domingo, maio 20, 2007

A série do Regicídio e as "medidas cautelares"

Ainda em relação ao post anterior: daria vontade de rir, a leitura destas mensagens no Fórum Monarquia Portugal, se estas não fossem mostra - pelo conteúdo e pelo tom - de uma vontade tirânica de controle. As expressões utilizadas não deixam margem para dúvidas. Vejam estas imagens (os sublinhados a vermelho são meus) e cliquem em cada uma delas para vê-las em formato maior e poderem ler o que por lá se escreve. Para lê-las no seu "habitat natural", cliquem aqui e aqui.







Meus caros, reajo muito mal a "medidas cautelares", detesto ser pressionado, não me agrada saber que estou "sob escrutínio", não admito que me "caiam em cima" (excepção aberta a Gisele Bundchen e amigas). A série não será um panfleto propagandístico delineado por quem quer que seja, é uma série de ficção baseada em factos históricos, com autoria minha e do Mário Botequilha, produzida e realizada pelo Fernando Vendrell, e exibida pela RTP. O processo de concretizá-la segue os trâmites normais, e só conhecerão o seu conteúdo no dia da estreia, como qualquer outro telespectador em relação a qualquer outra série, ao contrário das vossas intenções, e indiferentes aos vossos métodos de "pressão", quer os tornados públicos através de fóruns, quer através dos mails e outros contactos persistentes de que tenho sido alvo. Poupem-se a trabalhos e poupem-nos à vossa verborreia, que nós ainda temos muito trabalho pela frente e não podemos nem queremos ser perturbados por militâncias próximas da histeria. Pouco nos interessa, por exemplo, se Aquilino Ribeiro vai ou não para o Panteão, a nossa guerra é outra - é fazer desta série algo que prenda os telespectadores ao ecrã, e não a esta ou aquela versão. Não temos tendências, não temos consultores com tendências. O máximo que poderemos eventualmente fazer é acrescentar no final de cada episódio a legenda: "Nenhum monárquico nem nenhum republicano foi ferido durante a gravação desta série".

21 comentários:

Anónimo disse...

Que gente...

sakki disse...

Escreve, escreve que é o que fazes bem, essa gente sente-se tão afectada com isto e a série ainda nem saiu...

abraço

Fred disse...

eheh bem respondido! estou contigo! mesmo que o tema não me seja de particular interesse, só estas manifestações radicais fazem-me perder um bocado o juízo! ainda bem que és tu a escrever o regicídio: se fosse eu, acho que já ia atirar a imparcialidade ao ar, só para chatear! Mesmo que não se magoe ninguém! eheheh
um abraço!

Tino_de_Rans disse...

N basta a estrema direita agora temos k aguentar os monarquicos...porra.

Mas ainda há monarquicos?

Amílcar Filhoses disse...

Este pessoal é bem fixe. Só pessoas fixes dizem "dar-lhes na tola" e conjugam erradamente o verbo haver.

Whatever. Cambada de trolls...

Anónimo disse...

_ L. Guerreiro, Vice-Presidente Moderador de... Ética?!

_ Além de títulos pomposos e de boas condutas éticas - como se pode verificar pelas mostras neste post - tenho certezas quanto à saliência nasal destes "monárquicos": forma redonda e de cor vermelha.

Anónimo disse...

Falam estes senhores em imparcialidade, quando apresentam como tema de debate a frase "Republicanos: porcos, feios e maus...como sempre!"

opatrao disse...

São os D. Duartes Pios que não estudaram, que não sabem conjugar o verbo Haver :))))))

Unknown disse...

Eu acho que a grande preocupação dos monárquicos (a nossa gloriosa nobreza de quem nos devemos orgulhar por tantos feitos tauromáquicos e êxitos de fado) tem a ver com um simples facto: a cor do sangue de D. José I e seu filho (do qual não me recordo do nome) na série... Azul ou vermelho, eis a questão! É que se for vermelho pode fazer-nos (quando digo nós, refiro-me a povo: alienado e ignorante) acreditar que somos todos iguais... e se pensarmos nisso podemos chegar à conclusão que não faz muito sentido alguém deter o poder só porque nasceu em determinada família e tem 56 nomes próprios. E, eventualmente, chegar à conclusão que a monarquia não faz muito sentido... Mas... isto passou-se em 1910, não foi?

