domingo, janeiro 27, 2008

Ribeira Som Sistema


Está online "Morcão!", a versão que fizemos do tema "Yah!" dos grandes Buraka Som Sistema. Que estão a preparar novo disco.

Mete mais alto #2


sexta-feira, janeiro 18, 2008

Novas da frente Abrâmica


Cloverfield estreia hoje nos EUA, e as críticas por parte de quem assistiu aos visionamentos especiais no inicio desta semana têm sido, na sua maioria, muito positivas. Ficam para já esclarecidas todas as dúvidas daqueles que ainda punham a hipótese (ainda?) de tratar-se de um Godzilla flick, uma adaptação de Voltron ao cinema, ou (mais) uma versão cinematográfica dos mitos de Chtulhu. E sim, confirmam-se os parasitas que habitam o lombo deste gigantone, também eles maiores que as pobres vítimas humanas que infectam (lembram-se da mulher que incha no trailer? É uma infectada, coitadinha). Na memória fica-me a teoria de que este monstro era um bicho normal até se confrontar não com uma maré negra à la Prestige, mas uma de Slusho, a bebida fetiche de JJ Abrams, que aparece em todas as suas produções, de Alias a este filme, e que, depois de deitada ao mar, teria feito nascer esta horrenda mutação (como na história narrada no site da Slusho, de que uma mulher tinha inchado até ao tamanho de uma baleia depois de beber seis Slushos de enfiada). Por cá, espere-se (que remédio) por dia 24.


(cliquem na imagem para aumentar)

Factor que acrescenta catitidez a este Cloverfield: antes do filme é exibido o teaser do novo Star Trek realizado por Abrams, pensado para estrear no final deste ano. Alguma vez sonharam ver a USS Enterprise a ser construída? Agora podem. O teaser foi hoje colocado no YouTube com péssima imagem, mas na segunda feira já deve andar aí em HD.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Megavideo loves you more, dizem eles.

"Megavideo is aiming to replace YouTube as the leader in online video."

Um alvo bem assinalado, assim, sem papas na língua. E apresentam dez razões para a troca. Ora vejam lá, e tentem abstrair-se do tom de voz da moça e concentrarem-se na mensagem.


Nos termos de serviço tem lá a frase "You further agree that you will not publish falsehoods or misrepresentations that could damage Megavideo Limited or any third party"; tantas cautelas, à partida, são meio esquisitas, para dizer o mínimo. Já tem um tempinho, mas só conheci hoje (tsshhh), e fiquei curioso com o posicionamento. Se alguém tiver mais informação sobre estes senhores, também responsáveis pelo Megaupload, digam por favor qualquer coisa (a mim, não a eles).

Breaking Bad


O AMC parece ter ganho o gosto pelas produções originais e, depois de Mad Men, estreia este domigo Breaking Bad. Promete. Espreitem aqui.

Obrigado ao Escarreta Preta (belo nick, hein?) pela dica.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Mete mais alto #1

Maila Nurmi, 1921-2008


Vampira, The Glamour Ghoul, faleceu no passado dia 10.

Também a rodar na FHfm, Misfits - "Vampira".

Ele merece

Parece-me justo que o novo aeroporto de Alcochete se venha a chamar Aeroporto Mário Lino.

And the winner is...

Ora então muito bem: o Campeonato de Pantufada nos Fundlhos de Mário Lino terminou às 23:59 de ontem com uma adesão bestial da vossa parte. Grande prova de seriedade e rigor, uma vez que o Pictogame não guarda os resultados online e fomos todos colocando os resultados obtidos na caixa de comentário sem falcatruas. Bonito, um exemplo para o Mundo e para a Europa.

O concorrente, e visitante aqui do boteco, João Sousa, fez um blog de propósito para dar conta dos resultados. Acabou por ser ele também o grande vencedor, ao afinfalhar uma vigorosa pontapezaça que projectou Mário Lino a 171.714 metros de distância e estabeleceu um novo recorde. Porreiro, pá!

Cai assim de forma gloriosa o pano sobre esta iniciativa, mas se entretanto alguém conseguir superar a marca alcançada pelo João Sousa, faça o favor de dar aqui conta do feito.

