quarta-feira, setembro 26, 2007

domingo, setembro 23, 2007

sexta-feira, setembro 21, 2007

Um bom começo.


Ainda em relação ao post aqui de baixo.

Boa sorte nisso.

Alguém chegou a este blog através da busca no Google por "como superar a perda de quem amamos". Lamento que não tenha aqui encontrado a resposta, mas também duvido que a encontre seja onde for, na web ou fora dela. Se for encontrada, agradeço que me avisem. Agradecemos todos.

quinta-feira, setembro 20, 2007

Land of the free?


Não me parece.
Julgava que este tipo de coisas só acontecia nas "ditaduras bárbaras" do Médio Oriente.
E agora, que país vai "devolver a democracia e a liberdade de expressão" aos EUA?
Porque é que ninguém se levantou para ajudar o estudante? O medo é assim tanto?
Pelos vistos.
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(Update, 11:54pm) O assunto dá pano para mangas, e estava a responder aos comentários aqui do post quando pensei que mais valia debitar os considerandos aqui mesmo. Então aqui vai: o que me choca nestas imagens é o claro exagero na reacção por parte da polícia universitária, herança dos medos pós-9/11 e que facilmente dão neste tipo de deriva securitária, e a apatia dos coleguinhas que não levantaram o cu das cadeiras. Que a responsabilidade desta resposta caia nos polícias que exerceram este abuso de força é legítimo, mas não podemos escamotear o contexto em que este tipo de autoridade é exercido.

Utilizei o termo "devolver a democracia e liberdade de expressão" porque, depois do não-aparecimento das famosas WMAs, a justificação da administração Bush para a ocupação do Iraque foi o não menos famoso "dominó democrático" que pretende (pretendia?) devolver a liberdade às "bárbaras ditaduras do Médio Oriente", expressão que usei e uso entre aspas por estar a citar alguns dos neo-cons mais ferrenhos (e não o são todos?).

Palhaçada ou não, as questões levantadas pelo Andrew Meyer (o jovem do video) são pertinentes, e gosto de pensar que o american dream passa por uma realidade onde uma palhaçada pertinente, mesmo que misturada com uma qualquer ânsia de protagonismo (típica, diga-se de passagem, de uma certa esquerda que não é exclusiva dos EUA, também abunda por cá) não é silenciada / subtraída de uma maneira - e agora sem aspas, porque a expressão é mesmo minha - bárbara. Hi-tec, que aqueles tasers são bem modernaços, mas ainda assim bárbara.

Em relação a se estas imagens passaram nos telejornais de cá ou não: eu não as vi, mas garantiram-me que todos os telejornais as exibiram.
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(Update, 3/10, 17:13)
Uma nota tardia ainda sobre o caso Andrew Meyer:
Continuo a encontrar uma certa dose de pertinência nas questões levantadas por este rapazote. Mas depois de tomar conhecimento dos detalhes da sua intervenção tenho de ver o acontecimento com outros olhos. Andrew Meyer não se fez ao microfone durante o período reservado a perguntas, antes correu para o dito e interrompeu a palestra, o que de certa forma explica o porquê de estarem seguranças do campus atrás de si logo no início da sua intervenção. Que, aliás, não foi o início: já antes Meyer tinha obrigado todos os estudantes que ali se tinham dirigido para ouvir John Kerry a ouvi-lo a ele, o que talvez explique porque ninguém se levantou quando Meyer estava a ser levado: já estavam todos fartos da sua converseta. Há uma certa dose de vitimização em Meyer, tenho de reconhecer, um teatrinho, quando está a ser levado e grita como se não soubesse o porquê de estar a ser levado. Há que pôr a hipótese de a intervenção dos seguranças não ter sido motivada pelo teor das suas perguntas, mas pelo desrespeito que Meyer demonstrou repetidas vezes pelo convidado e pela assistência. E depois de saber que o rapazote já é conhecido pelas celeumas que levanta no jornal universitário - mais para chamar atenções sobre a sua pessoa do que por preocupação genuína -, depois de ter conhecimento do seu passado agit-prop, lamento apenas que não tenha levado com o taser no prepúcio.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Shurayuki Hime na Cinemateca


A dica vem à última hora, mas ainda a tempo: se vivem ou estão em Lisboa, e têm oportunidade, vão às 15h30 à Cinemateca para assistir a Shurayuki Hime - Lady Snowblood, de que já tinha falado aqui.

