quarta-feira, outubro 31, 2007

terça-feira, outubro 30, 2007


Video de Mark Phillips para um tema dos Locksley, com uma técnica que me diz muio: a fotomontagem.

Break do Sócrates: o MP3

fhf_break_do_socrates

Tantos comentários e mails a pedirem-me para disponibilizar o Break do Sócrates em mp3 não podiam ficar sem resposta. Podem portanto fazer download do tema clicando aqui, para que possam ouvi-lo nos vossos leitores de mp3 modernaços, nos computadores ou nas vossas aparelhagens kitadas, com o volume bem alto para irritar governo e amigos. Ou também podem usar este player do Imeem para pôr a música a tocar nos vossos blogs e sites. Um verdadeiro choque tecnológico. Porreiro, pá!


Atenção que se tentarem fazer download da faixa via Imeem vão parar ou iTunes ou à Amazon, sítios onde, como é óbvio, a música não está disponível. Por isso não se esqueçam, se quiserem fazer download do mp3, usem o link que está ali em cima.

sexta-feira, outubro 26, 2007

MÁ ONDA: as repetições

(imagem do episódio #2; cliquem para aumentar o tamanho)


MÁ ONDA, a curta-metragem sci-fi que eu e o Bruno Canas estamos a realizar e a produzir, interpretada pelo Eduardo Frazão, a Filipa Marcos e eu próprio, continua a passar em segmentos separados por quinze dias no Boa Noite Alvim. Quem perdeu a segunda parte / segundo episódio, exibida na passada terça-feira, não se esqueça que ainda pode apanhar a repetição no domingo, às 23h00. Entretanto, o site com conteúdos gostosos que estamos a preparar está quase a ir online. Vão passando por aqui e serão os primeiros a saber.

Para ouvir em stereo pelos corredores de São Bento


Já está online o meu video d'Os Incorrigíveis, dêem lá um puleco e debitem o vosso comentário, ó faxavor.

Quando fui convidado para ser o Incorrigível desta semana pensei imediatamente em duas coisas:

1) fazer um rap, mas um rap da saudosa era do breakdance;

2) realizar um videoclip onde aparecesse a andar de skate.

Qualquer desculpa é boa para voltar a pegar na minha velha e fiável Powell Peralta Ray Barbee Supreme, com trucks Independent e movida a Rat Bones - ah pois, minhas amigas e meus amigos, como diria o Alx, “eu não sou old school, eu sou pré-old school”. E o rap que eu queria fazer era exactamente esse, o old school do breakdance, dos anos 80, que, como basicamente tudo nos anos 80, era deliciosamente piroso.
Ah:
3) também pensei que tinha uma tarefa de respeito pela frente: afinal, não só os Incorrigíveis residentes são todos eles pesos pesados da galhofa nacional (e digo, lampeiro, que já tive o gosto de escrever textos para um deles e tenho o gosto de continuar a escrever textos para outro), mas também a fasquia das sextas-feiras – dia dedicado a convidados - se elevou bastante com as prestações do José de Pina (meu capanga), do Eduardo Madeira (meu gémeo vitelino), do Miguel Góis (diz que acabou por queimar todos os dvd’s dos Teletubbies) e do Bruno Ferreira (direcção de vozes do Contra, e de quem descobri há pouco tempo o Edição Extra). Arregacei pois manguedo e botei mão na fervura, que a labuta previa-se intensa no pouco tempo disponível.

O que aqui vêem foi feito em tempo recorde: num dia escrevi, gravei e misturei a música – não uma versão final, mas já muito próxima – rapidez só possível porque tenho oportunidade de fazer tudo isto no conforto do lar. E nem é que tenha grande estaminé de som: um Mac e um microfone nas unhas e a música brota que nem chuveiro fresco em noite de Verão de São Martinho.

Mais um dia e, entre guiões do Contra, filmagens do Má Onda, mais um par de três projectos sobre os quais ainda é cedo demais para falar (esta foi a porção teaser do post), consegui escrever o guião do videoclip que imaginava na minha cabeça. E, já que ia realizá-lo eu próprio, tentei planear ao máximo as cenas de maneira a conseguirmos gravar a totalidade do que escrevera no guião em apenas um dia (até haver luz) e montar no máximo de dois (gravámos na terça-feira, restava quarta e ontem).