Resta-me deixar a promessa de mais jogos no futuro e, assim que for possível guardar os resultados online, a criação de um Hall of FHFame, que é coisa de pouco ou nenhum interesse, mas é o que há.

Mad Men


O cancelamento da cerimónia por causa da greve de argumentistas era inevitável, e os vencedores dos Gloden Globes este ano foram anunciados numa deprimente conferência de imprensa. O globo na categoria de Melhor Filme Drama foi para Atonement, que estreia por cá a 17 de Janeiro, e o de melhor Musical ou Comédia (neste caso Musical e Comédia) para Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street, que estou em alto grau de pulguedo para ver (junto com outro dos filmes que estavam nomeados, Juno, nem que seja só para ter a confirmação de que Ellen Page é uma actriz genial). Na categoria Melhor Série Musical ou Comédia, Ricky Gervais e Stephen Merchant levaram o globo por Extras (clap, clap, clap), e em Drama o prémio foi para Mad Men. E foi neste ponto que a orelha se eriçou.

Já tinha ouvido falar desta série, mas entre Heroes (faltam-me ver dois da 2.º temporada), Weeds (estou a meio da 3.ª), e a 2.ª de Dexter (a 1.ª agarrou-me e o dvd já está na minha wish list) não tivera ainda ocasião de averiguar do grau de catitidade de Mad Men. O facto de ter sido criada por Matthew Weiner, que tem no currículo esse peso mega-pesado que é Os Sopranos, era já de si um bom augúrio.

A acção de Mad Men desenrola-se no mundo das mais prestigiadas agências publicitárias da Nova York de início da década de 60. É uma série de época, rigorosíssima, segundo tenho lido, e, pelo que já pude verificar online, um gáudio para os olhos. Pormenor curioso se tivermos em conta que o AMC era, até há bem pouco tempo, um canal dedicado em exclusivo à exibição de filmes antigos restaurados. Esta é, aliás, a sua primeira produção original, estreada em Julho de 2007, e já com contrato para uma 2.ª temporada, que vamos lá a ver quando e se estreia (there's a strike going on). Seja como for, a 1.ª de Mad Men ocupa o lugar cimeiro da minha lista de séries a ver com urgência.

(Estive quase a colocar como título deste post "Estes publicitários são loucos", mas depois achei que era imbecil demais, podendo no entanto vir a fazer parte de uma apologética nota de rodapé.)

domingo, janeiro 13, 2008

Assim vou acabar por corar.

Porque é que José Rodrigues dos Santos insiste em acabar o telejornal com um sorriso maroto e uma piscadela de olho, como se estivesse a flirtar com os espectadores? A dona Alzira de Campanhã, 79 anos, é suposto pensar o quê disto? E eu? Quando isto me acontece num bar, ou numa discoteca, tenho sempre o cuidado de alertar que não vale a pena investir, não estou para aí virado. Agora, no final do telejornal, o gesto apanha-me sempre desprevenido. Por mais noticiários que veja, é uma surpresa, e nunca tenho oportunidade de esclarecer o assunto, até porque depois vem o genérico final e acaba tudo. Além de flirter, Rodrigues dos Santos é um teaser, um toca-e-foge. Alguém lhe diga que páre, se não por mim - imune que sou aos encantos de uma piscadela de olho vinda de Rodrigues dos Santos - então pela rica saúde da dona Alzira, que já não tem idade para estas coisas. E por consideração e respeito devidos às moças sensíveis e frágeis de sentimentos, traumatizadas quiçá para toda a vida depois de terem assistido, ainda crianças, à morte da mãe do Dumbo, e que tenham agora desenvolvido uma admiração intelectual (mas não forçosamente platónica) pelo pivot de informação depois de lerem o romance que este aspirante a Dan Brown português deu à luz enquanto o diabo esfregava o olho. Ou piscava, já não sei.

"Every sin leaves a mark."


Finalmente consegui ir ver Promessas Perigosas (Eastern Promises, no original), o mais recente filme de David Cronenberg. O que mais impressiona é a aparente simplicidade com que, a partir do já de si muito bem urdido argumento de Steven Knight, Cronenberg retrata este choque entre pessoas normais - como é dito a certa altura no filme, não sem alguma ironia - e o submundo que opera em Londres.