Full circle: deixem Chris Crocker em paz!

O "esgotamento nervoso que Chris Crocker partilhou com o mundo", como Jimmy Kimmel já lhe chamou, é um maná para tudo o que é comediante. Também Seth Green que, mesmo se não tivesse feito mais nada na vida, já mereceria uma vénia por ter criado junto com Matt Senreich a magnífica série Robot Chicken, deitou mãos ao eyeliner para defender... nem mais - o próprio Chris Crocker.

terça-feira, setembro 18, 2007

Depois de Britney... deixem Scolari em paz!

Britney Spears pode estar prestes a perder a custódia dos filhos, pode ter sido abandonada pelo advogado e pelo manager, mas nunca irá perder a dedicação do seu maior e mais tresloucado fã, Chris Crocker, que colocou no You Tube um video em que defende a moça dos ataques sofridos após a sua desastrosa actuação nos MTV VMA. Tão desastrosa que a MTV cortou-a fora das exibições na Europa, passando a cerimónia a abrir com o número de stand-up da Sarah Silverman onde a visada é a própria Britney. A chinfrineira de Crocker é um pagode de risota que já açambarcou mais de 7 milhões de visionamentos, e vale sempre a pena contribuir com mais um.
Fãs deste calibre não estão, no entanto, reservados apenas a Britney Spears: vejam o video em que o Nuno Duarte defende Scolari com unhas, dentes, e farta cabeleira loura, depois do Felipão ter passado a mão pelo escalpe do sérvio Dragutinovic. É de fã ou não é de fã?
É de fã.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Pushing Daisies

Chega a 3 de Outubro e há muito tempo que eu não estava tão entusiasmado com a estreia de uma série de TV: Pushing Daisies, de Bryan Fuller e Barry Sonnenfeld, tem um carácter de fábula, de história mágica de amor, que me é irresistível. O canal ABC explora o filão de séries dramáticas onde as personagens têm poderes especiais, mas onde, por exemplo, Heroes, da NBC, série também produzida por Fuller, peca pela semelhança exagerada (à falta de melhor termo) com séries de BD como Rising Stars, os clássicos X-Men, ou o velhinho New Universe, agora também alvo de uma revisitação em New Universal (e atenção que digo isto ao mesmo tempo que me assumo como fã de Heroes que saliva litradas pela estreia da 2.ª temporada), este Pushing Daisies parece, pela história, pelo tom, e pelo aspecto das imagens já disponíveis na web, algo de verdadeiramente novo, com um requinte cinematográfico - inclusive na banda sonora -, onde o toque de Midas não transfoma em ouro, mas dá a vida e depois a morte. Ora averiguem lá do elevadíssimo grau de catitidade desta série.

Emmys 2007

Os vencedores, aqui.

With a little help from my friends

O futuro é isto. E é agora.

Acabo de receber a notícia de uma nova first life - que é como quem diz, do nascimento de um bebé - através do Second Life.

domingo, setembro 16, 2007

Parabéns, Bocage

Se fosse vivo, Bocage teria comemorado ontem o seu 242.º aniversário. Mas com o seu estilo de vida acho que seria pedir muito.

De qualquer maneira, é a oportunidade ideal para iniciar a republicação das minhas notas acerca da escrita da série Bocage, depois da extinção do meu moblog do Textamerica. Só foi possível recuperar as notas graças ao Archive, esse repositório de tudo ou praticamente tudo o que a internet teve e tem. Este post em particular focava a nossa abordagem à vida e obra do vate no âmbito daquilo que estávamos a escrever: uma série de TV. Os pontos de contacto com a abordagem ao Regicídio durante a escrita da série são mais que muitos, apesar das diferenças de tom, de estrutura narrativa, e da quantidade de informação disponível. Mas sobre o Regicídio em particular falarei mais tarde.

Hoje estou sem tempo para vos contar as últimas do festival de La Rochelle, vou tentar amanhã. Entretanto, aqui ficam então as notas escritas em 2005 acerca da série.