A celeridade do processo dificilmente seria possível sem a perícia e a dedicação do Frederico Weinholtz, um dos câmaras e responsáveis de video da PFtv que acolheu a minha obstinação em gravar o material de enfiada; partilhou comigo a odisseia de viagens rápidas de táxi pela cidade, de décor em décor, como se não houvesse amanhã (e não havia - a ideia era gravar tudo num só dia, lembram-se?); e não deixou nem sono nem a minha voz imprópria para tímpanos humanos perturbar o seu foco em montar este video com a rapidez que os timings exigiam.

A insuportabilidade do meu ser foi também experienciada pelo Nuno Duarte durante o dia de gravações. Nuno que, de forma inexplicável, me continua a falar apesar do que aconteceu no final desta reportagem sobre Salazar. Se não o conhecesse, diria, ao vê-lo neste video, tratar-se de um chicano trazido de propósito para o efeito. É o homeboy perfeito, e também muito à vontade no papel de agente da autoridade.

Props para a Ana Ribeiro, que transformou água em T-shirts para serem vendidas à porta do Mosteiro dos Jerónimos, e também para o people que descaradamente arranquei das suas secretárias nas PF para fazer aquelas lindas figuras: os polícias Jorge Vaz Nande e António Marques, e as transeuntes Anabela Ventura Martins e a Sofia Oliveira (prometo um cd com o Break do Sócrates para cada um de vocês, ai isso é certinho; ou um cd ou um mp3 que, vai-se a ver, dá no mesmo só que é menos redondo). E, claro está, props para a PFtv e a Sapo.

Quanto ao teor desta minha musiqueta - há muito que tinha vontade de comunicar com o nosso Primeiro através da cultura hip hop, e percebi que um rap sempre era mais dotado de legalidade do que uns graffitis nas paredes de São Bento. Vai daí, trucla - nasceu o Break do Sócrates, uma bela melodia sincopada, em stereo equalizado para a acústica muito específica da Assembleia da República.
E é isto. Porreiro, pá.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Mais re-posts bocagianos

As gravações de O DIA DO REGICÍDIO começaram no dia 25 de Setembro (curiosamente o mesmo dia em que arrancámos com a rodagem de MÁ ONDA) e já tive oportunidade de lá dar o chamado saltinho. Vi muito pouco, mas o suficiente para ter aquela sensação gostosa de ver algo a que dedicámos grande parte do último ano começar a ganhar corpo fora do papel. Vim de lá com algumas imagens, mas enquanto não as coloco aqui junto com algumas notas acerca da série, continuo com a republicação de fotos e notas de 2005 acerca de BOCAGE que foram offline depois de o meu blog do Textamerica se ter eclispado. Cliquem nas fotos para vê-las maiores, e se quiserem saber as notícias mais recentes relacionadas com BOCAGE, façam favor de clicar aqui e aqui.

Bocage - fotos (01)
bocage_01
Últimos preparativos para a gravação da cena 2 do episódio 2: Quarta-Feira de Lereno, no Palácio do Conde de Pombeiro. A Nova Arcádia reúne-se para uma sessão poética à volta de chá e torradas. Estão presentes Agostinho Macedo, Domingos Caldas, Curvo Semedo, Joaquim Bingre, António Bersane, João Bersane e o Conde. É suposto ser a primeira vez que os arcádes recebem Bocage, mas não há maneira do poeta chegar. Motivo: uma mulher, claro está, de nome Ana Maria Monteiro de Brito - a Manteigui.

Publicado originalmente a 7 de Outubro de 2005, 13h48.


Bocage - fotos (02)
bocage_02
Fernando Vendrell, realizador e produtor da série, digere o almoço sem deixar de pensar na cena que vai ser gravada a seguir. Ao lado, a talentosa Margarida Marinho - quando chegou a altura de escolher uma actriz com o porte e a graça indispensáveis para fazer o papel de Condessa de Oyenhausen, não houve dúvidas. Alcipe!

Publicado originalmente a 7 de Outubro de 2005, 15h21.