Anónimo disse...

"Somos todos iguais"

Pois, é muito bonito e simples. Vamos então dar vivas à igualdade na América Latina, essas grandes democracias, e condenar as sociedades muito desiguais da Holanda, Bélgica, países nórdicos, Canadá, etc.. É que esses países até cheiram a mofo.

loool

Desejo boa sorte a quem está a fazer a série.

Anónimo disse...

Assino: Diogo.

Anónimo disse...

estes monárquicos, tanta conversa e nem conseguiram organizar-se de forma a fazerem o site do cenetnário do regicídio. Dizem que "foi encerrado por não se justificar o investimento na sua manutenção". Uma tristeza para confirmar em www.regicidio.org

Também assino: Carlos. Mas há tantos, não é? Tantos quanto Diogos.

Anónimo disse...

Não percebo o que é que isso tem a ver com o que foi dito, anteriormente.

De qualquer forma, investimento e força de vontade é coisa que por Portugal não existe, nem nunca existiu. Qual o espanto?

Diogo (será preciso no. de bi, agora?)

Anónimo disse...

Não é necessário número de bi, um apelido chegaria. Mas como é monárquico deve ter tantos apelidos que não se consegue decidir por apenas um.
O site tem a ver porque mostra bem a falta de capacidade, no entanto tentam interferir no trabalho dos outros.
Ass: Carlos Santana (gotta black magic woman e nao gostei do que disse acerca da América Latina)

Anónimo disse...

"Não é necessário número de bi, um apelido chegaria."

Mas porquê?

"Mas como é monárquico deve ter tantos apelidos que não se consegue decidir por apenas um."

Então, depreendo que para si só os monárquicos é que não se decidem por um apelido?

De resto, onde disse que era monárquico?

"O site tem a ver porque mostra bem a falta de capacidade, no entanto tentam interferir no trabalho dos outros."

Referia-me ao seu post, em relação àquilo que eu tinha dito antes.

"...e nao gostei do que disse acerca da América Latina)"

Infelizmente aquela região não prima pela igualdade da sociedade, em termos práticos, bem como outras regiões do mundo, claro.

Omitindo-as nunca é solução para algo que (é geralmente considerado) um problema.

Diogo.

editor69 disse...

Eu sou monarquico,chamo me Zé não tenho montes de nomes próprios dou erros a escrever.
Não sou aristocrático,o que só demonstra falta de informação e tacanhez,ah e inveja,quem acha q se tem de ser para ser monarquico.Sou do Benfica e não mando papéis para o chão.
E não curto nem de fados nem de touradas.Mas continuo MONARQUICO.

Anónimo disse...

Coitados dos republicanos, deram-nos 48 anos de ditadura e ainda se armam em foleiros lololol
Hoje em dia há outros tipos de títulos, chamam-se "canudos". Tira-se um canudo e depois têm a mania de que já são gente quando no fundo não passam de uns azeiteiros como o autoe deste blog

FHF disse...

Eissh, há tanto tempo que não me chamavam azeiteiro, que saudades.

Anónimo disse...

É preciso não generalizar, nem todos os monárquicos pensam ou actuam como os que foram referidos no post.

Monarquia ou República é uma discussão legítima. Não podemos esquecer que muitos países europeus são monarquias, até a a vizinha Espanha, presentemente e em muitos aspectos mais desenvolvida que nós.

respeito mútuo é bom porque, no fim somos todos portugueses e isso sim é que é importante.

(Quanto ao número, são cerca de 20% da população)

FHF disse...

Caro anónimo, quanto à questão do "respeito mútuo": mesmo eu que, a julgar pelas palavras do mané, sou um azeiteiro, estou 100% de acordo.

Anónimo disse...

Discussões ridículas à parte...acho muito bem que se dedique um filme a este tema e espero sinceramente que seja imparcial.
Infelizmente de ambos os lados existem extremistas e gente que prima pelo mau gosto.
Considero que monarquia é o melhor sistema politico, mas importa discutir isto num contexto civilizado, aberto e sério sobre sistemas politicos...que infelizmente nunca foi feito em Portugal.
Como descendente de um dos persongens da série tenho alguma curiosidade em ver como será retratado...e aí sim....exijo seriedade.
Boa sorte para a rodagem e se quiser entrar em contacto comigo...