Baseado em factos reais
(publicado originalmente às 10h23am, 7 Outubro de 2005)

Quando começámos a escrever a série «Bocage» que vai estrear em Dezembro na RTP1, eu e o Mário Botequilha tivemos em conta o seguinte: ao passar uma história real para um meio como o cinema, ou a televisão, as necessidades dramáticas têm mais peso que a realidade. Acontece nas séries de ficção baseadas em factos históricos; acontece em alguns documentários que, apesar de não seguirem um argumento, têm uma orientação definida desde o início e são editadas seguindo o princípio daquilo a que se chama “narrativa provocadora” (os documentários de Michael Moore são um bom exemplo disso); e acontece até em algumas peças jornalísticas, nas quais a edição e os comentários em off são mais importantes para a descodificação da notícia do que as próprias imagens. Se, no âmbito jornalístico, esta manipulação de conteúdos às vezes feita com o objectivo de despertar determinada reacção e/ou opinião no telespectador, em deterimento da verdade factual, é passível de gerar discussões sobre ética, no caso do drama a questão não se coloca. Porque, acima de tudo, é de entretenimento que se trata. Ser fiel à verdade histórica conhecida e documentada não é uma questão completamente pacífica porque, muitas vezes, para ser fiel ao tom da série (ao tom das personagens e da época, ou, mais exactamente, ao tom que se tem de imprimir à estrutura narrativa e diálogos para dar ao público a envolvência da época), há que recriar acontecimentos de forma a aproveitar o máximo do seu potencial dramático no meio em que se apresentam.

O perfil de Bocage, o ambiente da Lisboa, de Portugal e do Mundo do séc. XVIII, só teriam a perder na passagem para televisão se nos tivéssemos resumido à verdade histórica. A leitura da realidade dramatizada, para o espectador de uma série de TV, é completamente diferente daquela que se tem ao consultar um livro de História, ou um perfil biográfico; trabalhamos com outros códigos, outros ritmos, outras – se assim lhes quiserem chamar – regras (embora prefira a palavra ferramentas). No fundo, trata-se da velha questão de adequar a história ao meio onde ela vai ser contada, e é esse, entre outros, o papel do argumentista. Mais: o conhecimento que se tem da vida de Bocage não é exaustivo, neste sentido: é possível delinear o seu percurso, com datas precisas, mas não se têm dados concretos sobre o estado de espírito do poeta quando tomou esta ou aquela decisão, nem as circunstâncias exactas em que decorreu o processo de escrita de algumas das suas obras mais importantes; ou seja, aquelas assim-não-tão-pequenas coisas que permitem a construção de um personagem. Existem especulações, hipóteses avançadas, e mesmo alguns dados tidos como certos foram mais tarde refutados. No que respeita às mulheres da vida de Bocage isso é bastante notório: nos seus poemas dá-lhes, muitas vezes, outros nomes, e se em alguns casos se pode facilmente descortinar a quem se refere, outros há em que a identidade da visada não é assim tão evidente. Nesses casos, escolhemos a mulher em função das necessidades do argumento, e ao assumir que determinado poema de Bocage se referia a determinada mulher, acabámos com mais material para a construção da personagem e para elaborar o tipo de relação que Bocage teve com ela. Quando pegamos, por exemplo, num poema como este

Da grande Manteigui, puta rafada
(…)
Canto a beleza, canto a putaria
De um corpo tão gentil como profano;
Corpo que, a ser preciso, engoliria
Pelo vaso os martelos de Vulcano
(…)
Em bando marcial, coro perverso
Vinde ver um cação dos mais pescados:
Vinde cingir-lhe os louros, e devotos
Beijar-lhe as aras, pendurar-lhe os votos.


é fácil de ver, mesmo sem dados adicionais, que a relação entre a dita moça e Bocage teve, digamos, um período menos bom.