Bocage - fotos (03)

bocage_03
O poeta e seus escribas - Mário Botequilha, Miguel Guilherme, e eu. Cada vez acreditamos mais que o Miguel tem uma relação distante de parentesco com o Bocage; tem de ter. Desde o «Herman Enciclopédia» que não tinha o prazer de escrever para este grande actor. Pelo meio ficou a intenção de, junto com o Nuno Artur Silva, levar ao teatro uma adaptação d'«O Síndrome da Fuga», um conto de Phillip K. Dick, de quem somos os três fãs. Pode ser que depois de «Bocage» a peça finalmente se faça.

Publicado originalmente a 7 de Outubro de 2005, 15h22.

Bocage - fotos (04)
bocage_04
De todos os realizadores com quem já tive o prazer de trabalhar, o Fernando Vendrell é aquele que maior alegria deixa transparecer durante todo o processo. Como produtor, que também o é, poderia ter olhado para os nossos guiões e dito: "Isto é megalómano, e com o dinheiro que temos para fazer a série é impossível". Em vez disso, o que o Fernando disse foi: "Isto é megalómano, não sei como é que podemos fazer isto, mas vamos fazê-lo". E sempre com um sorriso como aquele que apresenta nesta fotografia, uma simpatia e empenho que se espalha a toda a sua excelente equipa da David & Golias. Se não viram as duas longas-metragens que o Fernando realizou, «Fintar o Destino» e «O Gotejar da Luz», e o filme de Zezé Gamboa que produziu, «O Herói» (premiado no Festival de Sundance), não sabem o que perdem.

Publicado originalmente a 7 de Outubro de 2005, 15:48.

Bocage - fotos (05)
bocage_05
Manuel João Vieira, a.k.a. Orgasmo Carlos, aka Lello Minsk, aka Elvis Ramalho, encarnando o padre-lagosta, Agostinho Macedo - a benção, senhor padre. Se o Miguel Guilherme é reencarnação de Bocage, o Manuel João é o Frei Agostinho do séc. XXI. Eu e o Eduardo Madeira tivemos oportunidade de acompanhar quer os Ena Pá 2000, quer os Irmãos Catita, em digressão, e pudemos verificar a religiosidade profunda com que o grande Manuel João pratica aquilo que prega. Nas palavras de Bocage: «...pasmo que, sendo um Satanás, / Com tinta faças o sinal da cruz!»

Publicado originalmente a 7 de Outubro de 2005, 15:50.

Bocage - fotos (06)
bocage_06
Preparativos finais para a gravação da cena 27 do episódio 2: uma semana depois do previsto, Bocage comparece finalmente à sua primeira récita no Monte Ménalo. Em primeiro plano (desfocada), está Ângela Sequeira, a assistente de realização do Fernando Vendrell nesta série. A Ângela foi também assistente em «Espelho Mágico» (ainda sem data de estreia em Portugal), naquela foi a primeira produção do meu amigo Miguel Cadilhe de um filme de Manoel de Oliveira. Curiosidade: antes de produzir «Espelho Mágico», o Miguel Cadilhe foi produtor - junto com o grande José Miranda - e realizador da série «Cebola Mol ao Bibo e a Cores», onde também deu a cara em algumas participações especiais que lhe valeram a alcunha de Gamboa.

Publicado originalmente a 7 de Outubro de 2005, 15:54.

J. Vorsthammer




Nagi Noda

Amanhã vou estar n'Os Incorrigíveis

Piparotes de galhofedo

Novo espectáculo dos Alcómicos

Os Alcómicos Anónimos apresentam amanhã o seu novo espectáculo, "Mais um LP". É às 23h30 no Teatro Mundial e, nas palavras do colectivo, "não pretende rigorosamente nada, a não ser uma hora e meia de puro disparate." Há programa melhor para uma sexta-feiar à noite? Pois haveria, só que a Gisele Bündchen não está disponível. Portanto, ao Mundial ver os Alcómicos, que são sempre garantia de galhofa, mesmo que não seja o tipo de galhofa que faz esquecer a distância e a frieza de Gisele. É que nem um "oi"...

Miranda e "O Gajo"

O João Miranda, entretanto, saíu dos Alcómicos, supostamente a mando da mãe. Mas continua a fazer estragos sempre que bebe um copo de leite a mais. Hoje às 22h30, junta-se a Ricardo Vilão (também conhecido como "O Gajo") para um show de stand-up no Café Café. Apareçam a horas que o Miranda vai cedo para a cama.