Cronenberg só é explícito quando mostra uma boa e velha mutilação, corte, ou poça de sangue; tudo o resto avança de maneira à primeira vista discreta, com as tradições da máfia russa e as vicissitudes da vida das pessoas normais a servirem de painel perfeito para o realizador canadiano poder expôr as suas obsessões recorrentes pelo corpo, enquanto constrói um sólido e brutal thriller que nos agarra pelos colarinhos e não larga até ao final; um final surpreendente, tanto mais quando percebemos que os sinais estavam lá desde o início. Viggo Mortensen e a belíssima Naomi Watts encaixam de tal forma nos papéis que é difícil, se não impossível, conceber que o filme pudesse ter sido feito com outros actores, sendo o mesmo válido para Armin Mueller-Stahl, o grande chefão mafioso, e Vincent Cassel, soberbo no papel de futuro herdeiro de um império criminoso que não tem nem a capacidade nem os tomates para comandar.

Desde Dead Ringers (1988) que não via um filme de Cronenberg de que gostasse tanto, (bom, talvez Naked Lunch, três anos depois), mas também é verdade que não vi A History of Violence (apesar de conhecer a graphic novel de John Wagner e Vince Locke de trás para a frente) que, já me disseram, tem bastante a ver com este Eastern Promises (o que é possível confirmar mesmo só conhecendo a banda desenhada). E já que falo de Cronenberg: o seu Scanners, de 1981, vai ter direito a remake, notícia que a princípio me provocou um calafrio (dos maus), mas que logo a seguir me provocou outro (este dos bons), ao ver que o projecto está entregue a Darren Lynn Bousman, o mesmo de Saw II e III... e IV, que, aliás, acabou de estrear. Alguém já viu? E que tal?

Colina Silenciosa

A propósito de Dark Floors dei por mim a recordar Silent Hill 3, que a nipónica Konami editou em 2003. Se pensarmos que o survival horror compreende títulos como Alone in the Dark ou Resident Evil, não será talvez correcto inserir a série Silent Hill no género, visto não se tratar de um jogo de acção com sustos à pazada e zombies em quantidades industriais para matar. Não, Silent Hill pretende afectar-nos ao nível psicológico, e o terceiro capítulo, se for jogado às escuras e com o som bem alto, afecta e afecta bem.

Para muito boa gente, o melhor da série é o segundo, mas foi em Silent Hill 3 que encontrei a excelência. Tudo neste jogo, da história ao grafismo, realização e sonoplastia, foi pensado para mergulhar o jogador em angústia, ansiedade e medo. Sim, porque este não é um jogo para quem quer sentir-se assustado, é um jogo para quem quer sentir medo e gritar como a rapariguinha que - pelo menos no jogo - é.

Não há pois lugar para o susto. O que aqui temos é uma sensação de desconforto permanente, uma tensão constante, um aperto no pescoço que nunca afrouxa. Antes pelo contrário, são muitas as vezes que damos por nós sem conseguir respirar de todo, tal é a tensão a que estamos sujeitos. É o mais próximo que um videogame esteve de reproduzir uma má trip, à boa maneira de Jacob's Ladder (1990), um autêntico pesadelo, ou não fosse a protagonista que encarnamos, Heather Morris, ter sido atraída à localidade que dá nome à série através de um sonho bizarro. Sonho esse que, logo desde os primeiros níveis no parque de diversões, não só parece longe de acabar como ainda por cima se vai tornando mais e mais assustador.

Silent Hill 3 é jogado na perspectiva da terceira pessoa. O rádio que carregamos connosco começa a tocar estática à medida que as criaturas disformes que povoam o universo doentio de Silent Hill se aproximam; criaturas essas que só vemos quando estão praticamente em cima de nós, uma vez que em boa parte do jogo a única fonte de luz é a lanterna que trazemos ao peito. Os cenários são arrepiantes, e também aqui surge o elemento recorrente desta saga aterradora - a cadeira de rodas (tirada de Session 9, de que os criadores são fãs), tombada e com uma das rodas a girar, como se tivesse acabado de cair e o seu ocupante ainda estivesse por perto, escondido, à espreita.