Os mais puristas podem descansar, não atropelámos nenhum dado factual – o historiador Sarmento Matos, nosso estimado consultor, encarregou-se disso. Mas existem muitos espaços vazios, que cabem ao argumentista preencher – e chegamos assim à ficção. A ficção baseada em factos verídicos, aquela que explora o que não se sabe, que trabalha a partir das conjecturas de quem estudou e documentou a vida do poeta, e das hipóteses colocadas por nós próprios durante a pesquisa que tivemos obviamente de fazer. Interessou-nos mais trabalhar o espaço entre essas duas margens, entre o ponto A e o ponto B da vida de Bocage, espaço esse que está aberto às hipóteses, à ficção. Todo o nosso esforço foi no sentido de dar carga dramática a esses entretantos, para passar ao espectador a verdadeira importância dos tais factos documentados; a importância que os factos tiveram para a personagem, o homem, Bocage.

sábado, setembro 15, 2007

quinta-feira, setembro 13, 2007

follow fhf

A malta que já me acompanha via telemóvel confirma: o serviço de mensagens do Twitter é mesmo grátis, por isso toca a enviarem um SMS com a frase follow fhf para o +44762480142 para poderem receber nos vossos telemóveis e em tempo real os meus snacks de texto. Que, nos próximos dias, serão acerca da 9.ª edição do Festival de La Fiction TV, em La Rochelle, onde me encontro agora.

La Rochelle, uma bela cidade portuária, vítima de um cerco de 14 meses (1572-1573) ordenado pelo Cardeal Richelieu durante a perseguição aos Huguenots, vinga-se agora do resto de França roubando-lhes os festivais. Exageros à parte, a verdade é que a já de si abundante e diversificada oferta cultural de La Rochelle teve este ano mais um acrescento, quando o festival de ficção TV abandonou Saint-Tropez para se estabelecer aqui.


Ontem, primeiro dia, deu-se a cerimónia de abertura seguida do visionamento de La Lance de La Destinée, mini-série de 2 episódios (fora de competição) cuja simples leitura da sinopse já deixava antever uma espécie de Código da Vinci remix, com o Santo Graal a ser substituído pela Lança de Longinus (lança com a qual Cristo foi supostamente perfurado quando estava na cruz). O M6 compensou com um belo jantar de ostras, e tudo acabou em bem.

Hoje, a coisa já começou a sério. É oportunidade para ver séries do resto da Europa que dificilmente chegarão a Portugal, como as nossas, dificilmente, chegarão a ela (era bom também que este tipo de festivais contribuísse para contraiar esta tendência). Tenho muita curiosidade de ver Loafing and Camouflage, série grega passada durante a Ditadura dos Coronéis (1967-1973). Conta a história dos soldados que trabalhavam no primeiro canal de televisão do exército grego, e que daria origem ao YENED, serviço noticioso das Forças Armadas. Vai ser exibido o 3.º episódio, no âmbito da Selecção Europeia onde também está Bocage.

Depois, e dentro da Competição Oficial, quero muito ver Les Enfants d'Orion. A sinopse não deixa perceber se se trata de uma história de fantasmas ou se uma saga de sobrevivência selvagem, à boa-maneira de um Deliverance, ou um Hunted Past Reason. Talvez uma mistura dos dois, seria engraçado. Enfim, já sabem: follow fhf para o número indicado e ficarão a saber das coisas à medida que elas acontecerem.

Uma última curiosidade para os fãs de Roald Dahl (o de Charlie and the Chocolate Factory): parece que o tio dele, Oscar, morou aqui. 'Tá boa.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Nos próximos dias estarei aqui, e vocês todos podem estar comigo através dos vossos telemóveis.

Plan LaRochelle
O convite chegou da David & Golias, produtora do Bocage, de maneira que parto agradecido dentro de poucas horas para o Festival de Ficção Televisiva de La Rochelle, em França, para representar a série da qual sou co-autor com o Mário Botequilha, e que será exibida junto com outras séries europeias seleccionadas para o festival. Infelizmente, o Mário não pode ir comigo, o que quer dizer que vou estar sozinho durante os próximos dias.

Bem, não exactamente sozinho. E não me refiro apenas a toda a gente que irei conhecer, como é de esperar, durante este tempo. Não - refiro-me também a vocês, caros visitantes, que podem acompanhar-me em directo no festival La Rochelle, não só através do meu blog como também através dos vossos telemóveis. E tudo graças ao Twitter.

