Terça-feira, Maio 08, 2007

Edinburgh Fringe 2006 (re-posts)

Outros posts que fiquei de voltar a publicar foram os relativos à edição do Fringe, junto com as fotos tiradas por telemóvel que fui enviando de lá no ano passado para o velho moblog da Textamerica (executado a tiro sem aviso prévio). Seguem-se então os dois primeiros posts que escrevi já regressado de Edimburgo, mas ainda com memórias frescas daquele festival único que transforma a cidade por completo. Cliquem nas fotos para poderem vê-las em tamanho maior no meu Flickr, onde vou passar a alojar algumas fotos e fotoons. E depois não deixem de consultar o site do Fringe com pormenores da edição deste ano.

Pleasance Courtyard/1
Uma das clássicas 'venues' do Fringe, e a maior de todas - mais de uma dezena de salas para cerca de 180 espectáculos, na sua grande maioria de stand-up, sketch-comedy, e teatro de comédia. Uma das salas mais pequenas onde estive foi a Pleasance Courtyard Cellar, para assistir ao espectáculo MUM'S GONE AWAY, dos PLASTIC COWBOYS. 50 e poucos lugares bem apertaditos, onde tive o primeiro contacto com uma das constantes deste festival: o ar-condicionado é desconhecido por estas bandas, e o calor que se gera às vezes chega a ser insuportável, quanto mais pequena a sala for e mais cheia estiver. A maior sala onde estive, não só nesta 'venue' mas em todo o festival (se não contar com a peça MACBETH: FRANTIC READHEAD'S WALKING PLAY, que usava vários pontos da cidade como palco) foi a Pleasance Courtyard Grand, um anfiteatro de 500 e tal lugares, talvez um pouco mais, onde assisti a MARLON BRANCO'S CORSET (dos espectáculos falarei mais tarde).

Foto enviada a 17/08/06, 1:11pm
Texto publicado originalmente a 25/08/06, 3:33pm

Pleasance Courtyard/2

Os espaços mais vocacionados para a comédia, como é o caso do Pleasance e do Underbelly, são normalmente - inevitavelmente - apoiados ou patrocionados por marcas de bebidas. O nome completo do Underbelly é, aliás, Smirnoff Underbelly. No pátio, onde de vez em quando se ouve um dos porteiros das salas a gritar alto e bom som que as portas para determinado espectáculo já abriram, há gente sentada dia e noite nas muitas mesas disponíveis a beber o seu copázio, ambiente muito propício ao relax e à conversa, não fosse outro factor constante no Fringe: malta a distribuir flyers a toda a hora, a tentar convencer-nos a ir assistir a esta e àquela actuação. Muitas vezes os artistas que estão a actuar no festival andam eles próprios a distribuir panfletos e a explicar às pessoas porque é que hão-de preferir ver o espectáculo deles em vez de outro. Com tanta coisa a acontecer ao mesmo tempo - e tanta coisa boa - a caça ao público não pára. Ao princípio tem a sua piada, mas ao fim de uns dias cansa. Convém no entanto ir dando ouvidos aos vendilhões: acabei por tomar conhecimento de coisas bem catitas, que me tinham naturalmente passado ao lado quando olhei para o catálogo de quase 2000 espectáculos, ou quando olhava para as paredes de grande parte de Edimburgo, às quais os milhares de pósteres promocionais acrescentam alguns centímetros todos os dias. Esta moça, cujo vislumbre é capaz de retirar toda a carga erótica à noção de seios, andava por lá também a distribuir folhetos, para um espectáculo que não me recordo qual era. De vez em quando sentava-se nas mesas, demonstrando um admirável controlo dos seus apêndices mamários por conseguir não derrubar nenhuma cerveja.

Foto enviada a 17/08/06, 2:26pm
Texto publicado originalmente a 25/08/06, 3:38pm

2 comentários:

JoaoQuadros disse...

Isto está cá com uma pinta! Bela remodelação, é para quem dinheiro..

Filipe disse...

João Quadros, você aqui?!
É bem verdade, estourei aqui uma pipa de massa!