Me likes


"Heart It Races", primeiro single de Places Like This, novo álbum dos Architecture in Helsinki. Mágico e irresistível, com um video cruzamento de Apocalypto de Mel Gibson e Teatro Negro de Praga. Algum promotor de espectáculos que vá à Austrália buscar este senhores para virem cá tocar, se faz favor. Cate Blanchett, Nicole Kidman, Kylie Minogue (que, aliás, está de volta - bem-vinda, garota!), Rachel Griffiths, Architecture - só coisas boas a vir do outro lado do mundo.
Ouçam mais temas do novo disco no MySpace da banda.

A Bisnaga de Eddie

Escutai, ó vós que ledes este manuscrito assombrado: o meu gémeo vitelino e cebólico Eddie Stardust, a.k.a. Eduardo Madeira, tem um blog com o magistral título de O Incrível Poder de Fogo da Minha Bisnaga. Ide visitá-lo e espalhai a boa nova pelo refegame da web.

terça-feira, outubro 23, 2007

Lembrete!

Hoje no Boa Noite Alvim, SIC Radical, 23h00, o segundo e imperdível episódio de MÁ ONDA!

(cliquem na imagem para aumentar o tamanho)

domingo, outubro 21, 2007

É o último dos Editors um disco engatatão?

Ouvi com alguma atenção o mais recente trabalho dos Editors e devo dizer que não compreendo a má reacção que teve por parte de muita gente cuja opinião prezo. Ou melhor, até compreendo, mas não à luz de uma apreciação estritamente musical. O que se passa é simples: o vocalista anda a fazer-se à descarada às miúdas, e isso enerva as pessoas.

É verdade, Tom Smith anda a fazer muitos movimentos esquisitos com os braços (como já aqui havia notado), prática só suportável em dinossauros do pré-emo como Robert Smith, porque ele era - e ainda é - esquisito por inteiro, e por isso aqueles enrolanços não chocavam mais que a visão do todo. As vanguardas de ontem, hoje apreciadoras da sonoridade joydivisionica dos Editors, não admitem aos seus músicos de eleição outra pose que não seja a de profunda depressão, olhos lacrimejantes fitando a biqueira dos sapatos (ah!, o shoegazing dos The Jesus and Mary Chain que, de forma imperdoável, me esqueci de mencionar na playlist dos vanguardas, neste post), apenas lhes permitindo um eventual espasmo aqui e ali durante a actuação. Mais que isso é estar a armar aos cucos, o equivalente indie à sensualidade de pacotilha de um Enrique Iglésias, porno-propoganda-pop explícita que a pitalhada aprecia, mas que fãs de Editors que já ouviam os Joy Division quando o cadáver de Ian Curtis ainda não tinha arrefecido levam um bocado a mal.

Com a sua gestalhada pseudo-sedutora em palco - tão mais despropositada e forçada se pensarmos que, para além de vocalista, também toca guitarra -, fruto de uma qualquer necessidade que talvez insinue no tema "Well Worn Hand", Tom Smith consegue enervar tanto as mulheres como os homens. Estes últimos porque, detectando as claras intenções engatatonas de Smith neste trabalho, sentem-se postos de fora da equação. Mas é preciso que se diga, em abono da verdade, que o álbum propriamente dito sai incólume deste compreensível factor de enervamento, excepção feita ao tema já aqui mencionado. Tom Smith anda armado em engatatão, mas An End Has A Start não o é mais que muitas outras pérolas new wave, das originais às revisitações de hoje. Para além dos dois singles, outras músicas do álbum como "The Weight of The World", "Push Your Head Towards The Air", "Bones", ou "The Racing Rats" são de elevado gabarito, destacando-se as duas primeiras pelo ambiente belo e altamente depressivo que conseguem criar, a terceira pela elevada capacidade de contágio (é extremamente orelhuda), e a última pela eficaz riffalhada.