O Twitter, para quem não conhece, é uma pequena maravilha que permite criar mini-blogs dentro de um blog, como este que está aqui mesmo ao lado e que baptizei de Snack TXT (o txt é de 'texto', claro está). Aproveito já para agradecer ao Luís Alves, que fez o obséquio de me elucidar acerca das virtudes do Twitter. Diz ele que o Jaiku oferece mais serviços, mas que o Twitter também está muito bem. O melhor do Twitter é que permite ao utilizador actualizá-lo via telemóvel. Como já não tenho um moblog no Textamerica (nem espero voltar a ter, depois do supracitado extermínio sem aviso prévio que aqueles vermes fizeram do meu estaminé original), esta é a maneira de poder fazer posts e manter-vos ao corrente do que se irá passando no festival de La Rochelle através do telemóvel, com mensagens curtas (twits), ao bom velho estilo SMS. As mensagens que enviar só podem ter os 150 caracteres da praxe, o que quer dizer que me vou permitir o uso de abreviaturas, e os puristas da língua que me desculpem, mas se as abreviaturas existem é para casos destes.

E dirão alguns de vocês: "Mas o go.blogger já permite enviar posts por telemóvel aqui para o blog. E com um N95 nas unhas devias ser capaz de colocar aqui posts de qualquer maneira." E dizem bem. A diferença é que o Twitter permite que vocês recebam os meus posts nos vossos telemóveis. Tcha-fa-fa-cham.

Os pequenos textos que for enviando também aparecerão aqui ao lado, na secção Snack TXT, mas basta enviarem um SMS com a frase follow fhf para o +447624801423 e - voilá! - passam a ter os meus snacks de texto entregues em tempo real directamente nos vossos bolsos (ou em qualquer outro sítio onde tenham o telemóvel guardado, bem entendido), ficando assim a saber, estejam onde estiverem, as últimas do festival.

Escusam de preocupar-se com a possibilidade de estarem condenados a receber para todo o sempre twits meus nos vossos aparelhos - o serviço é igualmente fácil de cancelar, bastando enviar um SMS com a frase off fhf. Em relação a custos, o Twitter afirma que (sic) "Twitter doesn't charge anything for this, but be sure to know what your text plan looks like with your wireless carrier." Com isto não fiquei com a certeza se o serviço é grátis ou não, tenho de confirmar com a minha operadora. Vocês irão receber mensagens, por isso acho que não irão pagar nada. Mas nunca fiando - informem-se também junto à vossa operadora e consultem o Twitter, que é o único responsável pelo serviço. Que fique bem claro: a haver dinheiro envolvido, eu não vou ver um tusto; aliás, se cada SMS que eu enviar for debitado, eu vou é gastar umas massas. Mas enfim, não seria a primeira vez que pagava para ter companhia.

Por isso, vamos a isto, malta, follow fhf no snack txt, não me deixem sozinho em La Rochelle.

Quando for grande quero ser William Shatner (2)

terça-feira, setembro 11, 2007

O 11 de Setembro visto pelos canais árabes

Porque convém sempre ver os dois lados da notícia, o José de Pina revelou há uns tempos no "Prazer dos Diabos" a maneira como os atentados das Torres Gémeas foram mostrados nas televisões árabes. Imagens inéditas no Ocidente, encontradas pelo Pina nos recantos mais obscuros da net, e que ele agora volta a divulgar no seu canal do You Tube.

Foi há 6 anos

e eu continuo na mesma.

E o título do novo filme do Indiana Jones é...


(via The Sun)

Kingdom of the Crystal Skull. Me likes.

segunda-feira, setembro 10, 2007

É ir directamente ao topo.