As horripilantes criaturas de Silent Hill 3 - cliquem na imagem para aumentar.

Um dos momentos mais marcantes do jogo é de uma simplicidade notável, e atesta bem o grau de requinte que os seus criadores, designers e programadores alcançaram. Passa-se numa sala, onde, sem o sabermos, fomos condenados à morte no momento em que entrámos (se estivermos a jogar em modo hard). Não existe aqui nenhuma das enfermeiras em decomposição nem nenhum dos cães mutilados que nos atacam no mundo de Silent Hill 3. Não há nenhuma armadilha nem nenhum puzzle complicado onde teremos de forçar-nos a raciocinar de forma lógica apesar de todo o pavor que estamos a sentir. A sala vai matar-nos, mas primeiro vai saborear o nosso medo, a nossa angústia crescente por não sabermos o que está a acontecer. Seja o que for, não vai ser bom para nós. Continuamos a tentar, corremos de um lado para o outro, procuramos uma saída que não existe, voltamos à porta por onde entrámos e tentamos abri-la, uma e outra vez, sem sucesso, não há lugar para sucesso nesta sala, só para medo, loucura e morte. Uma morte repentina, um anti-clímax.

Há um pormenor delicioso que contribui e muito para o efeito de terror absoluto que esta sequência provoca no jogador. Não vou dizer qual é para que tenham, aqueles que não conhecem, surpresa semelhante. Para o jogador que tem o joypad nas mãos, totalmente imerso no jogo, e portanto também ele fechado na sala, é uma experiência angustiante e ao mesmo tempo deliciosa. Assitir à sequência em vez de jogá-la não tem, claro está, um milionésimo da força, e por isso hesitei um bocadinho em colocar aqui este video. Mas fica tudo bem se, depois de verem isto, sentirem vontade de experimentar o jogo. Coisa que deverão fazer apenas no caso de serem fãs do género: Silent Hill 3 é hardcore, e nem títulos posteriores como Siren ou Project Zero conseguiram chegar tão longe. Ora apaguem lá as luzes e ponham esse som bem alto, se faz favor.

Existem hoje diversas encarnações desta saga sobrenatural. Silent Hill 4: The Room (2004) foi, em certa medida, um retrocesso. De facto, este jogo nem foi, de origem, pensado para a série, e por isso muitos dos elementos que esperaríamos encontrar num capítulo da Colina Silenciosa estiveram ausentes, o que levou a muitas críticas por parte dos fãs. Depois disso já houve um filme, Silent Hill (2006), realizado por Christopher Gans - o mesmo responsável, em 1995, pela adaptação ao grande ecrã da manga de Kazuo Koike e Ryoichi Ikegami, Crying Freeman -, e com argumento de Roger Avary, o mesmo de Pulp Fiction (que escreveu a quatro mãos com Quentin Tarantino), The Rules of Attraction (filme que também realizou, a partir do romance de Bret Easton Ellis) e Beowulf (junto com Neil Gaiman). A PSP já recebeu não um jogo mas um UMD interactivo, Silent Hill Experience (creio que também em 2006, visto que o grande objectivo deste lançamento era promover o filme), com bandas desenhadas interactivas, música, cenas de bastidores e um guia para a série; e no ano passado saíu Silent Hill: Origins, na realidade a primeira versão do jogo para PSP. Mas o que todos os amantes do medo virtual aguardam com impaciência é o lançamento de Silent Hill V, disponível, segundo consta, no Verão deste ano. Vão ser horas de sol na praia trocadas por noites em branco a experienciar a chamada cagufa.

Vejam aqui os créditos desse portento que é Silent Hill 3.

sábado, janeiro 12, 2008

animais não são
electrodomésticos
constatou constata triste

24/1 - 2:01

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Aeroporto
em Alcochete jamais
Mário Lino

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Alcochete? Jamais!! - THE GAME


O novo aeroporto internacional de Lisboa será construído em Alcochete.