"When Anger Shows" é a minha aposta para próximo single e video; não na versão de 5m45s em que se apresenta no disco, mas num radio edit pensado para o éter. É provável que perca, uma vez que An End Has a Start está repleto de temas que valem por si só, merecedores dessa honra. E é, no conjunto, um óptimo álbum que escorrega como queijo derretido em tosta quente quando escutado de seguida. Ainda não o comparei com The Back Room (2005) porque ainda não tive vontade de ouvir mais nada dos Editors desde que comecei a ouvir este último trabalho. Esse mérito o disco tem: dá vontade de escutar uma e outra vez, coisa que, infelizmente, não me aconteceu com o mais recente de Interpol. Para ouvir bem alto, de maneira a sublimar o efeito de angústia confortável que normalmente se procura neste tipo de sonoridades. Aquela tristeza épica, que os Editors sabem tão bem traduzir para música.

quinta-feira, outubro 18, 2007

quarta-feira, outubro 17, 2007

Todas


Não sei onde foi feita esta gravação, mas vê-los em Cascais, poucos meses antes da morte de Kurt Cobain, foi mais ou menos isto.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Com muita força, foi só pena eu falhar

O que se passou em Baku só prova a injustiça da suspensão aplicada a Scolari. Sim senhores que ganhámos, pois ganhámos, mas isso não impediu que o jogador do Azerbeijão agredisse Cristiano Ronaldo. Se o Scolari lá estivesse, a coisa tinha piado mais fino e ninguém se atrevia a tocar no menino. Façam o favor de meditar nisto, enquanto assistem a esta versão de "Força" incluída num Contra que fizemos há umas semanas.

domingo, outubro 14, 2007

Interpol, Editors, vanguardas, góticos, harajuku


Começando pelos novos trabalhos de gente que se fartou de ouvir Joy Division quando era nova...
A ver se o novo dos Editors, An End Has A Start, não me deixa o ligeiro amargo de boca que o mais recente dos Interpol deixou. Não que não goste do álbum, porque gosto; percebe-se que andam à procura de uma sonoridade própria, mais afastada de Joy Division (coisa que não parece acontecer no novo de Editors); mas os Interpol ainda estão a apalpar terreno, e não se mexem por estes novos territórios - se não novos, pelo menos ligeiramente diferentes - com o à-vontade demonstrado em Turn On The Bright Lights (2003) e Antics (2004). Sei que pode parecer estranho falar em à-vontade no que se refere a Turn On The Bright Lights, tendo este álbum a crueza própria de um primeiro registo; mas é exactamente essa crueza, que tão bem se adapta a todos os temas, que faz deste álbum o meu possível favorito. Isso e o facto de ter perdido o cd e não o escutar há séculos, o que contribui ainda mais para o carácter mítico que lhe atribuo. Antics é sublime. E deste Our Love To Admire ficam-me "Pioneer to the Falls" e "The Heinrich Maneuver". O resto: muitos fillers e poucos killers.
Voltando a Editors: é ouvir para ver se está à altura do album de estreia, The Back Room. As duas que ouvi, "Smokers Outside The Hospital Doors" e o tema que dá nome ao disco, "An End Has A Start", gostei. Joy Division meets New Order (passe alguma redundância) num video muito 80's, quase Robert Palmerístico, não fossem os enrolanços de braços que caracterizam o vocalista, Tom Smith, acentuando-lhe o ar (sub)urbano-depressivo (é de Birmingham) que faz as maravilhas e provoca suspiros em grande parte das garotas vanguardas.

...passando por umas linhas simplistas e assim meio de raspão acerca do percurso do gótico em Portugal...
Para quem é jovem demais para recordar, vanguardas era o nome dado nos anos 80 a quem só usava preto, botas, de preferência Doc Martens, e ouvia quase que exclusivamente pós-punk, tendo como ídolos máximos Joy Division (Ian Curtis era o Kurt Cobain da altura, o atormentado que acabaria por se suicidar aos 23 anos), New Order, The Cure e U2 da fase pré-Achtung Baby (Boy, October, War, The Unforgetable Fire e Joshua's Tree). Os vanguardas (que patetice de epíteto, hein?) foram, de certa forma, os antepassados dos góticos, e depois do evento The Crow, onde a banda sonora alinhava grupos como My Life With The Thrill Kill Kult com The Cure, a linha entre olheirentos adeptos de sonoridades depressivas e olheirentos adeptos de sonoridades depressivas e brutais, do noise ao doom-metal, esbateu-se bastante. Juntem-lhe umas pitadas valentes de pop bubblegum com referências herdadas do trabalho de Tim Burton, Roman Dirge e Jhonen Vasquez, e têm essa coisa estranha que é o emo-rock, só possível depois do punk-rock se ter tornado mainstream com bandas tipo Green Day. Com os alemães Tokyo Hotel, da idade de espermatozóides, a concretizarem a passagem para o harajuku (do ocidente para o oriente, e de volta para cá, reinventado), iniciada por Gwen Stefani numa versão mais light mas nem por isso mais feminina. É que, convenhamos, os putos do TH parecem miúdas.