O Correio da Manhã dá hoje conta da petição online organizada pelo Manuel Reis do Hotvnews (e que eu subscrevo) para que a TVI deixe de passar boas e premiadas séries a altas horas da madrugada. Do gabinete de imprensa da Televisão Independete vem o comentário: "É esquisito a petição aparecer numa altura em que as séries são exibidas no mesmo horário que as outras estações." Dá para interpretar de uma de três maneiras (talvez dê para mais, inclusive uma maneira que indicia alguma mania persecutória, mas eu agora só estou a ver estas três):

- Ou isto significa "se os outros fazem, nós também fazemos", coisa em que não quero acreditar, ainda mais quando a mesma fonte assume que a estação está atenta a acções do género desta petição (e isto mesmo tendo em conta que a grelha de um canal se baseia muito no que passa nos canais concorrentes, nas manobras típicas e desgastantes para programas e público resultantes das "guerras de audiências");

- Ou que talvez esteja na altura de fazer uma petição deste tipo para as outras estações, e, para isso, há que fazer o levantamento das séries que são exibidas na RTP 1 e na SIC no mesmo horário que as séries alvo da petição passam na TVI;

- Ou então que alguém no gabinete de imprensa de Queluz se enganou. Uma vista rápida aqui mostra que hoje, ao mesmo tempo que a RTP 1 passa televendas e a SIC o Quando o Telefone Toca, a TVI exibe, às 4h45 da manhã, O Mistério de Natalie Wood. Enfim, nada ao nível de um The Office, mas sempre se trata de uma mini-série de Peter Bogdanovich, o mesmo de Mask, e, mesmo sem a ter visto (àquela hora é difícil), e por mais xaroposa que possa ser esta dramatização da vida da mítica actriz, acredito que não haja margem alguma para confundi-la com um concurso à base de telefonemas dos espectadores.

Alguém se oferece como voluntário para fazer esse estudo comparativo e deixar os resultados aqui na caixa de comentários? Seria catita.

Entretanto, acho que vou dar a dica ao Manuel Reis para que mande a petição a Pina Moura. Nestas coisas, o melhor é ir directamente ao topo.

Heavy Metal!

Este vai ser um post curto, só para dar conta da coisa, mas dá-me ideia que temos película para me fazer largar muita tinta digital aqui pelo blog, até porque se trata de um dos meus heróis favoritos de todos os tempos. Isto para dizer que em Maio de 2008 chega aquele que poderá ser - se estiver ao nível do trailer - o melhor filme feito a partir de um personagem da Marvel. Já tinha visto este trailer há uns mesitos, depois do João Mealha me ter alertado que circulavam no You Tube imagens captadas directamente do ecrã gigante montado para a edição da Comic-Con deste ano. Os gritos de entusiasmo dos fãs quando surge pela primeira vez o Homem de Ferro condiziam com os que soltei sentado em frente do computador. Agora foi o ND a alertar-me que o trailer já está oficialmente disponível online. Ora checkem lá aqui.

Toparam o tema "Iron Man" dos Black Sabbath no final? (está agora disponível na FHfm) Podia ser mais apropriado?
Não podia.

Boa sorte


Vanessa da Mata não o conhecia (pessoalmente, quero eu dizer), mas convidou Ben Harper para interpretar com ela um tema para o seu 3.º e mais recente álbum, Sim. O amigo Ben aceitou e a parceria deu este belíssimo resultado: "Boa Sorte", uma daquelas músicas destinadas a passar nas rádios até à overdose. É aproveitar para apreciá-la agora, porque acredito que daqui a uns tempos aconteça com este tema o que aconteceu, só para referir um caso, com tudo o que era dos Tribalistas - vai começar a enjoar. Claro que "Boa Sorte" está a anos-luz de qualquer coisa que a tripla Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown tenha feito em conjunto - os Tribalistas começaram a enjoar logo desde início.

Entretanto, também Ben Harper voltou com um novo álbum de originais, Lifeline, que tem como primeiro avanço "Fight Outta You". Este single não me aquenta nem me arrefenta. A verdade é que - e apesar de gostar bastante de Burn to Shine (1999) - os expoentes máximos de Ben Harper em estúdio continuam para mim a ser os três primeiros trabalhos, Welcome to the Cruel World (1994), Fight For Your Mind (1995), e The Will to Live (1997). Tenho cá para mim que o contacto com Jack Johnson acabou por afectar o pobre Ben, porque nunca mais ele se saíu com pepitas do quilate de, por exemplo "Woman in You". Vejam lá se isto não era material de outra cepa. Até arrepia.

Guerra aberta

É sempre bom mantermo-nos a par da comédia que se faz na Austrália, mais ainda quando é em Sydney que se reúnem os líderes mundiais da APEC (Cooperação Económica Ásia-Pacífico). The Chaser's War on Everything, assim se chama o colectivo de humoristas mais falado do momento. Trata-se de malta capaz de fazer coisas destas num programa da manhã, em directo.