(O recorde de 111.105m é meu. Incha.)
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(Update, 11/1 - 00:37) Acabo de subir a parada. 153.597m, iiiincha.
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162.136m, iiiiiiiinch-a.
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(Update, 11/1 - 17:16) Experimentei o jogo noutro computador e - surpresa - verifiquei que o marcador de pontuação máxima estava a zero. O que se passa é que o high score se refere apenas a resultados obtidos no próprio terminal, e é por isso que eu não vejo os vossos resultados nem vocês os meus. E aqueles de vocês que nem sequer nos próprios computadores conseguem ver os resultados que fizeram terão talvez os cookies desligados e por isso, de cada vez que refrescam a página os resultados vão à vida.
O Pictogame está a dar os primeiros passos, e de certeza que ainda reserva muitas e boas novidades para o futuro, sendo que uma delas bem podia ser a inclusão de um sistema que permita exibir online tabelas personalizadas com as pontuações e os nomes dos recordistas, para que cada jogo criado possa ter um Hall of Fame. Para já, a oportunidade de fazer a Mário Lino aquilo que José Sócrates, de forma incompreensível, não faz, já é razão suficiente para louvar a malta do Pictogame. Assim que se tornar possível este esquema de pontuações online, podem crer que os jogos que criar aqui para o Salvo Erro passarão, todos eles, a ter o seu Hall of FHFame.
Até lá, vamos dando conta das pontuações no espaço de comentários deste post. E sem batotas, ò camandro. Estou nos 162.136m, o amafas atingiu os 162.432, e o recorde pertence à Paula, que arrefinfou uma pantufada de 171.116m a Mário Lino.
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(Update, 12/1 - 22:03) Igualei o resultado de 171.116, e entretanto o João Sousa atingiu a impressionante marca dos 171.713m. Chegará alguém aos 180.000? Será possível? E aguentar-se-à Mário Lino a tamanho biqueiranço à base de fundilhos?
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(Update, 13/1 - 17:08) A marca de 171.713 ainda não foi ultrapassada, mas já foi igualada pelo Stormy Mind e pelo APC. Será o objectivo de 180.000 metros demasiado ambicioso? Qual deverá ser a data de fecho deste Campeonato de Pantufada nos Fundilhos de Mário Lino, para que possa afixar os resultados finais? Proponho até amanhã às 23:59, que dizem?

"It's too... soviet out there."


Apícola


4m35s com John Cleese e Rowan Atkinson ao vivo em 1981.

Hipótese: Céline Dion é espantosa como o c@r@/#o.


Relacionado: talvez queiram - por uma qualquer razão doentia - ver a própria da Céline a interpretar o tema do Titanic em gargarejo. Um pagode.
Alguém lhe diga que não se brinda com água.
Bom, e daí talvez ela possa; afinal, ela é Céline Dion.
Chiça, qu'insuportável.

Lassie e Snoopy
Sonho de infância
Atropelados

terça-feira, janeiro 08, 2008

Jeeja, danada para a porrada

Aí está - sou visita regular do Twitch e nem sequer me ocorreu ir até lá procurar mais informação acerca de Chocolate. Ainda mais quando foram os próprios senhores de tão excelso domínio que fizeram upload do trailer para o Brightcove. Enfim, valha-nos o Manuel Ferreira, que deixou na zona de comentários do post abaixo a resposta para a minha questão deveras urgente: a moça chama-se Nicharee "Jeeja" Vismistananda. Podem ler mais acerca de Chocolate, das desavenças entre Prachya Pinkaew e Tony Jaa (quem, no seu perfeito juízo, se mete em sarilhos com Jaa?), e, mais importante de tudo, obter alguma informação sobre Jeeja, no Twitch e na velha Wiki. E um obrigado ao Manuel Ferreira.

Fitas que farão de 2008 um ano mais bonito #9: Chocolate

Este é daqueles que não vamos poder ver numa sala de cinema, a não ser dando um puleco ali à Tailândia. Coisa que até se fazia assim tipo num fim-de-semana, não fosse dar-se o caso de serem necessários 350 meses para ir daqui até lá. Tanta distância é garantia de se chegar atrasado à sessão, e eu gosto de entrar nas salas de cinema um bom bocado antes do início do filme para deitar olhares ameaçadores a todos os cabeçudos que se aproximam (o plano é intimidá-los de maneira a que nem sequer pensem em sentar-se no lugar à frente do meu). Portanto, o que temos aqui é um filme destinado a uma degustação em dvd. E se esse dvd for disponibilizado ontem, já virá tarde.