...e terminando com o último video dos Editors, ou quase.
Sim, que as balelas já se acumulam, e no fundo só pretendia deixar aqui o video dos rapazes. Mas como a cópia disponível no YouTube está com problemas e não carrega, deixo a actuação dos Editors em Glastonbury, infelizmente incompleta. E reparem lá na mania que o Tom Smith tem de enrolar os braços à volta da cabeça, e um no outro, e à volta das pernas, e dos calcanhares; capaz de dar para ali um nó que já não se desata e depois era um aborrecimento porque já não vinham cá tocar (acho que para o mês que vem). Ora apreciem e digam lá de vossa justiça.

sexta-feira, outubro 12, 2007

Razão mais do que suficiente para qualquer um desistir do curso. E da vida.

Wish list


Mais de 1000 páginas com tudo o que Don Martin fez ao longo de três décadas na MAD. Juntem-lhe esboços, notas, fotos raras, comentários de Jim Davis, Steven Spielberg, Sergio Aragones, Al Jaffee, e prefácio de Gary Larson, e têm The Completely MAD Don Martin. Já disponível na Amazon UK.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Couch potatoing


John August vai escrever e realizar um dos episódios de Heroes: Origins (de que já tinha falado aqui e aqui). Outros nomes alinhados são Kevin Smith, Eli Roth e Michael Dougherty. Quentin Tarantino foi contactado mas não mostrou interesse.

A série tem a ver com o universo de Heroes, mas não interfere com a continuidade da saga. Cada episódio começa e acaba uma história independente, muito ao jeito de, por exemplo, The Twilight Zone. Cai assim de vez por terra a ideia inicial de que nesta série surgiriam novas personagens que os espectadores escolheriam para ver na 2.ª temporada de Heroes (como tinha assinalado aqui). É possível que a interactividade aconteça, mas com a escolha de personagens a valer para uma 3.ª temporada de Heroes, uma vez que Heroes: Origins é suposto começar depois do final da 2.º temporada, lá para Abril do ano que vem.

As imagens deste post são, respectivamente, do 4.º episódio desta nova temporada (intitulado The Kindness of Strangers, que vai para o ar no próximo dia 15 na NBC), e do 5.º (Fight or Flight, dia 22), temporada essa que ainda não pegou fogo. Mas há que manter a fé, mesmo depois do previsível e chocho final da 1.ª temporada. Se quiserem ver mais fotos e ler as sinopses destes episódios, visitem o Comic Book Resources.

Nota final: depois de George Takei, o mítico Mr. Sulu, que aparece em Heroes no papel de Kaito Nakamura, pai de Hiro (Masi Oka), temos agora Nichele Nichols, a Uhura de Star Trek. Um regalo.

Para o menino e para a menina: Lessons in Lingerie


Agent Provocateur

Cada um tire daqui o que lhe aprouver.
Via Glamour is Undead.

quarta-feira, outubro 10, 2007

YouTube é o novo sexo

A quantidade de empresas que precisavam de um Terry Tate por lá


Má Onda!


Foi apenas 1 minuto antes (e não estou a exagerar) do início do programa de hoje do "Boa Noite Alvim" na SIC Radical que tive a certeza de que íamos mesmo estrear. Falo de uma das razões que me têm mantido longe aqui do estaminé: não é fácil actualizar um blog quando se está a escrever, produzir e realizar uma curta-metragem, coisa que estou a fazer com o meu capanga Bruno Canas. A ideia nasceu há tempos durante a montagem da versão filme da minha peça de teatro "Azul a Cores" (ainda a decorrer), e está a ser concretizada com a cumplicidade do Eduardo Frazão, que provavelmente já conhecem da longa-metragem "O Capacete Dourado" (em exibição nas salas de cinema), da Filipa Marcos (no papel de Lena), do Rui Simões (director de fotografia chroma key) e do Cristovão Carvalho (música original e sonoplastia).

