o meu preferido, foi um estrondoso fracasso de bilheteira que levou Tati à beira da falência, da qual nunca conseguiu recuperar. Se fosse vivo, Tati teria feito 101 anos no passado dia 9.

Como é que se diz em linguagem gestual "Este governo socialista está esgotado"?


O Contra Informação exibido no último sábado já está disponível no site da RTP. Cliquem aqui para ver, entre outros sketches, a visita de Manuela Azeda o Leite à Associação Portuguesa de Surdos para aprender linguagem gestual.

sábado, outubro 11, 2008

Depressão sazonal, brincos, botões de punho e alfinetes de gravata

Foi como se estivéssemos numa realidade alternativa. Durou instantes, mas foi tão bom, ainda agora, no final do jornal da 1. Notícia: a depressão que afecta portugueses nesta altura do ano, e a causa é a falta de luz. A venda de antidepressivos e ansiolíticos dispara nesta altura do ano por causa da falta de luz. Não tem a ver com a consciência definitiva do fim das férias, merecidas e portanto caras, pagas a crédito que caíu agora, ainda mais na iminência de uma catástrofe bancária. Não, porque o homem português anda a comprar muitas jóias, foi a notícia seguinte, o homem português cada vez compra mais acessórios de luxo, alfinetes de gravata, botões de punho, o brinco com jóia igual ao do Cristiano Ronaldo tem muita saída, os jovens apreciam bastante, garante o funcionário da loja. Em tempo de crise não se compram jóias, por isso não há crise, ou então é uma realidade alternativa, esta dos últimos minutos do telejornal, um Portugal paralelo onde as depressões têm a ver com a luz e não com o preço dela e dos combustíveis, e de tudo; onde os homens cada vez se preocupam mais com a imagem e compram acessórios de luxo. A ajudar na passagem entre as duas dimensões, entre a dimensão do fim do mundo e a dos brincos à Cristiano com muita saída, estavam as notícias de rodapé, todas elas desporto, e por isso sempre à margem do que se passa fora dele e à volta dele, ou não fazendo caso do que se passa dentro dele (como tão bem se demonstrou ser possível nos últimos Jogos Olímpicos). Não há bancarrota, o que há é falta de luz, mas podemos sempre ir comprar uns alfinetes de gravata para levantar a moral. Da minha parte, estou com um problema, visto não usar gravata. Mas, mesmo com depressão sazonal, prefiro esta outra dimensão para onde os últimos minutos do telejornal me atiraram.

"Ó Jorge, eu não te vi dançar, pá!"

Dia difícil vai ser a segunda-feira dos pais que, com as filhas, participaram ontem no novo programa da RTP 1, o Olha Quem Dança. Cavalheiros na casa dos 50 anos, vão penar quando os seus rebarbados colegas de emprego lhes disserem, uns de forma mais boçal que outros, o quanto apreciaram ver no ecrã as jovens filhas deles, bailarinas ágeis, firmes, esguias, palminhos de cara, "Ó Jorge, a tua filha 'tá grande, hein?". E, pior de tudo, estes pais não vão ter qualquer espécie de feedback acerca das suas prestações no programa, porque nenhum colega sequer deu conta que eles também estavam no palco.

sexta-feira, outubro 10, 2008

A beata na garrafa

No meio de crises bolsistas, bancos em falência, fins-do-mundo tal como o conhecemos que se juntam aos fins-do-mundo do buraco do ozono e do derretimento das calotas polares, é refrescante ver que há quem conserve a postura niilista que se esperaria generalizada em função de um ambiente apocalíptico fin de siècle como o que se vive no início deste. Mas não. São poucos - ou, pelo menos, não os suficientes - os bravos que encaram este tipo de contratempos sem pestanejar, sem mudar hábitos, e, mais importante, sem mudar vícios. Tive o privilégio de testemunhar o à-vontade com que esses bravos são bravos, ontem quando calhou ver um directo que, salvo erro a SIC, fez a partir da Moda Lisboa.

Falava a repórter com um senhor de barbaças que é costureiro português, um dos mais badalados aqui e parece que até lá fora, diz que sim, mas cujo nome não me lembro. É uma pena, pois é, mas eu, moda, é mais as modelos e menos os costureiros. Aos menos avisados tal pode conter um elevado grau de bizarria: é quase como abrir um guarda-fatos e pasmar com os cabides em vez de com as roupas que neles estão penduradas. Mas, atentem e reflictam, existem mais motivos de interesse numa hipotética estria na coxa de Helena Christensen do que num cabide de alumínio, plástico, ou pau de marmeleiro. Uma busca no Google e dava com o nome dele, mas a verdade é que pouco interessa, uma vez que o protagonista da transmissão estava lá atrás, não muito ao fundo, visível quando a câmara se atrevia a desviar do senhor costureiro de barbaças para mostrar um pouco dos bastidores do evento. Estava este bravo, que também não reconheço, e que talvez fosse um membro do staff do dito senhor costureiro das barbaças, não sei, o que sei é que o dito bravo estava a fumar num espaço fechado, o que, já de si, requer alguma bravura, e depois, terminando o seu esfumaçante passatempo, onde é que apagou a beata? Onde foi? Dentro de uma garrafa de água. De litro e meio. Cheia.