Chocolate é a mais recente obra de Prachya Pinkaew, realizador de Ong-Bak (aos que não conhecem Ong-Bak sugiro que vejam isto; irão não só perceber a onda de Mr. Pinkaew, mas também testemunhar uma breve amostra da técnica soberba de Mr. Tony Jaa). O trailer, como se não fosse já aparatoso o suficiente, ainda inclui imagens de stunts que, durante a rodagem, correram mal. Nos filmes de Pinkaew não há cá CGI nem fios nas cenas de porradame, é tudo old school e visceral, o que ali está foi mesmo executado pelos actores, e às vezes acrobacias deste calibre correm muito malzinho. Material que se esperaria num making of, mas que o realizador decidiu incluir no trailer. Um grande bem haja para ele.

Até agora não consegui descobrir o nome da moça-maravilha (este Chocolate ainda não aparece listado no IMDb), mas urge seguir-lhe o rasto. Qualquer rapariga capaz de infligir esta quantidade de dor merece a nossa admiração. Overdose de smarties e filmes do Bruce Lee dão nisto. E ainda bem.

Pequena nota para o (a) caro(a) visitante deste blog que, neste momento, está a ver o video aqui em cima cortado do lado direito: o que se passa é que estais a usar Internet Explorer, portanto não vos queixais porque estáveis a pedi-las. Tende juízo e downloadai o Firefox, ides ver que tudo se resolverá pelo melhor.

Quando for grande quero ser William Shatner (4)

Boca fechada
Os ouvidos tapados
Comunicação

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Luiz Pacheco


Excertos de Mais Um Dia de Noite, documentário realizado por António José de Almeida.

domingo, janeiro 06, 2008

Dia de Reis

Ergueu a tocha e acendeu as barbaças de milho enroladas em papiro persa. Uma fumaçada ia saber-lhe bem depois dos quilómetros passados em cima do lombo do camelo. Tudo para ver o Menino, que lhe deitava agora um olhar de censura.

Um inspector da ASAE - que na semi-obscuridade do estábulo e por causa das orelhas lhe parecera de início outro ser - avançou com o dedo levantado: "Rei Baltazar, o cigarrinho é lá fora, senão leva multa de 750 euros".

Belchior e Gaspar viraram-lhe as costas e Baltazar sentiu-se a mais naquele presépio. 750 euros era muito. Depois da vaquinha que tinha feito com os outros reis para comprar ouro, incenso e mirra, mal lhe sobrara para um maço de tabaco. E Baltazar era Rei Mago mas não fazia o dinheiro crescer nas árvores. Milagres desses estavam reservados ao Menino que, pelos vistos, não fumava.

Baltazar foi expulso do estábulo e ficou a fumar à porta, cantando o "Não há estrelas no céu" do Rui Veloso para enganar o frio.

- De que vale ter a chave de casa para entrar / Ter uma nota no bolso p'ra cigarros e bilhar...

Mas disso não fala a Bíblia.

"Pronto,


já passou. Aguenta, aguenta, não chora."

Alguém tem lume?

Ontem desforrei-me. Mas como, apesar das dimensões do espaço - grande o suficiente para acolher semi-deuses saudáveis do cardiofitness e também bárbaros mutantes e fumantes como eu -, não havia zona de fumadores, fiquei-me pelas entradas. Estavam decentes, mas nada que justificasse ir fumar para a porta, nem de longe nem de perto. Restaurante onde o meu fuminho não é bem-vindo também não me faz sentir bem-vindo. O que é preciso é que apareça uma espécie de Rosa Parks dos fumadores.

Óbito


Luiz Pacheco
1925-2008

Ilustração de André Carrilho.

Mais Cloverfield (exclusivo: receitas de cozinha!)... e Lost, 4.ª temporada.