Sem ser a primeira produção da Não Há Rebuçado, produtora minha e do Bruno que deu os primeiros passos nos idos de 2004 quando fizemos o documentário "Para Depois" (que mostrava os bastidores da 1.ª edição das "Urgências"), e cujas instalações por agora se resumem à minha casa e à dele (se o Moby faz discos em casa, porque não fazermos filmes e programas?), é a primeira que estreou em televisão. É verdade, o evento deu-se hoje, dentro do "Boa Noite Alvim", que passará a apresentar quinzenalmente cerca de 4 minutos, num total de seis episódios, pensados para funcionar também neste formato curto e com continuação, mas que, mais tarde, serão todos integrados numa única curta-metragem. A ideia desta antestreia no programa do Alvim veio dos muitos convites que o Capitão me tem vindo a fazer para, e estou a citar, fazer lá qualquer coisa. No início desta 2.ª temporada resolvi aceitar e desafiei o Bruno e o Eduardo para levarmos o nosso "Má Onda" para o programa do Alvim.

Como escrevi há pouco, foi mesmo em cima da hora que recebi a notícia de que o "Má Onda" iria mesmo avançar hoje, pelo que não tive oportunidade de o anunciar aqui no blog em tempo útil. Mas pronto, está a estreia feita, espero que tenham visto e gostado. Alguns problemas de som, que contamos estejam resolvidos no 2.º episódio, e um problema que ainda não percebi qual foi que levou a que, na transmissão, a cor fosse mais esverdeada do que era suposto. Mas enfim: o Hulk também é verde hoje em dia por causa de um erro de impressão no 1.º número, portanto isto até é capaz de ter sido um bom augúrio.

Conto falar mais do "Má Onda" aqui e estamos a preparar um site e um trailer para colocar online. Vou dando notícias. Entretanto, se perderam hoje este 1.º "Má Onda", fiquem atentos às repetições do "Boa Noite Alvim", quarta-feira às 2h00, quinta às 5h00, ou, num horário mais simpático, no domingo às 23h00.

Má Onda!

segunda-feira, outubro 08, 2007

Em matemática sou um zero à direita.

quarta-feira, outubro 03, 2007

São notícias destas que fazem um homem tornar-se religioso

porque indiciam a existência de Deus: Rose McGowan será a nova Barbarella no remake de Robert Rodriguez.


A rodar na FHfm, Barbarella, da Bob Crewe Generation Orchestra, tema da banda sonora do filme de Roger Vadim com Jane Fonda (1968), uma das minhas películas de eleição.

Uma nota tardia ainda sobre o caso Andrew Meyer

Continuo a encontrar uma certa dose de pertinência nas questões levantadas por este rapazote. Mas depois de tomar conhecimento dos detalhes da sua intervenção tenho de ver o acontecimento com outros olhos. Andrew Meyer não se fez ao microfone durante o período reservado a perguntas, antes correu para o dito e interrompeu a palestra, o que de certa forma explica o porquê de estarem seguranças do campus atrás de si logo no início da sua intervenção. Que, aliás, não foi o início: já antes Meyer tinha obrigado todos os estudantes que ali se tinham dirigido para ouvir John Kerry a ouvi-lo a ele, o que talvez explique porque ninguém se levantou quando Meyer estava a ser levado: já estavam todos fartos da sua converseta. Há uma certa dose de vitimização em Meyer, tenho de reconhecer, um teatrinho, quando está a ser levado e grita como se não soubesse o porquê de estar a ser levado. Há que pôr a hipótese de a intervenção dos seguranças não ter sido motivada pelo teor das suas perguntas, mas pelo desrespeito que Meyer demonstrou repetidas vezes pelo convidado e pela assistência. E depois de saber que o rapazote já é conhecido pelas celeumas que levanta no jornal universitário - mais para chamar atenções sobre a sua pessoa do que por preocupação genuína -, depois de ter conhecimento do seu passado agit-prop, lamento apenas que não tenha levado com o taser no prepúcio.