A garrafa de água estava cheia. Litro e meio e uma beata. Não mais do que um reles gole tinha sido saciado por aquela garrafa antes de o cigarro lá ir mergulhar de chapão. Portanto, não estamos a falar de apagar um cigarro numa garrafita de 25 cl, assim já praticamente vazia, só com a quantidade de água que alguém poderia utilizar para refrescar têmporas e a zona por detrás das orelhas, num dia em que o sol estivesse mais quente, por exemplo, mas que, em momentos de maior aperto, uma pessoa pode de forma legítima usar para humedecer a ponta da beata que já não se permite esfumaçar mais. Não, não estamos a falar de um recipiente modesto e de uma quantidade de água próxima do inócuo. Estamos a falar de uma garrafa de litro e meio, cheia. E o que é que se faz quando se vê uma garrafa de litro e meia recém-aberta, só com um gole, se tanto? Se formos uns bravos, espetamos nietzschamente com uma beata lá para dentro.

Com tantos apelos, alarmes, campanhas a promover os vidrões, com putos pequenos a falar das cores dos reciclões; com a ganância da poupança de água via duches controlados até à última gotícula de orvalho canalizado (a minha geração deve ter sido a última a poder usufruir da canhola adolescente no duche sem ter de sofrer dos consequentes problemas de consciência por saber que, por cada litro de água gasto, morrem cem focas bebé, ou lá que dados al goriamente assustadores é que andam agora a ser apregoados), convenhamos que apagar uma beata numa garrafa cheia de litro e meio de água é um gesto de franca libertação. Não são muitas as formas de mandar o mundo à merda de forma descontraída e sem arreganhos; e, entre todas as existentes e mesmo entre aquelas que ainda poderão surgir, fruto da fértil imaginação e da refinada postura desta espécie de herdeiros do anarquista Kropotkin, como este do ModaLisboa, não me parece que se consiga muito melhor - pela simplicidade, pela ligeireza do gesto - do que este arremesso da beata para a garrafa cheia. Talvez se fosse um garrafão de cinco litros, mas esses não se distribuem gratuitamente pelos bastidores de eventos do calibre de um desfile de moda. O que é lamentável, porque a visão de um cigarro a desfazer-se em borrões amarelados no interior de um garrafão cheio de cinco litros de água seria de uma beleza passerélica só comparável ao de uma Doutzen Kroes a desfilar tão somente com asas de anjo porque deixou a combinação Victoria's Secret nos bastidores, virtude de esquecimento ou por comovente caridade.

Poder-se-à dizer, não sem alguma maldade e repúdio pelos princípios estético-filosóficos subjacentes a este assunto, que o bravo em questão depositou o cigarro fumado dentro da garrafa para prevenir um incêncio (tivesse Linda Evangelista deitado a sua beata para dentro de uma garrafa de água, e ter-se-ia, quiçá, evitado o fogo que deflagrou há uns anos noutro evento de alto gabarito da moda nacional, se bem me lembro, o Portugal Fashion). Mas não creio. Atribuir qualquer espécie de altruísmo ao gesto de enfiar uma beata numa garrafa de água cheia é minimizar um acto de whatafuckismo primevo, glamouroso, edificante. Não houve pinga de importância dada a nada nem a ninguém que não o próprio, o imediato, naquele gesto grandioso que permitiu o contacto entre dois materiais sem os quais o homem moderno não pode, não deveria poder, sobreviver: o tabaco e a água. Foi um gesto quase enfadado, do momento, sem procurar outros horizontes para além da mesa onde o bravíssimo estava sentado, porque dava um trabalhão ir à procura de um cinzeiro, ou mesmo ir até à rua atirar o cigarro para o chão, acto que também assenta que nem uma luva ao entendimento passado do que é ser cosmopolita e moderno, mas que agora teimam, os senhores do verde e da saúde de ferro, ser próprio de um Flinstone (no sentido pré-histórico do termo, porque nunca Fred ou Barney fumaram mais que um charuto, assim que me lembre de repente).

Surgiu-nos do mundo da moda essa visão de bravura niilista, descomprometida, blasé; e, se pensarmos bem, faz todo o sentido que desse mundo tenha surgido. Pois não andam as modelos a desperdiçar comidinha que fazia tanta falta aos países do terceiro mundo, de cada vez que se fecham numa casa de banho para, levando os mui fotografados dedos às não menos fotografadas bocas e às ocultas - mas que se adivinham estupendas - goelas, para regurgitar todos os escassos víveres que a pressão familiar e/ou social as obrigou a verter estômago abaixo? Não são as já citadas focas bebé, as raposas e outros animais de pêlo rico e farto, espezinhadas para garantir a dignidade da haute couture?