O Exgrooviado, visita assídua aqui do Salvo Erro, deixou-me, a propósito das imagens de Cloverfield divulgadas a 14 de Dezembro, um link para o que poderia muito bem ser o monstro que arrasa Nova York na nova produção cinematográfica da Bad Robot. É na verdade uma ilustração que o mui talentoso Doug Williams colocou no seu blog (cliquem na imagem para aumentar). Estou capaz de apostar que, em todo o filme, nunca chegaremos a ter uma visão total do monstro; para esse efeito vai valer-nos, acredito, a fan art que irá ser gerada depois da exibição. Não acho, porém, que o sucesso de Cloverfield esteja dependente da criatura aparecer em todo o seu esplendor; penso mesmo que isso seria contrário ao conceito que, à partida, oferece tanto potencial a este filme. Não se despreze, no entanto, a importância do visual e das dimensões da bestelhunça raivosa - o buzz gerado exige um gigante à altura, passe o pleonasmo. Se a criatura do filme for qualquer coisa de semelhante a esta ilustração, já estaremos muito bem servidos. Até porque tem aspecto de dar uns belos filetes no forno, o sacrista do bicho. Criei, aliás, e mesmo antes da estreia do filme, uma série de receitas que se podem fazer a partir deste animalito, pratos possíveis de ser confeccionados em larga escala dadas as generosas dimensões apresentadas por este paquiderme marítimo, refeições capazes de meter no bolso qualquer feijoadazeca na ponte Vasco da Gama. A saber:

Cloverfield à Zé do Pipo

Ingredientes
para 200.000 pessoas:

1 lombo de Cloverfield
80.000 cebolas médias
1.000.000 folhas de louro
Sal e pimenta q.b.
1 navio cargueiro de maionese (feito com 50.000 gemas e 4.000 quilolitros de azeite)
750.000 toneladas de batatas em puré
Azeitonas pretas

Confecção:

Depois de bem demolhado, coloca-se o Cloverfield em postas.
Leva-se a cozer com azeite.
Picam-se as cebolas e levam-se a estalar com o azeite, o louro, o sal e a pimenta e um pouco de leite de cozer o Cloverfield.
Depois de cozido, escorre-se o Cloverfield e coloca-se a secar sobre um pequeno continente.
Deita-se a cebola sobre as postas de Cloverfield, que depois se cobrem com a maionese.
Contorna-se com o puré de batata e leva-se a gratinar no magma incandescente do centro da Terra.
Enfeita-se com azeitonas pretas.

Filetes de Cloverfield no forno com molho de iogurte

Ingredientes
para 300.000 pessoas

Para os filetes:

3 filetes de Cloverfield
2.000.000 limões
700.000 pepinos de conserva
Sal e pimenta q.b.
Margarina

Para o molho:

200.000 iogurtes naturais
3.000.000 colheres de café de cebola picada
5.000.000 colheres de café de alecrim seco
Pimenta a gosto

Confecção:

Temperam-se os filetes de Cloverfield com sal, pimenta e sumo de limão.
Coloca-se sobre um pequeno continente untado com margarina e, por cima, espalham-se os pepinos cortados em fatias.
Leva-se a assar no interior de um vulcão durante 20 minutos, regando-se de vez em quando.
Para fazer o molho, mistura-se o iogurte natural com a cebola picada, o alecrim, e tempera-se com sal e pimenta.
Serve-se o Cloverfield com o molho, acompanhado de batatas e legumes cozidos.

Cloverfield à Lagareiro

Ingredientes
para 1.000.000 pessoas:

100.000 toneladas de Cloverfield
20.000.000 de cebolas
2.000.000.000 folhas de louro
600.000.000 dentes de alho
1.200.000 pimentos vermelhos
1.200.000 pimentos amarelos
1.200.000 pimentos verdes
1.000.000.000 toneladas de batatas
1.000.000.000.000 ramos de salsa
1.000.000.000.000.000 colheres de chá de vinagre
Sal a gosto
Pimenta preta em grão em quantidade generosa

Confecção:

Coze-se o Cloverfield em panela de pressão com as cebolas, o louro, sal e pimenta, durante 3 semanas. Depois de cozido retira-se da panela e coloca-se numa travessa de barro.
Descascam-se os alhos, cortam-se os pimentos em tiras fininhas, juntam-se as batatas com a pele e demais ingredientes na travessa. Polvilha-se com salsa, rega-se com azeite e leva-se a forno de lenha a 2.000.000º durante 4 anos.
Salpica-se com vinagre.