Pois é, imaginem o que seria alguém soltar um sonoro "foda-se" numa Praça da Alegria, um Fátima, ou um Você na TV! - uma bronca, estou em crer, apesar de naquela aberração de rubrica chamada Tertúlia Cor de Coiso se dizerem barbaridades muito mais rasteiras.

Mas agora os rapazes do Chaser's War lembraram-se de tentar furar o esquema de segurança montado à volta do fórum da APEC. O aparato não foi deixado ao acaso: três carros e duas motas, transportando um total de 11 pessoas, uma delas o homem mais procurado do planeta, Bin Laden.

Bom, não exactamente Bin Laden, mas um dos Chaser's disfarçado. Por pouco não passavam todos os postos de controlo e conseguiam um quarto no mesmo hotel onde está hospedado George W. Bush. Com um pouco de sorte, na manhã seguinte Bush e Bin iriam encontrar-se no buffet do pequeno-almoço, o que daria origem, sem dúvida, a um momento histórico de galhofa.

Os comediantes foram presos e depois soltos sob caução. Terão de comparecer ao tribunal em Outubro. As autoridades australianas afirmam entender a natureza do humor dos Chaser's War on Everything, mas sublinham ser esta uma questão grave, e que se deverá ter mais cuidado quando se faz este tipo de programas. Da minha parte, o que me preocupa é que na Austrália sejam tão pouco selectivos na escolha das pessoas que admitem nos hotéis.

sábado, setembro 08, 2007

Se


Telly Savalas, o Kojak original, interpreta "If".
Um portento!

sexta-feira, setembro 07, 2007

Pixeis na igreja: mas que é feito dos anjos, e tal?


O novo vitral da Catedral de Colónia, Alemanha
11500 pixeis de vidro de 72 cores diferentes
de Gerhard Richter
(a pintura relacionada, aqui)

(via
Greg.org)

quinta-feira, setembro 06, 2007

quarta-feira, setembro 05, 2007

terça-feira, setembro 04, 2007

Se há série que estou em pulguedo para ver (mesmo tendo sido cancelada) é esta: JOHN FROM CINCINNATI


Já foi chamada de "a série mais estranha desde Twin Peaks". Abundam teorias acerca da história: por exemplo, que o mundo do surf - o surf noir do escritor Kem Nunn, co-criador da série junto com David Milch (Deadwood) - está interligado com o surf online, no que poderia ser uma saga com implicações messiânicas que começa com uma família de surfistas e um misterioso jovem recém-chegado de Cincinnati, e se estende pela web adentro, com curas milagrosas e levitações pelo meio. E digo "poderia ser uma saga" porque a série foi cancelada ao 10.º episódio.
A HBO começa hoje as repetições da 1.ª temporada; era catita que as audiências fossem agora muito maiores, ao ponto da HBO repensar a 2.ª temporada (já aconteceu: lembram-se de Family Guy na Fox? Foi a pressão dos fãs que fez a série voltar; o problema com este John de Cincinnati é que não tem assim tantos fãs como isso, portanto seria bom que conquistasse bastantes com as repetições). Parece-me uma bela série para iniciar o mês, mesmo sendo praticamente certo que não vai haver mais nada para além do 10.º episódio, deixando assim por explicar todas as questões levantadas na 1.ª temporada. E, pelo que tenho lido, tantas que são.
Fiquem com o genérico de abertura e dispensem o visionamento das promos disponíveis no You Tube: parece ser unânime, entre quem já assistiu aos episódios, que não fazem jus à série (há mesmo quem culpe a fraca qualidade das promos pelas baixas audiências e consequente cancelamento).

Fotos da nova temporada de Heroes


Enquanto não chega (faltam quatro semanas), valem-nos estes pequenos rebuçados para ir aguentando a fomeca: algumas fotos do 1.º episódio da 2.ª temporada, intitulado "Four Months Later". Não são muitas, mas sempre é melhor que nada.

E a caixa de dvd's com a 1.ª série? Já saíu, e é coisa para lhe deitar as unhas em cima com elevado grau de urgência.