Se a moda é vanguarda, este acontecimento marca o início de uma nova era. A moda é cíclica, a única coisa que realmente recicla são as suas próprias ideias, assentes em dogmas estéticos diversos, subjectivos, fúteis e passageiros como tudo o que é realmente importante o é. Este exemplo assume-se assim como a primeira vaga do que aí vem, uma imensa reacção ao aborrecimento que é separar o lixo e coiso - que a única vantagem de ter ecopontos em casa é que ter na cozinha recipientes de várias cores é bom para o feng shui - um regresso ao laxismo, ao equivalente ambiental do que foi o junkie chic promovido pela Calvin Klein durante os anos 90 com Kate Moss.

Em tempos de crise, como nos outros, nada como o glamour que a moda nos oferece, seja pela visão na passerelle de pelagem de bicho quase extinto emoldurando um esplêndido par de coxas, seja pela redentora imagem de uma beata a boiar numa garrafa de água cheia. Paradoxo: o niilista, perante esta visão, sente a vibração de uma intervenção divina, e chega mesmo a pôr em causa a sua fé na descrença. Dêem os fiéis graças a deus pela moda, porque deus, na generosidade que os entendidos dizem ser sua característica, criou os animais de pêlo para que se façam casacos, e a água para que nela se apaguem cigarros.

E dói como tudo

A vida é como as escadas, no sentido em que às vezes batemos com as canelas nos degraus.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Mete mais alto #22


Battles - "Atlas", live @ Fuji Rock Festival, 2007

domingo, outubro 05, 2008

Euribor Macht Frei e outras novidades do Contra Informação

Se não viram o Contra Informação ontem, e tiverem um camadão de insónias hoje, podem ligar a RTP África às 3 da matina e assistir ao programa. Eis a promo:

Podem também ver no site da RTP o episódio da semana anterior na íntegra, bem como outros mais antigos. Basta clicar aqui. No episódio da semana passada estão dois dos sketches que mais me babo de ter co-escrito: um em que o deputado-poeta Manuel Triste recita poemas de Big Laden acompanhado ao piano por Pedro Vergonhosa, e "Euribor Mach Frei", o sketch sobre o extermínio da classe média europeia pelo presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet.

Nesta nova temporada, o Contra voltou a chamar-se Contra Informação (sim, apesar de na promo que acabaram de ver só aparecer Contra), e estamos novamente a apostar num formato mais próximo do telejornal, com sketches cada vez mais curtos e rápidos. E a grande novidade tem a ver com as rubricas "Falar para o Boneco" e "Agente Provocador", em que convidamos os bonecos de carne e osso para uma pequena entrevista feita pelos bonecos de espuma, e levamos os personagens do Contra Informação aos mais diversos lugares e eventos do mundo real. À falta de promoção na RTP 1, fica aqui a singela nota: o Contra passa ao meio-dia e meia de sábado.

sexta-feira, outubro 03, 2008

Contra Informação: Falar para o boneco

Depois de Octávio Malvado vs. Octávio Machado, da visita do presidente Regressado Silva ao Museu Berardo onde falou com Joe Berardo, e a de Cassete Jerónimo à pastelaria Versailhes (pelo caminho ficou a ida de Paulo Tortas à Festa do Avante, para a qual o PCP não nos deu licença), é a vez de António Posta conversar com o seu avatar de carne e osso, António Costa, presidente da CML, na rubrica "Falar para o Boneco" do Contra Informação. Numa altura em que muito se fala na presença de políticos em programas de humor, nomeadamente o Daily Show com Jon Stewart, o Contra continua na vanguarda e mostra agora, entre outras coisas, António Costa a admitir que é difícil alargar a coligação ao PCP porque "eles são muito manientos", a garantir o patrocínio dos Noivos de Santo António homossexuais "logo que a lei o permitir", e a revelar tudo sobre o escândalo da entrega de casas camarárias. A comprovar amanhã, sábado, às 12h30 na RTP 1.

A Resistível Ascensão de Arturo Ui

de Bertold Brecht

Culturgest
dias 2, 3, 4, 6, 7 e 8 de Outubro / 21h30

(cliquem para aumentar)

Mais info aqui.

Michel de Broin


Solitude | 2001
Colour Photograph , 190 cm X 160cm, 2002

The project consists of suspend a mobile home in isolation but in the centre of traffic for a retreat.

(variação)

mosca na sopa
a pedra no sapato
empata-fodas

mosca na sopa
a pedra no sapato
pain in the ass

Diniz Machado, 1930-2008


R.I.P.

Mete mais alto #21