Toque de requinte: para tornar o prato mais suculento, coloca-se 1.500.000.000.000 gramas de bacon cortado em cubos e um cravinho à volta do Cloverfield, antes de ir ao forno.

Brevemente:
Salada de Cloverfield com frutos secos
Ratatouille de Cloverfield
Cloverfield na brasa com macã nas beiças

Sorbet de Cloverfield
& Cloverfield assado com Vinho da Madeira (sobremesas)


Bom, e a propósito da Bad Robot de JJ Abrams - eis que Lost chega às salas de cinema.

Esperem, não se trata de nenhuma versão cinematográfica da série - por enquanto, porque estou convencido de que lá se chegará - mas de mais uma manobra promocional pioneira. É que se desde há muito que se faz na televisão publicidade a filmes exibidos no cinema, o inverso já não é verdade. Só que a 4.ª temporada de Lost vai quebrar a regra e ter direito a uma mega-promoção nas salas de cinema. É bem provável que Cloverfield passe a ter um motivo adicional de interesse (como se fosse necessário), se tiver a abrir um gostoso trailer da nova temporada dos perdidos mais famosos da história televisiva (and beyond). Depois do arranque em falso, a 3.ª temporada acabou por ultrapassar as expectativas (pelo menos as minhas) e provou em grande parte que nada do que se tem até agora passado é gratuito. Há um plano e parece muito bem traçado. E, mais importante do que peças do puzzle a encaixar, é que a partir de mais ou menos metade da temporada (antes tarde que nunca) começaram a aparecer excelentes episódios, puro filet mignon narrativo, evoluções surpreendentes de algumas personagens, e grandes bónus para os mais familiarizados com a crescente mitologia da série.


Mas, perguntam vocês e bem, como é que vai haver 4.ª temporada de Lost com a greve de argumentistas? Bom, até Novembro passado já estavam escritos oito guiões. Vai pelo menos haver episódios até Maio (vejam aqui lista com os títulos conhecidos até agora). Com séries como Heroes em pausa por causa da greve, Lost vai ser uma ilha em mais que um sentido. Sobre isto, e a ideia de que Lost não está tão dependente do conceito de 'temporada' como as outras séries, valerá talvez a pena ler este artigo, já com uns mesinhos mas nem por isso menos lúcido.

CONTRA, hoje às 12h30, com os RIBEIRA SOM SISTEMA

Entre uma e outra maleita, os meus dedos não se aguentaram às canetas. Faltou assim alertar os leitores mais distraídos aqui do estaminé para a exibição (e repetição) dos especiais do Contra que preparámos para o final do ano passado. Para além do programa a celebrar a passagem para 2008, do qual deixo aqui a versão interpretada por José Trocas-Te do tema "Superstar" de David Fonseca (e que pena este video disponível no You Tube ter o final original cortado, aquele em que o primeiro-ministro se cobria com as mantas, entre o amuado e o deprimido com o final deste ano e, consequentemente, da sua qualidade de superstar, enquanto lá fora o fogo de artifício assinalava a passagem para o ano novo desenhando no céu a mensagem "Feliz 2008"), passou também o Quando o Ano Passado Toca, magazine dos acontecimentos menos importantes de 2007, alvo de tantas pressões que José Rodrigues dos Prantos e José Alberto A Retalho tiveram de recorrer a uma equipa de telefonistas para atender as chamadas que choveram ao longo da emissão. Hoje às 12h30 é exibido o primeiro programa do ano, onde vão poder assistir à estreia exclusiva do tema "Morcão", dos Buraka Som Si... perdão, dos Ribeira Som Sistema.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Em casa de ferreiro, espeto de pau *


Com o coração nas mãos


Outro dia calhou finalmente ver o documentário "A Marcha dos Pinguins". E enquanto assistia ao esforço tremendo que os animalitos fazem para, no meio daquela região erma e gelada, conseguirem chocar os ovos dos seus filhotes, não pude deixar de pensar, com o coração nas mãos, que faz algum tempo que não como uns ovos mexidos com farinheira.

terça-feira, janeiro 01, 2008

8

O único número que vale mais tombado do que em pé.