sexta-feira, outubro 26, 2007

Para ouvir em stereo pelos corredores de São Bento


Já está online o meu video d'Os Incorrigíveis, dêem lá um puleco e debitem o vosso comentário, ó faxavor.

Quando fui convidado para ser o Incorrigível desta semana pensei imediatamente em duas coisas:

1) fazer um rap, mas um rap da saudosa era do breakdance;

2) realizar um videoclip onde aparecesse a andar de skate.

Qualquer desculpa é boa para voltar a pegar na minha velha e fiável Powell Peralta Ray Barbee Supreme, com trucks Independent e movida a Rat Bones - ah pois, minhas amigas e meus amigos, como diria o Alx, “eu não sou old school, eu sou pré-old school”. E o rap que eu queria fazer era exactamente esse, o old school do breakdance, dos anos 80, que, como basicamente tudo nos anos 80, era deliciosamente piroso.
Ah:
3) também pensei que tinha uma tarefa de respeito pela frente: afinal, não só os Incorrigíveis residentes são todos eles pesos pesados da galhofa nacional (e digo, lampeiro, que já tive o gosto de escrever textos para um deles e tenho o gosto de continuar a escrever textos para outro), mas também a fasquia das sextas-feiras – dia dedicado a convidados - se elevou bastante com as prestações do José de Pina (meu capanga), do Eduardo Madeira (meu gémeo vitelino), do Miguel Góis (diz que acabou por queimar todos os dvd’s dos Teletubbies) e do Bruno Ferreira (direcção de vozes do Contra, e de quem descobri há pouco tempo o Edição Extra). Arregacei pois manguedo e botei mão na fervura, que a labuta previa-se intensa no pouco tempo disponível.

O que aqui vêem foi feito em tempo recorde: num dia escrevi, gravei e misturei a música – não uma versão final, mas já muito próxima – rapidez só possível porque tenho oportunidade de fazer tudo isto no conforto do lar. E nem é que tenha grande estaminé de som: um Mac e um microfone nas unhas e a música brota que nem chuveiro fresco em noite de Verão de São Martinho.

Mais um dia e, entre guiões do Contra, filmagens do Má Onda, mais um par de três projectos sobre os quais ainda é cedo demais para falar (esta foi a porção teaser do post), consegui escrever o guião do videoclip que imaginava na minha cabeça. E, já que ia realizá-lo eu próprio, tentei planear ao máximo as cenas de maneira a conseguirmos gravar a totalidade do que escrevera no guião em apenas um dia (até haver luz) e montar no máximo de dois (gravámos na terça-feira, restava quarta e ontem).

A celeridade do processo dificilmente seria possível sem a perícia e a dedicação do Frederico Weinholtz, um dos câmaras e responsáveis de video da PFtv que acolheu a minha obstinação em gravar o material de enfiada; partilhou comigo a odisseia de viagens rápidas de táxi pela cidade, de décor em décor, como se não houvesse amanhã (e não havia - a ideia era gravar tudo num só dia, lembram-se?); e não deixou nem sono nem a minha voz imprópria para tímpanos humanos perturbar o seu foco em montar este video com a rapidez que os timings exigiam.

A insuportabilidade do meu ser foi também experienciada pelo Nuno Duarte durante o dia de gravações. Nuno que, de forma inexplicável, me continua a falar apesar do que aconteceu no final desta reportagem sobre Salazar. Se não o conhecesse, diria, ao vê-lo neste video, tratar-se de um chicano trazido de propósito para o efeito. É o homeboy perfeito, e também muito à vontade no papel de agente da autoridade.

Props para a Ana Ribeiro, que transformou água em T-shirts para serem vendidas à porta do Mosteiro dos Jerónimos, e também para o people que descaradamente arranquei das suas secretárias nas PF para fazer aquelas lindas figuras: os polícias Jorge Vaz Nande e António Marques, e as transeuntes Anabela Ventura Martins e a Sofia Oliveira (prometo um cd com o Break do Sócrates para cada um de vocês, ai isso é certinho; ou um cd ou um mp3 que, vai-se a ver, dá no mesmo só que é menos redondo). E, claro está, props para a PFtv e a Sapo.

Quanto ao teor desta minha musiqueta - há muito que tinha vontade de comunicar com o nosso Primeiro através da cultura hip hop, e percebi que um rap sempre era mais dotado de legalidade do que uns graffitis nas paredes de São Bento. Vai daí, trucla - nasceu o Break do Sócrates, uma bela melodia sincopada, em stereo equalizado para a acústica muito específica da Assembleia da República.
E é isto. Porreiro, pá.

10 comentários:

sakki disse...

Queremos aquilo em mp3 para ouvir em todo o lado

vitoscano disse...

Olha se disseste os nomes de todos os participantes das sextas devias falar o Nilton que tambem já participou.
A musica esta genial e o video muito bom força ai.

passarola disse...

E está mesmo porreiro, pá! mais que porreiro, muito bom! galhofeiro, bem aparecido e no seu melhor!!! parabéns, pela realização, letra, música, interpretação e intervenção e tudo em tempo foguete, entre 38.000 projectos... fogo, um dia quero ser como tu!!! :P

OD disse...

Heheh adorei, mas fiquei com uma duvida porque o breack em cima de um papelão? O chão não te servia? heheh

Anónimo disse...

Como ja disseram, têm de arranjar aquele som em mp3, está muito bom! Mas é triste continuar a ver comentários negativos em relação ao video (no site da sapo) mas isso não interessa, o teu video foi superior a qualquer um dos outros presentes, acho q cumpris-te a tua missão ahhahaha!

bv disse...

não consegui deixar comentário lá, por isso deixo aqui. Uma palavra apenas: GENIAL!!!

biodesagradaveis disse...

MP3 com isto JÁ !

Tá muito bom ... muito bom!

APC

Stormy Mind disse...

Está mesmo "porreiro, pá"! Bom vídeo, Filipe!

Filipe disse...

Obrigado, maifrenders! E em breve: Break do Sócrates - o MP3!!!

Anónimo disse...

eu bem cá me queria parecer ouvir uns "pumtz pumtz pumtz" lá da minha faculdade. ainda julguei serem os deputados numa private party...mas, naa, não podia ser, afinal eras tu pah! ganda filipe! ÉS GRANDE!!! fartei-me de rir com o video e a musica também