Em Veneza

Redacted, de Brian de Palma, abalou a 64.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza (mais sobre o filme e entrevista a de Palma aqui). Amanhã será exibido Mal Nascida, de João Canijo, único filme português presente na competição, com Márcia Breia, Anabela Moreira, Fernando Luís, Gonçalo Waddington, e Tiago Rodrigues. Por cá, há que aguardar por Outubro pela distribuição comercial de Mal Nascida, e de Redacted não tenho conhecimento da data de estreia. Dois a não perder, e inovadores, cada um à sua maneira: em Mal Nascida, Canijo utilizou o MiniDV, e em Redacted Brian de Palma baseou-se no material disponível no You Tube e em blogs quer de soldados americanos no Iraque, quer de extremistas, para recriar imagens que estão normalmente disponíveis online mas que nunca são exibidas no mainstream media, por antes serem redacted, ou seja, alvo de uma edição que deixa de fora tudo o que possa ser "chocante para o grande público", ou dar origem a problemas legais.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Doutor Pina Tube

De Pina, meu capanga de longa data - do Major Alvega ao Contra Informação, passando pelo Inimigo Público, Hora H e O Horror iNominável - abriu um canal no You Tube onde tem estado a colocar alguns highlights da suas prestações no Prazer dos Diabos (e não só: também podem encontrar por lá, p.e., o videoclip que o Pina realizou em '89 para os Ik Mux). A exclusiva visita guiada ao armazém onde estão guardadas as obras da Colecção Berardo, a Tele-Escola para Políticos, o apelo dramático para que não se abandone o esquerdalho quando chegam as férias; tudo razões de sobra para não dispensar a visita.

Entre os videos disponíveis está este sketch que escreveu, interpretou e dirigiu para a edição televisiva d'O Inimigo Público, em 2005. A Ana Rita Clara acompanhou Pina e o meu gémeo cebólico Eduardo Madeira na viagem alucinante que fizeram para o congresso social-democrata, num dos para mim mais hilariantes sketches que passaram no IP.

O devido reconhecimento também ao actor que faz o papel de agente da BT, e cujo nome infelizmente não sei, mas que tem aqui uma bela prestação. Parece ou não parece um agente de verdade?

Mas conseguirão aceder à pasta onde guardo as fotos comigo em lingerie feminina?


O escritório não devia funcionar às 5 e meia da manhã, a não ser em dvd.


O blog Hotvnews está a organizar uma petição a ser enviada para a TVI nos próximos dias, para que a estação de Queluz deixe de passar excelentes séries como "The Shield" durante a madrugada e, ainda por cima, com um horário inconsistente. Diz que a última gota foi quando a versão americana de "The Office" foi exibida às 5 e meia da manhã. Olaré. É por uma boa causa, é de assinar, a ver se vale de alguma coisa e as séries em causa passam mais cedo, que nem todos têm torrents a que recorrer.

Salividade

O que se prepara para a 2.ª temporada de Heroes (e Heroes: Origins), aqui.

Eu vim da Bahia

mas um dia eu volto para lá

domingo, setembro 02, 2007

Do atum Chávez para o salmão dançante: qual Nemo, qual catano!

Do álbum "We Are the Night" chega "The Salmon Dance", o novíssimo video dos Chemical Brothers, e é coisa para deixar qualquer CGI de barbatanas corado de inveja. O tema recorrente das alucinações, que povoam tantos outros videos soberbos feitos no passado (como este, este, este, este, e este) para temas da dupla. A fixação será tanta da parte dos Chemical Brothers como dos realizadores da maior parte destes videos, e também desta dança salmónica: Dom & Nic.

E porque é impossível falar de videos dos Chemical Brothers sem referir estas obras-primas de Michel Gondry, deixo aqui os já clássicos "Let Forever Be" e "Star Guitar". Só o planeamento que exigiram é de génio; a concretização está para além disso. Os primeiros passos para a feitura de "Star Guitar" estão documentados pelo próprio Gondry aqui, e gostava de ver uma espécie de making of deste género para o outro tema. "Let Forever Be" bem podia servir de ilustração para o fim destes sete curtos embora intensos dias de férias, mas não serve.